Israel e Palestina, outra crónica difícil

(Carmo Afonso, in Público, 09/10/2023)

Portugal, tal como a UE, os Estados Unidos e a NATO, apoia a Ucrânia e apoia Israel e faz de conta que isso não é contraditório.


Existirão muitos motivos para os portugueses sentirem mais afinidade e empatia pelo povo de Israel. É uma democracia ocidental e parece partilhar os nossos valores, como o reconhecimento dos direitos LGBT ou os direitos das mulheres. E claro que nada disto pode ser dito sobre a Palestina.

Só que nada disto tem a mínima importância perante o único facto que aqui deveria importar: no que opõe Israel à Palestina, é a Palestina que tem razão. Não há volta a dar. Israel ocupou o território da Palestina. O povo palestiniano foi subjugado, está a ser massacrado e vive em condições miseráveis. Já nos habituámos; este conflito tem sido a banda sonora das nossas vidas. Vimos mulheres palestinianas enlutadas a chorar sobre escombros de casas bombardeadas ou sobre cadáveres ensanguentados desde que existe televisão.

E por vezes vimos também a retaliação dos palestinianos através das ações dos movimentos radicais de libertação, como o Hamas. Foi o que aconteceu no sábado: uma demonstração de força e de organização do Hamas. Foi também uma demonstração de crueldade. Morreram centenas de pessoas. Claro que devemos condenar e lamentar estes ataques e as mortes e feridos que provocaram. Isso é inequívoco.

As vozes que costumam ficar em silêncio perante as atuações brutais das forças militares israelitas contra palestinianos — situações que se repetem diariamente e que este ano foram particularmente mortais — são as que mais veementemente condenaram os ataques do Hamas e as que manifestaram maior comoção com a brutalidade exercida sobre civis israelitas. Este contraste, entre a insensibilidade ao sofrimento palestiniano e a comoção com o sofrimento israelita, é visível e é notório.

E ele é extensível a quem nos governa. O ministro dos Negócios Estrangeiros solidarizou-se com Israel e condenou os ataques, que considerou terroristas. Fê-lo em linha com as declarações de Ursula von der Leyen e de Joe Biden. Notem que houve um denominador comum em todas estas declarações: a ideia expressa de que Israel tem direito a defender-se. Isto significa que estamos a concordar com o que está para vir: mais ofensivas e ataques da parte de Israel.

Mas onde estava João Cravinho quando vimos Israel oprimir, destruir e levar a cabo uma limpeza étnica de palestinos? Silêncio. Esteve em silêncio.

É por isso que a declaração de João Cravinho não representa todos os portugueses. Ela não representa os que notaram e sentiram o silêncio ensurdecedor deste Governo quando foi derramado sangue palestiniano. Portugal segue à risca as diretrizes da UE e abdica de ter uma voz própria. Nunca saberemos se essa voz iria no mesmo sentido das sucessivas condenações de Israel pela ONU (a maioria delas votada favoravelmente por nós) ou se aquilo que foi verbalizado por João Cravinho — condenar apenas a violência exercida por um dos lados — esgota a posição deste Governo em relação ao conflito.

Na verdade, as resoluções da ONU são perfeitamente estéreis. Ninguém delas tira consequências. A começar por Portugal. Não existe qualquer coerência entre as posições que assumimos na ONU e as posições que verbalizamos na política externa. Como na canção do popular cantor português: somos uma lady nas declarações de apoio ao Estado de Israel e uma louca na Assembleia Geral da ONU.

Há exceções, mas a maioria das pessoas que apoiam Israel neste conflito apoiam também a Ucrânia. Quando digo apoiam a Ucrânia, não me refiro apenas a condenarem a invasão. Nada disso. Apoiam a guerra e são contra esforços diplomáticos de paz porque rejeitam que se possa negociar com um invasor, neste caso com Putin. O próprio Zelensky comparou a situação da Ucrânia à de Israel, tendo afirmado que são dois países na mesma situação. O delírio aqui contido é mais do que muito. Ironicamente, Israel não aplicou sanções à Rússia e nunca enviou armamento para a Ucrânia.

