Responder ao SMO com a objeção de consciência ou enforcar os tipos

(Por oxisdaquestão in blog oxisdaquestao, 02/04/2024)

Lembremo-nos do lítio que as nossas montanhas escondem e que não tarda muito vai ser catado à força de buldozer e escombreiras. Quem ainda não fez as fotos das nossas paisagens já não tem muito mais tempo para fazê-las.

As riquezas do país vão muito para além deste calhau da moda que origina golpes de estado e guerras para o saque de riquezas naturais. Não estamos livres de tais movimentos e, se eles chegam de fora, temos de nos precaver: constituir um poderoso exército conforme a nossa tradição que remonta à reconquista e às lutas contra os espanhóis e franceses.

Dizem-nos de Bruxelas que os russos, tendo aviado Kiev e o seu drogado-nazi, entrarão de roldão por aí dentro e, se não estamos precavidos, chegam a Vila Real de Santo António num abrir e fechar de olhos. É que os russos depois de passarem pela porcaria que são os outros países da NATO e da CEE-UE vão querer assenhorear-se das nossas verdadeiras riquezas: os pastelinhos de Belém, as natinhas do Porto, o presunto de Lamego, os pézinhos de coentrada, o bacalhau à Braga, as castanhas transmontanas, as azeitonas do Alqueva, as pataniscas de bacalhau e as iscas de fígado de cebolada, o pão-de-ló de Margaride… Assim que a Nação está em risco, e como tem um exército de GNR’s voluntários para missões de paz, tem de o reforçar com a rapaziada treinada nos jogos de computador tipo call of duty, sniper elite 5, hell let loose, world of tanks, …

O serviço militar obrigatório era a forma de recrutamento do regime salazarista, enquanto durou, para prover a guerra colonial de homens. O SMO foi responsável por 30 mil soldados mortos e feridos (inválidos), sendo que o número de afetados psicologicamente nunca foi apurado por não se admitir tal situação, que acarretaria elevados custos de reparação ao Estado.

Este assunto vem à baila porque os EUA/NATO encetaram uma operação militar de cerco ao território da Rússia, tendo como base principal a Ucrânia, país sem bases sólidas de nacionalidade e soberania, e que foi levado a ser uma imensa base militar da NATO e um território governado por nazis assumidos e inimigos dos russos declarados. Nesta sua aventura o exército ucraniano tem perto de 700 mil mortos e cerca de 1 milhão de feridos (recuperados uns, estropiados-mutilados outros).

Até ao momento os países da NATO não decidiram enviar militares seus para esta guerra. Mas, como ela está a ser perdida pelo exército nazi e pela NATO/EUA, agora sem munições e efetivos suficientes – a pretexto da falsa ideia que os russos têm algum interesse na porcaria moral e económica em que a Europa se transformou -, correu a propaganda que os países devem gastar mais na sua defesa, 2 ou 3% do PIB, para comprar armas aos norte-americanos e pagar às tropas que irão ao terreno combater e… serem eliminadas.

E, por isso, lançam a campanha do SMO e esperam que os Governos o voltem a instituir. Em Portugal será a repetição do que ocorreu na guerra colonial, quando os jovens viam a sua vida adiada até 4 anos para cumprirem o tempo de tropa, iam aos territórios coloniais combater e correrem riscos absurdos de morte ou de caírem na invalidez.

A campanha em prol do SMO já arrancou nos jornais e nas TV’s e vai ser insidiosa e brutal. Vão falar em patriotismo e meter medo à população enquanto os corrutos fazem as contas às comissões que vão receber dos negócios que vão brotar à conta das despesas inúteis que se irão fazer.

Com o poder totalitário que está instituído restam poucas alternativas aos que não aceitam perder os melhores tempos das suas vidas ao serem arrebanhados para os quarteis: uma é adquirirem o estatuto de objetor de consciência:

Outra é caçar à unha os militaristas e dependurá-los em cordas de candeeiros ou ramos de árvores bem fortes.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Sobre o ataque ao avião de transporte russo il-76

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 26/01/2024)

Na manhã de 24 de janeiro, o regime de Kiev cometeu mais um dos seus crimes: um avião de transporte russo Ilyushin Il-76 foi abatido perto da vila de Yablonovo, na região de Belgorod. Nesse avião seguiam 65 prisioneiros de guerra, militares das Forças Armadas Ucranianas, para uma troca pré-combinada. Todos esses prisioneiros de guerra e mais os 6 tripulantes e 3 militares russos que seguiam a bordo morreram. Outro avião semelhante conseguiu escapar aos mísseis que o queriam atingir.

