Dois idosos, um cão e os drones

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 06/10/2025, Revisão da Estátua)


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Como os meus amigos calcularão e sobretudo por força da minha formação e do meu passado profissional, todos os dias gasto parte do meu tempo disponível em pesquisas e estudos relacionados com os conflitos que presentemente ocorrem. Assim sendo, já testemunhei muitas vezes algo que os nossos média nos escondem em permanência e que são os ataques deliberados a objectivos e pessoas exclusivamente civis no Donbass, Crimeia e Rússia, por parte das forças armadas ucranianas.

Infelizmente, ontem, entre os imensos vídeos que visionei, acabei por ser confrontado com um dos mais asquerosos, miseráveis e criminosos actos cometidos nesta guerra da Ucrânia e, sem qualquer surpresa minha, da autoria dos nazis das forças militares ucranianas.

Não irei exibir o vídeo, que é do mais chocante que possam imaginar, até porque estou certo que os censores do Facebook o retirariam de imediato, mas passo em seguida a relatar o seu conteúdo.

Dois idosos (homem e mulher) e o seu cão caminham por uma estrada de terra batida; ele vai à frente com o cão pela trela e segurando uma bandeira branca; ela caminha com alguma dificuldade e um pouco mais atrás; aproxima-se do homem um drone ucraniano e, após um circuito de reconhecimento, faz-se explodir junto ao homem matando-o e ao seu cão; então, um segundo drone aproxima-se da idosa que seguia mais atrás e pára alguns segundos; a velhinha ao vê-lo ajoelha-se e faz o sinal da cruz à maneira ortodoxa, assinando a sua sentença de morte pois de imediato o drone faz-se explodir junto à sua cabeça.

Estes dois crimes, obra dos facínoras nazis do exército ucraniano, foram totalmente testemunhados e filmados por um drone russo, que não os conseguiu evitar e que foi acompanhando os factos com impropérios e insultos em russo dirigidos aos seus autores – uns miseráveis assassinos que não merecem continuar vivos e espero bem que as Forças Armadas russas lhes dêem o merecido castigo,

Aproveito para acrescentar que considero tão miseráveis e merecedores de castigo como aqueles criminosos ucranianos, todos os comentadores, pivôs  e jornalistas que, diariamente nos mentem e escondem as façanhas escabrosas de tais bandidos.

Como infelizmente, não creio que passem alguma vez pela máquina de estalos que lhes seria devida, acredito que, no mínimo, quando forem presentes ao julgamento final e graças ao seu maldoso carácter, as suas almas serão condenadas a arder para sempre no inferno que tão porfiadamente buscaram.

Como um mandado de prisão brasileiro por crimes de guerra colocou Israel em pânico

(Por Amir Tibon, in Reseau International, 07/01/2025, Trad. Estátua de Sal)

O governo israelita tem muito poucas opções quando são emitidos mandados de prisão a nível internacional para soldados que serviram em Gaza e no Líbano – mas nem sequer as está a utilizar neste momento.

(Será que se começa a fazer um “bocadinho” de justiça? Só posso dar os meus encómios às autoridades judicais do Brasil.

Estátua de Sal, 08/01/2025)


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É raro que as principais notícias do dia em Israel digam respeito a um acontecimento que ocorra no outro lado do planeta. No entanto, foi isso que acordou os israelitas no domingo, depois de terem surgido relatos de que as autoridades locais brasileiras estavam a tentar prender um turista israelita pelo seu alegado envolvimento em crimes de guerra cometidos em Gaza.

O nome do cidadão israelita não foi publicado por Israel – o seu nome é Yuval Vagdani, (Nota do Tradutor) -, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel e a  Embaixada de Israel em Brasília disseram este domingo que ajudaram o homem a fugir daquele país sul-americano antes que as autoridades o conseguissem deter.

