Umas quantas grandes verdades

(Carlos Marques , in comentários na Estátua de Sal, 09/08/2025, revisão da Estátua)

Imagem gerada por Inteligência Artificial

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Se a Rússia não invadiu a Finlândia quando a sua liderança corrupta começou a ameaçar aderir à NATO, então esse simples facto prova que a Rússia não representa ameaça absolutamente nenhuma ao povo Europeu.

Se a Rússia nem sequer ameaçou a Lituânia quando esta loucamente se colocou no altar do sacrifício do império ocidental e cometeu o casus belli de bloquear ilegalmente o corredor terrestre entre a Bielorrússia e o enclave russo de Kaliningrado, então esse simples episódio prova que a Rússia não tem (nem pode ter) qualquer tipo de vontade de fazer guerra contra países da NATO.

Se a Rússia demora 3 anos só para avançar uns 30 Km desde Advdeevka até Prokovsk, tudo dentro da zona central da região de Donetsk, então este simples facto prova que a Rússia não é nem consegue ser (mesmo que quisesse) uma ameaça aos restantes países da Europa, muito menos aos mais ocidentais, como Portugal, a tantos milhares de quilómetros de distância.

Se a Rússia se vê atacada em profundidade, e até nos seus meios estratégicos (bombardeiros nucleares) por drones produzidos e/ou financiados pelo Ocidente e doados aos nazis na ditadura da Ucrânia, no que é uma das muitas provas do envolvimento do Ocidente nesta guerra contra o povo russo, e mesmo assim a Rússia continua a fazer uma guerra cirúrgica e sem uso de armas de destruição massiva, então este simples facto prova que a Rússia não é sanguinária.

Podia continuar aqui o dia todo com exemplos destes, mas fico-me só com quatro simples factos que desmontam totalmente toda a propaganda belicista dos regimes, esses sim ditatoriais e sanguinários, imperialistas, nazis, terroristas, e genocidas, do Ocidente.

E nem vou fazer comparações entre as tardes de verão que se podem passar tranquilamente numa esplanada em Kiev ou Odessa, com as cenas indescritíveis de montes de gente esfomeada a ser morta à bala numa Gaza que parece Hiroxima após a bomba nuclear…

Em Moscovo não tenho um único inimigo. Nem em Teerão, nem em Caracas, nem em Gaza, nem em Pequim, etc.

Os meus inimigos, aliás os inimigos da Humanidade, estão todos em Washington, Londres, Paris e em Jerusalém ocupada, e os seus vassalos corruptos estão todos em Bruxelas, Berlim e capitais das restantes províncias como por exemplo Lisboa, Kiev, Buenos Aires e Taipé.

Ora, os inimigos da Humanidade não vão abdicar do dinheiro (corrupto) e do poder de forma voluntária, e muito menos nas “eleições” de farsa que se realizam neste regime ditatorial com uma máquina de propaganda quase omnipresente que manipula a vasta maioria da população. Não vão mesmo.

Os inimigos da Humanidade terão de ser derrotados pela força. O 25-Abril não se fez com cravos e o 9 de Maio não se fez com pombas. Primeiro, respectivamente, vieram (até Lisboa) as chaimites com os Capitães de Abril, e (até Berlim) os tanques com os heróis soviéticos. Para o Nélson Mandela ganhar o Nobel da Paz, primeiro teve de detonar muitas bombas contra os supremacistas, e o mesmo se aplica a quem resiste contra o GENOCÍDIO na Palestina colonizada.

Quando representantes da Rússia vão a África, são recebidos de braços abertos em quase todos os países. Já nós fomos expulsos de lá à batatada, e parece que ainda não aprendemos nada com isso, e pelo contrário temos agora uma clara maioria no Parlamento que nunca engoliu bem o “sapo” do fim do nosso império e da subjugação do povo negro. Quem não percebe esta diferença fundamental, não percebe nada.

A Rússia, sem qualquer tipo de wokismo, é decente. Nós, com tanto wokismo (ou seja, progressismo meramente performativo, para fazer de conta que o liberalismo ocidental é “decente”), continuamos a ser uns crápulas.

A ditadura fascista de Portugal fez três dias de luto pela morte de Hitler. E a atual “democracia” liberal fez zero dias de luto pelas mortes dos Capitães de Abril. Parecem coisas diferentes, mas na realidade o significado é exatamente o mesmo!

