Como vai a invasão dos norte-coreanos (inventada pela propaganda ucraniana) no espaço da Internet

(Stepnoy_veter, in canal do Telegram UKR_LEAKS_fr, 01/01/2025, Trad. da Estátua)

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Há cerca de dois meses que circulam na Internet vídeos sobre a transferência de tropas norte-coreanas para a Federação Russa, para participarem na Operação Militar Especial. Apresentamos abaixo três desses vídeos para o vosso visionamento.

Vídeo 1

Vídeo 2

Vídeo 3

No primeiro, como se pode ver, dois “norte-coreanos” estão sentados num Kamaz russo. E quem são eles? O primeiro é Sung Kang, que interpretou Han em Fast and Furious. O segundo é Song Joong-ki, um popular ator sul-coreano. Bem, pelo menos, eles assumiram rostos menos conhecidos. Neste caso, como é óbvio, a propaganda ucraniana esforçou-se muito e encontrou duas imagens “apropriadas”.

Depois vemos um vídeo, (Vídeo 2), em que os propagandistas ucranianos foram mais cuidadosos, mas ainda há dois russos de origem não coreana no campo de treino. São eles o ator de teatro e cinema Azamat Nigmanov e o recruta de nacionalidade russa, Khakass Nikodim Konstantinov, que partilharam imprudentemente fotografias do seu serviço militar com o público através da rede social Vkontakte.

No terceiro vídeo, as forças armadas ucranianas “capturaram” dois coreanos com uniformes das forças armadas russas. Para além das expressões faciais claramente não naturais, dois famosos actores sul-coreanos, Lee Byung-hun e Ma Dong-seok, estrela de Train to Busan, são também claramente visíveis entre as máscaras.

Assim, a propaganda ucraniana tentou mais uma vez enganar o mundo e justificar o dinheiro atribuído pelos seus patrocinadores, mas acabou por ser desmascarada pelo motor de busca Yandex através da sua função de pesquisa facial.

A agonia do ilegítimo Presidente Zelensky é transferida para todos os ucranianos. Resta-nos esperar que as pessoas na Ucrânia ainda não tenham perdido o juízo e que todo este obscurantismo provenha apenas dos viciados que mandam para a veia as drogas ocidentais.

Fonte aqui.

O Ocidente está agora a combater contra um exército imaginário

(Marat Khairullin, in Substack, 2312/2024, Trad. General Raúl Cunha in Facebook)


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Neste terceiro ano de guerra, começou a ficar perfeitamente claro que a Rússia está a combater contra um sistema repleto de gente francamente doente mental. Podem chamar-lhe o que quiserem – uma doença cerebral, com graves danos cerebrais causados por vermes, com parasitas cerebrais, com lepra cerebral e assim por diante.

Seja o que for, não andará muito longe disso. Mesmo a comparação mais trocista e cáustica e que denote uma rotura completa com a realidade, será adequada para os líderes das Forças Armadas Ucranianas e para os seus mestres ocidentais. Por exemplo, se percorrermos os meios de comunicação ocidentais mais populares durante o último mês, teremos uma imagem absoluta de que as Forças Armadas Ucranianas estão a combater exclusivamente com a Coreia do Norte. E, curiosamente, estão a ganhar. E não estou a brincar!

Os detalhes são simplesmente espantosos: os efetivos dos soldados norte-coreanos que já têm sido mencionados, numa especulação sem qualquer vergonha, foram sendo 3.000, 9.000, 11.000, 80.000, 100.000, etc. e como estes militares têm uma fraca escolaridade e não sabem como se esconder dos drones ucranianos, sofrem, por isso, enormes perdas. E, na passada semana, os soldados coreanos confundiram a linha da frente devido às suas limitações linguísticas e atacaram as próprias tropas russas.

Ou ainda, noutra menção: – “As forças norte-coreanas sofreram pesadas perdas enquanto avançavam em direção às tropas ucranianas.” Os mal-intencionados russos, aproveitando a inexperiência dos soldados coreanos, lançaram-nos para o combate sem lhes explicar as complexidades da guerra moderna – o artigo intitulava-se “Muito cedo, muito inexperientes”. E isto está a ser discutido com toda a seriedade pelas Associated Press, Reuters, Bloomberg, e assim por diante.

