(Por Alastair Crooke, in SCF, 02/04/2026, Tradução Estátua)

A resposta curta é ‘não’, escreve Alastair Crooke.
A resposta curta é «não». Trump estava a inventar quando afirmou que já estava em negociações com iranianos «importantes».
Há um historial por detrás da «narrativa das negociações» dos EUA. Em rondas anteriores de «negociações» centradas no conflito na Ucrânia, Trump sugeria regularmente que estavam em curso negociações políticas com a Rússia, quando, na prática, Witkoff e Kushner estavam simplesmente envolvidos numa série de conversações intermináveis com os europeus sobre o estabelecimento de um cessar-fogo e o suposto papel de «manutenção da paz» liderado pela Europa que os europeus exigiam. Na verdade, estes «planos de paz» nunca foram partilhados, nem mostrados ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov.
Um «cessar-fogo» prolongado foi então visto pela Casa Branca como a estratégia de contorno para tentar resolver as questões arraigadas da arquitetura de segurança entre a NATO e a esfera de interesses de segurança da Rússia. A Rússia limitou-se a dizer «não» à tentativa de Trump de «adiar a resolução da arquitetura de segurança».
O mesmo padrão de dissimulação ficou evidente nas negociações de cessar-fogo em Gaza: foi proposto um cessar-fogo sem serem especificados quaisquer detalhes sobre o que poderia seguir-se na Fase Dois do cessar-fogo.
No fim de semana passado, Witkoff e Kushner elaboraram a sua lista de desejos para mais um cessar-fogo — desta vez no Irão — com mais «questões» a serem adiadas para discussão posterior. A mesma história. A mesma confabulação. Um plano de paz de quinze pontos, elaborado por Witkoff e Kushner, foi apresentado aos mediadores — com as suas exigências a serem saudadas por Trump como sendo «conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total das hostilidades» — e com o Irão «a desejar desesperadamente um acordo».
O Irão, para desgosto de Trump, disse «nem pensar» à proposta: Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das forças armadas iranianas, afirmou: «A nossa primeira e última palavra tem sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá».
O Irão não tem interesse num compromisso nesta altura, uma vez que não alcançou a sua (audaciosa) ambição estratégica de derrubar o domínio militar e financeiro de longa data dos EUA e de Israel na região do Golfo — e de a remodelar como uma ampla esfera de interesse económico e militar iraniana («hemisfério», se preferirem).
De qualquer forma, o Irão detém o domínio da escalada neste conflito — graças a décadas de preparação e planeamento. O Irão já demonstrou que controla os vinte por cento do petróleo global exportado através do Estreito de Ormuz. Possui, portanto, as ferramentas (regulação da passagem de embarcações pela via navegável) para gerir o volume de petróleo exportado e, tão significativo quanto isso, se não mais, a capacidade de influenciar os seus preços globalmente sensíveis (outrora o único pré-requisito dos EUA).
Mais do que apenas ter um componente importante da economia global sob o seu controlo (o petróleo), o Irão tem efetivamente grande parte das linhas de abastecimento e da produção de matérias-primas do mundo sob o seu controlo também: hélio, fertilizantes, alimentos e ácido sulfúrico dependem, em maior ou menor grau, de Ormuz, e o seu encerramento por mais de três semanas criaria escassez devastadora que dificilmente desapareceria rapidamente.
A manipulação da alavanca económica do petróleo, juntamente com a insistência do Irão em que os navios que transitam pelo Estreito paguem uma taxa elevada e provem que as suas cargas foram compradas em yuan, atinge também o cerne da vulnerabilidade política de Trump – a economia dos EUA, na corrida para as eleições intercalares americanas.
Um relatório regional adverte:
«O Irão tem um plano permanente para postos de controlo no Estreito de Ormuz para compensar as perdas. Caso os ataques com que Trump ameaça se concretizem, o Irão bloqueará o Estreito de Ormuz, fechará as rotas do Mar Vermelho e a frente iemenita agirá para selar Bab al-Mandeb. O Irão também está preparado para recuperar os portos do Bahrein, se a situação assim o exigir».