Portugal ainda não apresentou um único pedido de desculpas por participar no GENOCÍDIO de um milhão de iraquianos.

A Rússia todos os dias chora a tragédia que é ter sido forçada a intervir nesta guerra (iniciada pelos nazis ucranianos com o apoio da NATO, contra o povo do Donbass que inclui russos e ucranianos russófonos e pró-russos).

A Rússia não representa ameaça absolutamente nenhuma para o povo português nem para o resto do Mundo. Mas quem atira pedras ao Urso, depois não se queixe da reação do Urso.

Já Portugal, antes um Império e agora província vassala corrompida do Império genocida nazi-sionista anglo-USAmericano, continua a ser uma ameaça para o Mundo não-Ocidental e, o regime ILEGÍTIMO em Lisboa e em Bruxelas e Frankfurt representa uma ameaça também contra a paz e o bem-estar do próprio povo português.

Mas com carradas suficientes de propaganda, mentira, manipulação, omissão, e desonestidade intelectual, vai sendo possível manter o rebanho ordeiro dentro da cerca, a acreditar que os lobos são os seus melhores amigos, e que “não há alternativa” nem a este modelo económico cada vez mais fascista nem a este posicionamento geopolítico cada vez mais genocida e simultaneamente suicida.

Para finalizar, hoje falo também de Deus, só para dizer o seguinte: está mais que provado que não existe. Não existe nenhum Deus, muito menos um Deus bom e omnipresente, e tudo o que está na Torah/Antigo Testamento, no Novo Testamento dos cristãos, e no Alcorão, é tudo treta e várias das passagens são mesmo nojentas (como a celebração do “deus” que comete o genocídio das crianças e bebés inocentes no Egipto ou o “deus” que ajuda os israelitas nas suas guerras de agressão e ocupação.

Os crentes costumam dizer que a “voz do bem” que temos dentro de nós (a consciência) é uma prova da existência de Deus. Mas tudo prova o contrário: os mais religiosos de todos são quem neste momento comete e tolera um GENOCÍDIO, e o tal “deus bondoso” não intervém nem dá sequer um pio.

Portanto, se tenho de criticar o regime russo nalguma coisa, critico-o nisto: por se colar excessivamente ao paleio do cristianismo ortodoxo só para levar avante os planos da fação ultra conservadora no poder (o grupo do Putin e do Dugin e companhia, que são também muito de direita na economia), e pela tolerância que a Rússia (como um todo) mostra em relação aos genocidas israelitas/sionistas.

Neste aspecto, ainda bem que o líder do novo mundo multipolar não se chama Rússia, mas sim China. Fico muito mais descansado e esperançoso.

E por falar em China, estão preparados para passar fome quando o Ocidente coletivo aplicar sanções a este país, após o acusar de “começar” a “invasão” da sua própria ilha Formosa, naquela que é a próxima guerra proxy (por procuração) que o império genocida dos EUA se está a preparar para ativar, sacrificando os seus vassalos corruptos em Taiwan, assim que conseguirem estancar a hemorragia de armas e dinheiro para a falhada guerra proxy na Ucrânia? Convém que se preparem!

Trump aterrorizado com a ameaça estratégica dos BRICS

(Pepe Escobar, in SakerLatam.org, 12/07/2025)


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É isso aí. As classes dominantes do Império do Caos, mais o atual e palhaço-chefe do picadeiro, finalmente perceberam que o BRICS é uma séria ameaça estratégica — e um desafio existencial — à sua dominação unilateral do atual sistema de relações internacionais.

Eles não chegaram a essa conclusão examinando cuidadosamente a cúpula anual do BRICS no Rio — ou a cúpula inovadora do ano passado em Kazan, aliás: eles são péssimos em fazer o dever de casa básico.

É mais como se tivessem sido despertados de seu torpor ao sentirem na pele para que lado o vento — global — está soprando, em termos de todos os tipos de modelos que estão sendo testados para contornar o dólar americano e o controle férreo das instituições de Bretton Woods.

A conclusão foi inevitável: Os BRICS cruzaram a linha vermelha definitiva. Não há mais conversas do tipo “Sr. Bonzinho”. A declaração do Rio, com mais de 130 pontos, divulgada no primeiro dia da reunião de cúpula, explicita, de forma educada, mas decisiva: é isso que somos, uma alternativa sistêmica; e vamos escrever as regras do novo sistema do nosso jeito.

