(Carlos Esperança, in Facebook, 22/07/2026, Revisão da Estátua)

Sabíamos do poder destruidor das epidemias e da facilidade com que se convertem em pandemias, o que não conhecíamos era a facilidade e velocidade com que o belicismo se expandiu e legitimou em cada país e em todos os continentes.
Enquanto o flagelo ganhou adeptos e arrastou multidões, tornaram-se timoratos os que ainda pensavam em resistir, demonizados pela onda de propaganda que acompanhou as justificações.
É de pasmar, ver cidadãos pacíficos empolgados com a necessidade de nos defendermos, sem saberem de quem, e o ar bovino com que ouvem as vuvuzelas da guerra a falar das maravilhas de artefactos militares capazes de dispararem os mísseis mais modernos e de atingirem com eficácia inimigos que facilmente podem passar a amigos ou vice-versa.
Nunca, na minha longa vida, tinha assistido a tanta insensibilidade com a morte dos que caem de um dos lados e ao regozijo pelos que são abatidos no lado contrário com heróis e vilões à escolha de cada um e em cada momento, numa orgia de sangue que percorre o Planeta e ameaça fazer de nós a sua última geração.
Num dia em que o acordo sobre o nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita, entre o líder ensandecido do país militarmente mais poderoso do mundo e o príncipe-herdeiro de uma monarquia que pratica a sharia e onde se preserva a lei de um defunto profeta analfabeto e amoral, qualquer pessoa sensata vê que a corrida ao armamento nuclear, que nenhum país devia possuir, vai provocar uma corrida generalizada a favor da morte.
Será que todos estamos dispostos a trocar benefícios da civilização e da democracia por uma ideia de segurança e pela capacidade de nos matarmos melhor e mais depressa uns aos outros, abdicando da saúde, da segurança social e da paz?
Somos cada vez menos os que passámos por uma guerra, mil vezes menos letal, onde vimos a perversidade que os conflitos armados desenvolvem e a amoralidade de que são capazes primatas com armas na mão.
Quem nunca viu o cadáver de um camarada amigo dentro de uma farda e lhe pegou para ver os olhos a vidrar de uma vida que se extinguiu aos vinte e poucos anos ao serviço da pátria, em pátria alheia, ou os despojos de um amigo que uma bazuca reduziu a pedaços recolhidos com terra e um dedo solitário onde luzia uma aliança, talvez sinta no sofá a febre da guerra e a vontade de aventuras de racionalidade duvidosa e desfecho incerto.
Já não somos pessoas, somos autómatos insensíveis e amorais, guiados ao extermínio por algoritmos.
Mas, se é isso que querem, matem-se uns aos outros sem aprenderem que esta é a vida, única e irrepetível, cujo privilégio nos coube.
Matai-vos uns aos outros…
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E agora, baleiazinha mentirosa, pergunto de novo: onde estão os tais nomes gravíssimos que te chamei e que entram na categoria “Chamas tudo quanto é nome” (sic). Nenhum dos que aqui listaste chega aos calcanhares dos elegantes epítetos com que já me brindaste, a saber: “alimária, bandalho, infiltrado, vai gozar com a puta que te pariu”, etc. Mas não posso deixar de insistir num dos que, ao que parece, te magoaram profundamente: florzinha. És realmente uma florzinha de estufa, amor. Quanto aos teus insultos, querida, dão-me vontade de rir. Alguma vez me viste a choramingar como tu?
E onde é que alguma vez disse que morrerias do consumo de esteróides, baleiazinha criativa? É sabido que há muito consumo de “suplementos” desses nos benditos ginásios, mas é óbvio que não tenho maneira de saber se é esse o teu caso. Posso ter-te sugerido, obviamente com ironia, algum cuidado com eventual tentação consumidora de “suplementos”, mas dois neurónios e meio chegariam para perceber que era gozo, ó adiantada mental.