Trump disse uma vez que perder a hegemonia do dólar seria pior para a América do que perder uma grande guerra. No entanto, é precisamente isso que está em jogo neste «jogo da galinha» que Trump iniciou com o Irão, mas do qual agora não sabe como sair sem sofrer uma humilhação devastadora.
«Washington está em choque», escreveu Anna Barsky, correspondente política-chefe do Ma’ariv (em língua hebraica) , em resposta ao Wall Street Journal, que delineou a lista de contrapropostas que os representantes iranianos transmitiram, através de mediadores, à equipa de Trump como condições prévias do Irão para um acordo: «Funcionários da Casa Branca descreveram as exigências como “uma lista de desejos desligada da realidade no terreno”».
Com estas cartas económicas já nas mãos do Irão, e com a sua disponibilidade para responder à escalada dos bombardeamentos israelo-americanos com os seus próprios ataques retaliatórios com mísseis contra as infraestruturas dos Estados do Golfo, pari passu, parece intrinsecamente improvável que Trump consiga qualquer saída plausível da guerra — sobretudo porque «Israel tem uma palavra a dizer» nesta matéria, e Israel passou agora da esperança de uma ‘mudança de regime’ para a insistência de que os EUA tomem a Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz.
Israel reconheceu que o seu objetivo almejado de mudança de regime no Irão falhou, escrevem os principais comentadores israelitas (Ronen Bergman e Anna Barsky). Por isso, está a recalibrar os seus objetivos — «Jerusalém [agora] acredita que o caminho para a vitória [israelita] passa pelo controlo da Ilha de Kharg», escreve Barsky.
«De acordo com esta linha de pensamento, se a campanha [EUA-Israel] não conduzir à derrubada do regime, é necessária uma medida muito mais tangível — uma que prive o Irão tanto da capacidade de exportar petróleo em escala normal como da sua capacidade de ameaçar efetivamente o tráfego marítimo».
«Esta discussão leva a outra conclusão: sem uma presença física num ponto-chave, é muito difícil impedir que o Irão volte repetidamente ao mesmo padrão… Para mudar a realidade, é necessário criar um controlo efetivo. Neste contexto, Kharg é apresentada como um alvo cuja tomada poderia privar simultaneamente o Irão tanto de receitas estratégicas como de margem de manobra»
Mas, observa Barsky, «Estima-se, no entanto, que a verdadeira dificuldade não está no lado operacional… Está em Washington»: «A questão não é se os EUA conseguem chegar a Kharg e assumir o controlo da ilha. A questão é se Trump está disposto a manter uma força lá durante muito tempo, com a possibilidade de baixas entre as forças americanas».
O ex-agente da CIA, Larry Johnson, escreve que a intervenção dos EUA em Ormuz é provavelmente iminente e seria desastrosa (ou seja, levaria a muitas baixas americanas):
“A menos que Donald Trump reconsidere, é provável que vejamos os EUA a tentar tomar as ilhas de Kharg e Qeshm. Se lerem o meu artigo anterior (aqui), parece que Trump irá utilizar tanto a Delta Force como a Seal Team 6, juntamente com dois batalhões de Rangers e a 1.ª Brigada de Combate da 82.ª Divisão Aerotransportada, para tomar as ilhas”.
«A 31.ª Unidade Expedicionária Militar, MEU, estará posicionada no Mar Arábico, na sexta-feira… Soube agora que… Trump cancelou a sua participação na CPAC este fim de semana e que não irá a uma angariação de fundos em Mar-a-Lago na sexta-feira à noite…».
“Parece que [Trump] estará ocupado com outras coisas a partir de sexta-feira”, especula Larry Johnson.
