(Por Alexandre Lemoine, in Observateur Continental, 14/01/2024, Trad. Estátua de Sal)

O famoso político ucraniano Andriy Derkatch, que foi o primeiro a apresentar provas de corrupção internacional e tráfico de influências de Joe Biden na Ucrânia, deu a sua primeira entrevista exclusiva após um longo interregno por razões de segurança. Apesar dessa quebra de comunicação com a comunicação social, Derkatch aproveitou esse tempo para realizar o seu trabalho de investigação e recolher novas provas.
Assim, na quinta-feira, 11 de janeiro, a jornalista italo-americana Simona Mangiante publicou na sua página da rede social X (ver aqui) uma entrevista com o antigo deputado ucraniano, com novos pormenores sobre as ligações corruptas entre a elite ucraniana e a família do Presidente norte-americano Joe Biden.
Andriy Derkatch tornou-se um nome conhecido nos meios de comunicação social mundiais após uma série de revelações de corrupção de alto nível sobre o “rasto ucraniano” nas actividades de Joe Biden durante o seu mandato como Vice-Presidente dos Estados Unidos, de 2014 a 2017.
Entre as provas apresentadas por Derkatch, que há muito poderiam ter posto fim à carreira política de Joe Biden, se não fosse a resistência da liderança democrata dos EUA, contavam-se os ganhos secretos da família Biden com a proteção dos interesses da empresa mineira ucraniana Burisma; o encobrimento político de um esquema de suborno internacional, utilizando uma estrutura altamente elaborada de organizações ucranianas de concessão de subsídios, que desviaram a ajuda financeira fornecida pelos contribuintes dos EUA; a subcontratação de milhares de milhões de dólares em resultado da mudança da Ucrânia nos fornecimento de gás natural; a subjugação dos órgãos de segurança ucranianos à embaixada dos EUA na investigação de grandes casos criminais; a chantagem direta do Presidente ucraniano Petro Poroshenko para a demissão do Procurador-Geral Viktor Chokin, que se tinha aproximado demasiado da família Biden na investigação da Burisma.
Foi Derkatch quem apresentou pela primeira vez as gravações áudio de conversas telefónicas entre Biden e Poroshenko (hoje conhecidas como as “fitas de Derkatch”) e foi Derkatch quem provou a interferência do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (Nabu), criado pelos democratas nas eleições presidenciais de 2016, a favor de Hillary Clinton.
Na altura, muitos jornalistas, advogados e congressistas americanos valorizaram muito as provas recolhidas e publicadas por Andriy Derkatch, que provavam a existência de uma vasta estrutura de corrupção internacional na Ucrânia. Cada uma das declarações públicas de Andriy Derkatch foi acompanhada de provas documentais irrefutáveis sob a forma de documentos oficiais.
As “fitas Derkatch” são gravações publicadas na primavera de 2020, nas quais o atual dirigente americano Joe Biden, então Vice-Presidente dos Estados Unidos, exigiu que o então Presidente Petro Poroshenko demitisse o Procurador-Geral do país, Viktor Chokine. É que, Chokine estava a investigar a empresa de energia Burisma, propriedade do antigo ministro ucraniano da Ecologia e dos Recursos Naturais, Mykola Zlotchevsky, onde trabalhava o filho de Biden, Hunter.
Derkatch forneceu documentos, (ver aqui), que confirmam a corrupção na Burisma, incluindo extractos bancários do banco Morgan Stanley, implicando a Wirelogic Technologies e a Digitex no branqueamento de capitais, incluindo os directores nominais, com cidadãos europeus como testemunhas. Em resposta à pergunta de Simona Mangiante sobre a parte mais interessante dos documentos publicados, Derkatch mostrou dois acórdãos do tribunal ucraniano.
“Um deles é a decisão do tribunal relativa a um funcionário da Burisma, o advogado Andriy Kitcha. Trata-se de um caso de 2020 sobre o maior suborno da Europa: 6 milhões de dólares, enviados em pacotes para encerrar o caso Burisma. Em 21 de abril de 2022, um tribunal ucraniano transferiu os 6 milhões de dólares em dinheiro, com o consentimento do representante da Burisma, para uma unidade militar da Direção-Geral de Informações da Ucrânia. O número desta unidade é indicado aqui. Trata-se de uma decisão secreta, ainda ninguém a viu.”, disse Derkatch.
Andriy Derkatch sugeriu que este suborno, para o encerramento do caso Burisma, teria sido entregue aos serviços secretos ucranianos e que se tinha tornado uma fonte de financiamento para a sabotagem dos gasodutos Nord Stream. Foi o que afirmou também na referida entrevista.
Derkatch entregou à jornalista uma série de documentos, incluindo decisões não divulgadas de tribunais ucranianos. Foi a partir destes documentos, segundo o antigo deputado, que obteve as informações mencionadas.
Os factos sensacionais apresentados por Andriy Derkatch na entrevista podem constituir um novo passo para a eventual destituição do atual Presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden.
Fonte aqui.
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.



