(CNC, in Resistir, 01/11/2024)

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A tragédia que assolou a região de Valência e zonas limítrofes de Castilla – La Mancha, que provocou mais de 100 mortos, milhares de famílias desalojadas e um grande número de pequenas empresas destruídas, mostra que nem a robótica nem a inteligência artificial podem evitar a catástrofe quando o capitalismo impõe as suas leis e as capacidades humanas e os meios técnicos não são postos ao serviço do ser humano.
Uma tragédia que se estendeu a França e deixou um rasto de desilusão.
Um abraço, Teresa, com votos de muita saúde.
Ao contrário de outros não nego as alterações climáticas. Elas existem.
Mas estou contra o uso que os poderes vigentes fazem delas.
Ate agora o facto das secas cíclicas que sempre existiram em Portugal estarem alegadamente mais longas e frequentes só tem servido para nos dizerem que temos de pagar a água a preço de ouro, mesmo em zonas do país onde a falta de água continua a não ser um problema.
Teem servido para que se dêem borlas fiscais e outras a empresas ligadas a produção de energias renováveis.
Teem servido para nos quererem obrigar a comprar carros eléctricos, que são caros, são uma dor de cabeça para carregar e cujas baterias são muito lesivas do ambiente.
Em resumo, mais uma vez teem servido para nós irem ao bolso em vez de se olhar de frente para o que acontece e porque e que acontece.
Porque o Planeta sempre teve períodos de aquecimento pelo que a culpa do que estamos a viver pode muito bem não ser culpa só dos temidos efeitos de estufa. Ou não o ser de todo.
E, mais uma vez apostasse na imposição do medo e de restrições unilaterais sobre as nossas vidas em vez de um debate sério sobre o que está a acontecer e porque e que está a acontecer.
E sempre que uma desgraça acontece a culpa e das alterações climáticas, que a esse respeito teem umas costas mais largas que o Túnel do Marquês.
Ora, a culpa do que aconteceu em Valência não e das alterações climáticas mas de um total desprezo pela vida.
Mas isto teria de acontecer. Se desprezamos as vidas de tantos outros povos acabamos a desprezar as nossas.
Isto estava previsto. Na terça feira o Governo britânico emitiu um alerta aos seus cidadãos pedindo que se possível saíssem da zona e se mantivessem contactaveis.
Evacuar algumas das zonas que se previa seriam mais atingidas poderia e devia ter sido equacionado. Que e o que se faz em Cuba, que já chegou a levar com dois grandes furações na mesma semana.
Se assim não fosse Cuba somaria centenas de mortos de cada vez que leva com um furacão em cheio que e aliás o que acontece noutros países da área e ate no rico vizinho do Norte que os bloqueia de toda a maneira e feitio.
Acima de tudo quem obrigou os seus trabalhadores a cumprir o dia até ao fim deveria ser preso.
Quem as 18 horas disse que a tempestade se estava a dissipar devia ter de explicar muito bem em que e que se baseou ou ser preso e acusado de tantos homicídios quanto os desgraçados que morreram arrastados nos seus carros ou presos nas suas próprias casas em garagens ou poroes.
Mas nada disso vai acontecer. Declara se luto, dizem se umas quantas frases bonitas, enterram se os mortos que forem encontrados, dão se umas migalhas aos sobreviventes e continua tudo como dantes.
Ate a próxima desgraça que será convenientemente atribuída as alterações climáticas.
Vão ver se o mar da megalodonte.