Descobriu-se que o caso contra ele se baseava em provas que ele próprio fornecera inadvertidamente, depois de ter descarregado na net vídeos e imagens do tempo em que serviu como reservista em Gaza. Esta informação foi levada ao conhecimento dos procuradores brasileiros por uma organização não-governamental pró-Palestina (A Fundação Hind Rajab). Embora este homem tenha escapado à prisão, outros casos envolvendo israelitas que viajaram para o estrangeiro já estão a ser preparados.

Quando o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant em novembro, escrevi o seguinte:

“Uma das consequências previsíveis desta decisão é que muitos israelitas que participaram na guerra de Gaza – desde oficiais de alta patente a soldados subalternos – pensarão duas vezes antes de viajar para o estrangeiro, dada a ameaça crescente de mandados de detenção emitidos contra eles em solo estrangeiro”.

“Agora, que a mais alta autoridade em direito internacional declarou tão claramente que os líderes israelitas são suspeitos de crimes de guerra, quem é que, em sã consciência, correrá o risco de que um tribunal local em Espanha, França ou Alemanha conclua que qualquer israelita que tenha contribuído para esses supostos crimes deve, no mínimo, ser investigado?”

“Isso pode ser tido como um ultraje, antissemitismo, injustiça, mas por enquanto é uma característica da nova realidade de Israel que não pode ser ignorada”.

Foi fácil fazer essa previsão e é ainda mais fácil prever que o que aconteceu no Brasil na semana passada se repetirá em breve noutros países. Nos últimos 15 meses, milhares de soldados israelitas partilharam vídeos e imagens de Gaza e do Líbano, apesar dos apelos dos seus comandantes para não o fazerem – por razões operacionais e legais. Tal é um sintoma da perda de disciplina do exército israelita e do crescente desprezo de muitos soldados, quer os do serviço obrigatório quer os reservistas, pelas mais altas patentes do exército israelita. Ignorar os avisos dos comandantes superiores e dos consultores jurídicos, que há meses afirmam que aquela prática coloca os soldados em perigo, pode custar caro. Isso quase aconteceu no Brasil e acontecerá noutros lugares, mais cedo ou mais tarde. A verdadeira questão é o que é que o governo israelita pode fazer em relação a este problema e se está realmente a tomar medidas. O líder da oposição e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Yair Lapid, disse no domingo que o governo que enviou estes soldados para o campo de batalha já não os protege do risco de prisão depois de completarem o seu serviço. Esta declaração levou a uma intensa troca de acusações entre Lapid e o homem que atualmente ocupa o seu antigo cargo, Gideon Sa’ar. Contudo, a guerra de palavras não rendeu muitas informações úteis. Uma fonte sénior do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse ao Haaretz que Israel tem muito poucas opções para lidar com o problema, e mesmo estas não estão a ser utilizadas de forma adequada neste momento.

A fonte citou a importância de convencer o maior número possível de países de que Israel conduz investigações honestas e imparciais sobre irregularidades dentro das suas próprias fileiras. No entanto, também manifestou preocupação, pelo facto de o atual governo estar a fazer exatamente o oposto, atacando o gabinete do procurador militar por tomar medidas contra soldados suspeitos de infligir violência física a detidos palestinianos.

Um antigo embaixador israelita, que trabalhou em casos semelhantes no passado, acrescentou que embora existam “pessoas excelentes e talentosas que lidam com estas questões nos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Justiça”, a sua capacidade de ajudar é principalmente “caso a caso”, usando conexões com governos locais, militares, promotores e parlamentares para tornar os países menos perigosos para os viajantes israelitas que serviram no exército.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset anunciou que realizaria uma audiência de emergência sobre o assunto na segunda-feira, durante a qual representantes dos ministérios relevantes serão convidados a apresentar as medidas que estão a tomar. Mas parece que a maior parte das suas respostas serão táticas e específicas para cada país, e não gerais – o que não é particularmente tranquilizador.

“Podemos trabalhar com os governos para limitar a sua cooperação com as organizações que pressionam por estas detenções”, explica o antigo diplomata. “Mas o que é realmente necessário é uma estratégia diplomática e jurídica mais ampla para lidar com este problema – e até agora não vejo nenhum sinal de que o governo israelita tenha uma”.