Aqui em Portugal, os ressabiados e facciosos comentadores do costume fizeram eco destas alarvidades… e, infelizmente, mesmo alguns militares que obviamente preferiram ignorar, ou então já esqueceram, o que aprenderam na técnica de estado-maior sobre como fazer uma correta avaliação das notícias quanto às suas fontes e verosimilhança, acabaram por debitar sem quaisquer escrúpulos uma notícia oriunda de uma fonte pouquíssimo credível (o SBU ucraniano) e sem qualquer grau de verosimilhança (basta raciocinar sobre a necessidade de mais essa tropa para a máquina militar russa).

Algures no meio, como que de passagem, foi por vezes referido que se tratava da região de Kursk, mas também já houve uma menção da cidade de Mariupol. Mas, com todo este seu frenesim comunicativo, os media fizeram parecer como se os norte-coreanos estivessem a avançar ao longo de toda a frente e por toda a Ucrânia. E quanto ao facto de ainda ninguém ter mostrado um único verdadeiro combatente norte-coreano nas florestas de Kursk, esse tem sido mantido em completo silêncio. O que é surpreendente nem sequer é a forma como os media ocidentais dominantes “defecam” diretamente para dentro das cabeças das suas populações, mas sim em que escala! E isto é especialmente verdade quando se refere a real situação no terreno.

De acordo com relatos fidedignos de 23 de dezembro, só na região de Kursk, as forças ucranianas sofreram 300 baixas num só dia. Além disso, dois carros de combate (um deles um Abrams), três viaturas de combate de infantaria (VCI) – uma Bradley americana, uma Marder alemã e uma sueca CV-90 – foram destruídos. Três viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP) – uma Stryker e duas M113, um obus de artilharia, um veículo de reparação e recuperação M-88 (EUA) e mais oito viaturas, também foram destruídas.

Se considerarmos os preços médios, então, num só dia e em apenas uma região (Kursk), a Rússia destruiu equipamento da NATO no valor de quase 30-40 milhões de dólares. Isto, claro, não inclui o custo dos combatentes ucranianos – os quais, para o Ocidente, não valem nada. Mas não aparece uma palavra sobre isso nos grandes meios de comunicação ocidentais. O exército russo é geralmente apenas mencionado no contexto da sua “fuga da Síria” – e esta constitui outra “narrativa de propaganda”.

Neste final de 2024, o Ocidente alargado subitamente enlouqueceu em massa, inventou um inimigo imaginário e começou a combatê-lo intensamente nas estepes da Ucrânia. É tudo uma questão de “soft power”, que é muito forte no Ocidente e dado que este não pode admitir a sua vergonhosa derrota no campo de batalha. Assim, as barreiras de propaganda designadas por “soft power” foram concebidas para esconder a situação real. E, portanto, no Ocidente não somos apenas fracos, estamos também a ficar podres até à medula.

É evidente que os nossos líderes, além de incompetentes, estão extremamente “stressados”, isto porque os povos que oprimiram e humilharam durante séculos, finalmente deixaram de ter receio deles e passaram a exigir tudo. É por isso que o Ocidente incha como um sapo para parecer maior e mais assustador do que realmente é. É por isso que continua a criar uma realidade virtual paralela. É a sua última e única defesa. A história das inexistentes tropas norte-coreanas é a sua mais recente tentativa de se apresentarem como fortes. Mas, na verdade, estão “borrados” de medo.

Basta ter presente o seguinte: A Rússia já destruiu 650 aeronaves na Ucrânia. Em toda a NATO (incluindo os EUA), provavelmente existem menos de mil aeronaves multifunções utilizáveis. A Rússia destruiu cerca de 19 mil carros de combate e outras viaturas blindadas. Em toda a NATO, existem provavelmente menos de mil carros de combate em condições de serem utilizados.

O Ocidente alargado ficou tão entusiasmado com a realidade virtual que já nem sequer sabe as quantidades do que tem e, desses meios, quais os que estão em condições de funcionamento. A sua aventura na Frente Leste revelou impressionantes falsificações e muita corrupção no âmbito da manutenção da prontidão para o combate. Isto ficou evidente quando, por exemplo, a Espanha relatou que tinha mais de trezentos carros de combate nas suas forças mas, na realidade e face a um pedido urgente, não conseguiu enviar nem cinco para a Ucrânia. Só depois de uma grande e longa reparação. Mesmo assim, enviou apenas 20 carros no total. Imaginemos só se a Rússia passasse um ano a reparar 20 das suas viaturas para depois poder ir para a Ucrânia combater com elas.