É assim: Portugal, tal como a UE, os Estados Unidos e a NATO, apoia a Ucrânia e apoia Israel e faz de conta que isso não é contraditório. Também a Ucrânia apoia Israel e faz de conta que Israel não é um invasor. Já Israel faz de conta que apoia a Ucrânia, mas não apoia coisa nenhuma porque quer proteger os seus interesses na Síria e ficar bem com a Rússia.

A Rússia faz de conta que se opõe à lógica dos EUA de ingerência em conflitos que não lhe dizem respeito, mas interfere em todos os que consegue. Neste também. Andam todos, de alguma maneira, a brincar ao faz de conta. Mas reparem que a Palestina não. Não existe faz de conta no sofrimento, nem na chacina que se avizinha.


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SNS, o colapso!

(André Campos, in comentários na Estátua de Sal, 07/10/2023)

Quem sabe se esta destruição do SNS, não tem como objectivo, as pessoas tomarem mais vacinas da Pfizer?


Sim, a maioria dos portugueses não terão acesso ao SNS…

O colapso do sistema de saúde Português é deliberado, porque não está em conformidade com a UE e não está suficientemente privatizado. O custo global dos cuidados de saúde no país é inferior (5 vezes inferior ao dos EUA) porque passa pelos bancos e pelas companhias de seguros, que há 20 anos fazem tudo para destruir o sistema de segurança social (que não dá lucro aos fundos de pensões).

De que outra forma podemos explicar a manutenção do numerus clausus? A remuneração relativamente baixa dos médicos? A desvalorização do “médico“? Os meses que demora a conseguir uma consulta para uma ecografia ou uma radiografia básica?

Não, “não temos sorte em Portugal”. O colapso do sistema de saúde Português que previ à alguns anos, está aí…

Sinceramente, nunca pensei que os portugueses fossem tão estúpidos (e peso bem as minhas palavras),em relação ao Covid que serviu de antecâmara para destruir o SNS. Parece que todos gostaram e acima de tudo adoraram… Agora em vez de se salvarem, vão morrer todos! Temos pena!

Não são aqueles que destroem que serão julgados, mas sim aqueles que assistiram e não fizeram nada. O declínio continua a crescer, é inevitável, mas depois de cada tempestade, uma nova era é construída, o principal é manter a fasquia.

O “colapso” sugere que o sistema está a desmoronar-se por si próprio (como a 3ª torre do World Trade Center)… Mas toda a gente sabe que eles minaram tudo o que funcionava. As causas desta má gestão são inúmeras, tudo o resto vem a seguir, descuido, cretinização, irresponsabilidade … Portugal, o que fizeram convosco?

Para pagar as pensões dos seus funcionários, o Estado não hesitará em mergulhar na escuridão o SNS, com o pretexto de que, como reformaram as pensões, os lucros gerados são seus por direito. Se isso não é aumentar os impostos….

A partir do momento em que os bancos e as companhias de seguros incluíram os “cuidados de saúde complementares” nas suas ofertas, houve, sem dúvida, uma mudança no nosso sistema de saúde, que era então um dos melhores do mundo.

Mas isso foi antes! Antes da introdução das franquias. Antes da limitação do número de médicos. Antes da proliferação de clínicas privadas. Antes do abuso dos cuidados gratuitos. Antes da redução do número de camas hospitalares. Antes da comercialização dos cuidados de saúde. Isso era antes, quando estávamos de boa saúde e o riso e o humor eram os nossos remédios!

Acima de tudo, há o “os nossos serviços públicos são tão excelentes que o mundo inteiro os inveja”, sem que ninguém se pergunte: “já que são invejados pelo mundo, porque é que ninguém os copia?”

Dizer que estamos bem é não só mentir a nós próprios, mas, sobretudo, impedir-nos de melhorar as coisas.

Os problemas deste país estão a ser resolvidos (como nos fazem crer) com passes: passes de gasolina, passes de assédio (o máximo) … Estamos a assistir ao início do fim…

Mas, em Portuga, não estamos em guerra, pelo menos no sentido estrito da palavra. Como é que se pode chegar a este ponto?

