(Carlos Marques, in comentários na Estátua de Sal, 08/12/2023)

Esta notícia devia abrir os telejornais, se no império genocida ocidental houvesse notícias com factos, em vez de FakeNews e propaganda feitas por PRESStitutas. Ver aqui. Os naZionistas já assassinaram 133 trabalhadores das Nações Unidas, mais exatamente da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente.
Segunda notícia que devia abrir os telejornais e merecer debate intenso, com reais comentadores e não com avençados do regime, até ao momento em que Portugal decidisse deixar a NATO e expulsar os EUA da base das Lages (entre outras): «EE.UU. no apoya alto el fuego en Gaza pese a llamado urgente de ONU». Ver aqui.
Os EUA (e Reino Unido) vetaram a paz. São a favor de mais genocídio. Os naZionistas já assassinaram mais de 17 mil civis, dos quais mais de 6 mil crianças.
Agora respondo-te (André Campos) diretamente – ver comentário de André Campos aqui:
O Hamas é um movimento de libertação e resistência. Não é terrorista. Quem lhe chama “terrorista” também o chamava a Nélson Mandela, e apoiava o apartheid.
O que o Hamas fez a 7-Outubro é legítimo e 100% justificado. Não foi contra civis inocentes, foi contra invasores ilegais que apoiam a ditadura assassina naZionista. A guerra começou em 1947 com massacres feitos pelos naZionistas invasores. Tudo o que os Palestinianos façam desde aí é uma resposta, uma defesa! Não te deixes levar pela propaganda do 7-Outubro. Os palestinianos têm o direito de ter representantes, de ter forças armadas (neste caso é só uma guerrilha, coitados), e de matar os invasores que lhes roubaram as terras, casas, e vidas dos familiares. A Palestina tem o direito de recuperar pela força PELO MENOS as fronteiras de 1947, de realojar todas as vítimas de limpeza étnica (desde o Nakba), de expulsar os invasores ilegais que restem, e depois fazer referendos pelo Direito Humano à auto-determinação para definir um mapa ainda mais favorável que o de 1947, e se quiserem, de decidir pelo fim do estado inventado pelos invasores.
Relembro que o império genocida ocidental está a enviar armas para UkraNazis para estes matarem os NATIVOS do Donbass e Crimeia. E a mesmíssima coisa faz para os naZionistas matarem os NATIVOS (Palestinianos = SEMITAS!) da Palestina. Um UkraNazi no Donbass é um invasor. Um naZIonista na Palestina é um invasor. E quem já lá vivia, tem o direito de usar meios letais para se defender. A única diferença prática é que os ex-Ucranianos do Donbass têm a ajuda (por eles pedida!) da Rússia, enquanto os palestinianos foram abandonados por todos, excepto por pequenas ajudas do Irão, Iémen, e Argélia, e por ajuda simbólica humanitária do Egito, Turquia, Rússia, China, etc, mas que nada muda.
Não existe Hamas na Cisjordânia, e no entanto está lá o grupo terrorista (IDF) dos naZionistas a ocupar, a destruir, a prender/raptar, e a assassinar. O Líbano não entrou em guerra contra os naZionistas e no entanto está a ser bombardeado. A Síria não entrou em guerra com os naZionistas e está a ser bombardeada até em zonas longíssimas da Palestina ocupada. Mas se algum destes decidisse fazer uma contraofensiva totalmente provocada e justificada como a do Hamas em 7-Outubro, a máquina de propaganda ocidental ia convencer-te que era tudo uma “barbaridade” e que Israel tinha o “direito de se defender” invadindo-os e matando-os a todos.
Os 200 e poucos prisioneiros de guerra feitos pelo Hamas foram todos bem tratados, a sua prisão justificada (visto tratarem-se de invasores ilegais da Palestina), e serviram para trocar por uma pequeníssima parte de civis, mulheres, idosos, e crianças, que os naZionistas têm nas suas prisões/gulags. Chegam a prender 800 crianças por ano, milhares de civis sem julgamento, por “crimes” como usar uma bandeira do seu país, ou atirar uma pedra a um tanque invasor, ou defenderem-se dos “civis” (invasores naZionistas nos colonatos ilegais) que andam de metralhadora na mão a impedir as crianças palestinianas de ir à escola, ou os pobres trabalhadores palestinianos de sequer aceder aos seus terrenos agrícolas. Isto é o dia-a-dia daquele inferno!
Se eu vivesse na Palestina sob estas condições, eu só descansaria depois de aderir ao Hamas e limpar o sebo a pelo menos um dos invasores naZionistas. Não me interessa se vestem a farda do IDF, se são reservistas, ou não. São todos culpados, todos invasores ilegais, todos apoiantes do brutal regime naZionista, e todos votam em quem lhes promete matar palestinianos, ocupar tudo, fazer limpeza étnica, genocídio! Não merecem estar vivos! Não merecem qualquer compaixão das pessoas decentes no resto do Mundo.
Apoiar os Israelitas, é como apoiar os nazis Alemães. A diferença é que agora os “judeus” vítimas do Holocausto são os palestinianos.
Repara: continua a ser antissemitismo. Os palestinianos são semitas, e os colonos ilegais não são! São USAmericanos, britânicos, polacos, etc, gente que nada tem a ver com a Palestina. Mas acham-se o “povo escolhido”, ”superiores”, e com “direito divino” a eliminar os goyim.
Resumindo e concluíndo: nem que o Hamas fizesse um 7-Outubro diariamente, nem mesmo assim perderia a razão. E nem mesmo assim os invasores ilegais naZionistas genocidas teriam qualquer direito de continuar a invadir a Palestina e a bombardear Gaza e a matar na Cisjordânia.
O ditador assassino, o Hitler israelita, Netanyahu, já disse quais são os objetivos da sua Solução Final, repetidos por vários dos naZionistas:
- Limpeza étnica de toda a Palestina, milhões de refugiados atirados para o deserto para morrer à fome e à sede.
- Ocupação ilegal de toda a Palestina, parte da Síria, e Sul do Líbano.
- Estado de “pureza” étnica e religiosa: nem sequer as igrejas ortodoxas escapam.
- Ser a base militar dos EUA para a agressão imperialista contra toda a Mesopotâmia e Ásia Central.
Não consta que um único eleitor israelita tenha alguma vez protestado contra esta alarvidade. Simplesmente escolhem se votam no naZionista de extrema-direita A, ou no naZionista de extrema-direita B. Nunca na vida protestaram em nome de um único Direito Humano dos Palestinianos. Apenas protestaram por um pequeno caso de corrupção do Netanyahu, mas sempre aplaudiram quando ele ordenou o assassinato de mais palestinianos, e leis cada vez mais de apartheid. Para serem a Alemanha nazi, só lhes faltam as câmaras de gás. Nem sequer os terríveis dos UkraNazis são assim tão maus. Ao menos esses limitam o nº de ataques contra civis, e têm uma disputa territorial que pode ser discutida até certo ponto da geografia em causa.
