Aumenta para 133 o número de funcionários da ONU mortos em Gaza

(Carlos Marques, in comentários na Estátua de Sal, 08/12/2023)


Esta notícia devia abrir os telejornais, se no império genocida ocidental houvesse notícias com factos, em vez de FakeNews e propaganda feitas por PRESStitutas. Ver aqui. Os naZionistas já assassinaram 133 trabalhadores das Nações Unidas, mais exatamente da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente.

Segunda notícia que devia abrir os telejornais e merecer debate intenso, com reais comentadores e não com avençados do regime, até ao momento em que Portugal decidisse deixar a NATO e expulsar os EUA da base das Lages (entre outras): «EE.UU. no apoya alto el fuego en Gaza pese a llamado urgente de ONU». Ver aqui.

Os EUA (e Reino Unido) vetaram a paz. São a favor de mais genocídio. Os naZionistas já assassinaram mais de 17 mil civis, dos quais mais de 6 mil crianças.

Agora respondo-te (André Campos) diretamente – ver comentário de André Campos aqui:

O Hamas é um movimento de libertação e resistência. Não é terrorista. Quem lhe chama “terrorista” também o chamava a Nélson Mandela, e apoiava o apartheid.
O que o Hamas fez a 7-Outubro é legítimo e 100% justificado. Não foi contra civis inocentes, foi contra invasores ilegais que apoiam a ditadura assassina naZionista. A guerra começou em 1947 com massacres feitos pelos naZionistas invasores. Tudo o que os Palestinianos façam desde aí é uma resposta, uma defesa! Não te deixes levar pela propaganda do 7-Outubro. Os palestinianos têm o direito de ter representantes, de ter forças armadas (neste caso é só uma guerrilha, coitados), e de matar os invasores que lhes roubaram as terras, casas, e vidas dos familiares. A Palestina tem o direito de recuperar pela força PELO MENOS as fronteiras de 1947, de realojar todas as vítimas de limpeza étnica (desde o Nakba), de expulsar os invasores ilegais que restem, e depois fazer referendos pelo Direito Humano à auto-determinação para definir um mapa ainda mais favorável que o de 1947, e se quiserem, de decidir pelo fim do estado inventado pelos invasores.

Relembro que o império genocida ocidental está a enviar armas para UkraNazis para estes matarem os NATIVOS do Donbass e Crimeia. E a mesmíssima coisa faz para os naZionistas matarem os NATIVOS (Palestinianos = SEMITAS!) da Palestina. Um UkraNazi no Donbass é um invasor. Um naZIonista na Palestina é um invasor. E quem já lá vivia, tem o direito de usar meios letais para se defender. A única diferença prática é que os ex-Ucranianos do Donbass têm a ajuda (por eles pedida!) da Rússia, enquanto os palestinianos foram abandonados por todos, excepto por pequenas ajudas do Irão, Iémen, e Argélia, e por ajuda simbólica humanitária do Egito, Turquia, Rússia, China, etc, mas que nada muda.

Não existe Hamas na Cisjordânia, e no entanto está lá o grupo terrorista (IDF) dos naZionistas a ocupar, a destruir, a prender/raptar, e a assassinar. O Líbano não entrou em guerra contra os naZionistas e no entanto está a ser bombardeado. A Síria não entrou em guerra com os naZionistas e está a ser bombardeada até em zonas longíssimas da Palestina ocupada. Mas se algum destes decidisse fazer uma contraofensiva totalmente provocada e justificada como a do Hamas em 7-Outubro, a máquina de propaganda ocidental ia convencer-te que era tudo uma “barbaridade” e que Israel tinha o “direito de se defender” invadindo-os e matando-os a todos.