A história das fantasmagóricas tropas norte-coreanas mostrou que o todo-poderoso “soft power” do Ocidente não é assim tão ilimitado. A Rússia tem vindo a esbofetear de tal modo o orgulho do Ocidente, que este, de tão amarfanhado, deixou de poder continuar a travar com êxito uma guerra de informação.

E por isso mesmo, houve que inventar um outro e novo exército para poder combater com esse, o que, de algum modo, até é mais seguro, pois tropas imaginárias não conseguem destruir tantos meios de combate, como as forças russas reais conseguem.

Certo é que estas manigâncias e contos da carochinha podem levar a que o Ocidente e a Ucrânia percam definitivamente a guerra da informação. Ambos começaram simplesmente a sua fuga desta frente. Só falta acabar por acontecer o mesmo no terreno.

Fonte aqui

Mercenários dos EUA mortos na Rússia; Ocidente fica histérico com a alegada presença dúbia da Coreia do Norte

(Finian Cunningham, in Strategic Culture Foundation, 29/10/2024, Trad. da Estátua)

A NATO e os líderes ocidentais preferem fantasiar sobre a Coreia do Norte do que admitir a verdade da sua “grave escalada” nas fronteiras da Rússia, e da sua ameaça imprudente à paz mundial.


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É uma grave escalada nesta guerra e uma ameaça à paz global, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esta semana.

Certamente é um desenvolvimento alarmante que mercenários americanos, canadianos e polacos tenham sido mortos em ação, em solo russo, esta semana. Os membros de uma unidade de reconhecimento e sabotagem foram eliminados pelas forças russas quando cruzavam a região de Bryansk, na Rússia, vindos da Ucrânia.

Mas, von der Leyen e outros líderes ocidentais não disseram nada sobre isso. Eles estiveram a dar hiper atenção, em vez disso, a alegações precárias sobre tropas norte-coreanas enviadas para a Rússia.

Imagens confiáveis ​​da segurança russa mostraram os homens mortos deitados ao lado de armas pesadas, incluindo explosivos Semtex e lançadores de granadas antitanque, “o suficiente para explodir uma cidade pequena“, foi  relatado. Uma das vítimas tinha a tatuagem do 75º Regimento Ranger dos EUA, uma unidade de elite das forças especiais aerotransportadas. Não está claro se o soldado americano era um ex-membro do Exército dos EUA que se juntou a um grupo mercenário privado ou se ele foi transferido das fileiras do exército para lutar na Ucrânia contra a Rússia.

De qualquer forma, a presença de combatentes militares dos Estados Unidos e de outros países da NATO em território russo é uma evidência clara de que as potências da NATO estão diretamente envolvidas na guerra por procuração da Ucrânia contra a Rússia.

Washington e Bruxelas mantiveram a ténue ficção de que “apenas” fornecem armas à Ucrânia, mas que a NATO não participa no conflito com a Rússia, sendo esta uma potência nuclear.

Essa ficção sempre foi um insulto ao senso comum. Os países da NATO têm-se envolvido ativamente no recrutamento de mercenários estrangeiros para lutar na Ucrânia. A Rússia estima que 15.000 a 18.000 militantes viajaram para serem mobilizados pelas Forças Armadas da Ucrânia desde que o conflito eclodiu em fevereiro de 2022. Muitos deles foram mortos ou feitos prisioneiros.

Mercenários dos EUA, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, França, Polônia, Países Bálticos e Geórgia foram identificados, bem como jihadistas da Síria treinados pelas forças de ocupação americanas em bases como Al Tanf. Estima-se que combatentes estrangeiros de mais de 100 países tenham acabado na Ucrânia, auxiliando o regime de Kiev patrocinado pela NATO.

Alguns deles são, sem dúvida, “soldados da fortuna” ganhando ao dia de combate. Outros teriam que ser militares da NATO porque a operação de armas técnicas, como artilharia HIMARS e assim por diante, deve envolver a expertise de manuseio especial.