Esses ginásios são sítios onde, com a desculpa da musculação e do exercício saudável, alguns vão exibir vaidosamente as próprias peles e outros se limitam a salivar à vista de peles alheias, mas é claro que não sei em qual das categorias te incluis. Mas a necessidade obsessiva, e até há pouco tempo diária, que tens de “justificar” a tua bendita musculação leva-me a pensar numa mistura das duas, com predominância da segunda. Mas isto é um “supônhamos”, obviamente. E olha que não precisas de explicar nem justificar nada, pá! Vais ao ginásio porque queres e ninguém tem nada a ver com isso.
Quanto a mim, exercito-me em casa e na rua. Tenho junto da televisão dois halteres de mão com oito quilos cada e outros dois com cinco quilos, que ocasionalmente uso (se me dá na telha) quando estou a ver um filme, uma série ou um noticiário. Não tenho qualquer dificuldade com os de oito, mas percebi que o resultado é o mesmo com os de cinco. Tenho também uma barra no corredor, para elevações, e todas as manhãs, antes de me levantar, faço abdominais ainda na cama.
Comprei há alguns meses, por piada, uma balança baratinha no Pingo Doce e percebi, ao ler as instruções, que tem uma aplicação que faz a medição exaustiva de uma série de parâmetros que eu nem sabia existirem. E olha, querida, aqui o cabrão do velho é corrido a “Saudável” em quase todos os parâmetros, com a classificação de “Excelente” em quatro. Um deles é o “Percentual da massa muscular esquelética” e outro o “Peso da massa muscular esquelética”. Tenho ainda, segundo a balança mágica, uma “Idade metabólica” de 71 aninhos, menos dez do que a idade real. Como vês, não preciso de exibir as peles ou de cuscar peles alheias em porra de ginásio nenhum. E excepto hoje, para desmontar as tuas parvoíces, alguma vez me viste a exibir aqui a musculatura, querida?
“Eu passei de bestial a besta como os treinadores de futebol desde o belo dia em que expressei nuns termos bem azedos o que pensava dos conhecimentos de história do Putin.”
Quando escreves isto, baleiazinha, estás a mentir, sabes que estás a mentir, e o objectivo cretinóide da mentira é o de atribuir o meu “injusto” desamor pela tua excelsa pessoa a um motivo fútil. Porque, a ser esse o motivo, era obviamente fútil e mesquinho.
Sobre Vladimir Putin, escrevi em 24 de Fevereiro de 2022, noutro blogue, o que já na Estátua de Sal transcrevi há algum tempo e abaixo transcrevo de novo. É evidente que essas minhas críticas a Putin foram na altura do teu conhecimento, porque não há, nesta pradaria, nada que te escape, nem sequer o peido raquítico de um ratito. Cuscas tudo e todos, fiscalizas tudo e todos, tens a eficácia do Big Brother. O do Orwell, não o dos programas televisivos para borregos. Três ou quatro dias depois, reforcei a crítica de 24 de Fevereiro com uma segunda tranche, também abaixo reproduzida de novo e, obviamente, do teu conhecimento:
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1ª tranche:
“Tendo o Putin na conta de um tipo inteligente, tenho dificuldade em compreender a inacreditável estupidez que tudo isto [a entrada na Ucrânia pelo norte, a partir da Bielorrússia, em 24 de Fevereiro de 2022] aparentemente revela e mais dificuldade tenho ainda em perdoar-lhe que tenha contribuído, de forma tão burra, para o sucesso estratégico do império bombista humanitário de separar irremediavelmente a Rússia da Europa, assim sabotando a formação de uma aliança de países e povos com um gigantesco potencial em termos económicos, geopolíticos, culturais, ambientais e sei lá que mais. Vamos entrar numa nova era, e de bom não tem ela nada.”