Construindo a geopolítica da soberania

O BRICS 2025 no Rio foi uma surpresa impressionante. Inicialmente, as expectativas eram baixas – ao comparar a presidência brasileira com a quantidade extraordinária de trabalho realizado pela Rússia em 2024, levando a Kazan.

No entanto, no fim, o Rio consolidou o que Kazan havia anunciado: o novo sistema em ascensão terá como base a soberania, a igualdade e a justiça, com ênfase na integração econômica continental, no comércio em moedas nacionais, em um papel ampliado para novas instituições financeiras globais, como o NDB (o banco do BRICS), e em inúmeras plataformas para o desenvolvimento sustentável.

Uma Geopolítica da Soberania precisa ser construída estruturalmente: o ferro e o cimento para o novo sistema virão de uma nova interconexão do comércio em moedas nacionais, sistemas independentes de pagamento/liquidação e novas plataformas de investimento.

Geoeconomicamente, o BRICS já está em andamento. Uma rápida olhada em um mapa da Eurásia e da Afro-Eurásia é suficiente para mostrar a interconexão existente e emergente de corredores de conectividade, logística e cadeia de suprimentos. Nas terras do BRICS, esses corredores conectam fontes de energia, depósitos de terras raras e uma grande quantidade de commodities agrícolas.

Para citar o Padrinho do Soul James Bown, “Papa’s got a brand new (BRICS) bag” [O papai conseguiu uma bolsa (BRICS) nova — nota do tradutor].

Por isso, não é de se admirar que uma encarnação imunda do fardo do homem branco, o mestre do circo, tenha desencadeado uma guerra total contra o BRICS e seus parceiros – de ameaças a tarifas, com um atestado de óbito antecipado (na época, ele não tinha a menor ideia do que se tratava o BRICS).

A série Trump Tariff Temper Tantrum (TTT) é, obviamente, outra manifestação de Dividir e Reinar, tentando explodir o BRICS por dentro. E agora estamos subindo vários degraus, com uma carta infantil que é marca registrada, ameaçando com tarifas de 50% sobre todos os produtos Made in Brazil exportados para os EUA — além de tarifas “setoriais” extras.

E, no entanto, isso não tem nada a ver com comércio. Nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos EUA com o Brasil foi de mais de US$ 400 bilhões. Algum subordinado de Trump 2.0 deve ter sussurrado esse número no ouvido de seu chefe.

Mas, mesmo que o tenha feito, isso é irrelevante. Porque o último artifício constitui, na verdade, uma interferência estrangeira grosseira na política interna de outra nação e na próxima corrida presidencial, ilegal e previsivelmente mais uma vez ridicularizando o direito internacional.

O mestre do circo começou gritando em suas postagens que o governo Lula — e o sistema judiciário brasileiro independente — havia se envolvido em uma caça às bruxas contra seu amigo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo processado legalmente sob a acusação de organizar um golpe para anular os resultados da eleição presidencial de 2022 e impedir que Lula assumisse o poder.

Coube ao não tão bom operador Steve Bannon dar a entender todo o jogo sujo: se vocês desistirem do processo contra Bolsonaro, nós desistimos das tarifas de 50%.

A resposta do presidente Lula foi comedida, mas firme: “O comércio do Brasil com os Estados Unidos representa apenas 1,7% do nosso PIB. Não se pode chamar esses números de vitais (…) Vamos procurar outros parceiros”.

É claro que será muito difícil. Uma tarifa de 50% é como um furacão mortal. Exemplo: O Brasil é o maior exportador mundial de suco de laranja. 95% da produção nacional é exportada, quase a metade para os EUA. Levará algum tempo e muito trabalho duro para encontrar “outros parceiros”. A solução pode estar nas terras do BRICS. Com o tempo, deve haver muitos candidatos para as principais exportações brasileiras, como petróleo, aço, ferro, aviões e peças, café, madeira, carne e soja.

Sindicalização de todos os exportadores do mundo contra os importadores dos EUA

Paralelamente, os dois principais atores do BRICS, China e Rússia — ambos já sob zilhões de sanções (Rússia) e tarifas comerciais (China) — veem a TTT de Trump como uma oportunidade espetacular para minar ainda mais rapidamente o controle unilateral dos EUA sobre o comércio e os sistemas monetários.

