As aldrabices dos comentadores têm perna curta

(Manuel Augusto Araújo, in Facebook, 09/11/2025, Revisão da Estátua)

Sergei Lavrov, o ressusscitado…

Na CNN Portugal replicando notícias dos mais bem informados órgãos de comunicação social do mundo ocidental:

Em 7 de Novembro às 17h28 um longo texto intitulado «Ausência de Lavrov em reunião com Putin faz soar os alarmes em Moscovo»

Em 9 de Novembro às 9h16, avançam com uma outra notícia «Sergei Lavrov afirma estar pronto para se reunir com Rubio»

As diferenças: enquanto o primeiro texto explica detalhadamente como Lavrov está a cair em desgraça, dando praticamente por garantido que Putin o afastou, que o antes poderoso Ministro dos Negócios Estrangeiros está talvez mesmo correndo o perigo de ser defenestrado no Kremlin. A primeira notícia foi mesmo objeto de comentários dos muitos opinadores da CNN Portugal com a clarividência que a esmagadora maioria deles ostenta e que a realidade obstinadamente os desmente e até os ridiculariza, a segunda é quase uma nota de rodapé o que não deixa de ser notável porque na prática assinala a reentrada do ressuscitado Lavrov na cena política internacional, curiosa mas não inesperadamente ecoando no ruidoso silêncio desses mesmo anotadores, uns verdadeiros comediantes.

Entre estas duas notícias, o estardalhaço que uma provocou e a mudez em que embrulharam a outra, o que se deve sublinhar é elas anteciparem e corresponderem aos desígnios da  nova organização da UE que, segundo o Guardian, se intitulará Centro de Resiliência Democrática, iniciativa atribuída à Presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, que está prevista para 12 de novembro, certamente com o aplauso e ativo apoio de António Costa, Kaja Kallas e demais burocratas das estruturas da UE.

Vai esse Centro lutar contra a influência na Europa das notícias que coloquem em causa toda a panóplia de propaganda do jardim da civilização ocidental, que pela amostra inicial é uma cornucópia de notícias enviesadas, deturpadas ou mesmo falsas que uma vasta orquestra comunicacional diariamente toca a mando desses canhestros maestros estacionados em Bruxelas, vassalos e bobos na corte dos grandes interesses económicos que os contratam.

  • Não consideram suficiente o estado atual pelo que estão a preparar as ferramentas para imporem uma férrea censura que farisaicamente dizem ser inicialmente voluntária para os estados membros da UE e para os estados candidatos à adesão à União.

O Reino Unido também terá a oportunidade de se juntar ao projeto como um parceiro com ideias semelhantes. Já todos percebemos qual o tipo de voluntariado forçado que está em gestação.

Razão tinha Georges Orwell quando escreveu que «A linguagem política, destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez (…) Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre.».

É este o futuro que a União Europeia nos promete, com que nos ameaça. Há que lutar contra esta Europa connosco!

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

As eleições do Benfica e a manifestação de trabalhadores em Lisboa

(Carlos Esperança, in Facebook, 09/11/2025)

Na imagem o desfile dos manifestantes captado por um jornal diário.

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Ontem, com a Pátria suspensa nas eleições presidenciais (do Benfica), a ameaçar uma longa noite para contagem dos votos em Portugal e no Mundo, desliguei cedo a TV.

Compreendi que a SIC-N, RTP-3; CNN; CMTV e NOW, justamente preocupadas com o que estava em jogo, nem em rodapé distraíssem os telespetadores dos mapas interativos e dos sábios que explicavam aos portugueses a evolução dos resultados eleitorais.

Parece que nas duas voltas, a de ontem substituiu a anterior no Guiness, em número de votantes, um orgulho para Portugal e uma glória para o mundo, com a saborosa vitória de Portugal sobre a Espanha em número de eleitores que foram às urnas.

