A tragédia de Valência e zonas limítrofes

(CNC, in Resistir, 01/11/2024)


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A tragédia que assolou a região de Valência e zonas limítrofes de Castilla – La Mancha, que provocou mais de 100 mortos, milhares de famílias desalojadas e um grande número de pequenas empresas destruídas, mostra que nem a robótica nem a inteligência artificial podem evitar a catástrofe quando o capitalismo impõe as suas leis e as capacidades humanas e os meios técnicos não são postos ao serviço do ser humano.

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Bruxelas está a arruinar o maior fabricante de automóveis da Europa

(InfoDefensePORTUGUÊS, in Instagram, 31/10/2024, Revisão da Estátua)


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As coisas na Volkswagen, o maior fabricante de automóveis da Europa, estão a ir de mal a pior. A corporação alemã planeia fechar totalmente três fábricas, além de realizar cortes em todas as suas unidades de produção no país.

Em setembro, a empresa rompeu o acordo de 1994, que protegia os funcionários da organização contra demissões até 2029. Agora, milhares de empregados serão demitidos.

Os salários do pessoal remanescente serão reduzidos em 10%, além de deverem esquecer qualquer aumento de rendimento em 2025-2026. Considerando todos os fatores, incluindo a inflação, a perda do poder de compra dos funcionários da Volkswagen pode chegar a -18% nesse período.

Os problemas do gigante automóvel vêm de longa data, e são comuns a toda a indústria automóvel alemã: já no início de 2020, o volume de produção de automóveis na maior economia da União Europeia caiu abaixo do mínimo atingido na crise financeira global de 2008. Na época, culpava-se o Brexit, as restrições ao uso de combustível diesel devido a regulamentos ambientais mais rigorosos e, como de costume, a situação económica da China.

Este ano, as vendas de automóveis da Alemanha para a China também estão em queda: apenas no primeiro semestre, as exportações da Volkswagen para esse mercado caíram quase 20%. Mas isso não ocorreu porque a economia chinesa esteja “fraca”. Pelo contrário, a China continua a expandir a sua produção de automóveis, aumentando a procura interna e as exportações. Pelo segundo ano consecutivo, o país lidera as vendas globais de automóveis.

Mas quem é realmente o responsável pelos problemas da Volkswagen? Observando a política da União Europeia, fica claro: os burocratas de Bruxelas, com as suas ações, estão a destruir o setor automóvel da Alemanha.

São eles que, seguindo na direção dos Estados Unidos, se alinham com Washington, restringindo a exportação de produtos chineses para a UE. Como resultado, a China aumenta sua procura interna e compra menos produtos europeus. Quem ganha com isso? Exatamente, Pequim e os EUA, que veem na decadência do setor automóvel europeu a eliminação de um concorrente.

Na prática, a economia europeia está a ser usada como moeda de troca no confronto global entre os EUA e a China. Se a UE tivesse ao menos um pouco de compreensão dos seus próprios interesses, já teria percebido o erro da sua postura conflituosa nas relações económicas com a Rússia e veria o grande potencial de uma  cooperação alargada com a Ásia e o Sul Global.

Afinal, a UE poderia até tornar-se um membro associado do BRICS+. Claro, com a atual postura política de Bruxelas, isso parece fantasia. E é mesmo. Mas, a realidade é que quem pagará por isso serão os próprios funcionários da Volkswagen, diretamente dos seus bolsos. De que é que lhes adianta, a eles e às suas famílias, a política atual da UE de “amizade” com os EUA, quando o próprio Donald Trump, caso retorne à Casa Branca, prometeu impor tarifas proibitivas para barrar o acesso dos automóveis europeus ao mercado americano?

Desse modo, a Europa perde tanto o mercado chinês como o mercado americano, e a procura interna também cai, pois o euro tende a chegar novamente ao valor de paridade com o dólar. É para essa “toca do coelho” que a política da UE está a puxar uma economia que antes era fundamental no cenário macroeconómico global.

