Já vivemos em ditadura no Ocidente

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 12/07/2026, revisão da Estátua)

Damaged Lady Justice statue on dusty courtroom bench in abandoned courthouse
Um tribunal antigo e empoeirado, com uma estátua danificada da Deusa da Justiça em foco – Imagem gerada por IA.

(Este artigo resulta de um comentário a um texto de Ricardo Graça que publicámos sobre a “aprovação” pelo Parlamento Europeu do acesso às comunicações e mensagens dos cidadãos europeus, por parte das compamhias (ver aqui). Pela sua acutilância na defesa de algumas verdades incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 12/07/2026)


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Os mais atentos já sabiam que vivemos em ditadura no Ocidente. Agora passou a ser oficial e público, e só mesmo os atrasados mentais é que continuam sem perceber.

E a culpa é toda dos extremistas Europeístas (USAmericanistas que fazem de conta que são Europeus…), ou seja, da escumalha do PS e PSD e seus minions. Não se deixem enganar: o Livre e o BE-pró-NATO-que-é-1%-do-que-foi, o PAN, o CDS, a IL e o Chega, só votaram contra por oportunismo, e não por convicção. Estivessem eles no governo, ou com os seus votos a ter de contar para o resultado final, e lá estavam eles ao lado do PS+PSD a aprovar esta censura tal como estão ao lado da ditadura nazi ucraniana, e das agressões e golpes contra países soberanos que a propaganda USAmericana chama de “ditaduras” ou “regimes” ou “autoritários”.

Qual será o destaque desta bomba PIDEsca contra a nossa liberdade e privacidade (ou do que teoricamente restava disso) num Ocidente totalmente vigiado por NSA/CIA e Mossad e pelas tecnologias dos EUA?

A pergunta é retórica. Isto terá menos atenção que um Robles a ser chamado de “especulador” por cobrar 190€/mês de renda no meio de Lisboa… Ou será nota de rodapé ou nem sequer será referido… Ou será enquadrado tal como a cartilha da propaganda diz: “façam de conta que tem boas intenções, que é para proteger crianças, e que só as pessoas más são que têm algo a esconder”.

O autor escreveu um bom artigo. A Constituição Portuguesa protege-nos disto. Mas só em teoria. Na prática a escumalha corrupta extremista nazi fascista terrorista genocida, i.e. os “democratas do centro moderado”, violam a nossa Constituição todos os dias:

  • No preço de acesso ao SNS, no custo da escolaridade;
  • Na especulação imobiliária e despejos;
  • Nas mentiras difundidas pela RTP (igual a qualquer canal privado) como se fosse um bordel em Langley ou Washington DC;
  • Na lei eleitoral NÃO proporcional;
  • No governo NÃO representativo;
  • Na soberania de que esta escumalha abdica em cada imposição da UE/EUA,
  • Na precariedade laboral;
  • No sistema de “justiça” onde quem é rico fica sempre solto mas quem é pobre vai preso mesmo sendo inocente (só por não ter umas centenas de euros para pagar esta ou aquela multa);
  • No sistema fiscal que oprime trabalhadores mas perdoa milhões e milhões a oligarcas e multinacionais;
  • Na censura feita aos canais de notícias da Rússia (que com certeza fazem a sua propaganda, mas FACTUALMENTE não mentem como a escumalha da MSM ocidental);
  • Na tolerância e até apoio ao colonialismo e apartheid dos nazis genocidas sionistas (“israel”).

Acabo por aqui, mas desconfio que a lista pode ser ainda maior… Está mais que justificada a criação de um novo movimento revolucionário para pôr fim a este regime criminoso e ao estado (nazi fascista corrupto terrorista traidor vassalo genocida) a que isto chegou.

Não há nada que justifique que a escumalha continue viva e à solta! É apontar-lhes novamente as chaimites (e agora com ajuda de drones) e voltar a fazer o ultimato que Maia e companhia fizeram: ou abdicam a bem, ou a próxima saraivada de tiros vai direta aos vossos cornos.

Acordem, caraças!

PS: os EUA continuam a bombardear o Irão, o Líbano, e a Palestina, e a anexar mais territórios ao seu projeto colonial “israel”.

E onde está o português comum? Está a salivar em frente ao ecrã a celebrar uma pouca-vergonha da bola em estádios dos EUA.

Isto para dizer o quê? Que a escumalha não chega ao poder sozinha, é preciso muito idiota e atrasado mental e igual escumalha para lhes dar votos suficientes. Cada povo tem a (des)governação que merece… Que nunca vale nem mais nem menos do que esse mesmo povo.

Pergunta bónus: quanto tempo falta para o regime, ditatorial nazi genocida em que 1 bilião de ocidentais vive, aprovar uma forma de colocar uma câmara e microfone dentro de cada casa, ligadas diretamente a um servidor da NSA/CIA (e com partilha total de dados com a Mossad), e ligadas sem o nosso conhecimento e sem qualquer autorização judicial?

Era uma pergunta com rasteira… Isso JÁ EXISTE! Chama-se Apple, Google, e Microsoft.

A Igreja Universal do Reino dos Mirdia e a sua influência na sociedade

(João Ferreira, in Facebook, 31/05/2026)


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Há muito que deixei de chamar jornalismo ao que se pratica nos grandes grupos mediáticos do Ocidente coletivo. Para mim, e esta é a minha leitura pessoal dos factos, o que existe hoje é outra coisa: uma instituição dogmática, ritualizada e obediente que decidi batizar, com toda a irreverência que o tema merece, como Igreja Universal do Reino dos Mirdia.

