Manifesto por um mundo melhor

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 02/01/2024)


(Este texto resulta de uma resposta a um comentário a um artigo que publicámos de Andrew Korybko ver aqui. O referido comentário, de JgMenos, era o seguinte:

«desmilitarizar a Ucrânia, desnazifica-la e restaurar a neutralidade constitucional naquele país em troca do congelamento do conflito na Linha de Contato.»
Desmilitarizar – a linha de contacto determiná-la-á o império russo a todo o tempo
Desnazificá-la – agentes de Moscovo no poder em Kiev
Neutralidade constitucional – o rumo da Ucrânia decide-se em Moscovo.
E a cambada de lambe-cús putinescos chama a isso o legítimo interesse da Rússia, enquanto a oposição dos ucranianos a reduzem a servilismo ao ocidente!

A pérola é: «que ele não é uma pessoa pusilânime»
Manda matar uns e manda morrer outros sem que a majestade da sua natureza de policiote arvorado denote qualquer perturbação; eis o que deslumbra os lambe-cús putinescos!

Porque a resposta foi esmagadora resolvi dar-lhe o merecido destaque.

Estátua de Sal, 3/01/2024)


É preciso uma mente, mesmo muito retorcida e manipulada pela propaganda, para se chegar ao ponto de achar que a desnazificação é uma coisa má.

Lembro só isto: foi graças à desnazificação imposta pelos três aliados, e à desnazificação imposta pela União Soviética que, respetivamente, a Alemanha e a Finlândia se tornaram países decentes e pacíficos.

A NATO/EUA – e o NeoLiberalismo/Escola dos Chicago Boys -, vieram fazer o trabalho oposto. A AfD já é o segundo maior partido da Alemanha e, quer a Alemanha quer a Finlândia, passaram a militarizar-se e a apoiar os nazis ucranianos a mando dos EUA. E, ambos apoiam o genocídio na Palestina ocupada.

Desnazificação, meu animal de quatro patas e orelhas longas, é acabar com a glorificação de Stepan Bandera, da UPA/OUN, dos Azov, etc.

Desnazificação é reverter o golpe Nazi+CIA feito em 2014 e permitir aos civis da Novorossiya voltarem a eleger um Presidente e a votar nos partidos que querem.

Desnazificação são os julgamentos a decorrer em Donetsk, contra os criminosos de guerra UkraNazis.

 Desnazificação é lembrar que os nazis eram o lado mau e que os soviéticos eram os libertadores.

Desnazificação é tolerar todas as etnias na Ucrânia, em vez de ter um etno-estado hitleriano.

 Desnazificação é celebrar o 9 de Maio, dia da vitória, com a faixa laranja e preta de São Jorge, e caminhar pela colina acima no monumento de Saur Mogila.

Desnazificação é ilegalizar os movimentos nazi-fascistas do Svovoda, Praviy Sektor (Sector Direito), divisão Misantrópica, C14, batalhões Kraken, Dniepr, e regimento Azov.

Desnazificação é a liberdade religiosa para celebrar o natal da igreja Ortodoxa.

Desnazificação é ter em Kiev quem respeite a vida e os direitos humanos de quem vive no Donbass.

Se não percebes isto, não percebes nada. Por isso é que és um acérrimo defensor dos UkraNazis, dos naZionistas, e dos nazis do império genocida ocidental e de todas as agressões que se façam contra os pobres dentro de fronteiras, e todas as agressões que se façam contra os de pele de cor diferente fora de fronteiras, aos quais se juntam os russos, a quem os teus amigos UkraNazis chamam “pretos da neve”.

As “pessoas” como tu são a razão pela qual passei a perceber porque é que os gulags de Estaline, se calhar, não eram inteiramente uma coisa terrível. Se calhar, muitos dos seus ocupantes eram, de facto, “pessoas” cuja liberdade representava um perigo para o resto da Humanidade. Não estou com nada disto a defender tal regime, estou simplesmente a aprender uma lição com a História. É o que eu gosto de fazer, ao contrário dos teus amigos nazi-fascistas, que a gostam de reescrever, que gostam de fakenews e propaganda, que gostam de pureza étnica, que gostam de guerra permanente, de NeoLiberal-Fascismo, e de bombardear monumentos – Saur Mogila -, que celebram a vitória contra o nazismo.

