E o Costa não quis aguentar o SNS

(Mário Jorge Neves, médico, in NoticiasOnline, 10/12/2024)

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Segundo declarações públicas do então primeiro-ministro António Costa e que foram amplamente divulgadas na comunicação social, teve uma conversa telefónica com António Arnaut onde este democrata lhe fez o pedido “Ó Costa aguenta lá o SNS”.

Ainda segundo António Costa, a resposta que lhe deu foi: “sim, meu caro António Arnaut vamos aguentar SNS, nesta geração e nas próximas, porque ele veio para ficar…”. Dois dias depois desta conversa, o chamado “pai do SNS” faleceu. Enquanto primeiro-ministro, António Costa teve 3 ministros da saúde.

Sendo pessoas com perspetivas diferentes perante a política de saúde tiveram, desde logo, uma atitude coincidente de desvalorização clara da negociação e o diálogo sindicais com os profissionais do setor, não concretizando qualquer acordo negocial e publicando unilateralmente medidas que estavam obrigadas legalmente à prévia negociação sindical.

Ora, esta atitude foi geral nas várias áreas da governação o que só pode ser entendida como uma orientação política geral da liderança governamental. Das suas equipas ministeriais, houve uma delas (Marta Temido, António Sales e Jamila Madeira) que teve de enfrentar todo o brutal impacto da pandemia do Covid 19 durante 2 anos. Todos os dias essa equipa ministerial se apresentou aos nossos cidadãos através dos meios de comunicação social para prestar as informações sobre a evolução da pandemia, cumprindo a dolorosa tarefa de anunciar o número de mortes e de novos infetados.

E neste combate, o seu desempenho foi internacionalmente considerado inexcedível pelos sucessivos resultados obtidos. Mesmo assim, António Costa chegou ao extremo de, em plena pandemia, chamar cobardes ao um grupo de médicos.

Na parte final do seu mandato, António Costa tomou 3 medidas para “apunhalar” o SNS: a criação da direção executiva do SNS, a criação de 31 ULS (Unidades Locais de Saúde) e as alterações dos estatutos da Ordem dos Médicos.

Desde há vários anos que os setores políticos da direita mais neoliberal vinham exigindo a criação de uma estrutura empresarial que fizesse a gestão o SNS fora do âmbito do Ministério da Saúde e com um cargo de CEO.

Tratou-se de uma medida copiada da Grã-Bretanha, concretamente da Inglaterra, onde existe o NHS England, com uma estrutura executiva e um CEO, que assumiu a gestão e liderança de todo o NHS, tendo desempenhado uma função decisiva na implementação das políticas privatizadoras desse serviço público e da entrega de importantes e lucrativos segmentos da prestação dos cuidados de saúde, nomeadamente a multinacionais americanas como a UnitedHealth e Kaiser Permanente e até à multinacional sul-africana Netcare.

Para termos uma noção mais objetiva das ligações de quem dirigia em 2014 essa chamada gestão de liderança técnica, basta enunciar 3 exemplos:

-O CEO do NHS England, Simon Stevens, foi durante mais de uma década dirigente da maior multinacional americana e HMO UnitedHealth Group, seu vice-presidente executivo .

– Lord David Prior, chair do NHS England, desempenhou vários cargos dirigentes na Lehman Brothers, o gigante banco de investimentos sedeado em Nova Iorque que constituiu a maior falência da história americana.

– David Roberts, vice-chair, que desempenhou cargos de relevo no Lloyds Banking Group e no Barclays.

Já no decurso deste ano foram efetuadas novas nomeações nesta entidade, podendo verificar-se o aprofundamento da sua captura por pessoas ligadas a poderosos meios de negócios privados.

No site NHS England, na base das declarações de interesses podemos verificar que, a título de exemplo, no NHS Executive Group estão elementos com ligações anteriores ao HSBC (Julian Kelly), aos JP Morgan , Barclays e Merril Lynch (  Jacqui Rock).