Não é uma acusação leviana. É uma observação construída ao longo de anos de assistir, com crescente perplexidade, à forma como a chamada comunicação social europeia — e ocidental em geral — opera. A questão central não é a qualidade do jornalismo. É a sua independência. Ou antes, a ausência dela.

A maior parte dos grandes grupos mediáticos não sobrevive exclusivamente das receitas de publicidade. Sobrevive de participações económicas — estatais e corporativas — que criam, por definição, uma cadeia de dependências. Quando o Estado financia, o Estado espera retorno. Quando grandes fundos de investimento como a Vanguard ou a BlackRock detêm participações em grupos de comunicação, a narrativa tende, curiosamente, a alinhar-se com os interesses de quem paga. Não por acaso, o Sr. Friedrich Merz, que hoje governa a Alemanha, foi anteriormente presidente do conselho de supervisão da BlackRock em território alemão. São coincidências que prefiro não ignorar.

A este quadro económico de captura mediática, some-se o quadro político. A senhora Ursula von der Leyen, em nome da União Europeia, proibiu canais e meios de comunicação que não seguiam a narrativa dominante. O critério não foi a desinformação provada — foi o desvio doutrinário. Canais foram encerrados não por mentirem, mas por divergirem. Numa democracia saudável, isso chama-se censura. No léxico da Igreja dos Mirdia, chama-se “proteção do espaço de informação”.

E é precisamente aqui que a analogia religiosa se torna mais pertinente. Aquilo a que assisto diariamente nos grandes canais e estações não são debates — são missas. Não são entrevistas — são homilias. Os jornalistas foram substituídos por ativistas com credenciais de imprensa.

Os analistas independentes foram substituídos por especialistas de serviço, comentadores que circulam entre redações com a mesma mensagem pré-fabricada, artistas da propaganda que António Gramsci teorizou com precisão cirúrgica e que Joseph Goebbels ensaiou com eficiência brutal.

O resultado está à vista. Décadas de injeção sistemática da cultura woke — uma anestesia cultural sofisticada — produziram uma audiência que perdeu, em grande medida, a capacidade crítica. Não pensar tornou-se confortável. É mais fácil absorver uma mentira bem repetida do que investigar fontes independentes, comparar versões e procurar, no espaço entre narrativas, onde mora a verdade. A preguiça intelectual não é um acidente — é um produto cultivado.

E tudo isto tem, naturalmente, um objetivo. Um cidadão domesticado, bem nutrido de indignações selecionadas e certezas pré-digeridas, paga os seus impostos satisfeito e convicto de que o dinheiro está em boas mãos. Mesmo quando esse dinheiro segue diretamente para o financiamento da guerra.

Esta é a minha leitura. Posso estar errado em alguns detalhes. Mas a arquitetura do sistema que descrevo — a captura económica dos média, a dependência política, o ativismo disfarçado de jornalismo, o cidadão infantilizado — não é uma teoria da conspiração. É observável. É verificável. E é, para mim, inaceitável chamar-lhe democracia sem corar.

Fonte aqui

Apresentado o novo livro de Carlos Branco

(In AbrilAbril, 30/05/2026)


«Ucrânia-variações de uma guerra inacabada» é o título do novo livro do major-general Carlos Branco, apresentado esta sexta-feira em Lisboa.


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Este novo livro editado pela Colibri foi apresentado pelo jornalista Miguel Szymanski, perante uma plateia que esgotou a sala de um hotel no centro da capital, e onde eram visíveis diversas personalidades civis e militares.

No prefácio, o major-general Raul Cunha sublinha que «esta obra do major-general Carlos Branco sobre o conflito da Ucrânia é um contributo para se encontrar respostas às múltiplas interrogações que nos têm assaltado a mente nos últimos quatro anos sobre a sua resolução, para quem, como eu, tem procurado entender os acontecimentos, fintando a corrente (des)informativa baseada na propaganda e na mentira com que nos confrontamos diariamente».


Fala quem lá esteve

A Estátua não esteve lá, mas dá a palavra a três dos seus ilustres comentadores que lá estiveram, e que sublinham a ausência da comunicação social no evento. Nada que não fosse expectável.

Luis Manata: Miguel Szymanski no dia 29 Maio fez a apresentação do livro : “Ucrânia- variações de uma guerra inacabada”, do Major-general Carlos Branco. É incompreensível que nenhum (nenhum) orgão de comunicação social tenha comparecido. Forma de censura?

Joaquim Camacho: Também lá estive. Quanto a órgãos de “comunicação”, melhor dizendo, de reverência, manipulação e aldrabilhação, também não vi. Mas vi uma sala cheia, a deitar por fora, de homens e mulheres livres. Vi uma vontade serena, mas imparável, de desmascarar e combater a sacanagem. E ouvi, do Miguel Szymanski e, principalmente, de Carlos Branco, a lucidez do raciocínio na exposição dos factos e a promessa clara de que assim continuarão enquanto respirarem.

José Catarino Soares: Também lá estive e corroboro o comentário de Joaquim Camacho (JC). A sala, que era bem grande, estava à pinha e não cabia lá mais ninguém. Os órgãos da comunicação social de “reverência, manipulação e aldrabilhação” (na feliz expressão de JC) mantiveram-se à distância máxima, como é seu costume e dever de ofício. Não seriam o que são se agissem de outra forma.