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2ª tranche:
“Foi uma “inacreditável estupidez” tanto no plano político como no plano militar. Estupidez táctica, estratégica, geostratégica, com gravíssimas repercussões também facilmente previsíveis no plano económico. Obviamente, trata-se igualmente de uma filha-de-putice no plano humanitário. É verdade que esta filha-de-putice em meia dúzia de dias não se compara com as muito mais graves filhas-de-putice que há oito anos o exército regular ucraniano e os nazis do Batalhão Azov levam a cabo, diariamente, no Donbass, com perto de 15 mil mortos dos dois lados, entre os quais mais de três mil civis, a maioria no lado dos separatistas. Mas Vladimir Putin conhece de sobra o modo de funcionamento do humanitarismo bombista e o lucrativo concubinato (para os dois lados) que mantém com os merdia de reverência, está farto de saber como é íntima a relação entre o “jornalismo” mercenário e os que puxam o gatilho. Tinha obrigação de prever o aproveitamento que seria feito do erro de enviar tropas terrestres para qualquer outro ponto do território que não fosse o Donbass. Foi isso que levou os especialistas a enganar-se nas previsões e é isso que me leva a classificar a operação como “inacreditável estupidez”.”
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Atendendo à dureza das minhas críticas a Putin, baleiazinha mentirosa, é fácil de perceber que a tua parvoíce inócua de que o homem faltou a aulas de História não passa de uma cagadela de mosca que não me incomodou nada. Uma parvoíce, repito, já que, obviamente, o Putin sabe de história do seu país e da sua relação com o resto do mundo muito mais do que tu ou eu. Julgo foi que avaliou mal todos os parâmetros do problema, mas claro que tenho de admitir que o erro de análise possa ser meu. Sabendo tu isto, porque é impossível que desconhecesses o que acima copy pastei de novo, concluo que não passas de uma mentirosa, que tenta safar-se das críticas denegrindo com aldrabices quem de ti discorda. Mudei de opinião sobre ti por variadíssimos outros motivos, alguns dos quais já aqui explanei, mas isso é coisa que estás farta de saber. És uma mentirosa e tenho para mim que a mentira é de direita.
Olha, vamos lá ver, bebado, consumidor de esteroides que um dia morreria por isso, florzinha, estar a asneirar, a fazer me de coitadinho, fêmea, enfim.
O chamares me mamífero marinho de grande porte não incluo na lista porque adoro esses bichos. Não teria um nic destes se não os adorasse como outros adoram Deuses.
Fui numa expedição de observação quando estava com anemia perniciosa e sem saber bem o que tinha. Não morreria sem os ver ao vivo. Valeu a pena.
Eu passei de bestial a besta como os treinadores de futebol desde o belo dia em que expressei nuns termos bem azedos o que pensava dos conhecimentos de história do Putin. Continuo a pensar o mesmo.
Podes continuar nessas tretas porque não tenho pachorra para te aturar.
E não te esqueças de tentar saber o sítio onde eu moro para que também os cheganos que adoram listas de alvos a abater o saibam também.
Tem vergonha nessa cara que já tens idade para isso.
Há uma definição em psicologia para quem insulta outros e os culpa por não gostarem. Manipulação e transferência de culpa. Recuso me a continuar a dar para esse peditório.
Este texto devia ser lido por todos os jovens, não apenas portugueses, mas de todo o mundo!
Dizes que te insulto e te chamo tudo quanto é nome, baleiazinha mentirosa. Ora escreve lá aí os nomes que te chamei, para podermos avaliar a gravidade dos insultos. Pelo que me toca, não tenho qualquer dificuldade em lembrar alguns dos que me dirigiste: “alimária” foi um, “bandalho” foi outro, “infiltrado” outro ainda, sem esquecer a sofisticada elegância do “vai gozar com a senhora não comportada que teve o azar de te parir”, ou seja, “vai gozar com a puta que te pariu”. Lindo, não é?
Do meu lado, trato-te por “querido/a” (desconheço o teu sexo), “amor”, “amorzinho”, “meu doce”, “meu Adónis musculado”, “baleiazinha hiperactiva” (e mentirosa) e “choramingas”. Lembro-me também de ter escrito que tinhas o sentido de humor de um xarroco com gonorreia crónica.