Sem querer fazer comparações vou referir-me a um assunto, secundário é certo, sem negar o mérito do regresso às boas tradições, a devoção a Fátima, o entusiasmo com o Futebol e o êxtase com o Fado ou pôr em causa Deus, Pátria e Família, a trilogia que regressa. Os leitores hão de perdoar-me a referência à manifestação com milhares de trabalhadores, promovida pela CGTP, a contestar em Lisboa alterações às leis laborais, que o Governo está a elaborar.

Não se duvida das boas intenções nem da argumentação convincente de que os trabalhadores não querem vínculos efetivos e se opõem a contratos experimentais que passem a definitivos ou a despedimentos que exijam justa causa.

Será, finalmente, a vitória do conceito de um grande ideólogo, Passos Coelho, que em 11-05-2012 o teorizou: «Despedir-se ou ser despedido não pode ser um estigma, tem de representar uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma escolha livre, uma mobilidade da própria sociedade» (sic).

Deixo ainda as sábias palavras de um ex-deputado, autarca e governador Civil do PSD, que espalhou pelo Facebook, em 20 de outubro p.p.: «As pessoas que pagam impostos e que precisam dos serviços, escolas, hospitais, centros de saúde, tribunais … são novamente prejudicadas e desprezadas pelos grevistas. Os 3 maiores partidos poderiam e deveriam dar as mãos para responder com firmeza a esta rapinagem dos sindicatos».

Perdoem-me, pois, a referência à manifestação que apanhei por acaso num intervalo das eleições presidenciais referidas.

Acordei hoje com a notícia sobre a vitória avassaladora do incumbente. Rui Costa continua, segundo ouvi, presidente de 8 milhões de portugueses.

Dois idosos, um cão e os drones

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 06/10/2025, Revisão da Estátua)


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Como os meus amigos calcularão e sobretudo por força da minha formação e do meu passado profissional, todos os dias gasto parte do meu tempo disponível em pesquisas e estudos relacionados com os conflitos que presentemente ocorrem. Assim sendo, já testemunhei muitas vezes algo que os nossos média nos escondem em permanência e que são os ataques deliberados a objectivos e pessoas exclusivamente civis no Donbass, Crimeia e Rússia, por parte das forças armadas ucranianas.

Infelizmente, ontem, entre os imensos vídeos que visionei, acabei por ser confrontado com um dos mais asquerosos, miseráveis e criminosos actos cometidos nesta guerra da Ucrânia e, sem qualquer surpresa minha, da autoria dos nazis das forças militares ucranianas.

Não irei exibir o vídeo, que é do mais chocante que possam imaginar, até porque estou certo que os censores do Facebook o retirariam de imediato, mas passo em seguida a relatar o seu conteúdo.

Dois idosos (homem e mulher) e o seu cão caminham por uma estrada de terra batida; ele vai à frente com o cão pela trela e segurando uma bandeira branca; ela caminha com alguma dificuldade e um pouco mais atrás; aproxima-se do homem um drone ucraniano e, após um circuito de reconhecimento, faz-se explodir junto ao homem matando-o e ao seu cão; então, um segundo drone aproxima-se da idosa que seguia mais atrás e pára alguns segundos; a velhinha ao vê-lo ajoelha-se e faz o sinal da cruz à maneira ortodoxa, assinando a sua sentença de morte pois de imediato o drone faz-se explodir junto à sua cabeça.

Estes dois crimes, obra dos facínoras nazis do exército ucraniano, foram totalmente testemunhados e filmados por um drone russo, que não os conseguiu evitar e que foi acompanhando os factos com impropérios e insultos em russo dirigidos aos seus autores – uns miseráveis assassinos que não merecem continuar vivos e espero bem que as Forças Armadas russas lhes dêem o merecido castigo,

Aproveito para acrescentar que considero tão miseráveis e merecedores de castigo como aqueles criminosos ucranianos, todos os comentadores, pivôs  e jornalistas que, diariamente nos mentem e escondem as façanhas escabrosas de tais bandidos.

Como infelizmente, não creio que passem alguma vez pela máquina de estalos que lhes seria devida, acredito que, no mínimo, quando forem presentes ao julgamento final e graças ao seu maldoso carácter, as suas almas serão condenadas a arder para sempre no inferno que tão porfiadamente buscaram.