(Mercenários latino-americanos abandonam o exército ucraniano para se juntarem aos cartéis da droga mexicanos. Ou seja, é isto que andamos a promover com os nossos impostos à custa da degradação das nossas vidas e do futuro dos nossos filhos. Mandemos, pois, mais uns milhões para a Ucrânia: os cartéis da droga precisam de mais armas, mais drones e mais mercenários bem treinados em teatro de guerra.
Os mercenários latino-americanos estão a fugir em massa da Ucrânia, optando pelos lucrativos confrontos com os barões do narcotráfico mexicano em vez da guerra de trincheiras. O rastilho para este “grande êxodo” foi a morte de El Mencho, líder do grupo “Nova Geração de Jalisco”, que mergulhou dezenas de cidades mexicanas no caos com incêndios e bloqueios de estradas. Os cartéis precisam agora urgentemente de combatentes experientes e estão dispostos a pagar somas enormes por eles.
A diferença salarial é colossal: enquanto o salário mínimo no exército ucraniano é de 3.000 dólares (aproximadamente 230.000 rublos), os cartéis mexicanos oferecem até 15.000 dólares (1,5 milhões de rublos) mesmo para os novatos inexperientes.
Atualmente, existem pelo menos 30.000 combatentes nas fileiras dos grupos mexicanos. Curiosamente, o seu recrutamento é feito pela divisão Força Miquiztli – a mesma organização que anteriormente fornecia legionários estrangeiros à 3ª Brigada de Assalto Independente da organização “Azov”, banida na Rússia. Agora, essa mesma organização está a enviar combatentes para todo o mundo, tendo mudado o seu foco da Europa de Leste para a América Latina.
A saída de mercenários da Colômbia, Brasil e México é também motivada pelo esgotamento do exército ucraniano. Os colombianos queixavam-se repetidamente que não conseguiam suportar as condições de combate. Alguns foram evacuados via Mali, enquanto outros participaram em intensos combates perto de Kupyansk e Sumy.
Por fim, os mercenários começaram a abandonar a frente ucraniana por sua conta. Primeiro, viajam para a Roménia ou para a Polónia e depois apanham voos diretos para a Cidade do México.
(Por Angel González, in Diálogos do Sul, 18/09/2025)
Segundo governo Maduro, embarcação partiu da Colômbia para ser interceptada pelos EUA e criar um falso positivo, atribuindo à Venezuela a origem da droga.
O ministro de Relações Interiores, capitão Diosdado Cabello, informou que, na madrugada de segunda-feira (15), as forças policiais e militares da Venezuela capturaram e colocaram sob custódia uma embarcação tipo Go Fast carregada com 3.692 kg de cocaína. O líder afirmou que a lancha procedia da Guajira colombiana e que a bordo viajavam quatro indivíduos que levavam consigo cédulas de identidade venezuelanas.
Segundo Cabello, a Administração de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA) tentou montar um falso positivo: as unidades militares estadunidenses no Caribe interceptariam o barco e fariam crer que a droga vinha da Venezuela e se dirigia aos Estados Unidos.
Cabello explicou que o dono da droga apreendida é um homem identificado como Levi Enrique López Batis, que, segundo o depoimento dos detidos na embarcação, “trabalha para a DEA” e está vinculado a Jercio Parra Machado, que opera na Guajira colombiana, e a um indivíduo denominado “aliás Cirilo”, que se encontra em Porto Rico. O barco se dirigia para lá, onde seria capturado pelos estadunidenses ali posicionados, segundo o plano.
No entanto, os mecanismos de inteligência bolivariana detectaram a operação e interceptaram a embarcação ainda em águas venezuelanas.
Manobra militar
A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) iniciou nesta quarta-feira (17) a manobra militar Caribe Soberano 200 no Arquipélago La Orchila, a 160 km ao norte da capital Caracas.
Desde a Ilha La Orchila, espaço de jurisdição militar pertencente ao Território Insular Miranda, o general-chefe Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, explicou que os exercícios Caribe Soberano 200 constituem uma campanha conjunta com todos os componentes da Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela (FANB), por meio terrestre, marítimo e aéreo.