Espumas como possessa porque te “mudo o sexo”, dizes. Eu sei lá se te mudo o sexo! Tu é que assinaste aqui um comentário com o nome de “Helga Simão” e, apesar de várias vezes instado/a, continuas a fazer-te de distraído/a e a não explicar o estranho fenómeno. Uma amiga a quem mostrei nacos da tua prosa não teve qualquer dúvida: “É gaja de certeza!”, disse-me logo.
E quando, aparentemente tendo-me como alvo, escreves isto:
“a tua sanha de quereres fazer alguém que não tem nada a ver com o peixe ter um acidente estranho ou levar uma caldeirada d fascistas não me deixa estar calado”
estarás doida/o? De que porra estás a falar?
Temos ainda as frequentes guias de marcha para sítios no mínimo “desconfortáveis” e as constantes referências depreciativas à minha provecta idade, como se isso desvalorizasse o que digo ou escrevo. O que tens contra os cabrões dos velhos, pá? Não és tu (alegadamente) cuidador/a de um? Também o tentas calar com a idade?
Atendendo ao que lembro atrás, querida, hás-de convir que, no campeonato dos insultos, não te chego aos calcanhares. És um autêntico peso-pesado e o miserável peso-pluma que sou não tem qualquer hipótese: ganhas-me por KO nos primeiros dez segundos do primeiro assalto.
Querida Helga Simão Project, não passas de uma patética pobre coitada mentirosa e o teu principal problema (longe de ser o único) é o que digo acima: tens o sentido de humor de um xarroco com gonorreia crónica.
Tu não criticas. Insultas. Gozas com condições físicas e situações familiares. Chamas tudo quanto é nome. Queres decidir sobre o que posso ou não escrever, nomeadamente sobre um veneno filho de puta que me meteram no corpo. Tens a pouca vergonha de escrever um testamento a chamar me de tudo.
Se isso e crítica deves ter aprendido com o Trampas e o Quarto Pastorinho que esses e que fazem críticas nesse termos.
Como diz o brasileiro, vê se me erra.
Vai tu catar as pulgas dos cães.
Ai ai, querida baleiazinha! Tu não me digas semelhante isso que me causas parece impossível! Que horror!
Eu sei que vais fingir que não lês, mas repito a perguntinha: a Helga Simão sabe que usas abusivamente o endereço de email dela? Ou, se és tu a Helga Simão, por que carga de água te fazes passar por homem?
E já agora, minha exagerada, não me faças mais velho do que sou. Não tenho 82, mas sim APENAS 81. Uma ENORME diferença, como podes ver. Já aqui evidenciaste mais do que uma vez o teu desamor pelos velhos, essa merda de peste grisalha que teima em não bater a bota, mas lá terás de aguentar, minha hipocritazinha de merda.
Quanto ao direito a criticar, já reparaste que és a única que fica possessa quando a criticada és tu? E o ressabiado sou eu?
A bem da noção, vai chamar femea só raio que te parta.
Tinha dito que não te respondia mais mas a tua sanha de quereres fazer alguém que não tem nada a ver com o peixe ter um acidente estranho ou levar uma caldeirada d fascistas não me deixa estar calado.
Eu tenho todo o direito de criticar artigos tal como tu tens.
O homem pode chamar os nomes todos a quem queira mas tem de ter a possibilidade de ser criticado.
Percebeste berguilha rota?
Vives assim tão ressabiado por as suecas já não te quererem?
Faz uns treinos de musculação que isso passa. Nunca e tarde para começar e há lá gente mais velha que os 82 anos que tu tens.
Vai também ver se o mar da choco que isso faz passar o azedo.
O que vão fazer, em relação a isto, os gatos gordos muçulmanos de Riade, Doha e afins? Essa é fácil: meia dúzia de arrotos castrados e, depois, encomendar mais umas dezenas de F-35 e de megassupositórios Patriot ao megabully da Casa Preta, padrinho dos que aqui passeiam a sua impunidade supremacista. Tudo como antes, Quartel-General em Abrantes.
https://youtube.com/shorts/HXrYFKtS5GQ?si=GEmiPPeFwIc405m_
A MAIOR TRETA MAIS BEM SUCEDIDA DE TODOS OS TEMPOS.
https://youtu.be/_BFIRgn9OLI
Então o teu profeta é o Jorge Carlinhos. Mais um que o Carlos Esperança não vai embicar.