Já disse e repito como é que a história acaba:
- a Solução Final que descrevi acima será implementada, e acabou-se a Palestina que, abandonada, não terá sequer meios para fazer guerrilha, e acabará por ser esquecida, e o povo palestiniano assimilado pelos países vizinhos;
- um dia destes o Hamas ou o Hezbollah ou outro qualquer coloca as mãos numa arma de destruição massiva, e acerta em Tel Aviv e arredores, deixando aquilo inabitável.
No ponto a), ganham os naZionistas e os EUA, perde a Humanidade inteira (porque estes dois não fazem parte da Humanidade, sinceramente).
No ponto b), não ganha ninguém, mas pelo menos os palestinianos têm direito a uma pequena vingança. O ponto c) não existe. Não existe qualquer possibilidade de vitória geopolítica da Palestina, de vitória militar do Hamas e/ou Hezbollah, da criação de dois estados, de sobrevivência do que quer que seja de Gaza e da Cisjordânia. Quem disser o contrário, ou está a sonhar acordado, ou a ser como Guterres, Putin, Xi, Erdogan, e companhia: a dizer coisas politicamente corretas que ficam bem junto dos respetivos eleitorados ou público-alvo, mas sem qualquer efeito prático.
Os naZionistas já cercaram a cidade de Gaza (no Norte da faixa) e já a rebentaram toda à bomba. Começaram entretanto a cercar a zona central da faixa de Gaza, já a começaram a terraplanar à bomba, inclusive campos de refugiados, e a seguir vão fazer o mesmo no Sul. Os EUA, que recusam o cessar-fogo, continuam a enviar todas as armas para ajudar a cometer genocídio. Os mais de dois milhões de palestinianos em Gaza ou vão morrer ou sofrer limpeza étnica, um Nakba 2.0. E a Cisjordânia vai pelo mesmo caminho, com a diferença de que, em vez de um movimento de resistência, tem uma “Autoridade” Palestiniana que é uma traição da cabeça aos pés. Isto vai mesmo acontecer, e ninguém o para. É assim, quando a história de uns se faz desta maneira e nunca ninguém os julgou nem castigou, eles continuam a fazer o mesmo sem qualquer peso na consciência.
1901 Colômbia. 1902 Panamá. 1904 Coreia. Magreb. 1905 Honduras. México. 1907 Nicarágua. República Dominicana. 1908 Panamá. 1910 Nicarágua. 1911 China. 1912 Cuba. Panamá. Honduras. 1912-1933 Nicarágua. 1914-1934 Haiti. 1916-1924 Dominicana. 1917-1933 Cuba. 1918-1922 Rússia. 1918-1920 Panamá. 1919 Costa Rica. Honduras. 1920 Guatemala. 1922 Turquia. 1922-1927 China. 1924-1925 Honduras. 1925 Panamá. 1926 Nicarágua. 1927-1934 China. 1932 El Salvador. 1937 Nicarágua. 1945 Hiroxima & Nagasaki. 1947-1949 Grécia. 1948-1953 Filipinas. 1950 Porto Rico. 1950-1953 Coreia. 1953 Irão. 1954 Guatemala. 1958 Líbano. Indonésia. Panamá. 1959 Laos. 1959-1961 Cuba. Haiti. 1960 Equador. Panamá. 1965-1974 Vietname. 1967-1969 Guatemala. Filipinas. 1971-1973 Laos. 1972 Nicarágua. 1980 Irão. 1983 Granada. 1983-1984 Líbano. 1986 Líbia. 1980s El Salvador. 1987 Irão. 1988 Honduras. 1989 Panamá. 1991 Iraque. Kuwait. 1992-1994 Somália. 1994-1995 Bósnia. 1998 Sudão. 1998 Afeganistão. 1999 Jugoslávia. 2001-2021 Afeganistão. 2002 Iémen. 2003-2023 Iraque. 2011-2023 Líbia. 2013-2023 Síria. 2015-2022 Iémen. 2014-2023 Donbass, Crimeia, Rússia. 1947-2023 Palestina.
Isto são só as “operações militares especiais” e só dos EUA e só desde 1901. Fora os restantes anos da História, fora os restantes agressores, hoje na NATO, e fora os restantes tipos de agressões como golpes (ex: 1973 Chile. 2004+2014 Ucrânia. 2019 Bolívia. etc) e sanções ilegais para provocar miséria e fome noutros povos que resistam à brutal agressão do império genocida ocidental.
Se os povos agredidos do Mundo se juntarem todos para f*der o Ocidente inteiro, não será uma “barbaridade”, será karma! É por isso que eu gostava que houvesse um Regime Change por cá, que parássemos as agressões, e que começássemos iniciativas práticas e efetivas para pedir perdão por aquilo que fizemos antes.
Começar por devolver 28 mil milhões de dólares – ver aqui -, aos ex-escravos do Haiti, ameaçado e roubado acima de tudo por França e EUA, em vez de gastar esse dinheiro com UkraNazis e naZionistas e respetivas guerras de agressão contra nativos do Donbass e Palestina. Era um bom começo.
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Um certo Yasser Arafat tentou negociar, reconheceu a existência de um estado artificial criado em cima de antigas cidades e aldeias palestinianas e o seu destino foi aquilo que se viu.
Aos palestinianos nunca ninguém lhes deu qualquer oportunidade de negociar mas mesmo que dessem seria complicado.
Pode qualquer povo negociar com uma gente que se julga superior a toda a gente porque um livro escrito há quatro mil anos lhes diz que são superiores a toda a gente?
Podem os palestinianos negociar com um povo que acha que a sua terra lhes foi dada por Deus porque assim lhes disse o tal livro?
Podem os palestinianos negociar com um patife que prega o seu genocídio há 40 anos?
Podem os palestinianos negociar com um patife que lhes chama animais e diz que não há um único inocente em Gaza?
Podem os palestinianos tratar com beijinhos e não sair a uma janela tentando matar um traste daqueles quando a qualquer momento a sua casa pode ser derrubada para lá instalar um colono?
Os israelitas não teem medo do tal inimigo que pode sair por uma janela quando entram numa aldeia para destruir a cisterna onde recolhem a água da chuva. Nem quando derrubam casas para instalar colonos. Nem quando matam crianças a caminho da escola. Nem quando prendem mulheres e crianças. Só quando se trata de justificar genocídio é que vêem com a conversa dos pobres colonos que não podem estar descansadis enquanto um daqueles árabes sujos viver entre eles.
Claro que não há maneira de negociar com uma gente que despreza e odeia os goyms e os pro israelitas também sabem disso. Que qualquer povo submetido a tal barbaridade só não fazia o mesmo que os palestinianos se a cobardia fosse muita.
Mas tratam de fingir que não sabem.
Temos pena mas se eu não convidaria para os copos um traste que me chama gentio também quem alardeia o seu ódio aos palestinianos e antissemita pois que os árabes também são semitas.
E claro que quem vem com a conversa de que em todas as guerras morem mais civis que militares está a tentar justificar um genocídio em directo.
