O enorme recuo de Cristas em cinco passos

 

(In Expresso Diário, 05/05/2019)

(A Dra. Assunção só dá tiros de pólvora seca!. Tanto amor pelos professores era de desconfiar. Era só para chatear o Costa, e tirá-lo do sério, como ela costuma fazer nos debates na Assembleia da República. Quando se viu a acordar ao lado da barba do Mário Nogueira, como lhe mandou, em seta envenenada o ex-ministro das cervejas, Pires de Lima, a Cristas deu um salto na cama e teve um ataque de erisipela! Vade Retro, Satanás, exclamou!

E é assim que vai dar o dito por não dito, já não vai votar pelo descongelamento das carreiras dos professores na totalidade, o Rio vai seguir-lhe as pisadas, o Governo vai-se manter até ao fim e António Costa ri-se às gargalhadas com a inépcia da direita.

Comentário da Estátua, 05/05/2019)


A líder do CDS assumiu um compromisso e acabou em ele em apenas 48 horas – depois de muitas críticas externas e internas e de um aviso de Pires de Lima.

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Quem quer casar com o agricultor?

(Por Estátua de Sal, 23/04/2019)

Melo, Cristas e Soares

Em tempos idos os fenómenos mais marcantes e inéditos no país estavam, por estranha tradição, associados ao Entroncamento. Agora parece que passaram para a Golegã.

O CDS, comandado pela azougada Dra. Cristas, foi apanhar couves à Golegã. Assim, acompanhada por Nuno Melo e Pedro Mota Soares, também conhecido pelo “ministro lambreta”, decidiram participar no projeto “Restolho“, da Associação de Agricultores AGROMAIS, que consiste na apanha de couves para o Banco Alimentar de Abrantes.

As razões de tão insólita acção de rua prendem-se necessariamente com as eleições europeias que, segundo a última sondagem da Aximage, não irão ser nada auspiciosas para o CDS e para a Dra. Assunção ainda que, segundo ela, irá lutar nas eleições de Outubro para ser Primeira-Ministra.

De facto, os votos que Marinho Pinto angariou nas europeias de 2015 (7%) vão ser avidamente disputados pelo PSD e pelo CDS, e nada melhor do que recorrer à apanha da couve, para tentar captar esses votos do MPT, o partido da Terra. Ora, como se tratam de eleições europeias, a Dra. Assunção só falhou o alvo quanto ao tipo de couve porque, em vez da colheita de couve lombarda, deveria ter optado pela apanha de couves de Bruxelas. Sempre era mais condizente.

Há que dizer que os políticos em campanha eleitoral resvalam muitas vezes para situações de extremo ridículo. Mas esta direita do CDS bate todos os outros aos pontos e cada vez nos surpreende mais com estas acções dignas de figurar no anedotário nacional. Acham eles que os portugueses são tão estúpidos e atrasados mentais que consideram que apanhar meia dúzia de couves em frente às televisões, transforma qualquer mortal num agricultor encartado e merecedor de empatia profissional, e quiçá, de ser merecedor de escolha nas urnas.

A Dra. Assunção sempre teve queda para as “causas agrícolas”, queda que herdou do seu patrono e mentor Paulo Portas. Ainda a haveremos de ver com o boné e com o capote alentejano que o dito patrono costumava usar para se passear em campanha eleitoral por feiras, mercados e romarias.

Mas mais ainda. Como o CDS está, para já, divorciado do PSD de Rui Rio e vai a votos sozinho para mostrar o que vale, a Dra. Assunção está livre e prendada para casar com quem se chegue à frente e a queira levar ao altar.

Com este tirocínio da apanha da couve, a Dra. Assunção mostrou os seus predicados de mulher da lavoura e alertou todos os jovens agricultores casadouros para o facto de não se assustar com as duras exigências dos trabalhos do campo.

Por isso, ó jovens agricultores, quando forem ao programa da SIC, não escolham qualquer uma e protestem, junto da produção, por só vos confrontar com candidatas de fraco curriculum. Mandem vir a Dra. Assunção que já tem provas dadas em todas as artes agrícolas, desde a apanha da couve até à pasta ministerial da actividade. É garantido que melhor esposa não podem ambicionar. 🙂


A Dr.ª Assunção Cristas e a política

(Por Carlos Esperança, 25/03/2019)

A Super Moça

D. Cristas, a quem Paulo Portas confiou a proteção das empresas de celulose, apoiando a cultura do eucalipto, depois de ter entrado no ministério da Agricultura, como Pilatos no Credo Romano, sem mérito nem justificação, julgou-se uma fulgurante política.

A precursora de Trump nas preocupações ambientais decidiu acusar agora o Governo de não ter soluções para resolver a falta de água, quando ela e o cardeal Clemente foram os únicos portugueses a pedirem orações para a chuva, à semelhança do que os índios faziam com fogueiras.

A novena foi, durante séculos, a arma mais usada contra as secas, às vezes com trovoadas, efeitos paradoxais que destruíam o renovo que sobrava, talvez por excesso de fé ou de orações, e sem ensaios científicos (duplo-cegos) comparativos com as fogueiras índias.

Quem afirmou em Oliveira do Bairro, na campanha das últimas eleições autárquicas, ter “o vento de Lisboa colado à pele e a água do Tejo colada à alma”, é da água da baía de Luanda e do litoral do “nosso Ultramar, infelizmente perdido”, que sente saudade.

O seu provável sucessor, Nuno Melo, na entrevista ao último Expresso, afirmou-se mais à direita, o que não admira em quem ignora os assassínios do padre Max e de Maria de Lurdes e considera o ELP e o MDLP formações patrióticas. O trauliteiro Nuno foi autor do voto de pesar na AR, na morte do acirrado salazarista, cónego Melo, onde revelou o seu ídolo e a sua índole.

A Dr.ª Cristas é um Marta Soares com mais habilitações e sem erros de gramática, mas falta-lhe um corpo de bombeiros para chantagear o Governo. À falta de argumentos ela é a rã que inchou nas autárquicas de Lisboa e chegou a vereadora, tendo como principal adversário o partido que a mostrou às televisões – o PSD –, a quem agora morde a mão.

A autoproclamada líder da Oposição e candidata a PM, no permanente combate ao PSD, não analisa a pequenez do CDS e dos seus quadros, recorrendo ao ruído para disfarçar a incapacidade de se afirmar como líder credível dentro e fora do seu partido.

Agora, à falta de moção de censura, exige ao Governo que mande chover. A Dr.ª Cristas não é uma mulher, é uma máquina de guerra que, quando encrava, dispensa um médico, recorre ao mecânico de armamento.

Está a precisar de recolher à oficina para uma revisão à cabeça.