Ataque a aeródromos no interior da Rússia: brincar com o fogo

(Scott Ritter, in Resistir, 03/06/2025)


A operação Spider’s Web da Ucrânia ultrapassou o limiar de uma reação nuclear russa. A reação da Rússia e dos EUA pode determinar o destino do mundo.


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Em 2012, o Presidente russo Vladimir Putin declarou que “as armas nucleares continuam a ser a garantia mais importante da soberania e da integridade territorial da Rússia e desempenham um papel fundamental na manutenção do equilíbrio e da estabilidade regionais”.

Nos anos que se seguiram, analistas e observadores ocidentais acusaram a Rússia e os seus líderes de invocar irresponsavelmente a ameaça das armas nucleares como um meio de exibição de força (sabre-rattling), um engano estratégico para esconder as deficiências operacionais e tácticas das capacidades militares da Rússia.

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À espera dos Oreshniks, enquanto o kabuki de Istambul prossegue “não negativamente”

(Pepe Escobar, in Resistir, 04/06/2025)


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O clima entre as pessoas informadas em Moscovo – apenas algumas horas antes do novo [teatro] kabuki de Istambul sobre as “negociações” Rússia-Ucrânia – era este. Três pontos-chave.

  1. O ataque aos bombardeiros estratégicos russos – parte da tríade nuclear – foi uma operação conjunta dos EUA e do Reino Unido. Sobretudo do MI6. O investimento tecnológico global e a estratégia foram fornecidos por esta combinação de informações.
  2. É manifestamente incerto se Trump está realmente no comando – ou não. Isto foi-me confirmado à noite por uma fonte de informação de topo; acrescentou que o Kremlin e os serviços de segurança estavam a investigar ativamente todas as possibilidades, especialmente quem emitiu a luz verde final.
  3. Consenso popular quase universal: Libertem os Oreshniks. Mais uma vaga de mísseis balísticos

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Três dias!?…

(Por José Gabriel, in Facebook, 28/03/2025, Revisão da Estátua)


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Depois de Mácron ter oferecido o arsenal nuclear da França para guarda-chuva da Europa, esta, sempre pronta a animar os mercados – neste caso, sobretudo os supermercados -, anunciou a necessidade de os cidadãos se munirem de um kit de sobrevivência para três dias.

Ora, muitos europeus ficaram perplexos com esta calendarização das possibilidades de sobrevivência. Permitam-me um ensaio de esclarecimento.

Na verdade, a ideia – chamemos-lhe assim, embora a palavra “ideia” refira, sobretudo, um produto de cérebros funcionais, o que não parece ser o caso dos actuais dirigentes europeus – está carregada de um otimismo que não é mais que um último serviço aos seus amados especuladores.

É que, meus irmãos no desastre, se houver uma guerra e se ela usar o citado guarda-chuva nuclear, não vale a pena abastecerem-se nem para três dias. A guerra acabará antes disso e vós, provavelmente, já não estareis cá para lhe ver o fim – se é que valerá a pena sobreviver. 

Claro que não faltarão comentadores – estou, neste momento, a ouvir um deles a dizer isto mesmo – que vos descansarão dizendo que Portugal está muito, mas muito longe da Ucrânia, pelo que não terá grandes problemas. Só falta dizerem – mas não tardará – que podemos ver, nas nossas televisões e em direto, as explosões fúngicas – para não falar na traumatizante palavra “cogumelo” – que vitimarão “os outros”.

Einstein dizia, conta a tradição, que se houvesse terceira guerra mundial, a quarta seria à pedrada. Einstein está ultrapassado pelo “progresso”. Já não haveria quarta guerra mundial porque já não haveria ninguém para atirar as pedras.

Estamos entregues a doidos? Estamos. Rados por gente previamente eleita bué democraticamente. Por maiorias cujos votantes não caíram do céu. Estão aí, ao vosso lado.

Segue agora uma prova de que grande poeta é o Povo… 🙂


O João não quer ir à guerra

Rolo de papel na mão

Joãozinho ia cagar

Mas a Pátria disse: “não!

Vais prá guerra guerrear”.

François était bon garçon

Il mangeait pommes de terre

Quand il vient,  Manuel Macron:

“François, tu vas a la guerra”!

On vacation in Algarve

Enjoying a month or more

Ouviu Keir em grito alarve:

“Johnny, you’re going to war”!

E o João Cesar Monteiro

Homem que sabe da poda

Dizia com ar faceiro

“Quero que a guerra se foda”!