Ó Helga Simão Project, minha baleiazinha de aviário! Então agora não se pode dizer que o profeta analfabeto e amoral era analfabeto e amoral porquê? Porque tu não queres? Porque não gostas? Quem te nomeou guardião, ou fiscal, do pensamento alheio, da opinião e sua expressão? Não nos bastavam os fiscais do pensamento único que enxameiam estas desgraçadas províncias do império das bananas, agora também temos de aturar o zelo implacável de comissários políticos de terceira, armados ao pingarelho?
Se o homem era mesmo analfabeto, não podemos chamar-lhe analfabeto porquê? Se o gajo teve de ditar o livro a outros porque não conseguia ele próprio escrevê-lo, chamamos-lhe o quê? Insigne académico? E se o gajo era amoral, por que porra de carga de água não se pode dizer tal? E quando criticas o Moisés, acaso desconheces que esse desgraçado foi outro profeta alegado, que o profeta analfabeto e amoral a que Carlos Esperança se refere muito admirou e venerou? Sabias que o Moisés por ti demonizado era tão admirado e venerado pelo profeta analfabeto e amoral que é a pessoa individualmente mais referida no Alcorão, o livro que ele ditou a outros? De acordo com a Wikipédia, é mencionado 136 vezes. Lá no Paraíso (ou no Quinto dos Infernos) onde eventualmente estará presentemente domiciliado, achas que o profeta analfabeto e amoral fica satisfeito quando vens para aqui morder no Moisés?
E o que dizer daquele psicopata homicida (outro herói do Livro) que esteve à beira de assassinar o filho à facada porque uma voz lhe dizia para o fazer, só não consumando a barbaridade porque a bendita voz mudou de ideias no último momento? Desconheces que esse é outro alegado profeta que o profeta analfabeto e amoral também muito venerava?
Sabe Alá e o Seu Profeta que eu bem tento refrear-me perante tanta asneira, ó Helga Simão Project, mas terás de compreender que nem sempre consigo aguentar-me. Como a bojarda que há tempos aqui despejaste de que “o Islão é uma religião de paz”. Nenhuma religião o é, minha querida baleiazinha! E muito menos as chamadas religiões abraâmicas, ou “religiões do Livro”, como também lhes chamam. O cristianismo patrocinou e branqueou o colonialismo e a escravatura, o judaísmo justificou e continua a justificar o genocídio de milhões, mas o Islão que produziu grandes homens, como Saladino, ou patrocinou grandes avanços científicos, em séculos passados, é o mesmo em nome do qual os gatos gordos da Arábia Saudita ou os energúmenos do Estado Islâmico cortam mãos ou cabeças como quem descasca tremoços.
Acusas Carlos Esperança de insultar a religião “que neste momento mais sofre com a canalhice de outras”. Que porra de “sofrimento” é esse? A que sofrimento está sujeita a religião islâmica na Arábia Saudita, no Koweit ou nos restantes países do Golfo? Ou na Indonésia, ou no Paquistão? O insuportável sofrimento a que são sujeitos milhões de muçulmanos palestinianos, e também libaneses, sírios, iraquianos, iemenitas e outros não é resultado da “canalhice” de outras religiões, como escreves. O sofrimento real dos muçulmanos xiitas do Irão ou do Iémen, bombardeados pelos energúmenos do império das bananas ou pelos gatos gordos de Riade, não resulta da “canalhice” do cristianismo, nem sequer do judaísmo. Só em Teerão há mais de 30 sinagogas abertas, livremente frequentadas por judeus iranianos, e 15 a 20 igrejas cristãs, a provar que nem os ayattolahs subscrevem essa tua ideia luminosa da canalhice de outras religiões. Aliás, o sofrimento real de milhões de muçulmanos é benevolamente tolerado, ou mesmo cobardemente patrocinado, pelos gatos gordos não menos muçulmanos do Golfo, nomeadamente os guardiães de Meca e Medina.