Tanto mais que tenho a certeza de que há pessoas nos gabinetes a produzir ficheiros de Excel e relatórios ao estilo McKinsey, este continente é como o fim dos impérios romano ou bizantino…Estou espantado com a velocidade a que Portugal se está a desmoronar…

É assustador envelhecer, ou ter uma doença crónica, sobretudo porque serão deixados à morte – sim, eu sei, porque tenho vários exemplos à minha volta. Dir-lhe-ão que sim, mas ele era velho, não estava bem de saúde, etc. Não é uma prioridade, simplesmente porque não há mais pessoal para cuidar de si e não há mais camas – é a realidade.

Outro fenómeno emergente são as doenças nosocomiais, que proliferam nos hospitais e que são fatais para a maioria. A culpa é do estado de saúde do doente. Está tudo bloqueado!

O utente é automaticamente remetido para o número de urgência ou para o seu médico de família (que o reencaminha) ou para o mesmo hospital (com marcação de consultas com 4 ou 6 meses de espera, quando há disponibilidade). Em suma, depois de se ter avaliado a situação, passa-se para a ambulância ou para os bombeiros e depois para o hospital.

Nós temos o sistema de saúde que merecemos. A única vez que os vi mobilizarem-se excecionalmente em torno de uma questão de saúde, foi para despejar uma torrente de ódio CONTRA as teorias da conspiração anti vacinas. Se apenas um quarto dessa energia tivesse sido utilizado para proteger o nosso sistema de saúde, não há dúvida de que este ainda seria viável. Os portugueses só o compreendem quando chegam ao hospital e encontram as portas fechadas. Fizeram uma escolha e é uma escolha de estupidez, com a esperança de vida em queda livre. Infelizmente, é isto que acontece às nações que não conseguem pensar para além da ponta do seu nariz, pois a seleção natural não tem piedade.

Quantas vezes eu já ouvi dizer: “Temos o melhor sistema de saúde do mundo!”

Era esse o caso… há mais de 20 anos. Aviso todos aqueles que podem:  tomem precauções…

Gostaria de ser informado sobre as causas e o momento em que estamos a ser conduzidos. Pobreza, autoritarismo… É evidente que se trata de um plano orquestrado com muita antecedência. Receio que os orçamentos de Estado venham a beneficiar apenas um punhado de ricos, em detrimento da saúde, da educação, e da democracia nacional. Onde está o “dosh”? Qual é o seu objetivo final? Quem é que nos governa realmente? Quem é hoje o dono da Portugal (imobiliário, dirigentes… todos vendidos?). É incrível que se tenha chegado a este ponto.

Há cerca de vinte anos, o New York Times publicou um artigo que mostrava aos Estados Unidos o bom desempenho do sistema de saúde português. O essencial do artigo era que – ao contrário do que acontece nos Estados Unidos – tudo isto se tinha passado sem que ninguém lhe pedisse um seguro de saúde ou pagasse o que quer que fosse. A discussão teve lugar DEPOIS. Ele foi levado para os cuidados de saúde porque estava em perigo. Não porque tinha dinheiro. Por isso, sim, é uma pena ver onde estamos.

Dito isto, o facto é que uma caixa de antibióticos ainda custa alguns euros aqui, quando custa 200 dólares nos Estados Unidos. Esperemos que dure! E isso é cada vez menos certo quando se olha para a escassez.

Precisamos de jovens médicos, e cientistas honestos; mas não se tiverem sido formados pelos capangas da Bigpharma.

A abordagem “convencional” para uma boa saúde é totalmente não fiável; mesmo que “do outro lado” haja alguns charlatães ao lado de influenciadores sérios que estão a enriquecer.

Felizmente, há altruístas entre eles. Os serviços de urgência estão a ser encerrados uns atrás dos outros. Os serviços de urgência pediátrica também estão a ser encerrados. As futuras mães são obrigadas a percorrer entre 100 e 150 quilómetros para dar à luz.