No NHS England Board, constituído por administradores não executivos que mantêm as funções privadas como é o caso do seu presidente, Richard Meddings, que é o diretor do conselho do grupo Credit Suisse e já foi presidente do TSB Bank, Mike Coupé é presidente da Oak Furniture Ltd Harding Retail Group e New Look e outro dos membros, Susan Kilsby, além das suas ligações anteriores à Goldman Sachs International, ao grupo americano de bebidas e cafés Keurig Green Mountain , a empresas farmacêuticas multinacionais, é atualmente diretora não executiva da Unilever e da BHP (na área energética) e directora da Diageo que é o maior fabricante multinacional de bebidas alcoólicas.

Finalmente, Jeremy Townsend, que também integra o NHS England Board, foi diretor financeiro da Rentokil Initial e da Mitchels and Butters (grupo económico com mais de 1700 restaurantes e pubs no Reino Unido), bem como exerceu funções na Ernst and Young, sendo actualmente director da PZ Cussons (artigos de higiene para crianças) e administrador da Parkrun Global.

Com esta promiscuidade extrema, esta entidade mais parece uma leiloeira do NHS em benefício de importantes multinacionais e à custa do dinheiro das contribuições fiscais dos ingleses. Aplicar um modelo deste tipo no nosso país revela à evidência quais os objetivos anti SNS que lhe estavam subjacentes.

Relativamente à criação das ULS, logo a seguir à publicação do diploma legal que as instituiu ( DL nº 102/2023, de 7 de Novembro) , publiquei na altura um artigo de opinião onde alertei que estas ULS com grandes áreas geográficas , aglomerando hospitais com múltiplos centros de saúde à sua volta, só poderia significar o escancaramento  da  porta para futuras privatizações.

Já depois da demissão da anterior Direção Executiva do SNS, um dos seus mais ativos membros confessou num programa televisivo que a criação dessas ULS tinha como objetivo entregá-las a PPP (Parcerias Público Privadas).

Quanto aos estatutos da Ordem dos Médicos, em Junho de 2024 ficámos a saber pela comunicação social que a Comissão Europeia só tinha decidido desbloquear 714 milhões de euros do PRR, tendo em conta as reformas no sector da saúde e das profissões regulamentadas. A Ordem dos Médicos, durante largas décadas, grande parte delas em regime ditatorial, sempre constituiu um exemplo, mesmo com um reconhecimento elogioso no plano internacional, da autorregulação profissional baseada em critérios de transparência e com padrões de elevada qualidade no desempenho profissional. 

A elevada qualidade no desempenho profissional é indissociável de um SNS forte e capacitado para responder às necessidades de saúde dos nossos cidadãos.

Desencadear uma iníqua ofensiva política contra os seus estatutos, bem como de outros setores profissionais, colocando indivíduos estranhos à profissão, tipo  “ comissários políticos” em órgãos dirigentes constitui uma agressão violenta contra a dignidade da profissão médica, sem precedentes em toda a história da medicina.

Nem antes de 25 de Abril de 1974, a ditadura teve o descaramento de tomar uma medida desta gravidade, mesmo em plena confrontação política com milhares de médicos em luta por todo o país em defesa das suas carreiras profissionais e de um serviço público de saúde geral e universal.

Ficámos a saber que, para certos políticos, existem setores profissionais que servem de moeda de troca para careiras europeias. Durante os seus anos de governação, António Costa não tomou uma única medida estruturante de dinamização e de consolidação do SNS.

Pelo contrário, o que fez, foi, em áreas nevrálgicas para a defesa e desenvolvimento do SNS, escancarar as portas para o alastramento das políticas neoliberais de transformar o direito constitucional à saúde numa qualquer mercadoria americanizada sujeita às “leis” da oferta e da procura.