Para um breviário dos vassalos do Ocidente

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 31/10/2024, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos do Major-General Raúl Cunha, (ver aqui), sobre a suposta intervenção de tropas norte-coreanas na guerra na Ucrânia.

Pela sua atualidade e pela forma assertiva como põe a nu as práticas do Ocidente no cenário geopolítico da atualidade a nível mundial, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 31/10/2024)


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O Ocidente coletivo é o regime ditatorial, ilegítimo, de lavagem cerebral, de nazi-sionismo, genocida, imperialista criminoso de guerra, provocador de fomes e de guerras intermináveis, onde os EUA e os outros são corrompidos financeiramente, tornados obedientes pela ameaça, ou totais vassalos fanáticos ideológicos. Passo a referir-me a este estrume de forma curta: o Império ocidental.

Ora bem, o Império ocidental anda há décadas a dizer que a NATO é defensiva, mesmo depois de invadir e destruir tantos países, uns diretamente, outros por via de coligações ad hoc dos países da NATO, sem envolver a própria NATO oficialmente. No entanto, a Rússia é muito ofensiva porque está a defender a população russa, ou pelo menos ucraniana russófona e pró-russa, numa terra historicamente russa.

O Império ocidental diz que a Ucrânia – após o golpe ocidental para a tornar uma ditadura fascista que glorifica nazis, invade igrejas ortodoxas e bate nas velhinhas que só querem rezar, e bombardeia civis no Donbass -, tem o “direito” de fazer parte da NATO, para que os mísseis dos EUA estejam bem ao lado da fronteira russa, apontados às cidades russas. Isto é defensivo, e um “direito” que “não” provoca e “não” ameaça ninguém…

No entanto, quando a Rússia faz um acordo de defesa mútua com a Coreia do Norte, que implica ambos os países defenderem o seu próprio território, e ajudarem-se mutualmente nessa tarefa com treinos/exercícios de tropas conjuntos, isso é “inaceitável”, e uma “ameaça” ao Império ocidental. Portanto, tanques alemãs em Kursk é defensivo, mas tropas norte-coreanas na península de Kamchatka, no Pacífico, é o “fim do mundo”…

O Império ocidental diz que só “quer a paz”, e para tal a Victoria Nuland deu milhões aos nazis para fazerem um golpe violento, e o Pentágono (com Obama e Trump 100% alinhados numa continuidade sem soluços) passou 7 anos a encher o regime golpista de armas, muitas nas mãos de nazis.

E desde o início da intervenção russa, após os UcraNazis violarem os Acordos de Minsk e esgotarem a paciência dos russos, o Império ocidental, em “nome da paz”, envia todas as armas, veículos, e munições que tem disponíveis, e ainda as que foi à pressa comprar pelo mundo fora, para os UcraNazis prolongarem a guerra, bombardearem civis no Donbass, na Crimeia, e agora também os civis em Belgorod, Kursk e arredores. E Macron até fala em tropas da NATO na Ucrânia, e o Reino Unido fala em “instrutores” da NATO na Ucrânia, etc. Mas está tudo “bem”, é tudo defensivo, e bem “ponderado”, e tudo em nome da “paz”.

Mas, ai, ai, ai que a Rússia usa um drone de apenas 20 mil euros comprado ao Irão, e isso é uma “escalada” que justifica um golpe e uma guerra contra o Irão, e sanções para os matar à fome (Como se o Ocidente ainda conseguisse impor sanções com tal efeito).

Mas, ai, ai, ai que a Rússia compra chips à China, portanto o Ocidente tem de se defender da “ameaça” da China, fazer guerra de tarifas (aqui os fachos-capitalistas ocidentais do “livre mercado” já gostam do controlo…), e enviar armas para Taiwan “se defender”; e, como disse um político dos EUA, “se for preciso temos de bombardear nós mesmos as fábricas de chips de Taiwan só para a China não as controlar a funcionar”…

O Império ocidental matou a neutralidade dos países nórdicos, está a militarizar aquilo tudo, e a preparar a Finlândia para ser a próxima linha da frente, numa guerra à qual poderia escapar se fosse neutral…