Os idosos fazem fila à porta dos centros de saúde a partir das 3 da manhã, na esperança de conseguirem uma consulta, uma vez que o telefone não é atendido há muito tempo. Chegou mesmo a ser criada uma rede, com pessoas a fazer fila em vez dos doentes e a vender a consulta por 100 euros. Filas intermináveis de ambulâncias à espera de deixar doentes porque não há macas suficientes nos hospitais.

Se a isto juntarmos uma inesperada taxa de mortalidade excessiva de 12% no segundo trimestre, Portugal tornou-se um país do Quarto Mundo, tendo mesmo sido ultrapassado pela Roménia, em termos de riqueza. Estamos a caminhar lenta mas seguramente para um sistema do Terceiro Mundo, que não diz o seu verdadeiro nome…

Se tivermos em conta que a BlackRock quer ver a privatização total do nosso sistema médico e farmacêutico, bem como a privatização total da segurança social, o meu dedo mindinho diz-me que TODA esta má gestão é deliberada e deliberadamente manipulada, e eu só tenho metade da razão ou menos.

Podia-se ser pobre e doente e ser tratado, mas pouco a pouco chegou-se à conclusão de que era melhor ser rico e saudável do que pobre e doente…

Com este colapso, pretende-se liquidar o sistema de segurança social, que “custa uma quantidade insana de dinheiro”, e passar para o sector privado… e livrar o planeta daqueles que Hitler dizia serem demasiado caros: os idosos (já não temos de nos preocupar com as pensões), os deficientes (já não temos de pagar assistência), os doentes (já não temos de pagar hospitais caros) que não são produtivos. Assim, os fascistas ficarão na companhia dos seus amigos… resta saber se encontrarão idiotas suficientemente fortes para os alimentar.

Já nada corre bem… são todos uns vigaristas que estão a perder a cabeça e estão a tornar-se verdadeiros gangsters. O barco chama-se Portugal e não Titanic.

O objetivo não é suprimir um sistema de cuidados de saúde, de pensões ou de assistência aos deficientes. O objetivo é fazer dinheiro com ele. E o que não agrada aos banqueiros e aos financeiros é o facto de as contribuições não passarem pelas suas mãos.

Além disso, assistimos ao colapso do sistema de saúde com a Covid: os médicos foram gentilmente proibidos de prescrever, sem dizer nada, e a maioria deles ficou assustada com uma doença bastante benigna. Portanto, quando os principais actores do sistema de saúde têm medo da doença, não se vai muito longe.


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O apoio à Ucrânia e a herança do salazarismo

(Whale project, in Estátua de Sal, 06/10/2023, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos de Daniel Vmarcos, ver aqui. Manifestando algumas ideias com as quais concordo, resolvi dar-lhe o destaque que, julgo, merece.

Estátua de Sal, 07/10/2023)


Infelizmente, quanto ao comprometimento dos tugas com a nobre causa ucraniana, realmente não fiz sondagem nenhuma mas, até no meu trabalho, tenho lidado com muita gente e posso garantir que a adesão é tanta como foi a adesão às vacinas Covid.

E a coisa é fácil de explicar, a propaganda jorra como um rio revolto nas TV’s, na rádio, nas redes sociais em todo o lado. A estratégia foi a mesma das vacinas Covid.

Fomos aterrorizados com imagens de gente entubada em hospitais, acusados de matar idosos por não nos afastarmos dois metros deles; quem não se lembra daquele outdoor, à beira da estrada, mostrando um idoso entubado e a legenda acusadora “dois metros de distância podiam ter ajudado a evitar tudo isto”?! Eu só pensava o que sentiria, uma família que tivesse perdido um idoso com o Covid, ao ver uma merda daquelas.

Depois, a ideia que era instilada é que parecia que todas as doenças tinham desaparecido e só se morria de Covid. Isso fez uma colega minha resolver-se a ir dar a terceira, ate porque tinha gente idosa em casa. Apanhou Covid na mesma e anda desesperada com as sequelas.

Claro que, quando vieram as vacinas, a nossa mente foi levada a pensar “a vacina vai de certeza evitar”. Pior, o malandro que não se for vacinar impede a erradicação da doença; pode matar alguém e é um bolsonarista. Ora, esta estratégia funcionou em pleno, pois que lá fomos todos feitos carneiros.