O que tu querias mesmo era um Maidan em Portugal. Portugueses nas trincheiras em Donetsk e em Taiwan, Teerão e Havana, etc. Tu gostavas mesmo era de Portugal acabar de vez, e de usarmos só a bandeira azul com estrelas amarelas, ou quiçá acrescentar-lhe umas riscas horizontais vermelhas e brancas.

Tu és pior que um cidadão desinformado, ignorante ou enganado pela propaganda. És pior que um mero fascista patriota ou saudosista do Império, tu és um traidor. Um traidor de Portugal e dos Direitos Humanos. E um traidor que se diverte a fazer propaganda em nome dessa traição. E a atacar todos os que não são como tu. Não tens nada de útil para fazer ou de positivo para propor ou de construtivo para conversar neste blog? Eu tenho:

1) Quero Portugal neutral, fora da NATO onde a ditadura fascista nos colocou em 1949 e em que os Facho-Liberais nos continuam a manter. Quero uma alteração constitucional semelhante às da Suíça e da Irlanda, para Portugal não poder intervir em conflitos armados, nem sequer enviar armas. Quero que o objetivo dos 2% do PIB para a “Defesa”, impostos pela NATO, se f*dam! E quero que Portugal expulse os USAmerikanos da base das Lages e de outras.

2) Quero a desnazificação em Portugal, com a expulsão de todos os ucranianos que são militantes do Svovoda (como o Pavlo Sadokha) ou glorificadores dos Azov/Bandera/etc. E quero um julgamento, como o de Nuremberga, para todos os envolvidos no apoio ao UkraNazistão, e na divulgação da propaganda de branqueamento do UkraNazismo. Os “jornalistas” que disto fizeram parte, têm de perder a carteira da profissão, e as direções dos meios de comunicação que tal fizeram, devem ser erradicados do sector.

3) Quero a desfascização de Portugal, com o cumprimento integral da Constituição de 1976, ilegalizando movimentos fascistas ou racistas, como o Chega.
Quero que o dinheiro do investimento vá para tornar dignos, bairros como o da Jamaica, e não ser desperdiçado em jornadas mundiais dos pedófilos ou em competições da bola.Quero a defesa aguerrida do SNS, a maior herança do 25 de Abril, e não o seu contínuo desmantelamento e substituição pelos meios privados dos quais os fascistas são acionistas. Se a saúde não for para todos de forma gratuita e atempada, se for crescentemente só para quem pode pagar, então isso é fascismo, e tem de ser combatido.

4) Quero um país que defenda a sua soberania, sem a qual não tem qualquer democracia representativa, e se prepare para ir contra a UE sempre que necessário, quiçá até sair e voltar para a EFTA; Portugal precisa de uma liderança patriótica que coloque os interesses do país primeiro, em vez de um bando de traidores que pedem permissão a Bruxelas antes de descerem um mero IVA da eletricidade. Um país que defenda a sua Constituição, os seus Direitos Fundamentais, em vez de obedecer a quem exige censura contra canais de notícias da Rússia. Um país que perceba que a TAP é de Portugal, não pode ser da Lufthansa. (ou será que esses idiotas aceitariam que a TAP investisse para comprar a Lufthansa? Ou que Portugal gastasse dinheiro para comprar as REN e ANA e CTT de outros países?)

