Como o ‘drone russo’ em Leipzig reacende o fantasma nazi do Incêndio do Reichstag de 1933

(In R T Brasil, 02/09/2026)


Episódio ocorrido no início de agosto em aeroporto alemão reacende comparações com o Incêndio do Reichstag no início da Alemanha nazi. Moscovo aponta para uma sabotagem ucraniana.


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Um drone com explosivos foi encontrado na madrugada de 5 de agosto perto de um avião no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. O governo, em queda livre nas pesquisas, respondeu com medidas de exceção contra Moscou, antes de qualquer conclusão definitiva da investigação.

Às vésperas de eleições que ameaçam a coalizão do chanceler Friedrich Merz, o episódio do Aeroporto de Leipzig/Halle reativa um roteiro que a Alemanha já viveu de forma trágica: o do Incêndio do Reichstag de 1933, usado pelos nazistas para varrer os comunistas do jogo político em nome de uma ameaça externa nunca comprovada.

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“O que nos deveria surpreender não é que tenham conseguido cortar o Nord Stream mas sim que não o tivessem feito anteriormente”

(Ola Tunander, entrevista, in Resistir, 21/07/2026)


Como os EUA transformaram a Alemanha num vassalo.


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HINTERGRUND – Professor Tunander, o senhor afirma que os acontecimentos em torno do Nord Stream não podem ser vistos de forma isolada. Por que razão considera que um olhar sobre a história – em particular sobre os anos 80 – é decisivo para compreender o presente?

OLA TUNANDER – O secretário da Energia dos EUA, William Richardson, afirmou em 1998: “É muito importante que, no final, o mapa dos gasodutos e a política coincidam”. Referia-se à Ásia Central, mas poderia muito bem ter sido uma declaração geral dos Estados Unidos sobre gasodutos. Os gasodutos ligam um Estado a outro. São uma ponte que cria uma interdependência que abre caminho para uma cooperação estreita e uma coexistência pacífica. À semelhança do que aconteceu com a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço na década de 1950, e mais tarde com a UE, que geraram confiança e interdependência entre os antigos inimigos da Segunda Guerra Mundial, o gasoduto soviético-alemão ocidental da década de 1980 abriu caminho para uma interdependência germano-soviética.

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Porta aberta para a Espanha: A “via espanhola” que desafia Trump

(In Facebook, mural Venezuela en Tiempo Real, 28/03/2026, Trad. Estátua)


Num quadro mundial onde os tambores de guerra não param de tocar, a Espanha acaba de dar um golpe de grande efeito que poucos previramr. Enquanto o Estreito de Ormuz, a artéria vital por onde flui o petróleo do mundo se fecha para as grandes potências, Madrid conseguiu luz verde.

Não é coincidência. O Irão foi claro: enquanto mantém o cadeado para os EUA e seus aliados mais próximos, permite o trânsito para navios com bandeira espanhola. Porquê? Porquê? A resposta é tão simples quanto profunda: a firmeza de uma postura. A Espanha manteve-se do lado da diplomacia, rejeitando a escalada bélica e as intervenções que só prometem mais caos.

Durante anos, disseram-nos que alinhar cegamente com as políticas de confronto de Washington era o único caminho. Hoje, a realidade dita outra sentença. Ao marcar uma distância crítica com a narrativa belicista de figuras como Donald Trump, a Espanha não só protegeu a sua segurança, como ganhou relevância diplomática que hoje se traduz em benefícios tangíveis.

 Este “passaporte livre” em Ormuz não é um facto isolado. Faz parte de um design maior:

  1. Liderança Moral: A Espanha posiciona-se como a ponte necessária num mundo dividido.
  2. Segurança Energética: Enquanto outros sofrem bloqueios, o comércio espanhol respira.
  3. Independência Real: Fortalecer os laços com nações-chave como a China e a Argélia demonstra que há vida (e muita prosperidade) além das bases militares estrangeiras.

Este é o início de uma Espanha que finalmente decide o seu próprio destino sem esperar por ordens externas? Estamos testemunhando o sucesso da “via diplomática” contra a força bruta?

A estratégia de Madrid demonstrou que a paz não é apenas um valor ético, mas um instrumento económico e geopolítico de primeiro nível. Enquanto outros ficam encalhados na costa, a Espanha avança.

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