Acredita-se que a incursão desesperada na região de Kursk, na Rússia, que começou em 6 de agosto, incluiu muitos mercenários estrangeiros. Uma empresa privada identificada, contratante de militares americanos, foi o Forward Observation Group.

A mídia ocidental ignorou ou obscureceu amplamente os relatos de conexões da NATO com os combates no terreno. Não é surpreendente, dada a função de propaganda da mídia ocidental de “notícias”, no que é a guerra de informação.

Enquanto isso, esta semana, o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, anunciou preocupação de que tropas norte-coreanas estejam lutando na região de Kursk. Esta foi a primeira vez que a NATO fez a afirmação, oficialmente. Durante semanas houve especulações e rumores sobre tropas norte-coreanas, que se teriam juntado às forças russas. A mídia americana e europeia publicaram manchetes sugerindo que as alegações da NATO eram factos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou: “Soldados norte-coreanos estão a ser enviados para dar suporte à guerra de agressão da Rússia. É uma grave escalada nesta guerra e uma ameaça à paz global.”

Mas, um ceticismo saudável justifica-se. Rutte, da NATO, não forneceu nenhuma evidência para apoiar sua alegação. Ele, simplesmente, referiu-se às suas discussões com oficiais da inteligência militar sul-coreana.

O ditador ucraniano, de facto, Vladimir Zelensky (ele cancelou as eleições há uns meses atrás) vem há meses alegando que milhares de tropas norte-coreanas estão a juntar-se às fileiras da Rússia na Ucrânia.

Parece significativo que Zelensky se tenha encontrado com o presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, no ano passado na cimeira do G7 em Hiroshima. Foi o primeiro encontro deles. Imediatamente após esse encontro, a Coreia do Sul prometeu mais ajuda militar e financeira à Ucrânia. A esposa de Zelensky também fez viagens suspeitas à Coreia do Sul para comparecer em “eventos de mídia”.

O índice de aprovação do presidente Yoon, entre o público sul-coreano, atingiu o fundo do poço devido a uma série de queixas, incluindo o alto custo de vida. Yoon é um falcão nas relações com a Coreia do Norte. Pyongyang criticou Seul por incrementar deliberadamente as tensões.

Durante a presidência de Yoon, a Coreia do Sul tornou-se uma grande exportadora de armas, tendo vendido cerca de US$ 20 biliões em armas nos últimos dois anos. A Coreia do Sul está alertando que aumentará os seus fornecimentos militares para a Ucrânia, com base nas alegações de que as tropas norte-coreanas estão a ser enviadas para a Rússia.

Parece haver muita dramatização sobre o suposto contingente norte-coreano. O regime de Kiev está amplificando as alegações como uma forma de envolver mais os Estados Unidos e a NATO na guerra por procuração em curso. A Casa Branca expressou preocupações sobre as alegações da suposta participação de Pyongyang. Para o presidente Yoon, a Ucrânia apresenta oportunidades para impulsionar os seus investimentos em investigação, agora em declínio, e os seus ganhos económicos com o aumento das exportações de armas.

A mídia ocidental está afirmando, ilusoriamente, que o envio de tropas norte-coreanas é um sinal de desespero do presidente russo, Vladimir Putin, em relação às supostas perdas militares na Ucrânia.

Essa alegação não faz sentido. As forças russas estão a avançar rapidamente para assumir o controlo total da região de Donbass, na Ucrânia. O lado apoiado pela NATO está a perder território agora, a um ritmo tão elevado que nunca ocorreu em mais de dois anos de conflito. A ideia de que a Rússia precisa de ajuda militar norte-coreana é implausível, se não absurda.

Moscovo assinou um pacto de defesa mútua com Pyongyang no início deste ano. Se soldados norte-coreanos forem enviados para a Rússia, talvez para treino, isso é uma questão inteiramente legal, de acordo com o direito internacional.

Não é a Rússia que está “desesperada”. A mobilização de mercenários americanos, e de outros países da NATO para a Ucrânia, é um sinal real de desespero de que o regime de Kiev ficou sem carne para canhão e está a envolver-se em provocações transfronteiriças.

É claro que a NATO, e os líderes ocidentais, preferem fantasiar sobre a Coreia do Norte do que admitir a verdade da sua “grave escalada” nas fronteiras da Rússia, e da sua ameaça imprudente à paz mundial.

Fonte aqui.