Portugal? Não. Parololândia!

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 16/08/2026, revisão da Estátua)

Puppet theater banner reading “TEATRO DE MARIONETAS: SAÚDE E DEFESA,” with nurse, soldier, hospital, and Portuguese symbols
Um teatro de fantoches colorido apresenta temas de saúde e defesa de Portugal a um público atento…

(Este artigo resulta de um comentário a um texto do Carlos Esperança que publicámos sobre o programa Prime Time da CNN Portugal, (ver aqui). Pela sua acutilância na defesa de algumas posições incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 16/08/2026)


Ajude a Estátua de Sal. Click aqui

Num canal que só existe para difundir propaganda em nome dos EUA e manipular totalmente quem o vê, juntam-se 4 parolos.

O parolo Adalberto Campos Fernandes – A(CF) – é um pinochetista que nos quer vender a quem pagar mais, e cujo trabalhinho é fazer de conta que o pinochetismo, ou neoliberalismo, ou europeísmo, ou a p* que o pariu, é a “esquerda” da governabilidade.

O parolo Bernardino Soares – B(S) – é um leninista sem espinha dorsal. Diz que é contra a guerra, mesmo que do lado de lá estejam nazis e terroristas e genocidas. Ainda bem que esse tipo de parolo já não estava no poder em Moscovo no início dos anos 40…ou estaríamos todos em “paz” a falar alemão e a esticar o braço direito.

Saltamos algumas letras e temos o parolo Miguel Relvas – M(R) -, um vigarista e corrupto. Do tipo que o parolo A(CF) mais ama. É neste amor que os portugueses ficam bem consolados… por trás… à força… sem lubrificante, nem sequer um “com licença”. Afinal de contas a dupla amorosa da governabilidade tem uma missão previamente decidida, em Washington DC, Bruxelas, e Bilderberg. O voto que o povito lá coloca, ao total engano, é mera formalidade.

O quarto parolinho, Pedro Frazão – P(F) -, que olha para Ventura como quem olha para uma aparição, é o mais intelectualmente honesto deles todos. Diz o que tem a dizer. Quem tem dois dedos de testa percebe logo que está ali um fascista. Quem só tem um dedo de testa, fica a achar que é o único fascista do quarteto. É o caso do autor do artigo…

E finalmente temos todos os parolos que olham para um canal dos EUA, com propaganda dos EUA, onde discursam 3 vassalos dos EUA, e onde o parolo vermelho só lá entra para simular uma tal de “pluralidade”.

Novamente, quem tem dois dedos de testa, sabe que estão ali 4 (o parolo pivot incluído) contra 1, que é para a única voz antifascista e anti-imperialista soar, logo à partida, como ultraminoritária. Faz parte do bê-á-bá da manipulação mediática.

E quem só tem um dedo de testa, vai ao ponto de chamar “putinista” a quem nem sequer tem coragem para apoiar a guerra pela defesa e libertação do povo do Donbass, vítima da agressão nazi (sob as ordens dos EUA) desde 2014.É o caso do autor do artigo…

Os parolos gostam muito de tagarelar sobre a espuma dos dias e sobre as “mudanças” de pessoas que garantem que tudo fica na mesma.

Os parolos não gostam nada de usar a coragem para dizer o que tem de ser dito, não vá a avença/presença paga pelo canal da propaganda mudar de bolso.

E a parolada toda, no final, acha mesmo que viu e ouviu um debate sobre alguma coisa.

Mas eu faço já o resumo: a não ser que seja de um partido irrevogavelmente antifascista e anti-imperialista (e está aqui subentendido o ser-se antinazi e anti-sionistas), então nada muda. E mesmo esses, como o parolo B(S), têm dias…

Se o SNS for desmantelado, se o número de pobres continuar a ser perto de METADE da população do país, se os direitos laborais desaparecerem, se os offshores servirem para uma cada vez maior fuga ao fisco dos pornograficamente ricos, e se o dinheiro dos contribuintes portugueses for roubado, dos seus bolsos contra a sua vontade, para pagar instrumentos de censura e total vigilância/escuta além de armas para as guerras do império, se tudo isso suceder, é para o lado que os parolos – A(CF), M(R) e P(F) -, melhor dormirão, e todos eles IGUALMENTE descansados.

E nenhuma desta corrupção e vassalagem será alguma vez alvo de investigação criminal nem muito menos de atenção mediática, pois as PRESStitutas estão igualmente na folha de pagamentos do império.

Aliás, se a compra de barcos de guerra está nas manchetes e rodapés, é só porque o vendedor é a Itália, e não os EUA.