Só na Ucrânia é que, a morte de um único civil é a prova da grande maldade russa. Estamos conversados.
Que ninguém acusou de discurso de ódio os que dizem que há uma crueldade que, só os russos teem, que os russos deviam ser banidos da face da terra e que o Putin devia ser empalado as portas do Kremlin.
Mas quem critica os assassinos israelitas é bloqueado, cancelado e duas reitoras de universidades americanas já viram a porta da rua.Juntando se a artistas e outros. Se o cancelamento com a guerra da Ucrânia atingiu so os russos que não maldiziam o Governo do seu país, agora toca a todos. O poder do dinheiro também é qualquer coisa.
Enfim se entrar no meu local de trabalho um Israelita gordo que bem um porco, der um peido e eu disser que cheira mal se calhar ainda levo com um processo por antisemitismo.
Vao os pro israelitas ver se o mar dá choco.
Bem dito!
Tens tanto de ignorante como de lerdo nas tuas especulações.
Sabes porque as alas mais fundamentalistas e radicais israelitas, retiraram de Gaza, apoiaram o Hamas e criaram os meios de lhes dar poder?
Para evitar que a Fatah tivesse a legitimidade (que decorria de acordos e deliberações da ONU), os meios e o poder (não controlando o território) de vir a criar-se um Estado Palestiniano e assim pudessem prosseguir e desenvolver a política de colonatos na Cisjordânia.
Nada mais beneficia os patifes do que ter patifes na outra banda, para usar linguagem que entendas.
E o patife do Putin muito se esforça, com seus lacaios que se dizem progressistas e democráticos, para inventar patifes, nazis e outras merdas da banda dos ucranianos.
Queres uma solução para a Palestina?
Manda os colonos da Cisjordânia a banhos em Gaza, e os desalojados de Gaza para os colonatos, formando o Estado da Palestina.
O Hamas que vá para o Irão ou para o Paraíso.
A ralé, que sempre encontra ‘razões’ que lhe assistam a satisfação dos ódios que são as luzes que reconhecem no escuro da sua pobreza de espírito, têm uma muita clara percepção do que se lhes oponha: sempre o configuram nos termos desses seus ódios.
A dúvida nunca tem lugar, o consenso negar-lhes-ia a própria existência.
– Podem os israelitas negociar com quem lhes nega a existência?
– Podem fazer a guerra a pé por entre populações e edifícios em que o inimigo sai de túneis e assoma a uma qualquer janela?
Perguntas de mera retórica, a que não se espera obter resposta.
Numa coisa estamos de acordo, não mereces resposta. Já descobriste de onde vieram os Hebreus ou o site que eu te indiquei tinha demasiadas letras para os teus escassos neurónios? Mas outra questão seria pertinente: deve um site progressista e democrático dar guarida indefinidamente às provocações de um porco fascista sionista declarado, em nome de uma concepção estritamente dogmática dessa mesma democracia? Qual é o contributo que dá um emplastro como tu para uma discussão séria dos temas tratados? Porque esse, é o verdadeiro cerne da questão.
Tu que pareces ter-te por progressista e democrático (supondo que saibas o que isso seja), portas-te como elemento da ralé que identifiquei?
Tens uma explicação para isso?
Vê bem, não é que tu me incomodes. Acho até que a tua presença serve para evidenciar pelo contraste o mérito dos outros comentadores do site. A direita fascista, graças a ti, está representada como merece, por alguém com um QI de uma galinha. Não acho que ela ganhe nada com isso. Tu farias um favor aos teus iguais se te pirasses daqui. Mas as coisas são como são e as verdades devem ser ditas. Não passas de um provocador que vem apenas com o objetivo de provocar. Se de facto não te sentisses com espírito de missão, procurarias sites onde pudesses dialogar com os teus iguais. Seria a coisa natural a fazer. Algo que uma pessoa normal faria. Não é obviamente o teu caso.
Terminei, obviamente. Não mereces o meu tempo. Quando falas de ralé, estás a ver-te ao espelho.
Governo mundial que, claro, seria sediado nos Estados Unidos. Por mim essa paz putrefacta garantidamente não me serve. Aquilo é cada vez mais dominado por uma rede de fundamentalismos cristaos que, sabe Deus onde iria se so eles mandassem no mundo a bel prazer. Dispenso a morte em vida de uma República de Gileade.
Quem quiser viver asim trate de se mudar para uma terrinha perdida no Sul dos Estados Unidos onde já se vai vivendo assim.
Belo traste que teve como professor senhor Carlos Marques. Também tive uma professora de história desse género.
Já falar de genocídio judaico e perigoso e mais de uma reitora universitária nos Estados Unidos já viu a porta da tua. A cultura de cancelamento soma e segue.
A mesma sorte não terá de certeza o nosso inevitável Miguel Esteves Cardoso que vê no genocídio em curso o acto de emancipação dos judeus que pela primeira vez não estão a obedecer a conselhos. O que me arrepia é como é que não vomitam quando em redes do seu tacho defendem coisas destas.
Ou se calhar acreditam mesmo, como aqueles que acreditam que havia civis inocentes israelitas nas fronteiras de Gaza. Tão inocentes que até levavam cestas de piquenique e iam apreciar os tiroteios contra os desgraçados que se manifestavam frente às cerca de arame farpado. Tão inocentes, coitadinhos.
As crianças estariam ainda inocentes mas muitas delas foram mortas pela soldadesca Israelita, como toda a gente sabe mas está esquecida.
Os meus parabêns ao Carlos Marques.
Queria dizer,antes de me chamarem “hipocrita ou “uma no cravo e outra na ferradura” que nos meus comentários tento ser o mais estritamente neutro possível ,embora seja difícil…Da minha parte não há ideologias, porque nunca me envolvi em política,não acredito em ninguém…Estou aqui apenas para defender os mais pobres e vulneráveis,e por isso escrevo muito como o sistema funciona,sempre foi esse o meu objectivo…
Entendo que a maioria não gosta,mas é assim a tal democracia que tanta gente prega…
O que escrevo baseia-se do meu ponto de vista,muitas vezes a “cheirar a conspiração” que muitas vezes estão certas,mas como costumo dizer “não há verdades absolutas”.
Nisto tudo ninguém é “santo”,mas há uns mais “santos” do que outros,este é o meu ponto de vista,quer se concorde ou não.
A sociedade humana está cheia de injustiças,com fracasso das instituições e das ideias humanas. Teoricamente, os sistemas político, comercial e religioso deveriam promover a igualdade e a justiça social no mundo. No entanto, a verdade é que estes sistemas são, muitas vezes uma fonte de erros, corrupção, preconceito, ganância, graves desigualdades económicas e intolerância, e todas estas coisas causam injustiças.
É verdade que alguns destes sistemas são apoiados por pessoas que têm boas intenções. Mas, em última análise, parece que todos os esforços estão condenados ao fracasso.