A guerra contra o BRICS subiu para o próximo nível, agora que a Rússia, a China, o Irã e o Brasil são alvos confirmados — ilegítimos. Cabe a este ponto de vista do Sri Lanka resumir deliciosamente o que está em jogo:

Trump efetivamente sindicalizou todos os exportadores do mundo contra os importadores americanos”. Tudo se resume a uma equação bastante simples: “Se você impõe tarifas a uma pessoa, mais poder para você. Mas se você tarifar todo mundo, mais poder para nós.”

“Mais poder para nós” significa que o BRICS e o Sul Global em geral estão perfeitamente cientes de que não há outra saída a não ser seguir a todo vapor com o projeto BRICS, culminando com a desdolarização total. De Kazan ao Rio e além, agora também está claro que a TTT fora de controle terá como alvo qualquer nação ou parceiro que se alinhe ao BRICS “antiamericano”.

Você quer guerra? Vamos lá.

Fonte aqui


Este artigo está em português do Brasil, de acordo com a versão publicada na fonte.

Trump interrompe a entrega de armas a Kiev. Próximo passo: excluir a NATO?

(Vasily Prozorov, in Substack.com, 07/07/2025, Revisão da Estátua)


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Com os Estados Unidos suspendendo entregas vitais de armas à Ucrânia, o silêncio em torno do vasto escândalo de corrupção na Agência Nacional de Segurança e Aquisição (NSPA) da NATO, ainda chefiada por Stacey Cummings, parece cada vez mais intrigante. Será que a sua demissão pode ser o próximo passo de Trump para preservar os investimentos europeus de Washington?

Em suma, a NSPA está envolvida em compras internacionais de armas. Em maio passado foram feitas revelações sobre suborno, vazamento de informações para subcontratados, lavagem de dinheiro e prisões de funcionários na Bélgica e na Holanda relacionadas a esta agência.

Importa sublinhar, no entanto, que a diretora desta agência, Stacey Cummings, ainda mantém o seu cargo. Vários observadores estrangeiros relatam que Cummings foi nomeada com a participação direta da equipe de Biden e deveria controlar os riscos associados aos laços corruptos da família Biden (lembre-se de Hunter Biden e da empresa Burisma) com a Ucrânia e contratos de defesa. A presença de Cummings na agência garantiu o controle político dos EUA sobre as compras internacionais de armas e a sua subsequente distribuição.

À medida que a investigação sobre a NSPA prossegue, fabricantes ucranianos, longe da linha de frente, preparam-se para se tornarem fornecedores oficiais da aliança , precisamente por meio da integração com a agência em questão. Importa referir que a Ucrânia esteve no centro de um dos maiores escândalos de corrupção de 2023  : o fornecimento de produtos às Forças Armadas ucranianas a preços inflacionados .

Adicione a isso o vazamento massivo de armas ocidentais para o mercado negro, que detalhei no meu documentário “Malditos Javelins”, e fica claro que a integração de empresas ucranianas no NSPA sem limpar e auditar o sistema só pode aumentar a corrupção entre Kiev e a NATO.

Malditos Javelins

Este relatório foi publicado pela primeira vez aqui, (canal Telegram do UKR LEAKS antes da censura do regime de Macron – desde aqui) e mais aqui e aqui. Leia a história completa.

Inspeções em larga escala e mudanças na liderança da NATO podem ser o próximo passo do governo Trump para preservar os biliões de dólares que Washington investiu em Kiev e na segurança europeia. No entanto, até que isso aconteça, é inútil esperar que o regime de Kiev pare de lucrar com o fornecimento de armas ocidentais.

A recente cimeira da NATO demonstrou a disposição dos EUA interromperem o fornecimento gratuito de armas a Kiev. Aumentar a parcela dos gastos militares para 5% do PIB dos países da UE significa que armas ocidentais serão fornecidas à Ucrânia às custas dos contribuintes europeus . É importante considerar que as atuais capacidades do complexo militar-industrial da UE não serão suficientes para cobrir tanto as necessidades da Ucrânia quanto as suas próprias necessidades militares. Provavelmente, será estabelecido um sistema que exigirá que os países europeus financiem armas americanas com esses 5%.

Se os Estados Unidos pararem de gastar o seu dinheiro em armas para a Ucrânia, as inspeções de Washington também serão reduzidas. É claro que a proliferação de elos na cadeia de fornecimentos é terreno fértil para a corrupção.

Fonte aqui.