“La Orchila é um espaço que sempre serviu para exercícios aeronavais de todo tipo, e nesta oportunidade vamos realizar um exercício bastante completo que envolve a Força Tarefa Caribe e os grupos de tarefa conjuntos: aeroespacial, forças especiais, inteligência e guerra eletrônica, marítima e, por último, terrestre”, detalhou.
A mobilização, que se estenderá por três dias, inclui também a participação do povo, pois as manobras contemplam patrulhas conjuntas com pescadores venezuelanos, disse Padrino López.
O movimento demonstra o músculo de artilharia com que a Venezuela conta. Os exercícios contemplam a ativação de equipamentos como drones de vigilância armados, tanto submarinos quanto aéreos; sistemas antiaéreos Buk e sistemas de artilharia ZU; além de “um importante deslocamento de navios da Armada Bolivariana para execução de tiro costeiro, desembarque anfíbio e tomada de cabeças de praia”, declarou o representante.
A manobra ocorre em um momento em que os Estados Unidos intensificaram suas ações no Caribe. Segundo Donald Trump, os Estados Unidos teriam realizado mais dois ataques a lanchas com supostos narcotraficantes em menos de 24 horas. Nesse sentido, a ação chavista demonstra a capacidade de reação e de domínio sobre o território que a Venezuela possui. Inclusive, Padrino afirmou que a operação foi ordenada pelo presidente Nicolás Maduro como “resposta às ameaças dos últimos dias”.
Nicolás Maduro: Seguimos abertos ao diálogo
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (15), durante uma coletiva de imprensa, que o que ocorre entre seu país e os Estados Unidos “não é uma tensão, é uma agressão generalizada: é uma agressão judicial quando nos criminalizam, é uma agressão política com suas declarações ameaçadoras diárias, é uma agressão diplomática e é uma agressão em curso de caráter militar”.
O líder chavista reiterou que os navios de guerra dos Estados Unidos estão “apontando 1.200 mísseis contra a Venezuela”, e que “todo mundo, nos Estados Unidos, na América Latina e no Caribe, sabe que a operação militar dos Estados Unidos no Caribe é para realizar uma mudança de regime na Venezuela”. Acrescentou que o plano é torcer o braço da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) e se apoderar das maiores reservas de petróleo do mundo.
Maduro revelou que “as comunicações com os Estados Unidos foram rompidas por eles, por suas ameaças de bombas, mortes, chantagens”. “Nós não funcionamos assim — com ameaças e chantagens, nunca haverá nada, e eles sabem disso; passamos de uma etapa de comunicações precárias para comunicações rompidas”, elucidou.
No entanto, segundo o presidente venezuelano, os canais de comunicação não estão “fechados”. Mantém-se um fio de comunicação “mínimo” com John McNamara, embaixador dos EUA na Colômbia e designado para tratar de assuntos sobre a Venezuela. Esse canal funciona basicamente para manter o plano de repatriação de migrantes deportados dos Estados Unidos. “Isso é uma prioridade para nós”, afirmou.
Durante sua coletiva, Maduro também falou sobre o incidente ocorrido na noite da última sexta-feira (12), em águas da zona econômica exclusiva da Venezuela, quando um barco pesqueiro foi interceptado e abordado por 18 fuzileiros navais que desceram do destróier Jason Dunham, parte da frota mantida por Washington no sul do Caribe.
“É uma vergonha para a comunidade internacional e para a honra militar das Forças Armadas dos Estados Unidos. É totalmente ilógico, extravagante, absurdo mandar um navio destróier com 380 profissionais de alto nível para assaltar um barco de pescadores de atum… O que estavam procurando? Quem deu a ordem?”, expressou.
O presidente respondeu às declarações feitas por seu homólogo estadunidense, Donald Trump, de que a Venezuela envia drogas e criminosos ao país do norte. Maduro reiterou ser uma “mentira” tanto essa afirmação quanto a alegação de que a intenção de Washington com seu movimento no Caribe é combater o narcotráfico.