5) Quero um país com futuro, o que só pode existir com uma economia saudável PARA TODOS, o que só é possível com moeda própria, já que o €uro nos prejudica e é irreformável. Portugal deve ter uma moeda adequada à sua economia, em vez de austeridade permanente sobre os salários. Deve ter uma política de pleno emprego, em vez da subserviência ao objetivo dos 2% de inflação, sempre calculados de acordo com o que a Alemanha e a França precisam. Quero os monopólios naturais e sectores estratégicos nas mãos do Estado, tal como faz a Noruega. Quero o Sistema de Ghent (como a Bélgica e os Nórdicos) para promover o sindicalismo e assim garantir direitos e uma distribuição da riqueza mais equitativa. Quero uma autoridade da concorrência de quem as Meo/Nos/Vodafone e as Galp/BP/Repsol tenham medo, pânico! Quero o fecho do offshore da Madeira. E salários dignos e rendas acessíveis ao mais pobre dos trabalhadores. Quero, no fundo, a reversão das políticas NeoLiberal-Fascistas que fizeram a pobreza em Portugal subir estruturalmente nos últimos 25 anos, de 3.7 para 4.5 milhões de pobres antes de apoios sociais. Uma política económica que reverta o problema da emigração das novas gerações e permita começar a tratar do envelhecimento demográfico.

6) Na geopolítica, quero o fim de todos os imperialismos. Quero paz em todo o lado. E quero que os agressores sejam travados e julgados. Quero ver exercido o Direito Humano à auto-determinação das vítimas do Maidan na Novorossiya e das vítimas do sionismo na Palestina. Quero que a guerra em Taiwan seja evitada, quero que Venezuela e Guiana se entendam, quero o fim das sanções ilegais, o fim do bloqueio a Cuba, etc. Se esses povos puderem votar em paz para decidir o seu futuro, eu fico feliz. Quero o oposto do que vi num documentário histórico sobre os EUA e o Vietname, em que o candidato presidencial Kennedy júnior, descreve como os EUA impediram a democracia de acontecer no Vietname e em vez disso fizeram um golpe e trouxeram guerra, só porque os comunistas se preparavam para uma vitória eleitoral. Será isto um defeito, só dos EUA em particular, ou de todo o Facho-Capitalismo em geral? Na primeira hipótese, quero mudança de regime em Washington. Na segunda quero o fim desta versão do capitalismo em todo o Mundo, ou trocado por uma versão melhor, ou por um sistema diferente.

7) Quero ver Assange livre, quero o fim das fakenews, a reversão da operação Mocking Bird da CIA, e quero que todos tenham acesso à verdade, sem propaganda nem manipulação. Se, para tal, for preciso tirar a liberdade aos prevaricadores, pois que assim seja. Não é autoritarismo da minha parte. É saber a lição do paradoxo da tolerância de Karl Popper. Todos a deviam aprender. E, é saber, e sofrer por saber, que 90% ou mais da população ocidental vive numa realidade paralela, tal é o nível de lavagem cerebral e condicionamento. Um professor universitário russo em Coimbra foi perseguido pela MSM e só descansaram quando se fez a vontade do militante do Svoboda, e esse professor foi despedido sem cometer erro nenhum, a não ser nascer com uma determinada nacionalidade. Já, nos mesmos MSM, passam imagens vindas das redes sociais de grupos nazis, e isso é mostrado como sendo “ativistas da democracia e da liberdade”. Este estado das coisas é intolerável. E a prisão de Assange é o canário nesta mina. Enquanto estiver preso num gulag do Império genocida ocidental, isso quer dizer que não há verdade, só fakenews.

E tu, o que queres? Queres ver UkraNazis a celebrar, naZionistas a celebrar, imperialistas genocidas a celebrar, €Uroditadores a celebrar, e NeoLiberal-Fascistas a celebrar? Queres calar e censurar quem discorda disso, perseguir Snowden, prender Assange, e assassinar Shireen? E, no final, ainda tens o topete de dizer que é em nome da “democracia” e da “liberdade” e de vir aqui, diariamente, insultar quem é mais decente do que tu?!

TEM VERGONHA NA CARA!