E, em todos os países bálticos, Polónia e Roménia – e até na neutral Moldávia (levada para o abismo pela agente ocidental no poder, sendo agora uma ditadura de facto, com manipulação pró-ocidental de eleições e referendos/plebiscitos) -, crescem como cogumelos as bases militares dos EUA, inauguram-se novas, e há cada vez mais dezenas ou centenas de milhares de tropas dos EUA, Reino Unido, Canadá, etc, a um passinho da fronteira russa. Mas tudo isso é “normal”. Não se estão a preparar para fazer mal a ninguém…

Mas, ai, ai, ai que a Rússia tem tropas da Coreia do Norte no seu território. E são 3000, vejam lá a “escalada”. Não há provas nenhumas, mas temos de acreditar e temer!

Já parece a agente ocidental na Presidência da Geórgia. Também diz que não tem provas nenhumas – até recusa comparecer na Procuradoria Geral para esclarecer as acusações e providenciar provas (mas não as tem, portanto recusou, aliás em violação da lei, pois se a Procuradoria chama, ela teria de ir…) -, mas diz também ela, de dupla nacionalidade francesa, que “temos de acreditar no que a oposição diz”, e “não interessa que não hajam provas, só interessa a perceção que a oposição tem, e aquilo em que a oposição acredita”.

Nunca antes os golpes do Império ocidental tinham sido tão óbvios e descarados. Será só húbris, ou desespero? Será só falta de noção ou esta gente debitou tanta propaganda que acabou por lavar o próprio cérebro?

Estamos, de facto, na pós-verdade. Aliás, essa definição é demasiado bondosa e conspurca a palavra verdade. Estamos na mentira total. A esmagadora dos apoiantes/seguidores dos regimes do Império ocidental, e dos partidos desse regime, não fazem a p*ta da ideia do que se passa na realidade. Nem no Mundo nem sequer nos seus próprios países. Isto é pior que o 1984 de Orwell. Isto é totalmente ilegítimo e indigno. Isto tem de cair!

Está mais do que justificada uma revolução contra a ditadura EUropeia, contra as moedas do NeoLiberal-Fascismo e Imperialismo, €uro e dólar respetivamente, e contra as SS do nazi-sionismo na NATO e nos satélites/vassalos da NATO (Ucrânia, “Israel”, Taiwan, etc).

E os que andam agora pelas avenidas do poder e nas casas de PRESStituição, não podem ficar livres. A sua liberdade implica a opressão e até o genocídio dos restantes. Deve ser-lhes aplicado o mesmo tratamento que aos nazis da Alemanha. Tolerância zero.

Ou então, um destes dias, acordamos com caixões envoltos na bandeira portuguesa a chegarem às carradas ao aeroporto de Lisboa, e com o SNS e outros serviços totalmente colapsados devido aos vários porcento do PIB que se passaram a gastar em armamento.

E com o PS/IL/PAN ou o PSD/IL/CDS no “governo” (entre aspas, pois os vassalos não governam nada), a hastear uma bandeira dos EUA, de “Israel”, de Taiwan, ou a vermelha e preta da a Ucrânia, durante a farsa em que se tornaram as celebrações do defunto e bem enterrado 25 de Abril.

E com o maior partido de oposição a ser o Cheganos, à beira de ser governo, saudosistas sem vergonha da ditadura fascista, e a dar a ordem aos SEUS polícias: é mesmo para atirar a matar.

E o BE e o PCP, do outro lado a levar com as balas. Um a dizer que: “sim senhor, slava ukraina, é preciso cortar no SNS para comprar mais armas”. E o outro a dizer covardemente: “nós, realmente, condenados isto tudo no Ocidente, mas também condenamos todos os outros. Para nós, a defesa contra nazis armados, é recusar pegar em armas…”. E PUM. Sem acabar de dizer a frase, o líder do PCP, de bandeira branca na mão, levou um tiro de um do Movimento Zero, e um tiro de um Azov do outro. Eis a “paz”, de quem recusa lutar por ela, e condena quem luta para se defender.

