Análise militar e geopolítica da guerra na Ucrânia e negociações EUA-Rússia

(Major-General Carlos Branco, in CNN, 18/02/2025)


Carlos Branco olhou para esta fotografia da reunião convocada por Macron onde está António Costa e diz que é “uma lástima”.


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Resumo das negociações EUA-Rússia:

1: Relações EUA-Rússia: Diplomacia e Economia em Destaque

O encontro entre os principais diplomatas dos Estados Unidos e da Rússia na Arábia Saudita teve como objetivo principal normalizar as relações entre as duas potências globais. A diplomacia será o principal campo de ação, mas também haverá discussões sobre economia e outros temas.

2: Ucrânia: Tema Presente, mas Separado

A Ucrânia foi um tema discutido na reunião, mas não foi o foco principal. O encontro serviu para preparar uma futura reunião entre os presidentes Putin e Trump, que discutirão os detalhes do conflito.

3: Foco na Economia

Os Estados Unidos foram afetados pelo conflito ucraniano em cerca de US$ 320 bilhões. A normalização das relações seria benéfica para o presidente Trump, que é sensível a esse argumento. A questão económica deve sobrepor-se a outros aspectos, pois terá um papel crucial na normalização das relações.

4: Implicações da Proposta de Metais Raros

A proposta de extração de metais raros na Ucrânia, apresentada pelo presidente Zelensky, não está sendo bem recebida por ele. Os Estados Unidos reivindicam 50% dos projetos em andamento e futuros, o que pode ter consequências para a economia ucraniana e sua possível adesão à União Europeia.

5: Europa Descoordenada

A visita do enviado especial dos EUA para a Ucrânia à Europa levantou questões sobre a coordenação na região. Os EUA enviaram um questionário aos países europeus, ultrapassando a OTAN e a UE. Isso indica uma postura política que deve ser considerada.

A Europa enfrenta desafios na liderança do processo de paz na Ucrânia. A falta de um representante especial e a ausência de uma reunião do Conselho Europeu para discutir o tema são vistos como erros estratégicos.

6: Quem Lidera o Processo de Paz?

O encontro em Paris, convocado por Macron, reuniu vários líderes europeus, mas não definiu quem lideraria o processo de paz na Ucrânia. Macron, Stoltenberg e outros fizeram declarações contraditórias sobre o envio de tropas e garantias de segurança.

A incapacidade da Europa em se coordenar e definir uma estratégia única é lamentável e prejudica seu papel no conflito. A União Europeia precisa nomear um representante especial para coordenar os esforços diplomáticos e liderar as discussões com a Rússia.

7: Garantia de Segurança: Um Desafio para a Europa

Os Estados Unidos descartaram fornecer garantias de segurança à Ucrânia. A Europa, no entanto, não tem capacidade ou intenção clara de assumir esse papel. A falta de clareza quanto ao objetivo estratégico e à missão militar na Ucrânia torna o debate sobre garantias de segurança fútil.

8: Forças Armadas Europeias: Capacidade Limitada

Os números do mapa de forças armadas dos países europeus mostram que eles não têm a capacidade militar necessária para oferecer garantias de segurança à Ucrânia. A vontade política e a capacidade de recrutar e manter tropas também são questionáveis.

De salientar que a diplomacia tem sido um “tabu” para a Europa neste conflito, o que pode causar ainda mais desconforto pela persistência da tomada de políticas de Biden, não estando ainda adaptada para uma nova realidade.

Podem abaixo ver o vídeo com toda a análise, obtido do canal do YouTube @PovoEnganado.

Cessar-fogo na Ucrânia? “Há uma alteração completa da narrativa, Putin já não está a ser demonizado e estão criadas as condições”

(Major-General Carlos Branco, in CNN, 13/02/2025)


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A política mundial está a mover-se a uma velocidade imprevista e impensável. A narrativa está a alterar-se e a Rússia já está a deixar de ser considerada um estado pária pelo Ocidente, pois já se lhe reconhece uma envergadura de grande potência, no contexto da redefinição de novos equilíbrios geopolíticos, e daí na solução do conflito na Ucrânia.

É ouvir quem sabe. Desta vez deram mais tempo de antena ao Major-General Carlos Branco. Entre muitos temas, analisa o telefonema entre Donald Trump e Vladimir Putin e o eventual início das negociações de paz.

Podem ver o vídeo aqui.

O que ele gostava mesmo era ser da PIDE

(Major-General Carlos Branco, in Blog Cortar a Direito, 09/02/2025)


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Este jovem que dá pelo nome de João Gomes (JG), sob o disfarce de um avatar, publicou na sua página do “X”, a imagem que podem ver acima junto com o seguinte texto: “São estes alguns dos rostos que em Portugal servem o regime de Putin. Se souberem mais, diga-se que se vai adicionando.”, como podem constatar.

Há um website mantido por elementos ucranianos nazis que faz algo semelhante. Publica uma lista das pessoas que considera inimigos da Ucrânia, com informação pessoal, com o intuito de lhes causar dano pessoal. Ao fim do dia, como agora se diz, recorrendo à terminologia anglo-saxónica, o objetivo do post deste jovem não anda muito longe disso.

Apesar da sua tenra idade (rondará os 35 anos), apresenta-se como conselheiro sénior da Iniciativa Liberal (não tenho nada contra a IL), para além de comentador de futebol, olheiro de futebolistas, e associado a um projeto falhado de alojamentos de curta duração para turistas.

Também fez algumas incursões no jornal Observador (dizem que é o jornal da IL) publicando uma rábula de frases feitas e banalidades sobre a liberdade. Teve a lata de dizer ser “Portugal um país historicamente associado aos valores da liberdade e da democracia”. Esqueceu-se de dizer qual era a janela temporal a que se referia. Mas isso não interessa. É uma coisa bonita de se dizer. Afinal a ignorância também deve ter direito a expressar a sua opinião. E tem uma vantagem, impede de ver o ridículo.

O que é mesmo cool para subir na vida é dar nas vistas, um conselheiro sénior tem de dizer umas coisas – mesmo que sejam umas banalidades, aproveitando o que está a dar para malhar nuns tipos que com a idade dele já tinham estado em cenários de guerra, e que talvez tenham alguma propriedade para falar de coisas que JG ignora.

Ah, e falar assim de coisas fixes como liberdade, globalização, resiliência, tolerância, multiculturalismo. A inteligência artificial dá um jeito do caraças. Não é preciso ter ideias. Basta ver se as vírgulas estão no sítio certo. E, entretanto, ir seguindo as crianças que dão toques certeiros na bola. Depois de ler a sua prosa em que não diz nada concluo que aquilo em que o Dr. JG é mesmo bom é em não pensar.

O bufo

Há formas dignas de subir na vida, mas andar armado em bufo a apontar o dedo a pessoas por delito de opinião, como se fossem criminosos, não parece ser a mais adequada, nem compaginável com a regurgitação de chavões sobre liberdade de pensamento, mesmo que não se perceba o significado daquilo que se diz.

Mas JG  tem de o fazer porque afinal ele é conselheiro sénior. E um dia, portando-se bem, ainda vai ser presidente da junta.

PS: Das nove pessoas nas fotografias, só conheço pessoalmente duas. Uma nem sei quem é. As restantes quatro conheço-as da televisão. Nunca cheguei à fala com elas.

Fonte aqui.