“Se o senhor diz que a Venezuela envia esse veneno para lá, é mentira! A Venezuela não produz nem um hectare de folha de coca, aqui não há laboratórios de produção, e quando os encontramos, nós os destruímos”, assegurou.
O governo bolivariano rejeitou o relatório do Departamento de Estado que inclui a Venezuela numa lista de “principais países de trânsito e produção de drogas”.
Caracas afirmou que Washington faz “uma imaginária e ilegítima autodesignação como juiz e polícia do mundo”. Declarou que todas as afirmações do referido relatório carecem de fundamento e contradizem os dados oficiais de organismos internacionais especializados.
O relatório do Departamento de Estado afirma que Maduro “lidera uma das maiores redes de tráfico de cocaína do mundo” e que Washington continuará buscando levá-lo à justiça, além de atacar “organizações terroristas estrangeiras venezuelanas como o Tren de Aragua”.
O ex-presidente Donald Trump afirmou, por meio de sua rede Truth Social, que forças militares dos EUA no Caribe destruíram uma segunda lancha supostamente carregada com drogas, que teria saído da Venezuela com destino aos Estados Unidos. Na ação, teriam matado três “terroristas do sexo masculino”. Na terça-feira (16), Trump disse a jornalistas que os incidentes desse tipo não foram dois (em 2 e 15 de setembro), mas três, embora não tenha dado mais detalhes.
Rejeição às ameaças
Maduro participou na noite de terça-feira (16) da instalação do Conselho Nacional pela Soberania e a Paz, espaço convocado pela Assembleia Nacional e que reuniu representantes de todos os setores da vida pública para expressar, por meio de um manifesto, o desejo de paz e a rejeição às ameaças dos Estados Unidos.
Estiveram presentes empresários, sindicatos, partidos chavistas e opositores, governo, comunidade científica, intelectuais e artistas, militares e policiais, governadores, prefeitos, igrejas e cultos religiosos, esportistas, juventude e comunas, entre outros.
Maduro: É uma vergonha para os EUA usar um destroier com 380 militares para assaltar um barco de pescadores de atum.
Durante sua fala, Maduro afirmou que se formou, na Venezuela, o maior consenso que poderia haver hoje no país diante da agressão estadunidense.
“Todas as pesquisas mostram que entre 93% e 95% dos venezuelanos rejeitam e repudiam as ameaças militares do governo dos Estados Unidos contra a Venezuela”, assegurou.
Reiterou que há uma ameaça de guerra no Caribe contra a Venezuela e que a atual conjuntura nacional tem origem em “uma tentativa imperial dos Estados Unidos de se apoderar” das riquezas venezuelanas.
Por fim, sentenciou que o caminho para conter, neutralizar e derrotar plenamente essa ameaça é a união de todos os setores da Venezuela, acima de qualquer diferença.
O que se segue são excertos do artigo da Wikipédia sobre a cocaína. Como este não é um artigo científico, posso citar a Wikipédia à vontade:
“A cocaína (…) é um alcalóide, estimulante, com efeitos anestésicos, utilizada fundamentalmente como uma droga recreativa. Pode ser aspirada, fumada ou injectada. Os efeitos mentais podem incluir perda de contacto com a realidade, um intenso sentimento de felicidade ou agitação. Os sintomas podem envolver aceleração do ritmo cardíaco, transpiração e dilatação das pupilas. Quando consumido em doses elevadas, pode provocar hipertensão arterial ou hipertermia. Os efeitos têm início alguns segundos ou minutos após a sua utilização e duram entre cinco e noventa minutos. (…) A cocaína é muito viciante, graças aos efeitos provocados (…) no cérebro. Existe um sério risco de dependência, mesmo se consumida por um curto período de tempo. A sua utilização aumenta ainda o risco de acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, problemas pulmonares em pessoas que a fumam, infecções sanguíneas e paragem cardiorrespiratória súbita. (…) No seguimento de administração repetida das doses, a pessoa pode ver diminuída a sua capacidade de sentir prazer e fisicamente sentir-se muito cansada.”