Assim, porque não repetir agora a estratégia? Só que, desta vez, é quem disser que é má ideia apoiar nazis que é putinista. A mim que só chamava ao homem “aquele peixe-espada subdesenvolvido” a coisa daria para rir se não fosse trágico. E estúpido. E se hoje me resolvo a escrever o nome do homem é porque as sequelas da vacina me fizeram pagar pela língua. Com língua de palmo.

E, se dantes a conversa eram as vacinas milagrosas e a grande vitória da ciência, agora a conversa é a ajuda total e incondicional a um pobre país inocente, indefeso e próspero, atacado por um vizinho odioso que quer roubar o seu pão. E que, com a nossa ajuda total e incondicional, vencerá e libertará finalmente o mundo daquela presença maligna, daquela doença.

Ora, aquele país era sim, uma miséria negra nas unhas de meia dúzia de oligarcas, de onde quem podia fugir, fugia. Um deles acabou morto, como um cão, no Aeroporto de Lisboa, justamente porque devia estar farto da boa vida que lá tinha. Realmente, as pessoas são complicadas, até se fartam de viver bem.

Claro que, se queremos impedir as pessoas de sair do país, porque há uma guerra em preparação em que serão precisas, uma coisinha dessas vem mesmo a calhar. Um ucraniano que pense em emigrar, talvez pense que é melhor juntar-se a uma milícia nazi – que até está a pagar bem para os padrões daquela miséria -, do que arriscar-se a ser torturado até à morte, durante dois dias, nas masmorras de um aeroporto no cu do mundo. Eu, se fosse ucraniano acharia que valeria a pena pensar nisso.

Não que um país mereça ser atacado por dar miséria às suas gentes e por estar a criar milícias nazis ou a treinar neonazis que já matavam gente na Europa – como um deputado da CDU, morto com um certeiro tiro na testa à porta de casa.
Mas se calhar o Zé Cocado podia ter ficado calado em vez de dar aquele discurso no domingo anterior à invasão. Podia ter tido mão nos seus cães nazis, e não começar a bombardear, forte e feio, o que restava das regiões separatistas. Não o fez porque sabia ao que ia, porque esta guerra interessava, porque se queria enfraquecer e dividir a Rússia para melhor pilhar o que lá há. O problema, foi que a Rússia fez o trabalho de casa possível e a coisa está a revelar- se um bocadinho mais espinhosa.

Agora, o que é que faz gente de um país no cu da Europa, bem longe da Ucrânia, engolir esta ideia da pobre Ucrânia atacada sem razão por aqueles bandidos que deviam ser banidos da terra? Bem, o Milhazes e outros comentadeiros ajudam, mas a raiz está, provavelmente, naquele sentimento salazarento de ódio à Rússia comunista, que ainda se iria converter, que assim tinha dito a Senhora de Fátima. Foi o que ouviram a pais e avós e interiorizaram.

Não interessa nada que o Putin não seja comunista, embora o partido comunista lá do sítio também tenha apoiado a coisa. Como, aliás, todos os partidos na Rússia porque até àquela besta do Jirinovski pareceu má ideia ter nazis a sério, mesmo ali ao lado, armados com armas nucleares a poucas centenas de quilómetros de Moscovo.

Aqui, quer-se bater nos comunistas porque os comunistas russos apoiaram a guerra. Ao mesmo tempo, que dizem que a guerra foi obra de um louco doente e solitário, que se levantou de manhã disposto a dar uma tareia no vizinho do lado. Um louco, que estando a morrer de cancro quereria destruir o mundo, até porque não tem filhos nem netos.

Enfim, a argumentação da claque da Ucrânia é uma verdadeira salada russa.
Por acaso, salada russa até é uma alternativa, relativamente barata, para populações a empobrecer porque os seus governos se comprometem a continuar a empobrece-las para apoiar a Ucrânia, enquanto por lá houver um homem, mulher ou criança capaz de pegar numa arma. Isto está para durar, tal como o verão deste ano, que parece interminável, pelo menos no sul da Europa.


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