O Carlos Esperança está farto de aqui criticar, indignadamente, os crimes e o sofrimento a que são sujeitos os muçulmanos da Palestina, Líbano, etc., contra os bandidos genocidas de IsraHell, os seus patrocinadores do império das bananas e os vassalos europeus, e tu vens agora insultá-lo, com o à-vontade dos inimputáveis, transformando-o, por obra e graça desses dedinhos irrequietos, no contrário daquilo que ele é. Ó Helga Simão Project, minha baleiazinha hiperactiva, és uma comissária política um bocado a puxar para o ordinário. Vai-te catar!
Realmente, já é recorrente o insulto despropositado e desnecessário ao fundador do Islão. De todos os profetas ou pseudo-profetas das “religiões do Livro” ou “abraâmicas”, é provavelmente um dos mais recentes, o que significa que existem dezenas ou centenas que viveram antes dele para implicar. Mas calha sempre a fava ao mesmo, quando o Carlos Esperança resolve descarregar num líder religioso, e invariavelmente é acusado de ser amoral e analfabeto, ou seja, “analfabruto”…
Já se viu que o Carlos Esperança é um (des)iludido adepto da “civilização judaico-cristã”, infelizmente a história não parou aí, e se calhar, Maomé até é a personagem religiosa histórica mais documentada, pois o Islão é uma das religiões mais “recentes” da História da Humanidade, passe a redundância. Tirando as seitas medievais, iluministas e modernas, que são de inspiração pagã, clássica ou bíblica, os cultos cristãos que derivaram da Reforma e do Protestantismo, e os Sikhs e outras religiões que também se inspiram no antiquíssimo Hinduísmo e no Islão, não há mais nenhuma. E as religiões indígenas, africanas, e asiáticas, o Hinduísmo, o Budismo, o Taoismo, o Xinto, a religião antiga dos tibetanos Bön, o Zoroastrismo, precedem todas estas.
Será que ainda há Esperança (a mesma cor verde que é a cor do Islão) para o Carlos?
Por que não implicar com o Joseph Smith? Ou o Allan Kardec?
Adoptar o Jainismo e pregar o respeito pela existência de todas as criaturas já vi que vai ser complicado…
Isto num texto de apelo à paz e condenação da violência…
Condenação da violência, e do belicismo e do ódio ao outro…
Sim, o Joseph Smith e o Allan Kardec sabiam ler e escrever, não eram analfabetos, não recitavam suras para os escribas registarem, vamos aceitar que não eram “amorais”… mas os mormons também podem ter 7 esposas, têm ritos “pouco católicos” e vivem no obscurantismo e na opacidade, e os espíritas dizem comunicar com os mortos e com o além, mesmo considerando que o que fazem não é bem necromancia ou leitura de auspícios, não anda muito longe, acredite-se ou não, o que contraria a doutrina e a prática cristã (segundo a Bíblia).
Ah, mas como têm o berço da civilização judaico-cristã, nacionalidades ocidentais e tal… tudo bons rapazes, acima de qualquer crítica. Agora aquele criador de camelos, lanudo, abrutalhado e a cheirar a bedum…
E viva a islamofobia. Já não há. pachorra para a treta do profeta analfabeto e amoral.
Amoral por alma de quem? Por ter alegadamente casado com uma criança de oito anos, coisa não comprovada historicamente, num tempo em que o casamento de raparigas em idade muito precoce era regra?
Moisés, que matou um homem quando podia simplesmente manda lo parar de bater no outro seria um poco de virtudes?
Os guerreiros judeus que até matavam os animais do inimigo eram umas almas boas?
Alguém sabe quem foi Santa Olga de Kiev?
Os padres da Inquisição?
Arranja outra cassete que essa já mete ranço.
Todas as religiões tiveram os seus santos e profetas mais maus que uma dor. Que derramaram rios de sangue.
Temos muita pena de quem morre em guerras mas depois insultamos a que neste momento mais sofre com a canalhice de outras. Faz sentido.