Os 200 e poucos prisioneiros de guerra feitos pelo Hamas foram todos bem tratados, a sua prisão justificada (visto tratarem-se de invasores ilegais da Palestina), e serviram para trocar por uma pequeníssima parte de civis, mulheres, idosos, e crianças, que os naZionistas têm nas suas prisões/gulags. Chegam a prender 800 crianças por ano, milhares de civis sem julgamento, por “crimes” como usar uma bandeira do seu país, ou atirar uma pedra a um tanque invasor, ou defenderem-se dos “civis” (invasores naZionistas nos colonatos ilegais) que andam de metralhadora na mão a impedir as crianças palestinianas de ir à escola, ou os pobres trabalhadores palestinianos de sequer aceder aos seus terrenos agrícolas. Isto é o dia-a-dia daquele inferno!

Se eu vivesse na Palestina sob estas condições, eu só descansaria depois de aderir ao Hamas e limpar o sebo a pelo menos um dos invasores naZionistas. Não me interessa se vestem a farda do IDF, se são reservistas, ou não. São todos culpados, todos invasores ilegais, todos apoiantes do brutal regime naZionista, e todos votam em quem lhes promete matar palestinianos, ocupar tudo, fazer limpeza étnica, genocídio! Não merecem estar vivos! Não merecem qualquer compaixão das pessoas decentes no resto do Mundo.

Apoiar os Israelitas, é como apoiar os nazis Alemães. A diferença é que agora os “judeus” vítimas do Holocausto são os palestinianos.

Repara: continua a ser antissemitismo. Os palestinianos são semitas, e os colonos ilegais não são! São USAmericanos, britânicos, polacos, etc, gente que nada tem a ver com a Palestina. Mas acham-se o “povo escolhido”, ”superiores”, e com “direito divino” a eliminar os goyim.

Resumindo e concluíndo: nem que o Hamas fizesse um 7-Outubro diariamente, nem mesmo assim perderia a razão. E nem mesmo assim os invasores ilegais naZionistas genocidas teriam qualquer direito de continuar a invadir a Palestina e a bombardear Gaza e a matar na Cisjordânia.

O ditador assassino, o Hitler israelita, Netanyahu, já disse quais são os objetivos da sua Solução Final, repetidos por vários dos naZionistas:

  1. Limpeza étnica de toda a Palestina, milhões de refugiados atirados para o deserto para morrer à fome e à sede.
  2. Ocupação ilegal de toda a Palestina, parte da Síria, e Sul do Líbano.
  3. Estado de “pureza” étnica e religiosa: nem sequer as igrejas ortodoxas escapam.
  4. Ser a base militar dos EUA para a agressão imperialista contra toda a Mesopotâmia e Ásia Central.

Não consta que um único eleitor israelita tenha alguma vez protestado contra esta alarvidade. Simplesmente escolhem se votam no naZionista de extrema-direita A, ou no naZionista de extrema-direita B. Nunca na vida protestaram em nome de um único Direito Humano dos Palestinianos. Apenas protestaram por um pequeno caso de corrupção do Netanyahu, mas sempre aplaudiram quando ele ordenou o assassinato de mais palestinianos, e leis cada vez mais de apartheid. Para serem a Alemanha nazi, só lhes faltam as câmaras de gás. Nem sequer os terríveis dos UkraNazis são assim tão maus. Ao menos esses limitam o nº de ataques contra civis, e têm uma disputa territorial que pode ser discutida até certo ponto da geografia em causa.

Já disse e repito como é que a história acaba:

  1. a Solução Final que descrevi acima será implementada, e acabou-se a Palestina que, abandonada, não terá sequer meios para fazer guerrilha, e acabará por ser esquecida, e o povo palestiniano assimilado pelos países vizinhos;
  2. um dia destes o Hamas ou o Hezbollah ou outro qualquer coloca as mãos numa arma de destruição massiva, e acerta em Tel Aviv e arredores, deixando aquilo inabitável.

No ponto a), ganham os naZionistas e os EUA, perde a Humanidade inteira (porque estes dois não fazem parte da Humanidade, sinceramente).
No ponto b), não ganha ninguém, mas pelo menos os palestinianos têm direito a uma pequena vingança. O ponto c) não existe. Não existe qualquer possibilidade de vitória geopolítica da Palestina, de vitória militar do Hamas e/ou Hezbollah, da criação de dois estados, de sobrevivência do que quer que seja de Gaza e da Cisjordânia. Quem disser o contrário, ou está a sonhar acordado, ou a ser como Guterres, Putin, Xi, Erdogan, e companhia: a dizer coisas politicamente corretas que ficam bem junto dos respetivos eleitorados ou público-alvo, mas sem qualquer efeito prático.