Em geral, “terrorismo” refere-se ao uso ou à ameaça de violência – especialmente contra a população civil – com o objetivo de causar medo e de provocar uma mudança política, religiosa ou social. No entanto, as opiniões sobre este acto específico deve ser considerado terrorismo, ou não, variam dependente da ideologia…
Devemos pensar um pouco em como as guerras mudaram no nosso ultimo século. Na época em que uma guerra não passava do embate do exército de duas nações adversárias, que no campo de batalha desferiam golpes de sabre ou mesmo atiravam um no outro, isso já era suficientemente terrível. Mas em 1914 irrompeu a Grande Guerra. Nação após nação aderiu à conflagração em efeito-dominó: foi a primeira guerra global.
Será que há menos guerras desde a Segunda Guerra Mundial? Não. Às vezes, literalmente dezenas e dezenas de guerras são travadas num único ano , com a morte de milhões de pessoas. E as principais vítimas da guerra já não são as de antes. Os mortos deixaram de ser principalmente soldados. Hoje em dia, a maior parte das baixas numa guerra , aliás, mais de 90% é de civis.
Quantas vezes governantes, clérigos declararam ou apoiaram guerras em nome de Deus! Em 1095, com as bênçãos do Papa Urbano II, a Primeira Cruzada partiu com a missão de retomar Jerusalém, a “Cidade Santa”. O objetivo era devolvê-la ao domínio da cristandade. Mas antes de conseguirem atingir seu objetivo, um grupo deles foi dizimado pelos turcos, cujo fervor por Alá não ficava atrás da fé dos cruzados na Trindade.
Penso que o homem é inapto à paz,por aquilo que estudei ao longo dos tempos..
Por que há Guerras?
Superficialmente, parece haver diversas razões. Na ocasião, estas parecem plausíveis às nações envolvidas. Travam-se guerras por causa de fronteiras mútuas. Outras têm por base temores reais ou imaginários de discriminação econômica. Esta parece ser uma das razões por que o Japão começou a estender seu domínio sobre a Mandchúria antes da Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos estavam em meio a sua grande depressão de 1929. As resultantes normas protecionistas e nacionalistas dos Estados Unidos e de outros aliados comerciais foram um fator na decisão do Japão quanto a tentar estender seu domínio sobre países vizinhos para aumentar sua influência e expandir seu potencial econômico.
O nacionalismo, os preconceitos, as injustiças e as dificuldades de comunicação têm sido a causa de outros conflitos. Em muitíssimos casos, os exércitos executaram as ordens de líderes como Hitler, Napoleão e Alexandre Magno, que demonstraram excessivo desejo de glória e honra pessoais.
A raiz do problema das guerras está no próprio homem. Diz-se freqüentemente que as guerras não são causadas por armas, tanques e bombas, mas pelos homens que, seja dito, são egoístas,sem amor ao próximo. Substituem tais atitudes egoístas como o preconceito, o ódio e a inveja pelo amor, pela compaixão e pelo perdão.
Obviamente, os esforços humanos para acabar com as guerras têm sido um fracasso total. Assim, é de admirar que muitos digam “sempre haverá guerras”? E muitos pensam assim,porque não são pobres.
Claro que as guerras atingem os mais pobres na sua maioria,porque também é mais fácil ir à guerra com eles.
Agora, como nunca antes na história do homem, surge uma pergunta que carece fortemente de uma resposta: “Será que alguma guerra pode ser justa?” Ao recapitularmos as guerras da história mundana, verificamos que quase que todas foram inúteis, cruéis e desumanas ao extremo, e muitas delas resultaram em dano para ambos os lados. Temos visto demonstrações organizadas feitas por pessoas que acham que não há nenhuma guerra que possa ser verdadeiramente chamada de correta ou justa.
Nenhuma das guerras dos homens foram travadas por uma causa justa, não são seletivas, mas matam indiscriminadamente tanto os que são bons como os que são maus e, às vezes, preservam os mais os maus.
A guerra sempre foi brutal. Sempre arruinou a vida de soldados e causou muito sofrimento a civis.
O que alimenta o fogo dessas guerras tão cruéis? Alguns fatores de peso são ódio étnico e tribal, diferenças religiosas, injustiça e desordem política. Outra raiz do problema é a ganância por poder e dinheiro. Líderes políticos, muitas vezes motivados pela ganância, incitam o ódio que alimenta as lutas. Um relatório publicado pelo Instituto de Pesquisas pela Paz Internacional em Estocolmo declara que muitos dos que participam em conflitos armados “são motivados por interesses pessoais”. O relatório acrescenta: “A ganância se manifesta de muitas formas, desde a comercialização de diamantes em larga escala por militares e líderes políticos, até os saques feitos nos povoados por jovens armados.”
O desejo de acabar com as guerras é expresso no preâmbulo da carta das Nações Unidas. Lê-se ali a determinação dos Estados membros de “preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade”. Essa determinação de preservar as gerações futuras da guerra foi expressa no conceito de segurança coletiva, a idéia de que as nações deviam se unir contra qualquer Estado considerado agressor. Assim, o país que iniciasse uma guerra enfrentaria a ira da comunidade internacional.
Embora essa idéia seja simples e lógica em teoria, aplicá-la tem sido outra coisa.
Ao considerarmos as perspectivas de guerras futuras, não despercebamos a presença ameaçadora de armas nucleares. A revista The Futurist disse: “A contínua proliferação de armas atômicas aumenta a probabilidade de termos uma ou mais guerras atômicas nos próximos 30 anos. É possível também que terroristas usem armas atômicas.”
O que tem frustrado os empenhos em prol da paz global? Um fator óbvio é a desunião da família humana, fragmentada em nações e culturas que desconfiam e têm medo umas das outras e se odeiam. Há valores, conceitos e objetivos conflitantes. Ademais, o uso de força militar há milênios é visto como maneira legítima de defender interesses nacionais. Reconhecendo essa realidade, um relatório do Instituto de Estudos Estratégicos da Faculdade de Guerra do Exército Americano, disse: “Para muitos, isso implicava que a paz viria apenas por meio de um governo mundial.”
E agora ate o público reconhece o que o Carlos Matos Gomes aqui disse uma vez. Que Israel ate impede os desgraçados da Cisjordânia de recolher algo tão básico como a água da pouca chuva que por lá cai. Em termos climáticos, para complicar a vida a quem lá vive, aquilo não é própriamente a Irlanda. Mas como para aqueles trastes a água da chuva foi dada por Deus ao povo eleito toca a destruir cisternas. Uma das muitas técnicas de destruição de populações consideradas inimigas e impuras que também está na Bíblia.
Os pro israelitas devem também achar isso normal pois que se calhar Israel só estará a fazer essa atrocidade para ver se eles vão mesmo para a Irlanda como já sugeriu o nazi mor. O que não falta por lá é água da chuva. E a extrema direita irlandesa são meninos de colo um bocadinho birrentos se comparados com os ferozes guerreiros de há quatro mil anos armados com a última tecnologia guerreira do Século XXI.
