(Por José Gabriel, in Facebook, 28/03/2025, Revisão da Estátua)

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Depois de Mácron ter oferecido o arsenal nuclear da França para guarda-chuva da Europa, esta, sempre pronta a animar os mercados – neste caso, sobretudo os supermercados -, anunciou a necessidade de os cidadãos se munirem de um kit de sobrevivência para três dias.
Ora, muitos europeus ficaram perplexos com esta calendarização das possibilidades de sobrevivência. Permitam-me um ensaio de esclarecimento.
Na verdade, a ideia – chamemos-lhe assim, embora a palavra “ideia” refira, sobretudo, um produto de cérebros funcionais, o que não parece ser o caso dos actuais dirigentes europeus – está carregada de um otimismo que não é mais que um último serviço aos seus amados especuladores.
É que, meus irmãos no desastre, se houver uma guerra e se ela usar o citado guarda-chuva nuclear, não vale a pena abastecerem-se nem para três dias. A guerra acabará antes disso e vós, provavelmente, já não estareis cá para lhe ver o fim – se é que valerá a pena sobreviver.
Claro que não faltarão comentadores – estou, neste momento, a ouvir um deles a dizer isto mesmo – que vos descansarão dizendo que Portugal está muito, mas muito longe da Ucrânia, pelo que não terá grandes problemas. Só falta dizerem – mas não tardará – que podemos ver, nas nossas televisões e em direto, as explosões fúngicas – para não falar na traumatizante palavra “cogumelo” – que vitimarão “os outros”.
Einstein dizia, conta a tradição, que se houvesse terceira guerra mundial, a quarta seria à pedrada. Einstein está ultrapassado pelo “progresso”. Já não haveria quarta guerra mundial porque já não haveria ninguém para atirar as pedras.
Estamos entregues a doidos? Estamos. Rados por gente previamente eleita bué democraticamente. Por maiorias cujos votantes não caíram do céu. Estão aí, ao vosso lado.
Segue agora uma prova de que grande poeta é o Povo… 🙂
O João não quer ir à guerra
Rolo de papel na mão
Joãozinho ia cagar
Mas a Pátria disse: “não!
Vais prá guerra guerrear”.
François était bon garçon
Il mangeait pommes de terre
Quand il vient, Manuel Macron:
“François, tu vas a la guerra”!
On vacation in Algarve
Enjoying a month or more
Ouviu Keir em grito alarve:
“Johnny, you’re going to war”!
E o João Cesar Monteiro
Homem que sabe da poda
Dizia com ar faceiro
“Quero que a guerra se foda”!
Se houver guerra nuclear não vamos ter tempo para passar fome.
Mas parece que a cambada de psicopatas que mandam nisto tudo não vê bem o filme.
Bom, não mexe mais. Vou só adicionar uma outra quadra:
Durão Barroso e Jean-Claude Junker
Agora é a Leyen, Ursula von der
Vão todos juntos para um bunker
Quando começar «la guerre»
Boa. 🙂
E comam-se uns aos outros,
Quando se acabar a ração,
Porque quando a fominha apertar,
É isso mesmo que farão.
Sim, quando Einstein falou sobre a tal guerra com paus e pedras as armas eram muito diferentes das que hoje existem a disposição das potências nucleares.
E tendo em conta que a Rússia não tem população que lhe permita resistir as nossas hordas, e sabendo que não serão melhor tratados do que foram há 80 anos pelos nazis, claro que uma guerra da Uniao Europeia contra a Rússia descambara para o nuclear.
Não foi só Putin a dizer com as letras todas que um mundo onde a Rússia seja a única vítima sacrificada não faz sentido.
A Rússia não morrera sozinha por isso não há açambarcamento de alimentos que nos valha, seja para três dias ou 30 anos.
Isto e só para dar lucro a especuladores e meter nos medo para que achemos normal ficarmos sem salários nem reformas para comprar armas.
Como noutros tempos muitos achamos normal irmos dar vacinas não testadas decentemente e que a muita gente correram mal.
Para esse peditório não dou mais.