Os naZionistas já cercaram a cidade de Gaza (no Norte da faixa) e já a rebentaram toda à bomba. Começaram entretanto a cercar a zona central da faixa de Gaza, já a começaram a terraplanar à bomba, inclusive campos de refugiados, e a seguir vão fazer o mesmo no Sul. Os EUA, que recusam o cessar-fogo, continuam a enviar todas as armas para ajudar a cometer genocídio. Os mais de dois milhões de palestinianos em Gaza ou vão morrer ou sofrer limpeza étnica, um Nakba 2.0. E a Cisjordânia vai pelo mesmo caminho, com a diferença de que, em vez de um movimento de resistência, tem uma “Autoridade” Palestiniana que é uma traição da cabeça aos pés. Isto vai mesmo acontecer, e ninguém o para. É assim, quando a história de uns se faz desta maneira e nunca ninguém os julgou nem castigou, eles continuam a fazer o mesmo sem qualquer peso na consciência.

1901 Colômbia. 1902 Panamá. 1904 Coreia. Magreb. 1905 Honduras. México. 1907 Nicarágua. República Dominicana. 1908 Panamá. 1910 Nicarágua. 1911 China. 1912 Cuba. Panamá. Honduras. 1912-1933 Nicarágua. 1914-1934 Haiti. 1916-1924 Dominicana. 1917-1933 Cuba. 1918-1922 Rússia. 1918-1920 Panamá. 1919 Costa Rica. Honduras. 1920 Guatemala. 1922 Turquia. 1922-1927 China. 1924-1925 Honduras. 1925 Panamá. 1926 Nicarágua. 1927-1934 China. 1932 El Salvador. 1937 Nicarágua. 1945 Hiroxima & Nagasaki. 1947-1949 Grécia. 1948-1953 Filipinas. 1950 Porto Rico. 1950-1953 Coreia. 1953 Irão. 1954 Guatemala. 1958 Líbano. Indonésia. Panamá. 1959 Laos. 1959-1961 Cuba. Haiti. 1960 Equador. Panamá. 1965-1974 Vietname. 1967-1969 Guatemala. Filipinas. 1971-1973 Laos. 1972 Nicarágua. 1980 Irão. 1983 Granada. 1983-1984 Líbano. 1986 Líbia. 1980s El Salvador. 1987 Irão. 1988 Honduras. 1989 Panamá. 1991 Iraque. Kuwait. 1992-1994 Somália. 1994-1995 Bósnia. 1998 Sudão. 1998 Afeganistão. 1999 Jugoslávia. 2001-2021 Afeganistão. 2002 Iémen. 2003-2023 Iraque. 2011-2023 Líbia. 2013-2023 Síria. 2015-2022 Iémen. 2014-2023 Donbass, Crimeia, Rússia. 1947-2023 Palestina.

Isto são só as “operações militares especiais” e só dos EUA e só desde 1901. Fora os restantes anos da História, fora os restantes agressores, hoje na NATO, e fora os restantes tipos de agressões como golpes (ex: 1973 Chile. 2004+2014 Ucrânia. 2019 Bolívia. etc) e sanções ilegais para provocar miséria e fome noutros povos que resistam à brutal agressão do império genocida ocidental.

Se os povos agredidos do Mundo se juntarem todos para f*der o Ocidente inteiro, não será uma “barbaridade”, será karma! É por isso que eu gostava que houvesse um Regime Change por cá, que parássemos as agressões, e que começássemos iniciativas práticas e efetivas para pedir perdão por aquilo que fizemos antes.

Começar por devolver 28 mil milhões de dólares – ver aqui -, aos ex-escravos do Haiti, ameaçado e roubado acima de tudo por França e EUA, em vez de gastar esse dinheiro com UkraNazis e naZionistas e respetivas guerras de agressão contra nativos do Donbass e Palestina. Era um bom começo.