Que não me parece que o nazi mor acabe por ter de fugir pois que infelizmente a esse o que não lhe falta são armas. E o concurso de uma população fanatizada, que se julga eleita por Deus e que se lhe chama corrupto também começa logo a adora lo quando ele os convoca a prática do seu desporto favorito. Matar árabes sujos, os impuros gentios pretos da areia.
E quem por lá confiou nos americanos, claro que acabou mal.
O caso de Kadhafy foi provavelmente o mais espectacular e mostrou a verdadeira face grotesca de uma senhora muito prezada pelas nossas elites, Hillary Clinton, também formada em psiquiatria pela univerdade do café da esquina.
Também Yasser Arafat se deu mal. Apos a assinatura dos Acordos de Oslo e de ter reconhecido o tal direito à existência do estado nazi de Israel passou boa parte do resto da vida que lhes restou sitiado em Ramallah. O complexo foi assediado mais de uma vez pela soldadesca de um porco que desde 2013, a haver inferno, estaria a ferver as banhas de porco num grande caldeirão. O patife do Sharon, quando começava a levar com acusações de corrupção ia despejar uns petardos em Ramallah.
O homem acabou com uma doença definhante mal explicada, que nem um pro Israelita empedernido porá as maos no fogo que foi natural, num hospital atrás do sol posto. Talvez se lá tivesse ficado nem tivesse a sorte de morrer numa cama.
Porque, a fazer fe na história dos reis antigos eles também gostavam muito de fazer “os cabelos grisalhos (dos seus inimigos) descer com sangue ao Seol”.
Teria sido essa indicação que o moribundo rei David teria dado ao seu sucessor Salomão em relação a uma série de desgraçados que tinha tido de perdoar por razões de eatado. E que agora estavam velhos mas deviam morrer porque ele os ia preceder na morte. E o filho tratou de obedecer e é que era sábio, o que faria se não fosse.
Isto ate pode ser uma lenda arrepiante mas o que é certo é que é outro dos mitos fundadores de Israel e os trastes de hoje fazem justamente isso.
O fundador do Hamas deslocava se num velho Land Rover que toda a gente conhecia. As oportunidades de o matar foram muitas, mas tal só foi feito quando o homem foi diagnosticado com um cancro que não lhe daria mais de seis meses a ver o Sol.
Quando essa morte se deu lembrei me logo de uma das muitas histórias bíblicas que me davam calafrios quando as lia.
Já na Ucrânia, claro que a malta do Donbass acabaria como a indefesa população de Gaza se a Rússia não tivesse finalmente acordado. Putin, como bom direitista, ainda que não nazi como garantem os pro ukras, claro que tratou de ir empurrando com a barriga acreditando na boa vontade de uns trastes que desde sempre também trataram os russos como sub humanos, passíveis de ser escravizados. Por isso um tal de Leonardo da Vinci era mais branco que o suposto sem tal querer dizer que o pai fosse corno.
Talvez devesse ter prestado mais atenção nas aulas de história. Porque se a coisa tem sido resolvida logo em 2014 muitas mortes no Donbass teriam sido evitadas. No Donbass e noutros lados.
Deixar crescer milícias nazis cujos líderes diziam coisas como “os meus homens alimentam me com o sangue das crianças que falam russo” só podia criar ali um bom nó Gordio difícil de desatar.
Talvez o que o tenha levado a agir finalmente fosse a grande proximidade da capital russa a Ucrânia e o não ter a certeza de que os nazis iriam parar na fronteira do Donbass e não continuar até Moscovo alegando o seu direito divino a destruir o pais que durante oito anos tinha apoiado os perigosos terroristas do Donbass.
Por isso não houve mais remédio que arrepiar caminho. E tentar efectivamente ficar no poleiro até ser velho porque finalmente acordou para outra realidade. Não tem a certeza que qualquer sucessor não lhe fará o que os sérvios fizeram ao Milosevic assim que o homem perdeu umas eleições.
O artista uma vez em que um jornalista lhe perguntou ate quando se pensava candidatar respondeu envinagrado, “não quero ficar aqui ate aos 100 anos”.
As oportunidades de ficar calado fizeram se para ser perdidas e garantidamente o senhor perdeu uma.
Quem não tem problemas desses e o nazi mor Israelita ate porque a dar se o caso de alguém lhe desejar uma fatwa do TPI em cima rapidamente seria invocado o direito Israelita de defesa, o Holocausto, a Inquisição espanhola e sabe Deus mais quem e os carrascos do Kidom lançados em cima dos juízes do TPI. Os signatários da coisa em especial podiam contar pelos dedos de uma mão só os dias de vida que lhe restavam.
E alguém também trataria de justificar isso lavando mais branco como agora branqueia a tal “desproporção” na morte de inocentes em Gaza. Logo comentadores se levantariam denunciado “a deriva antissemita do TPI”.
E isso também esses trastes que só lá estão para fazer a folha aos inimigos do Imperio sabem. Por isso nem piam. Um procurador ainda veio dizer que “o bloqueio de ajuda humanitária pode ser crime de guerra”. Foi o mais a que se atreveram como até ainda pede desculpa o estado nazi, tipo “desculpem lá mas a gente tem de dizer alguma coisa”.
Fosse a Rússia a fazer disso e eles certamente já teriam a certeza.
Enfim, não faltam por aí cobardes nem trastes.
Mais um excelente comentário do Whale. Como habitualmente, de resto.
Concordo.
Um excelente pedaço de texto, realmente. Os meus parabéns ao Carlos Marques.
De acordo dom o Direito Internacional, um povo que tem o seu território ocupado por um agressor estrangeiro, tem também todo o direito de lutar e de usar todas as armas de que dispõe para expulsar o invasor. Este último não tem direitos nenhuns.
Por acaso é exatamente essa norma que serve de justificação, perante as Nações Unidas e o mundo, do apoio “totalmente desinteressado” do bloco de países do chamado Ocidente à Ucrânia para ela combater a intervenção russa, esquecendo deliberadamente o contexto em que esta se realizou.
Provavelmente foi ali evitado um genocídio da ordem de milhões de pessoas, no Donbass e na Crimeia, bem maior portanto do que aquele que se verifica até ao momento na Palestina. Independentemente das motivações que estiveram na origem da decisão de Putin, ela obviamente só terá pecado por tardia. Muito tardia.
Sim, sim, eu sei. Putin acreditou no Ocidente aquando da assinatura dos Acordos de Minsk. Gostaria de saber, só por curiosidade, se ele também acredita no Pai Natal.
Eu não leio a maioria dos comentários no site, em parte por falta de tempo, em parte por falta de paciência. Se o André Campos considera o Hamas um grupo terrorista, lamento por ele. O Estado russo, por exemplo, não considera, apesar das ligações que este movimento tem com a Irmandade Muçulmana.
Há algumas afirmações do Carlos Marques que poderiam levar-me a reclamar direitos de autor relativamente ao que eu escrevi na minha última intervenção aqui. Provavelmente faria isso se eu próprio não fosse um incorrigível pirata da net. Assim, acho que não tenho muito moral. Bolas! O dinheiro fazia-me jeito.