Tratou-se assim de mais uma atrocidade da “entourage” criminosa de Zelensky, que logo após a queda do avião, assinalou orgulhosamente esta “vitória”, publicando que esta tinha sido fruto da perícia das “valentes Forças Armadas da Ucrânia”. No entanto, assim que veio a público que a bordo e a caminho do local determinado para a troca de prisioneiros de guerra, estavam militares ucranianos, a retórica propagandista acabou, apagaram-se os “posts” eufóricos e, claro, começou a desenvolver-se a narrativa para começarem a negar o seu envolvimento no desastre e tentar atribuir as culpas ao Kremlin. E, nessa tentativa, contribuem, como é seu timbre, os mentirosos propagandistas (Nojeira, Milhafre, Chouriço, Orca, Sonsa e quejandos) que poluem os nossos media.

Em Kiev, os serviços de informação estavam perfeitamente cientes desta troca. Sabiam como e por que rota os prisioneiros de guerra seriam entregues. E, portanto, o ataque ao avião foi uma ação deliberada e consciente, se bem que e dando o benefício da dúvida, possa ter resultado da incompetência daqueles serviços em não comunicarem os factos à componente militar operacional. No entanto e mesmo que os operadores dos mísseis não estivessem informados, atacaram um avião civil de transporte, sem qualquer problema de consciência, com a desculpa que o avião podia transportar mísseis. Pergunto como reagiria o nosso bem-amado Ocidente alargado se fosse ao contrário…!

O avião foi atingido pelos ucranianos com mísseis antiaéreos vindos da região de Kharkov. E as elites em Kiev sabiam perfeitamente que se tratavam de mísseis ucranianos e que o facto de serem mísseis de fabrico ocidental seria facilmente apurado, inclusive com a participação de peritos internacionais. Caso tivessem usado mísseis S-300, teriam logo afirmado que os russos se tinham abatido a si próprios, como fizeram no caso da central nuclear (mas Kiev sabia bem o que estava a abater).

Por isso mesmo, teve de ser acionado um plano “anticrise” a altas horas da noite, no âmbito do qual Zelensky, para ganhar tempo, concordou com a sugestão de dizer que teria de ser realizada uma investigação internacional. Pois não lhe restavam outras opções, dado que os “parceiros” ocidentais de Kiev, insistiam nessa opção.

Entretanto, face às disputas de poder que atualmente se desenrolam em Kiev a facção “pró-americana” de Kiev está a condenar e a exigir o linchamento das autoridades. E esta sua reação (enquanto continua um silêncio absoluto em Londres) é muito reveladora e faz-nos pensar que mais uma vez a perfídia britânica está envolvida também neste caso.

As elites ucranianas são heterogêneas: parte está orientada para o Reino Unido, parte para os Estados Unidos. O confronto não é porque Zaluzhny e Zelensky não gostam um do outro, mas porque os britânicos e os EUA têm uma visão diferente do desenvolvimento da situação na Ucrânia. É importante para os britânicos enfraquecer a Rússia de qualquer maneira e querem que a guerra continue. E para os americanos, como o principal adversário é a China e face aos seus múltiplos empenhamentos, querem ver se conseguem terminar com o conflito.

O desastre com o Il-76 é importante para os britânicos, pois como Zaluzny propôs, condicionalmente, derrubar Zelensky e negociar com os russos, e para muitos ucranianos, essa opção é considerada mais aceitável, poderia haver um acordo com a nova liderança e Isso acabaria com os interesses britânicos na região. E os britânicos entendem que, se um conflito se desenvolver nessa direção, Zelensky perderá mais cedo ou mais tarde, e para não deixar uma saída do conflito para os ucranianos, foi necessário agravar o mesmo acirrando os russos nesse processo. E a tarefa do MI6 é agora impedir o jogo americano e fazer a Ucrânia regressar à sua política de confronto, não deixando qualquer hipótese para os americanos tentarem encaminhar um processo de paz. É precisamente o que estão a fazer.