“Mas e depois? Essas tropas serão alvas fáceis e enfrentarão um sério risco de ficarem isoladas do reabastecimento. Se o Irão lançar uma enxurrada de minas, a única opção será o reabastecimento aéreo, o que provavelmente significa que essas aeronaves enfrentarão fogo devastador das baterias costeiras e dos sistemas de defesa aérea iranianos. Em vez de abrir o Estreito de Ormuz, a ação militar antecipada dos EUA tornará praticamente impossível para qualquer navio entrar ou sair do Golfo Pérsico. O encerramento total do Estreito de Ormuz agravará ainda mais os danos económicos para a economia mundial».
O almirante iraniano Ali Akbar Ahmadian reagiu à ameaça de uma intervenção militar americana em Ormuz:
«Há anos que aguardamos [uma invasão americana]. Agora, temos apenas uma mensagem para os soldados americanos: Aproximem-se».
«Entra na minha sala», disse a aranha à mosca.

“Em resumo, não atribuo a resistência palestiniana a fanatismo, não atribuo a resistência iraniana a fanatismo e não atribuo a resistência alemã apenas a fanatismo embora reconheça que em muitos casos ele estava lá.” (Musculado dixit)
Continuas a não perceber que comparar a resistência palestiniana e a resistência iraniana com os últimos estertores do nazismo hitleriano, a que chamas “resistência alemã” (!!!!!!!!!), é um insulto! Fosse eu veterinário e tavez pudesse receitar-te uma mezinha qualquer para a diarreia mental e verbal. Não o sendo, posso apenas rezar para que deixes de comparar a Feira de Borba com o olho do cu. Pensando melhor, nem isso posso, porque rezar não sei!
Não se trata de comparar. Trata se de perceber que terraplanar cidades não chega para calar a resistência e ganhar guerras.
Porque ninguém quer viver sob o jugo de gente capaz de fazer coisas dessas.
Os iranianos já viveram assim, no tempo do xa fantoche e não querem voltar ao mesmo pela mão de um filho da infame criatura.
Muitos comentadeiros sem honra e sem vergonha atribuem a décadas a justa e muitas vezes desesperada resistência do povo palestiniano a um ocupante que vive há quatro mil anos atrás por muito que se mascare com homens de calças de ganga e mulheres de saia curta a fanatismo religioso e a uma vontade de morrer mais cedo para encontrar 70 virgens no ceu.
O que nunca esses bandalhos explicaram e porque é que há mulheres a fazer o mesmo.
Uma das “terroristas suicidas” parece que queria apenas vingar um irmão que um colono matou como um cão em vez de agradecer ao bandalho ter mandado o irmão ao encontro das virgens mais cedo.
Já li vezes sem conta essa teoria de que os muçulmanos são selvagens, almejam a morte e o martírio e atribuem a sua residência a poderes militares superiores a isso.
Alguns dos que escreveram asneiras dessas até supostamente se diziam pro resistência palestiniana.
Ora com amigos destas ninguém precisa de inimigos.
Se os muçulmanos quisessem morrer não emigravam a procura de uma vida melhor para gaudio das extremas direitas em todo o lado.
E digo gaudio porque as extremas direitas precisam de bodes expiatórios para encantar pategos e continuar a ter os judeus como bode expiatório pode por alguém a contas com os assassinos da Mossad sendo que em muitos países não há ciganos suficientes.
Por isso os muçulmanos que andam por aí a fazer trabalhinhos de corno são o alvo perfeito e ainda andamos a discutir a justa proibição de usar o que ninguém por cá usa, leia se burkas.
Enquanto dezenas de mulheres morrem assassinadas todos os anos as maos de energumenos enquanto essa mesma extrema direita ladra contra as “políticas de gênero” que incluem medidas de combate a praga da violência doméstica.
Em resumo, não atribuo a resistência palestiniana a fanatismo, não atribuo a resistência iraniana a fanatismo e não atribuo a resistência alemã apenas a fanatismo embora reconheça que em muitos casos ele estava lá. Mas não estava sozinho. Os americanos metiam terror e esse terror foi justificado.
Opiniões diferentes são opiniões diferentes. Não são asneiras.
Mas acho que nunca vais perceber isso.
Vai ver se o mar da choco que o ar do mar faz bem e tira o azedo.