Deixando as piadas de lado, sim, estamos de acordo quanto à total responsabilização da populaça judia de Israel. Não há de facto essa coisa de “civis inocentes” por aquelas bandas. Qualquer cidadão com um mínimo de consciência social, apercebendo-se de que não poderia alterar o estado das coisas por não ser essa a vontade da maioria, só teria um caminho a percorrer: deixar o país e todo aquele lixo para trás.
Já no que respeita à futurologia contida na última parte do texto do Carlos, tenho algumas reservas. Algumas dessas reservas têm a ver com o que eu próprio escrevi anteriormente sobre o sentido da História. Os impérios coloniais correm em direção contrária às mudanças que têm vindo a operar-se no mundo e isso não lhes augura nada de muito bom.
A conjuntura geoestratégica é mais complexa do que pode parecer. Ela tem de ser vista como um “Gestalt” (1), como um todo global, e nunca a poderemos entender realmente se nos prendermos excessivamente nos casos particulares que se vão ativando pelo mundo. Eles são as consequências, não são as causas. Os acontecimentos específicos, geograficamente localizados, devem ser analisados e compreendidos a partir da realidade global que se forma, e não o contrário.
Complicado?
A operação “Dilúvio de Al-Aqsa” não teria acontecido se não houvesse o conflito na Ucrânia. E a própria guerra não declarada, mas profundamente letal e sem tréguas, não se enganem, que se trava nas sombras pelo domínio do planeta, neste preciso momento, entre as potências do Sul Global em ascensão e o decadente Império da Hegemonia, à medida que se for desenvolvendo acabará por influenciar decisivamente também a evolução do conflito israelo-palestiniano.
As projeções apresentadas na parte final sobre os desenvolvimentos do conflito na Palestina refletem aquilo que os coloniais querem que aconteça, não o que poderá realmente acontecer. Se não devemos ser excessivamente otimistas no que opinamos, antes temos a obrigação, por respeito aos outros e a nós próprios, de estabelecer as nossas teorias com base no conhecimento e na racionalidade, também não ganhamos nada em ser depressivamente derrotistas.
Sei que o Carlos iria adorar enganar-se nas suas previsões. Ele já se enganou outras vezes.
Vou deixar aqui um excerto de uma das últimas análises do sempre excelente especialista russo Dmitry Orlov (2): “A inacreditável estupidez do mal”. E muito honestamente, não me recordo de alguma vez ter apanhado este tipo a cometer um erro de análise ou a enganar-se numa previsão.
Ele previu, por exemplo, a morte do traidor Prigozhin e da restante liderança desalinhada da Wagner logo no momento em que eles fizeram seu famoso acordo com Putin e partiram alegremente para a Bielorrússia. Orlov previu até mesmo a forma espetacular como ela se veio a desencadear. Bem, convenhamos que também não era tão difícil dado o “currículo” do Kremlin em casos semelhantes. E é claro que “depois” ele teve o bom senso de não falar mais nisso.
Então, aqui vai:
“Quem exatamente se deu bem ao confiar nos americanos? Como isso funcionou para Nguyễn Văn Thiệu, presidente do Vietnme do Sul? Bem, pelo menos ele escapou a tempo. O mesmo aconteceu com Ashraf Ghani, do Afeganistão – ele escapou com um avião carregado de dinheiro! Talvez Muammar Kaddafy, da Líbia, tenha se saído bem ao concordar em pagar US$ 1,5 mil milhões em reparações pela explosão do Lockerbie e em desmantelar o programa nuclear da Líbia? Não. Ele foi torturado até a morte enquanto as autoridades americanas se riam disso. O melhor que Vladimir Zelensky pode esperar é dar uma de Ashraf Ghani e escapar com um avião cheio de dinheiro. SERÁ QUE BENJAMIN NETANYAHU CONSEGUIRÁ FAZER O MESMO QUANDO CHEGAR A SUA HORA?”
(As maiúsculas são minhas)
http://sakerlatam.org/a-inacreditavel-estupidez-do-mal/
Do mesmo autor, sobre Israel e a crise no Médio Oriente em particular, alguns textos realmente imperdíveis:
“Por que Israel? [Imperdível!!!]”
https://sakerlatam.org/por-que-israel-imperdivel/
“Estratégia em tempo de guerra: Rússia, Ucrânia, Israel e EUA”
https://sakerlatam.org/estrategia-em-tempo-de-guerra-russia-ucrania-israel-e-eua/
No seu texto “A inacreditável estupidez do mal”, Orlov revela uma outra informação interessante, que eu não sabia mas da qual há muito suspeitava: os números reais das baixas ucranianas estavam a ser muitíssimo desvalorizados desde o início.
Recordo o tremendo raspanete coletivo que a Der Leyen recebeu depois de ela ter revelado, meses atrás, num dos seus famosos “lapsus linguae”, que a Ucrânia já teria perdido na altura cerca de 100 000 dos seus soldados, e que a levou a rapidamente dar o dito por não dito. Não deixa de ser engraçado verificar que uma vigarista profissional tenha ficado em apuros por, uma vez sem exemplo, ter dito a verdade.
Bem, agora surge a triste realidade:
“O único canal de televisão, da propriedade do governo em Kiev (todos os outros foram fechados por causa da democracia) recentemente deixou escapar que houve mais de um milhão de vítimas – cerca de meio milhão de mortos e o restante ferido e sem condições de servir. Algumas outras fontes colocam o número total mais próximo de 1,5 milhão. Isso representa cerca de 5% da população restante da antiga Ucrânia.”
Tendo em conta como as coisas funcionam, eu acho que, se a TV estatal ucraniana anuncia meio milhão de mortos, isso depois de descodificado, deverá apontar para mais de um milhão, o que está em consonância com as notícias diárias das perdas ucranianas divulgadas pelo M. D. russo. E como sabemos que os valores dos feridos numa guerra, em condições normais, são pelo menos três vezes superiores aos dos mortos, chegamos a números realmente interessantes. Numa guerra de artilharia as feridas não são propriamente arranhões. Estamos a falar de tipos sem braços, sem pernas, feitos em tiras por estilhaços, etc. Claro que não voltarão a “servir”.
Morreram “só” 17 000 civis em Gaza? E “apenas” 133 funcionários da ONU? Coisa pouca. E a ONU, enredada nas suas próprias teias de corrupção e servilismo às potências ocidentais, só tem o que merece. Qualquer dia essa organizaçãozinha putrefacta só poderá contar com funcionários Kamikaze “made in japan”, que embarcarão nos seus aviões a caminho dos locais de atuação gritando alegremente “banzai”.
A Palestina ainda vai ter que se esforçar muito se quiser entrar para o “Guiness”.
Mais um vez vem à memória a frase marcante da velha raposa, Henry Kissinger, agora encetando finalmente a sua jornada gloriosa rumo ao Inferno: ”Ser inimigo dos americanos é perigoso, mas ser amigo é letal”.