Entretanto, aqueles que na sociedade ucraniana começaram a fazer perguntas incómodas às autoridades, nas últimas 24 horas, aumentaram visivelmente.

Uma nota final para assinalar que esta não é a primeira vez que a liderança de Zelensky trata brutalmente e sem piedade os seus próprios militares que foram capturados. Em 29 de julho de 2022, os neonazis em Kiev lançaram descaradamente um ataque com mísseis à colónia de Yelenovka (República Popular de Donetsk), onde na altura estavam detidos os prisioneiros das forças do Azov. Nessa acção, mais de 50 prisioneiros morreram e mais de 70 ficaram feridos.

É absolutamente óbvio que o regime criminoso de Zelensky, agora alimentado sobretudo pelos Estados Europeus que ainda sonham com os antigos poderes imperiais e com a – agora já frustrada – possibilidade de saquear a Rússia, representa de facto uma ameaça real e significativa não só para a Rússia, mas também e sobretudo para a própria Ucrânia, para os seus cidadãos normais e para o mundo inteiro. E, neste momento em que já começou o seu processo de agonia final, poderá vir a tentar as mais monstruosas atrocidades na vã tentativa de sobreviver.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Informações interessantes sobre a guerra na Ucrânia

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 25/01/2024)

Curiosamente, à medida que a guerra na Ucrânia avança numa direção caracterizada por “alta tecnologia”, contraditoriamente está a retroceder noutras como resposta a isso mesmo. Veja-se que, porque o actual campo de batalha pós-moderno está tão preenchido com emissões de comunicações e se tornou num campo de batalha electromagneticamente saturado, as forças russas estão a ter de procurar alguns recursos em tecnologias mais antigas.

Já foi constatado que estão a coletar linhas telefónicas e de comunicações da Segunda Guerra Mundial, já fora de uso, porque provaram ser mais confiáveis e resistentes ao moderno ambiente de guerra eletrónica.

Além disso, essas linhas físicas terrestres de comunicação são especialmente adequadas para o atual tipo de guerra de posição, em que não não são feitos muitos avanços num curto período de tempo, permitindo assim estabelecer linhas directas entre vários quartéis-generais e unidades sem terem que se preocupar com o facto de tudo isso ter de ser repetido se e quando os comandos das unidades se deslocarem vários quilómetros durante o avanço.

Porém, lembremo-nos de que a comunicação por via física é o padrão normal, pois não há nada que supere a sua fiabilidade e a segurança, mas parece que agora está a ser usada ainda mais do que nunca. Isto deve-se particularmente ao facto de uma das maiores limitações do exército russo, que a guerra ajudou a revelar, serem os seus sistemas de comunicações.

Existem alguns bons sistemas e as suas comunicações são normalmente boas quando se trata dos escalões mais elevados, ou seja, as brigadas a comunicarem com os corpos de exército e superiores, mas quando se trata de formações e escalões menores comunicando entre si, muitas vezes é uma completa confusão. Os rádios padrão do exército russo – o equivalente aos sistemas Harris americanos – foram sendo abandonados desde o início por deficiente funcionamento, forçando muitas unidades russas a confiar em Baofengs chineses baratos de consumo, que são extremamente frágeis e interceptáveis.

Como regra, geralmente os Baofengs mais baratos e similares são usados apenas a curtas distâncias, como, por exemplo, um comandante de bateria de artilharia comunicando instruções de tiro às suas tropas a vários metros de distância. Isso é considerado relativamente seguro porque os rádios não têm um alcance muito grande e então seu sinal não pode ser interceptado de forma confiável. As comunicações com unidades distantes são normalmente feitas com sistemas encriptados e mais padronizados como o Azart – mas ainda há muitas questões que precisam de ser resolvidas e as tropas russas queixam-se frequentemente de problemas de comunicação entre unidades a distâncias médias de 5-15 km. Esta é uma área onde os EUA e a OTAN têm uma distinta vantagem. No entanto, deve dizer-se que esta vantagem é principalmente teórica e não foi comprovada num ambiente infestado de guerra eletrónica. Digo isto, porque há muitos relatórios que sugerem problemas importantes neste domínio, também da OTAN; por exemplo, problemas relatados em Marders/Leopards alemães nos campos de treino, citando especificamente que os seus sistemas de comunicação não funcionavam e que os comandantes eram forçados a abrir as escotilhas para “gritar” instruções para as unidades próximas.