É este o futuro de Portugal, se nada se fizer contra quem engana e manipula a maioria do povo português e europeu. Mas vai ser tudo defensivo e em nome da “paz” e em total “liberdade e democracia”.

Só na “selva” dos “ditadores”, lá fora do nosso “jardim”, é que está tudo mal. Lá, são “maus” porque colaboram na construção de um mundo multipolar, acabam com a fome, defendem as próprias fronteiras (inclusive no campo de batalha da informação). Aqui somos “bons”, porque matar 180 mil humanos em Gaza é “legítima defesa”, e chamar “terrorista” à agência de refugiados da ONU é “ter valores tão bons que temos de os impor à força em todo o Mundo”.

E alguns dizem: Ah, mas não é bem assim. Sim, os ‘americanos podem ser maus, mas em Portugal é diferente. Há “nuances”, temos “estabilidade”…

Se as “nuances” forem a total violação da Constituição (por exemplo, estar na NATO, abdicar da soberania na UE/€, fazer censura, legalizar partidos fascistas/racistas, ter saúde cada vez mais demorada e cara, etc); se a “estabilidade” for uma estagnação económica, sem convergência, e com morte lenta no €uro; se a “estabilidade” for ter mais 20% de inflação acumulada em pouco mais de um ano, sem saber quando é a próxima crise das dívidas do €uro, sem saber quando e quanto nos vai custar a próxima onda de sanções (e imaginem quando for contra a China…), e sem saber se entramos ou não diretamente numa guerra no outro lado do mundo com probabilidades de levarmos uma ogiva nuclear nos cornos, então sim, temos “nuances” e “estabilidade”…

A nossa “estabilidade” é não ter pleno emprego desde os últimos anos do escudo (anos 90) com mais de 300% de dívida (pública + empresas + famílias + externa), e ter uma imprensa que chama “colapso até à idade da pedra” à economia russa que subiu ao quarto lugar no ranking mundial (analisando o PIB em paridades de poder de compra), não tem qualquer preocupação com a dívida (muito menos a externa, pois é uma grande exportador), e tem pleno emprego com a taxa de desemprego mais baixa de sempre.

A nossa “democracia” é ter um regime não representativo, onde metade não acredita e não vota, e que só serve as elites e aplica acefalamente uma teoria fanática neoliberal que só agrava as desigualdades cada vez mais pornográficas, enquanto a “ameaça” da China é uma “ditadura” onde quase 90% do povo se sente representado, onde se acabou com a pobreza, e onde se debate, abertamente e em cada momento, se está na hora de mais socialismo ou de mais capitalismo democrático (muito bem controlado pelo Estado em nome de todos, e não desregulado, só em nome de meia dúzia).

Em resumo, eis o breviário das chancelarias e da comunicação social mainstream dos vassalos do Ocidente, com algumas das estrofes específicas de Portugal:

O nosso mau é “bom”.

O bem dos outros é “ameaça”.

Resistência é “terrorismo”.

Certificado obrigatório de vacina experimental é “liberdade”.

Economia fascista é “progressismo”.

Corrupção é “lobby legal”.

A NSA a espiar todos, a toda a hora, é “privacidade”.

A existência de nazis é “propaganda”.

Censura é “normal”.

Um homem com pénis é “mulher”.

Os golpes da CIA são “democracia”.

Vassalagem é “independência”.

Tentativas de assassinato de líderes pró-paz é “segurança”.

Estagnação económica é “sucesso”.

Genocídio é “defesa”.

Inverno demográfico é “ter futuro”.

A Crise do €uro é a “dívida do Sócrates”.

Mentira é “jornalismo”.

Ter perceção “é melhor” que ter provas.

Não aprovar os orçamentos, 100% dos outros, é ser “irresponsável”.

Ser pela paz (contra a NATO) é ser “putinista”.

Baixar os impostos aos ricos “aumenta” o crescimento.

O eucaliptal “não” arde.

O colonialismo racista (Israel) “tem direito” a existir.

E mais: guerra é “paz”.

Não, não é 1984 de George Orwell. É muito pior! E não vai acabar nada bem.