E agora passem bem que eu esta noite ainda pretendo fazer download de um filme do meu site pirata favorito!
(1) Gestalt, Gestaltismo ou Psicologia da Forma é uma doutrina da psicologia baseada na ideia da compreensão da totalidade para que haja a percepção das partes. A Gestalt surgiu como uma doutrina de oposição ao Atomismo, uma filosofia que acreditava ser possível a percepção do todo apenas após a compreensão das diferentes partes.
(2) Dmitry Orlov é engenheiro e escritor russo-americano autor de livros como “Reinventando o Colapso: o Exemplo Soviético e as Perspectivas Americanas” (2008) e “As Cinco Etapas do Colapso” (2013). Seu novo livro é The Arctic Fox Cometh (A vinda da Raposa do Ártico) em 2021
Vivemos um tempo em que o esterco alastra sem filtros.
É um progresso no sentido em que abandona a ficção de servir altos desígnios e mostra a sua verdadeira natureza, chafurdando sem rebuço no direito ao ódio e ao massacre.
Poupa-nos da lengalenga igualitária e privilegia a afirmação da diferença e do direito de a impôr sem limites de dimensão ou meios.
Buscando fundamento a todo o discurso, acabamos por ficar limitados ao valor da territorialidade, não reduzindo-o à forma pelo qual este é válido até para pintassilgos, mas revestindo-o de toda uma parafernália definidora de blocos de poder, sustentadora de ódios, e moderadora de frustrações que sempre aspiram a serem presumidas como ideológicas.
Ora vamos lá a um pouco de aritmética para totós, os totós por quem nos tomam, demasiadas vezes com razão. Dos 17 mil palestinianos assassinados pelo país bandido, calcula-se que ±70% fossem mulheres e crianças. Restam 30%, homens e velhos, uma parte dos quais combatentes do Hamas, mas obviamente menos do que os 30% do total.
O jornal israelita Haaretz, tido como progressista, deu-nos hoje uma amostra do seu progressismo divulgando um estudo segundo o qual a percentagem de vítimas civis em Gaza é superior à média habitual. Até aí tudo bem, é reconhecer o óbvio. Mas o spinning vigarista deste expoente do “progressismo” de pechisbeque do país band… perdão, do país eleito mostra logo em seguida ao que vem quando nos “informa” de que essa percentagem “superior à média habitual” é afinal de 61%. Quando só a percentagem de mulheres e crianças (70%) é superior a isso, e sendo óbvio que dos restantes 30% só uma parte são combatentes do Hamas, fica mais uma vez provado que há muitas maneiras de esfolar um gato, que mainstream merdia é mainstream merdia é mainstream merdia e que afogados em merdia andamos todos. E a lavandaria Haaretz, esforçando-se afanosamente por branquear, apenas complementa a tarefa dos restantes: sujar.
Aos que se limitam a boiar, sugiro que aprendam a nadar, nunca é tarde para começar.
E isso é o Haaretz, que até é dos que mentem um bocadinho menos, que lá vão dizendo uma ou outra pequena verdade no meio de tanta aldrabice, de tal forma que gente da ditadura naZionista já ameaçou fechar esse jornal por ser um “traidor” de Israel. Isto vindo de quem (Netanyahu e companhia) chama “anti-Semita” ao Guterres e ao tribunal que se atrever a investigar os crimes de guerra dos naZionistas, é medalha de honra para o Haaretz.
A aritmética é curiosa, mas mesmo tendo toda a razão no que dizes, se calhar não percebeste onde está a verdadeira manipulação: pôr-nos a falar nessas percentagens como se fosse normal que uma determinada % de combatentes do Hamas (as LEGÍTIMAS forças armadas da Palestina) justificassem qualquer genocídio ou mesmo qualquer intervenção “circúrgica” na Faixa de Gaza.
Se os Palestinianos têm direito ao seu Estado, então têm direito às suas forças armadas, aos seus representantes políticos, aos seus meios de combate e defesa. Nem que a invasão dos naZionistas matasse 99.9% de combatentes do Hamas e “só” matasse um civil em Gaza, nem mesmo queatasse 100% de militares do Hamas e a destruição civil fosse só material, nem mesmo assim se justifica isto.
Porque isto é Israel a invadir ainda mais como castigo por o Hamas, em representação dos Palestinianos, ter entrado (não em Israel, mas sim) na Palestina OCUPADA.
Se o relatório da CIA de 1947 dizia que a guerra ia começar caso aquelas fronteiras fosse desenhadas e Israel inventada, então sabiam bem o que estavam a provocar, sabem bem porque aconteceu e ainda acontece.
É inaceitável uma invasão seguida de limpeza étnica na era moderna da humanidade.
E aqui vale a pena comparar com a guerra proxy da NATO contra a Rússia na Ucrânia: aí sim será possível um acordo de paz e paz duradoura, porque a Rússia não está a invadir ‘per se’, a Rússia está a libertar um povo Ucraniano que se sente invadido pelos UktaNazis. Os Ucranianos que celebram o 9-Maio são um povo totalmente diferente dos Ucranianos que glorificam A.Bandera. E se foi essa invasão (dos do golpe Maidan e dos batalhões como o Azov) que começou a guerra, então a sua expulsão vai colocar-lhe um fim.
No final os territórios libertados podem passar a usar a bandeira da Rússia, mas o povo que lá vive é o mesmo: os (ex-)Ucranianos pró-Russos e anti-Maidan. A Rússia vai-lhes reconstruir casas e melhorar infraestruturas, não os vai substituir.
E isto faz toda a diferença. É por isso que, e não perco uma oportunidade para o dizer, nunca perdoarei a traição de gente como os da facção dominante do BE, que cometem a alarvidsde de comparar Palestinianos (vítimas) com UkraNazis, e Israelitas (agressores) com os (ex-)Ucranianos que formaram milícias para defender o Donbass (para defender as suas casas e famílias perante a agressão UkraNazi). A Rússia, quando muito, só poderia ser comparada com, por exemplo, o Egito, Jordânia, Sauditas, etc, caso estes decidissem intervir militarmente para salvar os Palestinianos.
Dito de outra forma, o que vemos acontecer na Palestina agora, por inação dos vizinhos Árabes, é o que aconteceria no Donbass e Crimea caso a Rússia não fizesse a intervenção militar. O caso actual da Palestina ajuda ainda a explicar melhor isso.
Um UkraNazi chegou a dizer que a Crimea voltaria a ser deles, nem que não ficasse ninguém a viver lá… Num canal de TV Francês um NATOmerdas chegou a propor uma limpeza étnica “ordenada”. E nunca esqueçamos o antecessor de Zelensky, Poroshenko, que prometeu que as crianças do Donbass teriam de passar a vida em bunkers…
E esta é a mesmíssima gente (NATOmerdas e UkraNazis) que apoia a “defesa” de Israel.
Quando os ouço falar, dá sempre a ideia de que estou a ver um episódio dos Marretas e está alguém por trás com um braço enfiado por ali acima e a usar a mão para lhes mexer a boca… E esse alguém é obviamente um Master of Puppets de Washington.