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Realmente é incomparável

(Carlos Marques, in comentários na Estátua de Sal, 23/11/2023)

(Este texto resulta de uma resposta a um comentário de JgMenos, aqui publicado, e que transcrevo: “Muito se esforça a cambada do ódio em dar lugar a terroristas na multipolaridade que ambicionam. O tema actual é equiparar os assassinatos de civis a 7 de Outubro em Israel às mortes de civis em Gaza.”

Por conter tanta verdade junta, decidi dar-lhe maior divulgação.

Estátua de Sal, 23/11/2023)


Realmente é incomparável. O Hamas entrou na Palestina ocupada (ou seja, “invadiu” o seu próprio território), e matou invasores. No total, à volta de 1200, morreram nessa contraofensiva. Quase 400 eram militares ou polícias do regime invasor. E dos 800 “civis” (colonos reservistas do IDF, invasores ilegais) mortos, vários foram mortos pelas próprias IDF, como já foi noticiado.

Do outro lado, em Gaza, um campo de concentração, o invasor Israelita invadiu ainda mais, destruiu bairros inteiros, infraestruturas, cortou água e luz, bloqueia comida e combustível, cerca hospitais, rebenta escolas. Assassinou já mais de 13300 civis, dos quais mais de 5500 crianças (41% das vítimas).

É, de facto, incomparável. De um lado um povo, sem direito a forças armadas, que usa os meios que tem para se revoltar contra os que os invadem há quase 80 anos, e fazem alguns prisioneiros com o objetivo de os trocar pelas crianças palestinianas raptadas e trancadas em prisões naZionistas.

Do outro lado, mais uma invasão ilegal, um genocídio, e uma limpeza étnica durante as pausas. E os navios do império genocida ocidental no Mediterrâneo, para garantir que o genocídio é feito sem ninguém se atrever a pará-lo.

Mas, para racistas e imperialistas genocidas, a vida de um invasor agressor naZionista, vale tanto como a de 10 ou 100 civis palestinianos, vítimas há décadas neste conflito que NÃO começou em 7 de Outubro, mas começou em 1947, quando um grupo de imperialistas genocidas ocidentais desenhou uma linha num mapa e afirmou: “Isto agora é meu e dos meus amigos sionistas”. Ou, como Biden uma vez disse, parafraseando: “Se Israel não existisse, nós íamos lá inventá-la. É a melhor garantia da defesa dos nossos interesses na região”.

Já o Putin, esse “criminoso”, em vez de inventar linhas no mapa, olha para os mapas históricos. Em vez de fazer golpes sangrentos, faz referendos. Em vez de bombardear o campo de concentração, bombardeia nazis. Em vez de assassinar mais de 5500 crianças num mês, faz uma guerra cirúrgica em que em 2 anos morreram 500 (e muitas em ataques dos nazis contra o Donbass). Em vez de limpeza étnica, reconstrói Mariupol e convida a voltar todos os ucranianos que lá quiserem continuar a viver. Em vez de cometer um genocídio, evita um que os UkraNazis queriam cometer. Em vez de ódio e extremismo religioso, lidera uma federação onde cabem todas as etnias e crenças. Em vez de cortar água e cercar hospitais, reabre o canal da Crimeia, e envia ajuda humanitária para Gaza. Em vez de financiar a Al-Qaeda para destruir a Síria, ajuda a Síria a derrotar a Al-Qaeda. E em vez de apoiar incondicionalmente os naZionistas, vota na ONU a favor do cessar-fogo imediato. Obviamente, com um currículo como este, só podia ser chamado de “criminoso” pelos “democratas” e “juízes” ocidentais. O Netanyahu, esse sim, é um exemplo a seguir…

Nota 1: Continua o agravar acelerado da DITADURA ocidental. A atriz Susan Sarandon, dos poucos seres humanos que se aproveitam naquela zona do globo e naquela indústria, acabou de ser cancelada, censurada, limitada na sua liberdade, e atacada na sua independência financeira. Se fosse uma atriz nova, correria o risco de passar fome daqui para a frente. Felizmente já amealhou o que tinha de amealhar. Já não é preciso PIDE nem Gestapo. O Capitalismo faz o trabalhinho… «Susan Sarandon fora de agência de Hollywood após apoiar Palestina», (Ver aqui).