Os desafios acumulados que aí estão, quer para a profissão médica quer para o SNS, exigem uma urgente convergência de esforços na sua superação civilizacional e humanista.

O Dr António Arnaut nunca transigiu no cumprimento rigoroso dos seus princípios e valores. Saibamos continuar o seu insubstituível legado, lutando empenhadamente para que o SNS cumpra sempre a sua função constitucional.

Para que o pagode perceba como está a ser “encavado”…!

(Ana Kandsmar, In Facebook, 09-12-2024, revisão Estátua de Sal)

(O título deste artigo foi tomado de “empréstimo” do Facebook do Major General Raúl Cunha, que lá partilhou o texto. 🙂

Estátua de Sal, 10/12/2024)


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Gostaria de pedir aos “colegas” jornalistas para, por obséquio, recuarem um pouco no tempo. Alguns anos apenas e, por uma questão de elementar justiça, retratem-se. Peçam desculpa.

É que não foram terroristas do ISIS, Al-Qaeda ou outros grupos de escumalha humana que, em nome de Deus, o Grande, foram os autores dos muitos atentados em território europeu. Ou melhor, foram, mas não eram e não são terroristas.

E não foram terroristas os responsáveis pelos ataques em Paris, Colónia, Nice, Madrid… Sevilha, Helsínquia, Londres ou Torres Gémeas (aqui então é que não foram mesmo 😆). Foram freedom fighter’s delicodoces como um “mon cherrie” e, até agora, incompreendidos pelo Ocidente.

Pois, acabou-se a incompreensão. Agora já os compreendemos bem. Ocuparam um país inimigo de Israel, logo, nosso inimigo; inimigo dos EUA, logo, nosso inimigo; amigo da Rússia, logo, nosso inimigo; amigo do Irão, logo, nosso inimigo.

Estes freedom fighter’s, que celebramos hoje são os mesmos que combatemos ontem e que, voltaremos a combater amanhã, quando os seus alvos estiverem numa qualquer cidade europeia.

Depois chora-se um bocadinho, mas não muito, porque afinal, até fomos nós que os financiámos, e, de qualquer maneira, que interessam as vidas de uma dezena ou mesmo uma centena de pessoas que levam com uma bomba em Barcelona? Nada, quando comparado com um golpe de estado num país, lá longe, que tinha um regime que nos andava a incomodar.

Aquilo nem era democrático nem nada. O Assad era um ditador, mandava cortar pilinhas a insurgentes e cabeças a terroristas. Pelo menos agora, estes novos heróis só vão cortar as cabeças aos cristãos (os terroristas ficam a salvo, ufa!), e impor medidas bem mais duras, em especial às mulheres… Mas quanto a isso, peanuts! Elas só servem é para estar ao fogão, mesmo. Ah… e abrir as pernas por baixo da burka.

Acabou-se também o direito dos gays enrabarem e serem enrabados, mas que importa isso? Para a sodomia temos o Ocidente. Querem apanhar no cu? Não sejam parvos, têm sempre Paris! Uma enrabadela de frente para o Sena é muito mais romântica que virada para um minarete.

Não estraguem é a festa. Hoje é tempo de celebrarmos os novos democratas que devolvem a Síria à Liberdade e à Soberania! Por liberdade, entenda-se nanominimicroliberdadezinha… Pronto, podeis respirar e soltar uma bufa de vez em quando… É isto… Mas é bom, boas bufas… Até podem ser mais que duas a cada 10 minutos e ter cheiro e tudo! No mais de resto, liberdade com algumas limitações, claro… mas, nada de mais.

Vamos apenas assistir a “talibans” fazendo “talibanices”. Tal como no Afeganistão. Os tais “radicais moderados”… (Ahahahaha ….isso existe? 😂😂) também vinham trazer liberdade aos afegãos, até eram feministas, queriam lutar pelos direitos das mulheres, lembram-se? E os jornalistas, muito contentinhos, do alto da sua tremendaaaaa, enormeeeee e descomunal imbecilidade, lá iam preenchendo os blocos noticiosos com as barbas fofinhas dos heróis talibãs, em euforia pelas ruas esburacadas de Cabul, enquanto traulitavam o sempre tão pacificador Allahu-akbar!