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Feliz Ano Novo, sim! Mas…

(Carlos Marques, in comentários na Estátua de Sal, 30/12/2023)


A narrativa dos coitadinhos ainda está bem viva no império genocida ocidental, com as massas totalmente manipuladas pela propaganda. Vi no Telegram uma reportagem de uma menina palestiniana que ficou sem pais, sem família, sem casa, sem terra, e sem uma perna. Mesmo assim sorriu e falou do futuro. Umas semanas depois, estava também morta após um ataque ao hospital onde recuperava. Vi também os meninos despidos nos campos de prisioneiros em Gaza ocupada. Vi coisas que ninguém devia ver. E isto é só o que vejo à distância, nem imagino como será no local. O número de mortos andará já bem acima dos 25 mil, quase todos civis, a maioria mulheres e crianças. Fora os feridos que são mais do dobro. E os milhões de refugiados – dupla e triplamente -, que apesar de vivos, já ficaram sem vida. E entretanto do que é que se fala na MainStreamMerdia? Daquilo que anuncia a Casa Branca, a Comissária Europeia, o Netanyahu e companhia, e claro, os “coitados” do 7 de Outubro.

E agora que o UkraNazistão aprendeu que o mundo ocidental tolera todo o tipo e escalas de agressão, desde que dirigidas contra povos não ocidentais, eis o ataque propositado com armas de destruição massiva, ilegais – já que são de fragmentação -, que com grande precisão e Intelligence ocidental, foram disparadas contra uma praça em Belgorod onde decorria uma feira natalícia. Mais de 20 mortos civis, várias crianças, num só ataque UkraNazi. Se os naZionistas podem, eles também podem. São esses os valores europeus.

Nos canais pró-Russos, só se vê uma coisa: uns, com raiva, queriam retaliação; outros de cabeça fria a explicar que a SMO tem de continuar nos mesmos termos, sem baixar ao nível do adversário, com a retaliação a ser como de costume: só alvos de natureza militar.

Os Russos têm valores. E não querem saber se a MainStreamMerdia ocidental vai só mostrar depois os efeitos colaterais das antiaéreas UkraNazis+NATO, cujos estilhaços provocam esporádica destruição em zonas civis, dizendo que foi um “ataque indiscriminado do Putin”.

Voltando ao naZionistão, os ataques contra civis não são só em Gaza, são também no Sul do Líbano. Contra civis e contra jornalistas. Já foram assassinados quase 100.

Mas do que falam as presstitutas ocidentais? Do Navalny…

Semana sim, semana não, lá morrem mais uns civis e crianças em Donetsk. Mas do que falam as presstitutas ocidentais? Das “vítimas raptadas” pelo Hamas. Vão ao ponto de assim designarf a uma das mulheres com uniforme das IDF que foi levada de mota pelo Hamas. Uma invasora ilegal, que faz parte das forças armadas do agressor, e é feita prisioneira de guerra legitimamente pelo movimento de resistência do povo ocupado, é uma “vítima”, uma “coitadinha”.

E, quando a África do Sul avança para o Tribunal dos tribunais (Tribunal Internacional de Justiça, não confundir com a palhaçada do Tribunal Penal Internacional que emitiu um mandato para Putin mas nunca o fez para Obamas nem Netanyahus), acusando Israel de genocídio, eis que os naZionistas usam a carta dos “coitadinhos”, e chamam “antissemita” à África do Sul.

Tempos houve em que o movimento de libertação do Apartheid, e até o Nélson Mandela, eram chamados “terroristas”, e os brancos violentos e invasores eram os “coitadinhos”. Os Sul-africanos conhecem bem a missa. Por isso é que estão nos BRICS ao lado de Rússia, China, Irão, e companhia.

Agora é esperar que a justiça atue, que fique preto no branco que há um genocídio a decorrer, que o agressor é o naZionista, que a vítima é quem só tem o Hamas e meia dúzia de túneis e explosivos artesanais para se defender.

A seguir, ou o circo do Tribunal Penal Internacional acata a decisão do Tribunal Internacional de Justiça, ou será o fim do circo ocidental. Ou Netanyahu (e quem lhe dá armas e vota contra o cessar-fogo) são julgados por genocídio, ou um movimento em massa de países sairá do Tratado de Roma.