Ela não apoiou o Hamas. Apoiou um povo vítima de genocídio. A ditadura ocidental diz que é crime. O capitalista despede. Está cancelada. Só por acaso, Hollywood deve ser das indústrias com mais penetração/iniciativa Judaica/Sionista. É só uma coincidência, pois claro…

«Fui aconselhado a não falar no genocídio. Posso vir a ser prejudicado» (Ver aqui). Esta foi em Portugal, província do império genocida ocidental. Ai do ator Jorge Corrula que abra a boca para falar de factos… Fica logo sem ganha-pão. É assim a nova PIDE/Gestapo da ditadura ocidental. Não é o agente X que tortura ou mata num edifício do Estado. É a “iniciativa privada” que faz o servicinho, de forma silenciosa, sem deixar negras. Se um ator disser o que o regime não gosta, e deixar de aparecer na TV/Cinema, ninguém dá por ela. Estão sempre a aparecer novos atores, prontos a dizer as coisas “certas”, e alguns até dão estatuetas dos Óscares a ditadores colaboradores de nazis queridos pelo regime ocidental, em nome da vi$ibilidad€ que isso lhes garante.

Por falar nisto, lembrei-me do partido político da CIA em Portugal… quer dizer, da Iniciativa Liberal. Eles querem mais meritocracia. Deve ser do tipo: se vais a uma manifestação pedir mais salário, com cartazes em português, és extremista e tens de ser combatido. Mas vais a uma manifestação com bandeiras vermelhas e pretas da UPA/OUN ao lado do militante do Svoboda, pedir mais aviões F16 com cartazes em inglês, e és logo um grande democrata liberal e mereces ser promovido até ao topo…
E é esta gente que vai governar Portugal nos próximos 4 anos. Aliás, ganhem laranjas ou rosas, são na mesma estes que vão governar. $eja feita a vontade de Biden, Leyen, Stoltenberg, e Lagarde, am€n.

Nota 2: Alguém diga ao Putin que se ele afirmar que todos os ucranianos são terroristas do Hamas, pode terraplanar aquilo tudo à bomba, e ainda recebe ajuda do Ocidente. Combater cirurgicamente nazis (que começaram guerra) é “crime” e é “injustificado”, mas assassinar mais de 13000 civis e mais de 5500 crianças num só mês (e ainda agora estamos no início…) é ser “a única democracia do Médio Oriente”, é “totalmente justificado”, é “defender direitos humanos”, é espalhar a “liberdade”.

Nota 3: Perante a crescente agressão dos albaneses do Kosovo contra os Sérvios da parte Norte do Kosovo, a NATO reforça as forças da invasão, o apoio aos separatistas, e facilita a futura anexação de mais um território (em violação do direito internacional) ao império genocida, com promessas de adesão à UE/NATO. Não é independência, é anexação. Só não percebe isso quem não tem olhos nem vergonha na cara. Mas é tudo business, as usual.

Entretanto o Presidente da República Sérvia começa a falar cada vez mais alto em exercer pacificamente o Direito Humano à autodeterminação, separar-se da Bósnia e Herzegovina, e quiçá ajudar depois a fazer uma Sérvia maior. Obviamente chovem ameaças e previsões de nova guerra, por parte dos cartilheiros do regime ocidental. Double standards, what else?

