O genocídio, a intenção sistemática de destruir um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, é o aniquilamento absoluto de cada um desses pilares. Não é uma “falha” ou uma “imperfeição”. É a rutura total.
Um Estado que pratique, auxilie ou permita o genocídio não pode, sob qualquer artifício retórico, ser chamado de democrático. Nem sequer de “democracia imperfeita” ou “falha”. É, pura e simplesmente, um regime criminoso.
E. no entanto, todos os dias, comentadores televisivos vão aos ecrãs, em horário nobre, afirmar que Israel é um Estado democrático. Repetem como um mantra: “é a única democracia no Médio Oriente”.
Estes comentadores não são ingénuos. São pagos para mentir. São pagos para normalizar o anormal. São pagos para chamar “democracia” a um regime que, perante a lei internacional e a evidência factual, é acusado de cometer o maior dos crimes.
Não vou dar audiência a quem recebe um salário para branquear horrores. Não vou sentar-me no sofá a ouvir alguém que, com factos e seriedade fingida, tenta convencer-me de que o que estou a ver com os meus olhos não é verdade.
A democracia morre quando as palavras perdem o sentido. Morre quando nos habituamos à mentira repetida até à exaustão.
Eles não me enganam. Apenas me enojam.
Não vou dar audiência a quem é pago para mentir. Quem normaliza o horror não tem lugar no meu ecrã, nem no meu tempo, nem na minha consciência.
Se ainda tem um mínimo de decência e de clareza moral, faça o mesmo. Desligue. Não valide. Não alimente quem mente ao serviço do poder.
A Democracia não se diz. Pratica-se. Genocídio também não se esconde. Vê-se. E quem vê e continua a chamar democracia ao que está a acontecer… não é comentador. É cúmplice.
Hoje, por motivos óbvios de durabilidade salutar, já a crise não passa pelos inúmeros cancros de Putin nem pela falta angustiante de chips para armas, de meias e botas para o exército, nem tão pouco de mapas da Ucrânia do tempo da 2ª Grande Guerra. (ah, que saudades do General Chouriço, da narrativa ridícula da Pústula Viralata ou dos orgasmos da plagiadora Bruxa Soleca no início da ofensiva…).
Não. Hoje os personagens são outros embora mantenham fielmente o mesmo nível de imbecilidade assalariada, e a “crise” por motivos óbvios adaptou-se.
Estúpida a narrativa como sempre.
Ridículas as “fontes abertas” como convém.
Falácia e tentativa de controle percecional dos mais abstrusos, como nunca.
Reparem no que palram os idiotas:
A Ucrânia perde quotidianamente terreno, mas a Rússia está a perder a guerra.
A Federação Russa atinge a Ucrânia diariamente com centenas de drones e mísseis, mas é o Zé Corrupto que tem a maior força de ataque.
A Rússia destruiu todas as fontes energéticas da Ucrânia, mas é Kiev quem não deixa a Rússia exportar petróleo.
O Zé Palhaço tem um governo de corruptos apanhados pelas agências anticorrupção, e que quotidianamente expulsa e muda ministros e chefias, mas é Putin quem se vê a braços com intrigas e descontentamento no Kremlin.
A Rússia está no top três dos maiores exportadores de combustíveis do planeta numa altura em que o petróleo está em alta, mas está com a economia em frangalhos, enquanto o estado falido da Ucrânia não sobrevive sem os nossos impostos.
Os imbecis de Bruxelas aflitos com a crise (ESTA SIM) dos combustíveis, já querem de qualquer forma dialogar com Putin, mas o Zé Corrupto é que estipula as condições. Enfim…
Tal como dizia Einstein, a estupidez humana é infinita. E a Federação Russa comprova-o todos os dias ao ouvir as notícias vindas do “Ocidente escancarado”.
E agora o 2º acto da fábula:
Procuro professores de Relações Internacionais para relação duradoura
(Por Tiago Franco, in Facebook, 11/05/2026, Revisão da Estátua)
Quem anda por perto sabe, porque eu já disse, que assim que puder folgar as costas da engenharia gostava muito de voltar para a escola para estudar coisas que me interessam mais, como relações internacionais e ciência política.
Gostava de apanhar mestres e professores, com experiência na coisa, que me ajudassem a interpretar estes fenómenos que, ao dia de hoje, fazem parte do quotidiano. Quando eu era miúdo estes cursos não tinham saída nenhuma mas, nesta segunda década do séc XXI, são claramente uma mais valia para percebermos o mundo.
Não estou a ser irónico, antes que me apareça alguém aí a dizer que levo tudo para a palhaçada. Um dos mestres que gostava de apanhar era a Diana Soller. Gosto muito de ouvir as explicações dela e fico sempre rendido à minha própria ignorância.
Há pouco, a propósito das declarações de Putin (sobre a intenção de se avançar para uma paz definitiva), a Diana explicou que o Vladimir está a mudar a narrativa porque sente que está enfraquecido e a perder esta guerra.
Há 4 anos que escrevo aqui que me interessam pouco as simpatias dos analistas da nossa praça, desde que isso não influencie aquilo que dizem perante o público que os ouve. Por outras palavras, se forem credíveis nas suas análises, importa-me pouco as suas ideologias.
Não tenho estudos para perceber a afirmação da Diana Soller e, também por isso, sinto que preciso de me cultivar. Como é que um exército que abocanha 20% de território alheio e não o larga, nem à pedrada, está a perder uma guerra?
E notem, por favor, não quero mesmo saber de qual dos Vladimirs gostam mais. Interessa-me perceber, apenas, do ponto de vista da lógica da análise, como é que alguém que saca 20% de um país que invadiu, está a perder uma guerra?
