Visão general – “Chegou ao fim o tempo em que havia medo”

(Vídeo em MultipolarTV com Hugo Dionísio e o Major-General, Raúl Cunha, 28/10/2024)

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É ver no vídeo abaixo este programa da MultipolarTV, onde se pode aceder a informação e a análises que as outras televisões nos sonegam, além de criarem “realidades virtuais” cada mais fantasiosas e manipuladoras das mentes dos cidadãos comuns. Obrigado ao Hugo Dionísio e ao Major-General Raúl Cunha pelo vosso trabalho em prol da verdade que nos querem esconder.

Estátua de Sal, 30/10/2024


O Susto Norte-Coreano

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 29/10/2024)

(Nota do autor: Texto retirado, após traduzido e adaptado, de parte de um artigo visto na net.)


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O “susto vermelho” norte-coreano está agora a atingir um nível febril. O que de início parecia mais uma infalível manobra russa, agora parece cada vez mais uma operação ocidental de falsa bandeira para justificar a escalada do conflito: vemos o SG da NATO, Mark Rutte, dar as notícias, e a guerra da perspetiva ocidental assume um tom cada vez mais distorcido e fantástico.

Os repórteres ocidentais parecem saber virtualmente tudo sobre essa implantação de tropas norte-coreanas, incluindo detalhes como por exemplo que essas não são tropas normais da RPDC, mas sim forças especiais muito experientes: Tantas garantias, sem apresentar sequer um mínimo de provas.

É realmente incrível, quando se recua um momento e se considera como o Ocidente vive, cada vez mais, numa construção de total fantasia. Em cada questão global ou momento crítico, os media ocidentais já não demonstram nem sequer os mais básicos escrúpulos; em vez disso, relatam sem pudor as histórias mais fantásticas, sem qualquer confirmação. Por exemplo, sobre o Irão, espera-se que acreditemos que Israel “dizimou” toda a rede de defesa aérea iraniana, inúmeros laboratórios e edifícios importantes, apesar de não exibirem nenhuma prova, a não ser uma única foto de satélite desvanecida, que mostra uma leve descoloração num qualquer lugar — uma prova muito inferior do que aquela obtida, após o ataque muito mais massivo do Irão às bases israelitas.

Na Geórgia, a imprensa ocidental relata com uma descarada autoridade que a eleição foi “roubada”, apesar de não haver qualquer evidência minimamente confiável.

Toda a ordem ocidental, neste momento do seu pânico terminal e lúgubre, desistiu não apenas da verdade, mas de todos e quaisquer valores fundamentais que fizeram da civilização ocidental o que antes era.

Ameaças, mentiras e propaganda, são atiradas de modo irresponsável ou sem uma tentativa de justificação; parece que, no Ocidente, já estamos no momento rápido de singularidade parabólica da era “pós-verdade”.

Assim, tal como a Reserva Federal tem agora de exponenciar os seus ciclos de impressão, apenas para evitar o colapso, também a intelectualidade ocidental e a sua corrupta classe política de apaniguados, devem agora inflacionar ao infinito as suas mentiras descaradas. E isto é apenas uma observação geral sobre o – sem precedentes e agora diariamente testemunhado -, estado das coisas.

Dito isto, e como foi referido, o envolvimento norte-coreano pode muito bem ser até real, pois Putin tem motivos para potencialmente o utilizar como um instrumento de alerta; mas se esse fosse o caso, então provavelmente essas tropas seriam usadas na retaguarda em alguma função de instrução, em vez da função de combate de ataque na linha de frente e que a NATO jura ser iminente, ou mesmo já estar a ocorrer, de acordo com algumas histórias falsas de que as tropas da RPDC já foram vistas ou capturadas.

Tentemos analisar imparcialmente a situação, de ambos os lados. O facto de num artigo do New York Times se alegar, muito convenientemente, que as tropas da RPDC estão a ser alojadas a apenas 30-50 quilómetros da fronteira ucraniana, é muito suspeito: isso acontece simplesmente para criar sinergia com o apelo desesperado da Ucrânia por ataques em território russo. E agora, supostamente, o Pentágono observou que esses tais ataques seriam permitidos se a utilização de tropas da RPDC fosse confirmada. O facto de que tudo isto acontece tão ‘convenientemente’ para reforçar a necessidade de Zelensky querer atacar a Rússia na profundidade, de modo a forçar um confronto NATO-Rússia, é extremamente suspeito.

Mas eu descartaria de imediato toda essa histeria se não fosse devido aos comentários de Putin, que pareceram querer deixar uma porta aberta para a questão norte-coreana; mas também pode ser que ele apenas tenha desejado provocar o Ocidente, ou então alavancar deliberadamente uma ‘estratégia de ambiguidade’ para obrigar ao trabalho dos centros de análise do Ocidente.


Os cornetas

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 28/10/2024, revisão da Estátua)


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Os cornetas. Desde que entrei para a tropa, aos dezessete anos, que tenho uma má relação com as cornetas. A corneta emite um som que me é desagradável. Nos antigos regulamentos militares, para a especialidade de corneteiro deviam ser escolhidos algarvios, vagabundos e outra gente de mau porte. O corneteiro de facto é sempre um mau músico que se esforça para soprar o seu instrumento e transmitir as ordens do seu chefe.

As  televisões são hoje o lugar de exercício dos corneteiros – dos cornetas  -, e ganharam um estatuto de quase músicos, sendo certo que são uns artistas. Marcelo Rebelo de Sousa será o caso de maior sucesso; alcançou um estatuto de flautista que lhe permitiu chegar onde chegou. 

Hoje há três cornetas principais, com direito a toque sem contraditório e que procuram transmitir as ordens à formatura que são as audiências: o mãozinhas Marques Mendes, o elegante Paulo Portas e o Nuno Rogeiro, a versão local do Bernard-Henri Lévy.

Estas três cornetas trazem as perguntas que entregam às partenaires e debitam o seu solo. Dão umas fífias, mas fica o som roufenho. Estes cornetas consideram normal, fazerem solos para o pagode, e que este os tome por músicos sérios.