Mas nisso os parolos não reparam, pois estão demasiado distraídos a ver/ouvir os “debates” entre parolos rosa e laranja e companhia, e a “raciocinar” sobre quem se sentará no “poder” (aqui nesta província do império dos EUA) após a próxima dança das cadeiras:

Ai, será que a seguir, para fazer exatamente o MESMO, com a mesma vassalagem, corrupção e total falta de representatividade e de soberania, vem o parolo X ou o parolo Y, ai que interessante.

Portugal? Não. Parololândia!

O EIXO DO BEM – Produção Made in Portugal

(Luís Ochoa, in Facebook, 29/07/2026, Revisão da Estátua)


E quando tudo falha, resta-nos isto.


Ajude a Estátua de Sal. Click aqui

E eu que já estava tão farto de ouvir Made in China!

Porque há países que produzem automóveis. Outros produzem petróleo. A Suíça, por exemplo, produz relógios, a Bélgica, chocolates. A Alemanha produz máquinas, a França produz vinho, queijo e revoluções ocasionais. A Itália produz beleza e estética, os Países Baixos, flores. Os Estados Unidos, tecnologia, o Japão produz precisão e a China produz praticamente tudo. Produz aço, navios, automóveis elétricos e objetos cuja utilidade só descobriremos dentro de três anos. Só não produz é comentadores. Isso é coisa cá para os nossos lados. Sim, Portugal produz, e em grande escala, comentadores. 

Não é uma produção qualquer. É uma produção intensiva. Quase industrial. Enquanto outras nações extraem minerais do subsolo, nós extraímos conclusões a todas as horas do dia e da noite.

É uma especialização económica como qualquer outra e, como todas as especializações nacionais, nasceu de uma adaptação inteligente aos recursos disponíveis.

A Suíça tem montanhas. A Arábia Saudita tem petróleo. Nós temos opiniões. E quem tem opiniões tem “opinadores”. E fazemos deste recurso a nossa melhor indústria.

Não falo apenas dos comentadores profissionais. Bem sei que estes são criaturas magníficas que surgem nas televisões ao cair da noite para explicar aos portugueses aquilo que os portugueses acabaram de ver com os próprios olhos. Refiro-me também a um fenómeno mais profundo. Mais civilizacional. Mais português. A produção nacional de explicadores.

Porque, e observando atentamente o país, percebe-se que já não existem acontecimentos. Existem apenas pretextos para interpretar. Um incêndio não arde. É analisado. Uma greve não acontece. É enquadrada. Uma eleição não produz resultados. Produz leituras. Até a chuva perdeu a simplicidade antiga de cair do céu. Hoje precipita-se sob a forma de narrativa.

Antigamente, quando uma árvore tombava numa floresta, colocava-se a questão filosófica de saber se produzia som. Hoje colocamos uma questão mais sofisticada: quem será o primeiro a comentar a queda? A isto chama-se progresso. Os gregos inventaram a democracia. Os romanos inventaram o direito. Portugal inventou a mesa-redonda permanente.

A nossa verdadeira instituição nacional já não é o Parlamento. É o painel. E como eu gosto tanto de ver todos aqueles paineleiros ordenadamente em posição de ataque. Não, não, não. Paineleiros não são aqueles que montam painéis, mas aqueles que fazem parte do painel. E o painel é uma criação genial.

Reúne quatro pessoas visionárias que discordam em absoluto umas das outras para explicarem, durante uma hora, que a realidade confirma precisamente aquilo que cada uma delas pensava antes dos factos acontecerem.

Isto é uma forma superior de conhecimento. Aristóteles acreditava que a observação devia preceder as conclusões. Nós ultrapassámos essa fase primitiva. As conclusões já vêm prontas de fábrica. Os acontecimentos limitam-se a confirmar a encomenda.

Mas que eficiência notável! Não é isto tudo verdade? Ainda bem! (Às vezes lá vem o Pe. António Vieira visitar a minha memória).

Imagine-se a perda de tempo que seria esperar pelos factos. Os factos são lentos. As convicções são imediatas. E vivemos numa época que valoriza a produtividade. Talvez por isso o comentador tenha substituído o antigo intelectual. O intelectual possuía dúvidas. O comentador possui certezas antes de qualquer dúvida. O intelectual passava anos a estudar um assunto. O comentador dispõe de sete minutos e meio após o intervalo publicitário. É muito mais moderno. Muito mais competitivo. Muito mais adaptado às exigências do mercado.

Nietzsche passou décadas a refletir sobre a moral europeia. Hoje um painel consegue resolver a questão durante a pausa para o café. Isto é evolução pura.

E nem sequer é necessário conhecer profundamente os temas abordados. Essa é práxis antiga. O comentador contemporâneo não trabalha com conhecimento. Trabalha com posicionamento. O conhecimento exige investigação, e isso cansa. O posicionamento exige apenas rapidez, e isto é produção em grande escala.