Mas isto levou-me a ler novamente artigos sobre a forma como o Montenegro se tornou “independente” (anexado à UE/NATO). E só posso dizer que recomendo. Desde os apenas 2 mil votos que tudo decidiram (menos que o total de votos nulos ou brancos), às polémicas e irregularidades, às histórias de corrupção e compra de votos e pressões inadmissíveis a trabalhadores do Estado, às bandeirinhas da UE numa das campanhas… e à divisão territorial das intenções de voto, com uma metade claramente contra a independência, valeu tudo. Uma leitura que é uma risota revoltante. Visto com os meus olhos de hoje, ficou claro para mim: foi um Maidan. Feito com cruzes num papel em vez de balas. Mas ainda assim um Maidan. Um golpe para despedaçar um país, em nome dos interesses do império genocida ocidental. Nada mais. Hoje a Sérvia não tem acesso ao mar. E o Montenegro é uma amostra de país. Mais um voto na ONU para fazer de conta que o Ocidente (15% do Mundo) tem muitos votos e “não está isolado”. Orwelliano demais!

Falei de tanta coisa que parece diferente, mas isto está tudo ligado. E a cola que liga as peças, é produzida em Langley, Virgínia – sede da CIA. Se o que produz ficasse dentro do muro, não havia mal. Mas infelizmente anda pelos lados de cá muito snifador viciado nessa cola…


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O 1984 de Orwell, ou o 1933 de Adolf?

(Carlos Marques, in comentários na Estátua de Sal, 21/11/2023)

Em que ano estamos? Vamos lá ver o que se passa, para ver se chegamos a uma conclusão.

Mais de 13 mil civis assassinados, dos quais 5500 crianças, num só mês. Um exército a cercar e a invadir hospitais, a bombardear escolas das Nações Unidas, a fazer uma limpeza étnica de dois milhões de pessoas, numa invasão a um campo de concentração. Um regime de apartheid em que se diz ser o povo escolhido, superior aos restantes.

Isto é o que se passa. É factual. Mas, se eu não chamar os bois pelos nomes, um leitor desatento poderia ficar na dúvida se estou a falar da Alemanha Nazi de Hitler… Não. Estou a falar da Israel naZionista de Netanyahu.

Hoje vi 30 segundos de MainStreamMedia portuguesa, 15 segundos em cada canal. Primeiro vi dois PRESStitutos, um pivot e um comentador, a trocar palavras, dizendo algo como “Orbán, a voz de Putin na Europa, é um problema”. E não, não foi o comentador a dizer está alarvidade.

No outro canal, estavam a dar numa reportagem sobre os coitadinhos familiares dos “civis raptados” a 7 de Outubro pelo Hamas. Nem uma palavra sobre os mapas da ONU que mostram que, sob todos os pontos de vista, aquelas cidades “Israelitas” são a Palestina ocupada; portanto quem lá está é invasor/colono ilegal, e por isso eles não são civis, nem inocentes, nem foram raptados. São invasores, são os culpados pelo início da agressão, e são prisioneiros de guerra.

E, imagino eu, nem uma palavra nesta MainStreamMerdia sobre as mais de 800 crianças palestinianas, essas sim raptadas, e todos os anos colocadas em condições de tortura psicológica nas prisões/gulags do invasor naZionista.
Nem sobre os milhares de cidadãos palestinianos presos só por serem quem são. E nem uma palavra sobre o Nakba e de como a lei internacional dá a milhões de palestinianos o direito de regressar. Ora, se pela frente têm muros, colonos/invasores ilegais armados, acompanhados de militares genocidas, como é que regressam às casas que lhes foram roubadas? Tem de ser o Hamas a abrir caminho.

É esta a situação. Um lado quer viver em paz. O outro quer invadir ainda mais, e fazer guerra até destruir tudo e matar todos os que estão no caminho dos seus planos: como prova o mapa que Netanyahu, o naZionista-mor, apresentou na ONU, só com Israel e sem Palestina nenhuma, nem Gaza nem Cisjordânia, nem Hamas nem Fatah. Uma limpeza étnica completa.

E é para atingir esse objetivo que o chefe do império genocida ocidental, os EUA, tem na região um total de mais de 70 navios de guerra e de mais de 200 aviões. Nem vou dizer o número de mísseis (armas de destruição em massa) nem de bases ilegais, invadindo vários países contra a vontade dos respetivos povos.