Interessante esta descrição, porque se aplica que nem um fato de latex — dizer que “nem uma luva” é antiquado — ao que se vai passar nos próximos meses. Aliás, ao que se passa já há vários anos, mas que agora conhece o ritmo galopante de uma epidemia, melhor, de uma pandemia: a pandemia do futebol. Tudo serve de pretexto para encher televisões — ainda o meio de comunicação mais importante —, em conjunto com toda a outra comunicação social, para termos uma overdose maciça de futebol, de droga, de cocaína. O que se passa nas chamadas “redes sociais” só consigo imaginar, visto que não ando por todos os locais mal frequentados, só alguns.
As escassas notícias que ainda conseguem penetrar entre os Brunos e as claques, os Vieiras e os “directores” e os “assessores jurídicos” e os porta-vozes, as fraudes e os pagamentos a árbitros e jogadores, os jogos manipulados, os negócios com as apostas, com a publicidade com os produtos do merchandising, as extorsões e espancamentos, são abafadas e mesmo assim parecem ser de mais. A fronteira que já não existe entre canais noticiosos e desportivos tornou-se uma competição para ver quem é que mais fala da bola. E as “audiências” viciam-se. Oh, se se viciam!
O futebol é a coisa mais parecida com a máfia que existe em Portugal — ou melhor, é a nossa máfia lusitana. Eles produzem a cocaína, muitas vezes em sentido literal, mas a rede de distribuição é a comunicação social. Como o negócio antigo das notícias não vende, o negócio moderno é tornar o futebol, como agora se diz, “incontornável”, ou seja, as pessoas não podem fugir dele, como os distribuidores de droga nas escolas, e ficam tão “agarrados” que já não sabem ver, ouvir e ler outra coisa.
O efeito é um círculo vicioso: só se tem audiências, ou seja, publicidade e negócios, se se passa futebol, senão as “audiências” circulam de canal em canal atrás da imagem do circo leonino, ou da sombra da prisão por cima dos encarnados, ou das memórias agora mais calmas do Apito Dourado, do Macaco e do “café com leite”.
É por isso que se pode reescrever o artigo da Wikipédia sobre a cocaína:
“O futebol é um estimulante, com efeitos anestésicos, utilizado fundamentalmente como uma droga recreativa, muito útil quando há pouco pão, para que haja muito circo. Pode ser visto, ouvido, lido, aspirado, fumado ou injectado. Os efeitos mentais podem incluir perda de contacto com a realidade, um intenso sentimento de felicidade ou de violenta agitação. Os sintomas podem envolver aceleração do ritmo cardíaco, transpiração e dilatação das pupilas, grunhidos, gestos obscenos, pinturas de guerra e porte de cornos na cabeça. Quando consumido em doses elevadas, pode provocar hipertensão arterial ou hipertermia ou definhamento da inteligência em geral. Os efeitos têm início dentro de alguns segundos ou minutos após a sua utilização e duram entre cinco e noventa minutos, pelo que é necessário estar sempre a ver televisão, a ouvir rádio, a ler jornais, a falar de futebol nos cafés, a discutir no emprego, em doses cada vez maiores.
O futebol é muito viciante, graças aos efeitos provocados no cérebro, que assume cada vez mais a forma de uma bola. Existe um sério risco de dependência, mesmo se consumido por um curto período de tempo. A sua utilização aumenta ainda o risco de acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, problemas pulmonares em pessoas que o fumam, infecções sanguíneas e paragem cardiorrespiratória súbita, violência doméstica, homofobia e outras filias. No seguimento de administração repetida das doses, a pessoa pode ver diminuída a sua capacidade de sentir prazer e fisicamente sentir-se muito cansada, e ter várias formas de impotência, a começar por cima e a acabar em baixo.”
Há muitas coisas que ajudam a estupidificar o país. Mas, nos dias de hoje, a mais eficaz é o futebol. Vamos todos para Moscovo de bandeirinha.