É isto…hoje o Ocidente, retângulo merdoso onde eu me incluo, celebra a queda de um regime secular que, com pulso de ferro, controlava uma horda de selvagens e a ascensão ao “trono” dessa mesma horda de selvagens. Boa, boa! 👏👏

Fonte aqui.


Síria, após 13 anos de terrorismo de estado dos EUA, o que podemos esperar?

(Finian Cunningham in Observatoriocrisis, 10/12/2024, Trad. da Estátua)

A destruição da Síria é outro grande crime cometido pelo imperialismo ocidental liderado pelos Estados Unidos. É errado especular que houve qualquer tipo de “acordo” entre Assad e os seus aliados na Rússia e no Irão.


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Em menos de 13 dias, uma coligação de grupos jihadistas apoiados pelos EUA assumiu o controlo da Síria. A ofensiva, que começou em 27 de novembro, culminou com a renúncia precipitada do presidente sírio, Bashar al-Assad, e com a sua fuga para a Rússia. Foi confirmado que Assad e sua esposa estavam em Moscou em 9 de dezembro.

Assad afirmou que tomou a decisão de preservar a paz na Síria. A Rússia alegou que não estava envolvida na sua tomada de decisão.

A ostentação dos políticos americanos e europeus reflete anos de investimento das potências ocidentais na mudança de regime na Síria, um investimento que parece ter finalmente valido a pena.

É errado especular que houve algum tipo de traição ou “acordo” por parte de Assad e dos seus aliados da Rússia e do Irão para deixar o país render-se. Sim, o que é verdade é que o exército e as autoridades sírias capitularam num tempo vertiginoso, mas é ingénuo conjeturar sobre uma manobra mais tortuosa nos bastidores, como a Rússia ou o Irão deixando o seu aliado sírio à mercê dos insurgentes.

A Síria estava simplesmente quebrada e exausta por anos de agressão e desgaste por parte do Ocidente. Havia pouco que a Rússia ou o Irão pudessem fazer para a salvar enquanto país aliado.

O colapso final da Síria não ocorreu depois de uma blitzkrieg de 13 dias, mas depois de 13 anos de terrorismo ininterrupto por parte dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus da NATO.

A fase anterior do terrorismo por procuração patrocinado pelos EUA (2011 a 2020) foi interrompida pela intervenção da Rússia, do Irão e do Hezbollah, mas os agentes ocidentais não foram definitivamente derrotados. Em retrospetiva, isso pode ser visto como um erro estratégico fatal.

A continuação da guerra por procuração após 2020 baseou-se na imposição de sanções económicas e comerciais devastadoras à Síria, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

A guerra por outros meios também envolveu forças militares dos EUA e da Turquia que ocuparam ilegalmente o território sírio no norte, leste e sul, permitindo o roubo das exportações de petróleo e trigo da Síria. Durante a sua presidência anterior, Trump vangloriou-se abertamente de “roubar o petróleo da Síria”.

Assim, desde 2011, quando a administração Obama colocou a mira na Síria para a mudança de regime, até à queda de Damasco no fim de semana, o país suportou uma guerra de desgaste de 13 anos. Mesmo depois da relativa paz obtida graças à intervenção da Rússia e do Irão a partir de 2020.

Os sírios foram privados de alimentos, medicamentos e combustível e mais de metade da sua população foi deslocada das suas casas. A economia síria estava em ruínas. A sua moeda tinha perdido todo o valor, ajustando-se à inflação a cada hora. Quando os insurgentes apoiados pelo Ocidente lançaram a sua ofensiva em 27 de Novembro a partir do enclave norte de Idlib, não sobrou nada do Estado sírio que pudesse oferecer qualquer resistência. Aleppo, Hama, Homs e a capital caíram como dominós.