Fonte aqui.

Quando Netanyahu pede o bloqueio do TPI as autoridades dos EUA correm a obedecer

(Al Mayadeen in Réseau Internationale 01/05/2024)

Os legisladores norte-americanos de ambos os partidos estão a ameaçar o Tribunal Penal Internacional com medidas retaliatórias se este cumprir a sua missão contra autoridades israelitas.


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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos EUA, Joe Biden, que garanta que o Tribunal Penal Internacional (TPI) não emita mandados de prisão para altos funcionários israelenses responsáveis ​​por crimes de guerra na Faixa de Gaza, disse Axios citando dois funcionários israelenses. Axios é um site de notícias americano com sede em Arlington, Virgínia. Foi fundado em 2016 e lançado no ano seguinte pelos ex-jornalistas do Politico Jim VandeHei, Mike Allen e Roy Schwartz.

Os nomes de Netanyahu, do ministro da Segurança, Yoav Gallant, e do chefe do Estado-Maior das forças de ocupação israelenses, Herzi Halevi, teriam sido citados como suspeitos de crimes de guerra que o TPI tentaria processar.

De acordo com Axios, Netanyahu expressou preocupação com os crescentes relatos de que poderiam ser emitidos mandados de prisão, durante um telefonema com Biden sobre os desenvolvimentos regionais e o acordo de troca de prisioneiros com a Resistência Palestina.

O TPI investigou crimes de guerra cometidos em 2014 na Faixa de Gaza, mas não tomou decisões punitivas contra indivíduos.

Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca recusou-se a comentar o conteúdo da ligação de Netanyahu com Biden, mas disse à Axios :

“ Como dissemos publicamente em diversas ocasiões, o TPI não tem jurisdição nesta situação e não apoiamos a sua investigação .”

No entanto, o mandado de detenção do TPI para o presidente russo, Vladimir Putin, em conexão com o conflito na Ucrânia, ganhou o apoio dos Estados Unidos e de outros países ocidentais.

Anteriormente, o vice-porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Vedant Patel, disse aos repórteres que as ações militares israelenses em Gaza não eram comparáveis ​​às operações russas na Ucrânia. Questionado sobre por que os Estados Unidos se opuseram a uma possível ação do TPI contra autoridades israelenses, mas apoiaram a ação do TPI contra a Rússia, Patel disse:

“Não há equivalência moral entre o que vemos [ do presidente russo Vladimir Putin ] e o que o governo israelense faz .”

Ele acrescentou que os Estados Unidos acreditam que o TPI não tem jurisdição para julgar a situação palestina. Patel enfatizou que os Estados Unidos não são signatários do tratado que estabeleceu o TPI.

Membros do Congresso dos partidos Democrata e Republicano estão alertando o TPI contra a emissão de mandados de prisão para altos funcionários israelenses, informou mais tarde a Axios .

À medida que a situação continua a deteriorar-se, os legisladores dos EUA teriam ameaçado o TPI com retaliação se este tomasse medidas legais contra autoridades israelitas.

A posição israelense sobre a questão foi adotada por muitos legisladores, incluindo o presidente da Câmara, Mike Johnson, que chamou os mandatos relatados de “escandalosos ” e “contrários à lei ” .

Johnson apelou à administração Biden para “exigir imediata e inequivocamente que o TPI cesse as suas atividades e “use todas as ferramentas disponíveis para prevenir tal abominação” .

Além disso, um membro republicano não identificado da Câmara dos Representantes disse que um projeto de lei já estava sendo desenvolvido para abordar possíveis mandatos. O presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, Michael McCaul, disse à Axios que espera uma versão do projeto de lei do senador Tom Cotton para sancionar funcionários públicos da Câmara do TPI envolvidos em investigações sobre os Estados Unidos e seus aliados.

Os Estados Unidos são mais uma vez rápidos a mobilizar-se em defesa do regime israelita e dos seus agentes criminosos, ao mesmo tempo que afirmam que as suas práticas de relações externas e declarações públicas são de elevados padrões éticos.