Outras informações interessantes sobre a guerra na Ucrânia, no momento:

O “suposto” Instituto para os Estudos da Guerra “conseguiu” admitir não só que a Rússia tem toda a iniciativa, mas que tem as suas unidades com os efectivos a 95%, o que permite uma rotação e geração de forças atempada e profissional:

Dizem no seu relato o seguinte:

– A capacidade da Rússia de realizar rotações a nível operacional provavelmente permitirá que, no curto prazo, as forças russas mantenham o ritmo geral das suas operações ofensivas localizadas no leste da Ucrânia.

Resumindo: as unidades russas estão bem equipadas, compensam facilmente quaisquer perdas e têm todo o ritmo e iniciativa operacional. A Ucrânia, por outro lado, percebemos isso nas últimas actualizações, está a sofrer 30.000 baixas por mês e pela primeira vez – de acordo com alguns relatórios – não foi capaz de, recentemente, repor essas baixas mensais através da mobilização.

Na frente tática, a Ucrânia está-se a desempenhar extremamente bem. Em muitos casos, têm sido mesmo superiores às forças russas numa determinada frente, devido a ocuparem posições defensivas e à vantagem que estas conferem, bem como a uma utilização mais astuta da tecnologia UAV e das capacidades ISR da OTAN.

No entanto, onde muitos dos danos desproporcionais estão a ser causados é no campo dos totalmente imparáveis ataques russos na profundidade operacional. As defesas aéreas da Ucrânia estão agora mais diminuídas do que nunca e, inversamente, o arsenal aéreo da Rússia está mais forte porque todas as suas capacidades produtivas de MGP (munições guiadas de precisão) continuaram a aumentar exponencialmente. Estão a lançar mais mísseis e outros tipos de armas do que nunca, particularmente a crescente panóplia de bombas UMPK.

Verificámos a adaptação das munições RBK-500 pela Rússia, e agora tivemos a confirmação completa de que também estão a usar FABs de 1.500 kg, bem como até mesmo termobáricas ODAB-1500.

Tendo em conta estes factos, as posições da Ucrânia na retaguarda estão a ser atingidas sempre com grandes baixas. Por exemplo, houve um novo ataque a um hotel de mercenários em Kharkov que levou à eliminação de cerca de 60 franceses.

A guerra dos drones também continua a aquecer, com um artigo recente a admitir que os soldados ucranianos são forçados a abandonar completamente os seus veículos porque os drones russos os destroem a todos, impiedosamente:

– Os homens da 117ª Brigada, na região de Zaporizhzhia, enfrentaram uma desagradável caminhada de seis quilómetros na chuva e na lama, disse um comandante ucraniano ao Times. Se utilizassem os seus veículos para levar munições ou alimentos para a linha da frente, os drones russos poderiam atacar de cima.

Na verdade, há a confirmação real da integração de IA nos FPVs russos, mas, apesar destes avanços, as tropas russas não estão numa posição muito melhor. O domínio dos drones pela Ucrânia está a atingir novos patamares e as viaturas russas estão a ser visadas por eles em quase todas as frentes quando tentam atacar. As áreas de retaguarda da Rússia parecem bem protegidas, mas ninguém ainda consegue repelir por completo os ataques de drones, quando se afasta demais da proteção de GE.

LISTA DE ABREVIATURAS

UAV – Unmanned Aerial Vehicle

ISR – Intelligence, Surveillance, Reconnaissance

UMPK – Universal Planning and Correction Modules

RBK-500 – Multi purpose cluster bomb

FABs – Bombas Aéreas explosivas

ODAB – Air-Fuel explosive bomb

IA – Inteligência Artificial

FPVs – First Person View drones

GE – Guerra Electrónica


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.