“A terraplanagem de cidades alemãs não fez os soldados desistir de lutar. Pelo contrario, era preciso vencer tais animais. Por isso resistiram até não terem quase soldados. Não foi só o fanatismo instalado pelo nazismo, FOI O MEDO DE VIVER SOB O DOMÍNIO DE MONSTROS. É ISSO QUE ESTÁ A ACONTECER NO IRÃO.” (Musculado dixit)
Pois é, querido musculado, até me arrepio todo a pensar naqueles pobres soldados nazis, gentis mancebos com alma de escuteiros, a borrar as cuequinhas todas com “MEDO DE VIVER SOB O DOMÍNIO DE MONSTROS”. Deve ter sido por isso que depois da guerra emigraram para a terra dos monstros em massa. E deve ter sido também com medo de monstros que os próprios avozinhos do Trump já tinham zarpado da Alemanha para a Amérdica, ainda antes da Primeira Guerra Mundial. Tal como foi certamente o medo de monstros que levou o paizinho do Donald a juntar-se ao Ku Klux Klan, outra simpática agremiação de escuteiros.
“Fred Trump [paizinho do Donald] was arrested at a Ku Klux Klan demonstration in 1927, but there is no conclusive evidence that he supported the organization. From World War II onward, to avoid associations with Nazism, Trump denied his German ancestry and also supported Jewish causes.” (Wikipédia)
E já agora, querido musculado, não te parece que comparar a justa resistência do Irão com a motivação dos soldados nazis na II Guerra Mundial é assim um bocado para o insultuoso?
O problema contigo, amorzinho, não é “quereres ser o mais revolucionário e anti americano possível”, motivos não faltam para isso. O verdadeiro problema é “quereres PARECER o mais revolucionário e antiamericano possível”, 24 horas por dia, sem folgas nem dias santos. Só podia dar (e dá) asneira!
Muito mais do que uma brincadeira, esta série iraniana de animação LEGO é um caso sério de propaganda criativa, chamemos-lhe assim, e é impossível ignorar os vídeos que vão saindo quase diariamente. Este é um dos últimos, com referências históricas do Irão, mitologia persa, islamismo…
Este foi um dos primeiros e um dos mais populares:
Além de possível idiota, o Paulo Jerónimo é um coitado que se não falar
pela voz do dono, leva um pontapé no cú e vai para o desemprego.
Que é, aliás, o que se passa com a grande maioria de jornalistas e
“comentadeiras” da nossa(?) comunicação social.
O porco gordo ameaça agora “mandar o Irão para a Idade da Pedra onde pertencem”.
A Idade da Pedra pertence o seu país, que com apenas 250 anos de história já custou milhões de vidas nos quatro cantos do mundo.
Um país que em 250 anos de história só teve cerca de duas décadas sem estar em guerra contra alguém esse sim pertence a Idade da Pedra.
Porque resolve tudo a porrada, exactamente como na Idade da Pedra.
E podem me acusar de querer ser o mais revolucionário e anti americano possível que e para o lado que eu durmo melhor.
Porque o segundo e isso que eu sou.
Odeio um país que faz estas atrocidades. Odeio um país que fica sempre impune. Não iria lá a não ser como foi o desgraçado do Maduro.
Se há pais que merecia ser bombardeado, arrasado, em nome dos direitos humanos era aquele
Que encontrem no mar cardumes infindáveis de tubarões brancos famintos.
Pergunta de escolha múltipla.
Depois de ver e ouvir as intervenções televisivas do moço-de-recados Paulo Jerónimo, enviado da RTP-1 a Israel, nomeadamente o Telejornal de ontem, entre os minutos 20:21 e 20:23, escolha uma das seguintes opções:
a) O Paulo Jerónimo é um idiota.
b) O Paulo Jerónimo é um idiota.
c) O Paulo Jerónimo é um idiota.
d) O Paulo Jerónimo é um idiota.
há ainda uma outra:
O Paulo Jerónimo é um completo idiota.
Tens razão! Foi lapso meu!