A principal facção insurgente é Hayat Tahrir al-Sham (HTS), liderada por Mohammed al-Jawlani. A HTS é uma organização terrorista banida internacionalmente que até os Estados Unidos designaram oficialmente como um grupo ilegal. O Departamento de Estado oferece uma recompensa de 10 milhões de dólares pela captura do seu líder.

Mas, no jogo de guerra por procuração dos EUA, o HTS e o seu líder são ativos de Washington. Desde 2011, os americanos e os seus parceiros da NATO usaram a Al Qaeda, o ISIS, a Frente Jabhat al Nusra (mais tarde HTS) com fornecimentos de armas e combatentes jihadistas da Líbia, Turquia e outros países para manter a agressão à Síria e infligir-lhe horrores.

A comunicação social ocidental propagou a farsa ao se referir cinicamente aos terroristas como “rebeldes moderados”. Diz-se que a base militar gerida pelo Pentágono em Al Tanf, no sul da Síria, serve para treinar “rebeldes moderados”, quando na realidade são extremistas jihadistas que estão a ser armados.

Na semana passada, antes do ataque final à capital síria, Damasco, Al-Jawlani, o comandante do HTS, deu uma entrevista em horário nobre à rede noticiosa norte-americana CNN para reabilitar a sua imagem de líder estadista em vez da de líder terrorista, supostamente procurado.

Al-Jawlani diz que os dias em que ele e a sua organização eram parceiros do ISIS e da Al Qaeda ficaram para trás. E a CNN e outros meios de comunicação ocidentais fazem tudo o que podem para que essa afirmação pareça plausível. Ah, que final feliz!

Nesta fase inicial, não está claro se a Síria estará agora atolada num derramamento de sangue sectário, com represálias e assassinatos em massa que caracterizaram a fase anterior da guerra por procuração patrocinada pelos EUA, quando xiitas, alauitas e cristãos foram decapitados por serem “apóstatas e infiéis”.

De forma ameaçadora, nesta altura, os Estados Unidos e Israel começaram imediatamente a bombardear o país, alegando cinicamente que estavam a tentar estabilizar a situação.

Os rápidos acontecimentos na Síria surpreenderam o mundo inteiro. Quem teria pensado, há apenas duas semanas, que Assad acabaria no exílio em Moscovo? A reação dos Estados Unidos, de Israel e de outros líderes ocidentais é quase de descrença no que consideram uma grande sorte.

A Rússia e o Irão parecem ter ficado realmente surpreendidos. A guerra por procuração da NATO na Ucrânia, às portas da Rússia, tem, sem dúvida, sobrecarregado os recursos militares russos. O Irão está preocupado em proteger o seu próprio país da agressão israelita.

O presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, falaram com entusiasmo sobre a nova “oportunidade” na Síria. Ambos alegaram ter tido algo a ver com o triunfo da insurgência terrorista. Netanyahu assumiu o crédito pela sua guerra genocida em Gaza e no Líbano por enfraquecer os aliados da Síria, o Hezbollah e o Irão.

Biden foi ainda mais descarado ao explicar como o terrorismo de estado americano destruiu a Síria e abriu o caminho para que os seus aliados jihadistas tomassem o poder. Ele disse: “A nossa abordagem mudou o equilíbrio de poder no Médio Oriente através de uma combinação de apoio aos nossos parceiros, sanções, diplomacia e força militar direcionada”.

No duplo discurso de Washington, “apoio aos parceiros, sanções e força militar seletiva” traduz-se em patrocinar terroristas para subjugar uma nação, guerra económica para enfraquecê-la e agressão ilegal para forçar a submissão final. A destruição da Síria é outro grande crime cometido pelo imperialismo ocidental liderado pelos Estados Unidos.

Fonte aqui.