Imperialistas genocidas e seus vassalos, what else?
À parte: isto lembro-me um professor de Física-Química que tive no Secundário, que gostava de dizer umas graçolas e descontrair no início ou final das aulas, e uma piada que ele contou e que nunca mais esqueci era mais ou menos assim assim, a propósito das invasões USAmerikkkanas na Iraque e Afeganistão:
– era uma vez um aluno Americano, daqui a umas décadas, que chega a casa e pergunta aos pais:
-aluno- pai, hoje na escola falámos dos Muçulmanos;
-pai- Muçulmanos? Que é isso?
E pronto, fim da piadola. Lembro do meu professor se rir a valer a seguir a isto, e de concluir com uma explicação extra para os mais lentos:
– porque depois disto (Iraque, Afeganistão, etc) já não vai haver mais Muçulmanos, ahahah.
Este professor continuou a dar aulas. Isto é normal num país da NATO. Mas ao tal professor umiversitário em Coimbra, bastou-lhe ser Russo e ser acusado pelos UkraNazis do “crime” de ser Russo, e acabou perseguido, cancelado e despedido.
Agora eu pergunto: se os Talibã pegassem numa ogiva nuclear para endereçar a cada um dos países que os invadiu, e vingar cada uma das mortes civis, isso era uma agressão, ou era o nosso karma?
Isto (o colocamo-nos na pele do outro) é tão simples, torna o entendimento do que se passa tão fácil, mas é uma ferramenta da humanidade que não só não se ensina nas escolas ocidentais, como é totalmente desabilitada pela propaganda com que somos bombardeados a seguir a essa escola.
Cada um responde de acordo com a sua consciência. Uns têm-na leve (anti-NATO), outros têm-na pesada (manipulados para serem pró-NATO), e outros nem sequer a têm (os avençados da NATO que fazem a manipulação).
E mais uma vez um grande obrigado à Estátua de Sal por ser uma plataforma do pluralismo.e verdadeira liberdade de expressão.
Caro Carlos, percebi perfeitamente onde está aquilo a que chamas “verdadeira manipulação”, mas esse aspecto da vigarice é apenas uma parte do pacote de truques do “progressista” Haaretz. A outra, julgo que mais relevante na cabeça do “emissor”, era a minimização da barbaridade a que assistimos. A peça comparava a aldrabice dos 61% de mortos civis em Gaza com uma alegada média para outros conflitos mundiais de 50%, se não estou em erro. A mensagem subliminar era simples e a “tradução” do leitor ou ouvinte incauto era clara: “Eh pá, 61% até nem é muito mais do que os “habituais” 50% e a culpa até nem é dos humaníssimos escuteiros da tropa nazionista, mas sim das especificidades do terreno e dos cabrões dos terroristas, que usam o seu próprio povo como escudos humanos!” Como disse, e repito, há muitas maneiras de esfolar um gato. Também não me custa aceitar que na Redacção do Haaretz haja uns mais assim e outros mais assado, o que explica o ódio que os nazionistas mais broncos, que não toleram uma pinguinha que seja fora do penico, lhe dedicam. O autor da peça será, provavelmente, dos mais assado.
Quanto a “anedotas” envolvendo americanos, deixo-te a conclusão a que há muito tempo cheguei, depois de anos de atenta observação e profunda reflexão. É 100% da minha lavra:
Os americanos vulgares são burros e ignorantes. Graças a Deus, porém, os americanos educados são exactamente ao contrário, ou seja, são ignorantes e burros.
Post scriptum — Os meus contactos na Mossad, na CIA e no FSB (não é só o caga-mísseis Rogeiro que conhece gente importante) convergem numa informação: o fiscal residente é americano.
Vem a dar no mesmo, mas assim é mais “estiloso”:
O americano vulgar é burro e ignorante. Graças a Deus, porém, o americano educado é exactamente ao contrário, ou seja, é ignorante e burro.
Um bravo pela coragem. Aquela malta só não tem câmaras de gás porque não precisa, consegue matar que se farta mesmo sem isso. Quer dizer, não sabemos se, as teem porque a verdade é que muitos presos desaparecem sem deixar rasto.
Mas cá me parece que mesmo que, as tivessem as claras estes trastes arranjaram maneira de justificar a barbárie. Era simplesmente uma maneira limpa, rápida e humana de matar os terroristas que que querem mata Los. Se matassem crianças nessas câmaras de gás isso seria legítimo porque essas crianças quando crescessem seriam perigosos terroristas. Se agora estes trastes justificam o facto de serem mortas a bomba e a tiro, certamente justificariam a sua morte com gás.
E acho engraçado os presstitutos dizerem que a ofensiva continua após o veto da ONU a um cessar fogo. Ora,nao houve veto da ONU mas veto dos trastes de sempre. Os Estados Unidos e o Reino Unido. E se esse veto não se desse por abstenção desses trastes o massacre continuaria porque essa gente não cumpriu uma única resolução da ONU e não ia começar agora a destoar. Por isso o massacre a até eles chamam ofensiva ia continuar de uma maneira ou de outra.
É preciso que se diga que esses sim são uma gente bestial, com uma religião bestial. Que lhes diz que são superiores a todos nós e por isso não teem de prestar contas aos goyms, em português gentios.
Agora o que é que qualquer pais pode fazer? Infelizmente nada. Nenhum país vizinho se pode haver contra um país que tem 200 armas nucleares que não hesitaria em usar tanto mais que sabe que tem o apoio de um império genocida que logo dirá que Israel se esta so a defender.
A única solução era um país como a Rússia usar quimioterapia radical contra aquele cancro. Umas 10 bombas nucleares bem fortes em cima sem lhes dar tempo a nada. Mas quem quer ser perseguido até ao fim dos tempos como o país que acabou o trabalho de Hitler e da Inquisição espanhola? É que a aura de coitadinhos que eles teem também ajuda muito.
Já os outros nazis que apoiamos só não fizeram o mesmo no Donbass porque não tiveram tempo para isso, porque a Rússia não lhes deu tempo e porque o espaço a bombardear era bem maior. A não ser assim tinha ido tudo raso. Aliás, o “fogo de artifício” estava a engrossar desde 16 de Fevereiro e as explosões foram noticiadas por alguns
presstitutos como o resultado de a malta local a festejar com fogo de artifício o facto de Putin lhes ter a dia 20 reconhecido a independência da Ucrânia. Coisa que a criatura tinha andado anos a evitar. Levassem eles com aquele fogo de artifício pelos cornos abaixo a ver se não queriam que ninguém lhes acudisse nem que fosse Marrocos.
Nós só apoiamos assassinos com bons pergaminhos e os dos ucranianos também são de excelente pedigree. As vezes as circunstâncias e que não ajudam. Já os trastes israelitas estão nas suas sete quintas.
Bom comentário. É isso tudo.
«A única solução era um país como a Rússia usar quimioterapia radical contra aquele cancro.»