Da EUropa, nem uma única sanção, nem uma única arma dada a quem resiste. Pelo contrário, os países EUropeus/NATO com assento no Conselho de Segurança da ONU, votaram contra o cessar-fogo. Só aprovaram “pausas humanitárias”. Ou seja, traduzindo de língua de porco diplomata mas genocida, para língua de gente intelectualmente honesta: votaram a favor de um horário de guerra contra civis, em que, na maior parte do tempo, há genocídio, e nas pausas do genocídio há limpeza étnica: a deslocação forçada de toda a população com vista à sua substituição.

Para completar, a cereja no topo deste bolo de m*rda, avança a censura e o cancelamento de quem discordar do império genocida ocidental e do naZionismo. Na EUropa proibem-se manifestações pacíficas a favor da libertação da Palestina. Em Portugal promove-se uma Web Summit em que o Irlandês que se atreveu a dizer um facto (que Israel comete crimes de guerra) perdeu o lugar no evento que o próprio criou, e foi substituído por uma cadela com pedigree da CIA. E, nós próprios EUA, a cartilha obrigatória já foi entregue a reitores de universidades e a CEO de empresas, para que se ataque os indivíduos que se atrevem a criticar quem assassinou mais de 5500 crianças. Se o fizerem, esses jovens dos EUA, perdem as suas oportunidades de vida, ficam sem carreira, e os que já a tiverem iniciado ficam sem emprego.

Bem-vindos a 1984.

Aqui, o libertador Mandela é “terrorista”, mas o nazi Bandera e os seus seguidores neoNazis são “heróis”.

Guerra é “paz”.

Belicismo é “segurança”.

Dinheiro para salários é “extrema-esquerda”.

Assassinar russos é “investimento”.

Censura é “liberdade”.

Fake News e propaganda são “factos”.

Combater nazis é “injustificado”.

Resistir a naZionistas é “terrorismo”.

A China é uma “ameaça”.

O império genocida (EUA) é um “aliado bem-intencionado”.

A €Uro-ditadura é a “representação exemplar dos cidadãos”.

Partidos capitalistas neoliberais das privatizações, ataques ao direito laboral, e mercado desregulado, são “socialismo”.

Ter 41% de votos (que em 50% de abstenção são só 21% de eleitores) é ter “maioria absoluta”.

Uma procuradoria que, trocando um nome numa montanha de escutas que pariram um rato, deita abaixo um governo, é “estado de direito”.

Defender o próprio país (Hungria) e apelar à paz, é ser “a voz de Putin na EUropa”.

Ter uma lei, representativa da vontade da maioria, que manda tapar boa parte do cabelo da mulher com um lenço, é “fanatismo religioso de um regime perigoso”, mas bombardear campos de refugiados em nome da Torah é ser “a única democracia do Médio Oriente”.

Enviar médicos para países necessitados é ser “país terrorista”, mas construir muros e jaulas para emigrantes esfomeados é “defender os direitos humanos”.

As alterações climáticas são uma emergência, mas evitar jatos privados ou evitar uma guerra nuclear nem por isso…

Agora que cheguei ao fim, fiquei na dúvida. Será o 1984 de Orwell, ou o 1933 de Adolf? Ou será uma nova era que ficará na memória das próximas gerações como algo ainda pior que os dois exemplos referidos?


PS: Para a Argentina, o ano é 1973. O golpe Pinochetista/CIA neste momento já não precisa de botas cardadas. Bastam fake news na MainStreamMedia, bits e mentiras nas redes sociais, uma boa dose de guerra/terrorismo económico, e um bando de “mercados internacionais” a piar de acordo com os 1% donos deste Mundo, e está feita a receita.

Depois, basta só um governo incompetente, levar ao forno durante 4 anos, a oposição moderada não comparecer ao jantar, e o fascista/NeoLiberal e globalista/traidor come tudo. Eles comem sempre tudo.

Se Milei fizer tudo o que prometeu, haverá mais argentinos a passar fome daqui a 4 anos, do que houve russos nessa situação após o “Milei bêbado de Moscovo” (ala Yeltsin) ter sido o eleito para aplicar essa receita: capitalismo neoliberal de choque antidemocrático só com o fim de agradar à oligarquia do império genocida ocidental.


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