É este, já agora, o jogo de longo termo de Putin no que ao mandato de captura diz respeito. Quantos mais dias passam com esse mandato, sem que os genocidas ocidentais tenham um igual, mais a Rússia e o Sul Global ganham na arena internacional e mais o império genocida ocidental fica isolado.

Até lá, ainda muita maldade vai acontecer. Os naZionistas querem ocupar a Palestina toda, completar a limpeza étnica, e o Hitler de Telavive, Netanyahu, já fala em voz alta sobre o desígnio bíblico da Grande Israel, desde o rio Nilo até aos rios Tigre e Eufrates.

Pois que assim seja, que os naZionistas pisem as linhas vermelhas que é preciso pisar, que a guerra se torne regional, que os países em redor percebam que têm de fazer como a Rússia – defender-se militarmente em território do inimigo -, e que o projecto naZionista chegue de vez ao fim. Nem com as fronteiras de 1947 vão poder ficar. Se os palestinianos ficam sem nada e os povos em redor são também ameaçados, pois então não fica nada para ninguém.

E isto, parece que não, mas está ligado aos StormShadows britânicos com Intelligence dos EUA que depois, pela mão de UkraNazis, atingem a frota Russa no Mar Negro. É dessa frota que sairão os mísseis que afundarão os barcos anglo-saxões que atualmente cercam a Mesopotâmia.

A Rússia pode até nem fazê-lo diretamente, mas já se fala em voz alta em repetir o comportamento ocidental: escolher um proxy, armar até aos dentes quem odeia USAmericanos+vassalos, e depois pegar nas pipocas e ficar a ver soldados imperialistas ocidentais a arder.

Para já, são só o Hezbollah (contra as IDF na Galileia ocupada), os Houthis (contra a cadeia de abastecimento do naZionistão pelo Mar Vermelho), e os movimentos de resistência no Iraque (contra as bases dos invasores dos EUA) e da Síria (contra os invasores dos Montes Golã). A seguir, a coisa pode ficar feia, bem feia. Até porque os naZionistas estão mesmo a levar em frente o plano de empurrar os palestinianos para o Sinai, o que o Egito já disse que seria uma declaração de guerra.

Ora, se até lá não houver uma mudança de regime na Europa, a propaganda dos “coitados” vai subir de nível e soldados europeus estarão envolvidos nessa guerra, que nem é a de “Israel vs Hamas” nem a de “Putin vs Ucrânia”, é a guerra contínua do Império genocida ocidental contra todos os outros ou, como a propaganda lhes chama, a “democracia liberal” contra o “resto”.

Os sinais estão aí para quem os quiser ver. A Alemanha declara o rearmamento, a Irlanda e Suíça debatem a sua neutralidade e a Finlândia e Suécia acabam de vez com ela. O Japão volta a fornecer armas para a guerra. O AUKUS prepara o teatro de operações em volta de Taiwan. Armadas anglófonas rodeiam a Venezuela e a Mesopotâmia. A Chéquia recusa ir à ONU explicar como o seu MLRS foi usado para matar civis em Belgorod, e ameaça sair só porque na AG se votou por um cessar-fogo na Palestina. A Moldávia fala em reanexar a Transnístria pela força. Na Sérvia tenta-se um Maidan enquanto se invade o Kosovo e se anexa o Montenegro à NATO. A Polónia arma-se até aos dentes. Os Países Baixos dizem que se vão preparar para a guerra contra a Rússia. E, um pouco por todo o Ocidente, as poucas vozes da razão e da paz são tratadas como inimigos e traidores.