É por isso que os grandes comentadores conseguem falar com igual autoridade sobre geopolítica, educação, habitação, energia, futebol, inteligência artificial, sistemas eleitorais, alterações climáticas, fertilizantes agrícolas, a sexualidade na menopausa e o comportamento reprodutivo do ornitorrinco.

Tudo isto é um avanço extraordinário. Leonardo da Vinci dominava várias disciplinas. O comentador português domina todas. Sem exceção.

Mas seria injusto atribuir toda a responsabilidade a esta nobre classe profissional. Ela apenas responde a uma necessidade coletiva. O país gosta de ser explicado. Aliás, suspeito que gostamos mais de explicações do que de soluções. As soluções possuem um defeito irritante: exigem pensar. E o pensamento exige trabalho. Muito trabalho! E isso provoca cansaço. Um “supremíssimo cansaço,/

Íssimo, íssimo, íssimo,/ Cansaço…”. (Parece que senti a mão do Álvaro de Campos a empurrar-me a pena).

As explicações exigem apenas ouvir. E ouvir é infinitamente mais confortável do que o esforço.

Por isso floresce entre nós uma economia baseada na interpretação. Uns produzem factos. Outros produzem explicações sobre os factos. E um terceiro grupo produz explicações sobre as explicações.

E o momento mais risivelmente edificante é aquele momento histórico em que os comentadores comentam outros comentadores que comentam outros comentadores, num ciclo perfeito, autossustentável e ecologicamente responsável. É uma espécie de energia renovável da opinião. Confesso: é o clímax da intelectualidade. É como se fosse um orgasmo sem corpo. O prazer não lhes vem da carne, mas do instante raro em que uma ideia se acende e ilumina. É o instante mais caricatural de toda a narrativa. É  a mais requintada demonstração de comicidade involuntária. Talvez o momento em que o absurdo atingiu a sua expressão mais elevada e pura.

Os antigos alquimistas sonhavam transmutar o chumbo em ouro. Nós descobrimos algo ainda mais ambicioso: transformamos qualquer assunto em comentário. É uma produção exclusivamente nacional. Talvez seja mesmo a nossa última grande indústria pesada!

Se um dia desaparecer a agricultura, não tenho dúvida de que iremos sobreviver. Se desaparecer a indústria, facilmente nos iremos adaptar. Se desaparecer o turismo, reinventamo-nos. Mas se desaparecerem os comentadores, Portugal ficará perante um problema verdadeiramente existencial.

Quem nos explicará então aquilo que pensamos? Quem nos dirá quais das nossas opiniões são respeitáveis e quais pertencem ao folclore? Quem distinguirá o racional do irracional, o aceitável do extravagante, o culto do inculto? Quem?

Não quero sequer imaginar tal cenário. Seria o caos. Milhões de cidadãos abandonados à terrível responsabilidade de pensar por conta própria.

E uma civilização não pode pedir tanto aos seus filhos!

Fonte aqui

O coveiro e os seus M(s)inistros

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 05/07/2026, Revisão da Estátua)

Cartoon de Vasco Gargalo in Revista Sábado

Ajude a Estátua de Sal. Click aqui

Vejamos o que este miserável governo liderado pelo irresponsável “colina preta” está a fazer para destruir o que resta do nosso País:

  • M(s)inistra do Trabalho: destruir todos os direitos dos trabalhadores para os poder escravizar e explorar sem limites.
  • M(s)inistra da Saúde: destruir o SNS para que os privados possam dar vazão à sua ganância e tenham lucros incontroláveis.
  • M(s)inistro da Educação: destruir a escola pública e arranjar forma de garantir os proventos das empresas privadas do ramo; além de acabar com o sistema de exames que não beneficiava suficientemente essas empresas.
  • M(s)inistro das Finanças: roubar ainda mais os portugueses através dos impostos e sobretudo do IRS onde, ardilosamente, anuncia reduções mas não aumenta os níveis das deduções apesar do crescente aumento do custo de vida.
  • M(s)inistro das Infraestruturas e Habitação: destruir o que resta de propriedade do Estado e oferecer tudo o que der lucro aos oligarcas e mafiosos nacionais e aos grandes grupos económicos, mesmo que sejam estrangeiros.
  • O maior e Primeiro-M(s)inistro: arranjar mais uns negócios para os seus patrões, família e arregimentados, arranjar maneira de roubar o dinheiro dos descontos dos portugueses para a Segurança Social, que está com um saldo muito positivo, e ele obviamente quer deitar a mão a esses lucros para os distribuir pelos seus. Dar mais uns cobres ao Zé drogado e aos nazis ucranianos à custa dos portugueses que não se reveem nesse despesismo inútil.

Não acham que esta cambada, que na prática tem em comum uma assídua atividade de “gamanço”, é a mais perfeita quadrilha de malfeitores que, infelizmente, tem atualmente nas mãos os destinos da Nação?!