Desde maio de 2022 que os russos estão nesta posição. Avançam pouco, trituram soldados todos os dias, mas continuam lá. Com a economia de guerra, a dar as cartas, a aguentar sanções e…com todo o terreno que açambarcaram intacto desde o terceiro mês da invasão.
Como é que perante estes factos se pode dizer que a Rússia está a perder a guerra? Alguém diz, ao dia de hoje, que o Kosovo, formado depois de cortar 20% do território Sérvio, foi o derrotado desse conflito?
Repito, pela 3a vez, gosto tanto da Rússia como de qualquer outro império e apoio tanto esta invasão como apoiei a de Gaza (que ninguém nos pediu para pagarmos, bem sei). Agora, o que ainda gosto menos é de, perante o óbvio, mesmo em frente aos nossos olhos, vermos narrativas absurdas vendidas até que alguém acredite nelas. Válido para guerras ou qualquer outra coisa.
Portanto…o que é que me está a escapar que só se deve aprender no terceiro ou quarto ano de Relações Internacionais? Alguém sabe onde é que a Diana dá aulas para eu me inscrever?
Gostava genuinamente de perceber como é que se perdem guerras sacando território ao inimigo. Alguém que avise a Geórgia da Abecásia, a Síria dos montes Golãs e a Sérvia do Kosovo que, afinal, a coisa correu bem para eles.
(Rui Lima, in Facebook, 30/04/2026, Revisão da Estátua)
A cronologia
Fim de semana de 25-26 de abril de 2026: Surge o suposto “Alarme lançado por diretores de escolas, professores e associações de pais”.
Não existe qualquer declaração pública, comunicado de imprensa, conferência ou documento oficial identificável que tenha sido emitido coletivamente por estas entidades. Os media limitam-se a referir genericamente este “alarme” como facto consumado, sem citar nomes concretos de diretores, associações ou datas exatas de reuniões.
25-26 de abril de 2026 (dia anterior aos artigos principais): Uma apresentadora de televisão da RTP aborda o tema em direto ou segmento noticioso. Este segmento foi um “gatilho” inicial, repetindo uma narrativa antes de qualquer artigo escrito ser publicado. Ver aqui.
26 de abril de 2026 (08:28): o Jornal de Notícias publica “Professores alarmados com o discurso de ódio: ‘O ar que se respira está mais pesado’”. É o primeiro grande artigo do dia. Ver aqui.
26 de abril de 2026: a SIC Notícias publica o vídeo/artigo “Aumento do discurso de ódio nas escolas preocupa comunidade escolar”. Usa exatamente a mesma frase de abertura: “O ministro da Educação, Fernando Alexandre, não quer, para já, pronunciar-se sobre o alarme lançado este fim de semana por diretores de escolas, professores e associações de pais”. Ver aqui.
27 de abril de 2026 (10:02): Expresso publica “Diretores alertam: raparigas e imigrantes alvo de ódio crescente nas escolas”. Repete a mesma frase sobre o “alarme lançado este fim de semana” e inclui o mesmo exemplo de “namorados a exigirem a localização das raparigas”. O artigo reforça a narrativa com declarações “à la carte” da comunidade escolar, sem novas fontes nominais. Ver aqui.
27 de abril de 2026 (mesmo dia): Correio da Manhã / CMTV difundem vídeos idênticos com o título “Diretores e professores alertam para o aumento do discurso de ódio nas escolas”, reproduzindo os mesmos exemplos e culpas. Ver aqui.
A Falta Total de Dados e a Coordenação Evidente
Frases copiadas e coladas
Todos os artigos usam a expressão exata: “alarme lançado este fim de semana por diretores de escolas, professores e associações de pais”. Não se trata de coincidência jornalística – é linguagem idêntica, como se partissem de um briefing ou nota interna comum.
Exemplos repetidos
“Namorados exigem a localização das raparigas para controlarem todos os passos.” “Troca de insultos racistas que acaba em rixas.”
Estes dois casos aparecem em SIC, Expresso, JN e CMTV sem qualquer variação ou testemunho concreto (sem nomes de escolas, alunos ou datas).
Culpa atribuída sem prova!
Todos os órgãos apontam os mesmos responsáveis: redes sociais, influenciadores e o partido Chega. A comunidade escolar “concluiu” isto, segundo os artigos, sem citar qualquer estudo, inquérito ou relatório que sustente a ligação direta.
Única “evidência” mencionada e é irrelevante: Todos citam o mesmo estudo de literacia digital da UE (4 em 5 adolescentes portugueses expostos a conteúdo prejudicial). Este estudo é antigo, genérico e não mede incidentes de ódio nas escolas portuguesas em 2026. Não existe qualquer dado oficial (relatórios do Ministério da Educação, APAV, PSP ou IAVE) sobre aumento real de queixas ou incidentes no ano letivo em curso.
Ausência absoluta de números
Zero estatísticas: quantos casos? Comparação com 2025 ou 2024? Zero. Apenas impressões subjetivas de “diretores” anónimos. O ministro Fernando Alexandre recusa-se a comentar o que os media transformam em mais “prova” da gravidade, sem exigir dados ao próprio Governo.
O objetivo subjacente
A narrativa serve claramente para legitimar maior regulação das redes sociais (como já defendido por vários partidos e eurodeputados).
Isto não é jornalismo independente e é grave. É uma campanha, com timing preciso, linguagem uniforme e zero de substância empírica. A apresentadora, os comentadores e os jornais atuaram em uníssono, transformando “impressões” em “alarme nacional” sem um único estudo ou dado oficial.