(BPartisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 05/06/2026, Revisão da Estátua)

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Nos últimos dias, o teatro diplomático reabriu as suas portas. Todos estão a vestir os seus figurinos, a aperfeiçoar os seus discursos e a retomar os seus papéis favoritos: o do lado que quer a paz… desde que o outro lado concorde primeiro com a capitulação política.
Vladimir Putin declarou-se pronto para negociações diretas com Kiev. Mas por detrás desta aparente abertura esconde-se uma preocupação muito jurídica: quem assinará os acordos? O Presidente russo tem sublinhado repetidamente que qualquer documento deve ser assinado por uma autoridade cuja legitimidade não possa ser contestada posteriormente. Em resumo: Moscovo não quer outro acordo ao estilo de Minsk, aplaudido num dia e enterrado no outro.
Do outro lado, Volodymyr Zelensky divulgou uma carta aberta e propôs um encontro presencial num país neutro. O objetivo é claro: transferir o debate da esfera jurídica para a esfera mediática. Uma foto histórica, um aperto de mão, algumas declarações solenes, e a narrativa ocidental pode anunciar que “o diálogo começou”.
O problema é que Moscovo não está a negociar para uma foto. Moscovo está a negociar um texto.
A diferença é fundamental.
Kiev exige um cessar-fogo prévio, uma estrutura de negociação sob supervisão internacional e o envolvimento dos EUA na supervisão do processo. Moscovo responde com termos muito menos fotogénicos: garantias, legalidade, mecanismos de aplicação e a estabilidade dos acordos.
Como costuma acontecer, Washington desempenha simultaneamente o papel de bombeiro e de fornecedor de combustível. Donald Trump manifestou apoio a uma reunião, ao mesmo tempo que lembrou publicamente a todos que a Ucrânia continua dependente das armas americanas. Uma forma elegante de lembrar a todos que, mesmo quando se fala em paz, a Casa Branca ainda detém o comando.
As declarações oficiais ilustram perfeitamente a divisão. O Kremlin afirma que qualquer acordo deve ter em conta as “realidades territoriais” e as causas profundas do conflito. Kiev reitera que a sua integridade territorial é inegociável. Por outras palavras, ambos os lados dizem querer negociar, mas consideram as respetivas linhas vermelhas inegociáveis.
Assistimos, pois, a um fenómeno já clássico: as negociações sobre negociações.
Ainda não estamos a discutir a paz. Estamos a discutir onde discutiremos a paz. Depois, o formato. Depois, os observadores. Depois, o cessar-fogo. Depois, as garantias. Depois, as assinaturas. Depois, os mecanismos de monitorização.
A diplomacia moderna tornou-se uma matriosca russa administrativa: cada negociação contém outras cinco.
A verdadeira questão, portanto, não é o encontro Putin-Zelensky. As cúpulas produzem imagens. Os tratados produzem consequências.
A questão central é simples: quem definirá a estrutura para o processo futuro?
Moscovo procura um acordo juridicamente irreversível. Kiev procura um processo politicamente sustentável. Washington procura manter o seu papel de árbitro indispensável. A Europa, por seu lado, continua a observar à margem, afirmando ser indispensável num jogo para o qual ninguém a está verdadeiramente a convidar.
A paz, portanto, ainda não está no horizonte. Para já, todos estão, antes de mais, a definir as regras do jogo no campo onde esperam vencer. E, como sempre nos conflitos modernos, a batalha pela estrutura precede a batalha pela essência.
As armas ainda falam. Os advogados, entretanto, já aquecem as canetas.
Arménia, mais um vendido, mais um traidor, mais uma venda ao desbarato.
https://swentr.site/russia/640928-russia-armenia-church-eu/
E Putin sabe tão bem que não se pode confiar em nazis que já mandou Herr Zelensky ir ver se o mar da choco.
Nisso tem sido coerente.
Desde o início deste conflito que vai a caminho do quinto ano Putin sempre disse que encontro com Herr Zelensky só depois de um cessar fogo que esteja de acordo com os interesses da Rússia.
Que passam pela libertação do território ucraniano onde vive quem quer continuar a falar a sua língua sem ser amarrado a um poste e ter a cara pintada com tinta de cancro. Isto na melhor das hipóteses.
Desta vez Herr Zelensky decidiu dramatizar e mandar escrever uma carta.
A resposta de Putin foi a mesma de sempre.
Não vai haver possibilidade de imagens bonitas.
Esta foi também uma tentativa do grotesco palhaço de mostrar que quer a paz. Porque por muito fanatizados e imbuídos do ódio ao russo que os ucranianos estejam já deve haver por lá muita gente farta de apanhar no focinho.
Vergonha no focinho não tem ele nenhuma, muito menos quem alinha lhe dá crédito.
O que Herr Zelensky quer e fazer o número do coitadinho.
“A gente até quer a paz, aquele malandro do Putin e que não quer. Por isso continuem lá a dar-me dinheiro que a vitória sobre aqueles ogres e possível”.
Desde há muito que o monstro diz querer um encontro com Putin enquanto continua a insistir num regresso às fronteiras de 2014 e os seus nazis continuam a atacar todos os alvos civis que podem.
Va para o diabo que o carregue, ele e todos os que lhe permitem continuar esta guerra.
Desde quando se pode confiar em nazis?