E na capital do Império genocida, Washington, a farsa eleitoral serve apenas para se escolher qual o lado que quer cometer o holocausto dos palestinianos mais depressa, e se quer em simultâneo guerra contra a Rússia, contra a China, contra o Irão, contra a Venezuela, ou contra todos. Falar de paz é “antissemitismo” ou “putinismo” ou “comunismo” ou “antipatriotismo”. Votem em quem votarem, só há na verdade uma opção: dentro de casa o NeoLiberal-Fascismo, e fora de casa o double down ao imperialismo genocida e à guerra permanente. Mas, ó gentes: “millions for Ukraine/Taiwan/Israel create jobs in our weapon factories”. Já chegou a este pronto a campanha eleitoral.

E, enquanto isto, em Portugal as presstitutas que têm poder para decidir do que se fala na comunicação social, entretêm o povão com a novela da sucessão a Costa, e a novela das alianças partidárias entre os vários sabores das direitas fascistas. Propostas? Zero. Real politique? Zero. Geopolítica? Zero. Futuro do país? Zero. E diz o Louçã – ver artigo aqui -, do “alto” dos 4% do seu partido pró-UkraNazis/NATO, que são boas notícias… Que tragicomédia que é este país.

Esta pode ser a nossa última passagem de ano… Boas festas!


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

O secreto discurso de Natal do Zé das lêndeas

(Maria Manuela, in Facebook, 26/12/2023)

Caros ucranianos

Após ter concordado em ser o testa de ferro dos ianques na sucessão do presidente por vós eleito e vilmente deposto, aproveitando a vossa desilusão com os políticos da nação mais corrupta da Europa, e usando o dinheiro de uns dos maiores oligarcas da comunicação social, passei de tocador de piano com a pila para candidato presidencial.

Fui lesto e diligente, conforme me foi pela NATO solicitado, em romper com todos os acordos feitos com a Federação Russa para defesa da população do Donbass, assim como em garantir que lhe facultava a maior dose de porrada, descriminação e humilhação possíveis.

Tive também o primor de tornar a adesão à NATO num ponto da constituição ucra, assim como aceitar e dar formação a cidadãos de todas as latitudes que tendo inspiração nazi, quisessem juntar-se aos batalhões nazis ucranianos, agora por mim integrados nas forças militares regulares.

Ora, com tudo isto, e com a tão proclamada invencibilidade da NATO, era absolutamente certo que, assim o Putin se decidisse a dizer BASTA e a tentar defender as populações russófilas enviando tropas para a Ucrânia, eu o venceria numa penada.

Concederia desta forma, aos meus sponsors ianques, a por si tão desejada Crimeia, assim como daria a Bruxelas um motivo para continuar a existir, numa Europa fracassada e ridiculamente dependente.

Durante perto de dois anos consegui arrecadar dinheiro suficiente para construir três Ucrânias, enquanto destruía a maior parte da existente.

O mesmo em relação ao material militar que, pela reposição feita pelos “partners”, já perfaz o necessário para equipar um 4.º exército.

Tudo com a preciosa ajuda das televisões arregimentadas pelo amigo Bidé e fiéis à amiga Ursa, assim como com dezenas de idiotas que, quotidianamente, iam debitando para o público ignaro vitórias onde, de facto, existiam derrotas ou incapacidades.

Mas, como a Realidade é uma peste que não vai lá com omissões e logro, preparo-me agora, enquanto vos desejo festas felizes, para tornar real a promessa do troglodita negro dos ianques de que “lutaremos até ao último ucraniano” e, para tal, já decretei que todos os ucranianos que se refugiaram no estrangeiro, têm obrigatoriamente que vir morrer na guerra.

Em simultâneo, ordenei a arrebanha de todos os ucranianos aqui residentes que tenham duas mãos para empunhar uma canhota, usando os meios mais vis de camuflagem como, por exemplo, ambulâncias que esses mesmos ucranianos pagaram com os seus impostos.

Tudo é válido em nome dos milhares de dólares que possuo e aumento nas minhas contas offshore, de que já ninguém se lembra terem constado nos Pandora Papers, assim como em nome dos mimos da Cartier que ofereço à Zézinha lêndeas.

O futuro será risonho caros ucranianos. Pelo menos o meu.

Viva a Ucrânia.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.