1: Relações EUA-Rússia: Diplomacia e Economia em Destaque
O encontro entre os principais diplomatas dos Estados Unidos e da Rússia na Arábia Saudita teve como objetivo principal normalizar as relações entre as duas potências globais. A diplomacia será o principal campo de ação, mas também haverá discussões sobre economia e outros temas.
2: Ucrânia: Tema Presente, mas Separado
A Ucrânia foi um tema discutido na reunião, mas não foi o foco principal. O encontro serviu para preparar uma futura reunião entre os presidentes Putin e Trump, que discutirão os detalhes do conflito.
3: Foco na Economia
Os Estados Unidos foram afetados pelo conflito ucraniano em cerca de US$ 320 bilhões. A normalização das relações seria benéfica para o presidente Trump, que é sensível a esse argumento. A questão económica deve sobrepor-se a outros aspectos, pois terá um papel crucial na normalização das relações.
4: Implicações da Proposta de Metais Raros
A proposta de extração de metais raros na Ucrânia, apresentada pelo presidente Zelensky, não está sendo bem recebida por ele. Os Estados Unidos reivindicam 50% dos projetos em andamento e futuros, o que pode ter consequências para a economia ucraniana e sua possível adesão à União Europeia.
5: Europa Descoordenada
A visita do enviado especial dos EUA para a Ucrânia à Europa levantou questões sobre a coordenação na região. Os EUA enviaram um questionário aos países europeus, ultrapassando a OTAN e a UE. Isso indica uma postura política que deve ser considerada.
A Europa enfrenta desafios na liderança do processo de paz na Ucrânia. A falta de um representante especial e a ausência de uma reunião do Conselho Europeu para discutir o tema são vistos como erros estratégicos.
6: Quem Lidera o Processo de Paz?
O encontro em Paris, convocado por Macron, reuniu vários líderes europeus, mas não definiu quem lideraria o processo de paz na Ucrânia. Macron, Stoltenberg e outros fizeram declarações contraditórias sobre o envio de tropas e garantias de segurança.
A incapacidade da Europa em se coordenar e definir uma estratégia única é lamentável e prejudica seu papel no conflito. A União Europeia precisa nomear um representante especial para coordenar os esforços diplomáticos e liderar as discussões com a Rússia.
7: Garantia de Segurança: Um Desafio para a Europa
Os Estados Unidos descartaram fornecer garantias de segurança à Ucrânia. A Europa, no entanto, não tem capacidade ou intenção clara de assumir esse papel. A falta de clareza quanto ao objetivo estratégico e à missão militar na Ucrânia torna o debate sobre garantias de segurança fútil.
8: Forças Armadas Europeias: Capacidade Limitada
Os números do mapa de forças armadas dos países europeus mostram que eles não têm a capacidade militar necessária para oferecer garantias de segurança à Ucrânia. A vontade política e a capacidade de recrutar e manter tropas também são questionáveis.
De salientar que a diplomacia tem sido um “tabu” para a Europa neste conflito, o que pode causar ainda mais desconforto pela persistência da tomada de políticas de Biden, não estando ainda adaptada para uma nova realidade.
Podem abaixo ver o vídeo com toda a análise, obtido do canal do YouTube @PovoEnganado.
Dir-me-ão que analisar é uma especialidade ao alcance de poucos iluminados. Eu acho que não. Aliás, se pensarem nisso, não fazemos outra coisa na vida. Desde que acordamos até que nos deitamos, estamos sempre a analisar qualquer coisa.
A estrada mais desimpedida para chegar ao trabalho e fugir ao trânsito. A melhor solução para o problema colocado pelo chefe. Que broca usar para não fazer uma cratera enquanto penduras aquele quadro que está no chão há cinco meses. Como explicar aos miúdos que a vida não segue um roteiro do Netflix. Em que partido votar consoante a história que nos contam. Que parangona de primeira página tem um corpo de notícia que a confirme. Até se aquela casa de banho pública onde entraste no momento de aflição reúne os mínimos olímpicos para o alívio desejado.
Analisar é, perante um conjunto de dados, pensar no seu significado. Mais ou menos elaborado, é isto. Todos conseguimos analisar, uns explicam-se melhor, outros pior. Mas desde que tentemos dizer aquilo que vemos, tudo bem.
A minha carga laboral retira-me o tempo necessário para seguir os passos da atualidade como eu gostaria. Pelas minhas contas assim continuará por mais três anos e, como tal, procuro com a ajuda dos analistas de serviço para ir percebendo o que se passa.
Funcionam, para mim, como aquele resumo dos Maias, das edições Europa-América, que todos usámos para fazer a síntese, o resumo e a ideia geral da obra. Desde que trabalho para os camaradas chineses, esta é a única forma de saber para que lado roda a terra.
O meu método é simples mas moroso. Escolho um canal qualquer e vou ouvindo o que por lá explicam. Se passado algum tempo a realidade bate certo com o que ali dizem, seguimos juntos, como se diz na margem sul. Se vejo que é sempre ao lado, passo ao próximo, seja em que canal for.
Tirando o Rogeiro, o Sousa Tavares e mais dois ou três clássicos da RTP, eu não conhecia qualquer comentador da televisão portuguesa há uns três ou quatro anos. Por exemplo, o Luís Paixão Martins, que é um catedrático da comunicação, apareceu há uns anos num programa de futebol e eu não fazia ideia quem ele era. O mesmo para todos os que aparecem na CNN (conhecia a Anabela dos anos da AR) e da SIC apenas a rapaziada do Governo Sombra ou do Eixo do Mal.
Tentei ouvir uns quantos ao longo dos anos e fui percebendo, como todos nós, quem é que resumia a atualidade e quem é que espalhava “wishful thinking” que, no fundo, acabava por me fazer perder o dobro do tempo com verificação de factos. Se alguém me diz, durante três anos, que a Rússia está quase a colapsar, eu não consigo ouvir essa pessoa mais um minuto que seja. Porque, das duas, uma: ou é profundamente incompetente ou então tenta espalhar desinformação. Nenhum caso é particularmente apelativo.
Há um ror de exemplos de pessoas que, diariamente nas nossas televisões e sob a capa da “análise”, mentem descarada e repetidamente. Em alguns casos é até possível ver que, com o passar dos anos, o discurso vai-se radicalizando e a vergonha desaparecendo. Uma e outra vez dou por mim a ouvir um caderno de intenções próprias, pensamentos ideológicos e tiros que se afastam, em muito, do quotidiano.
Esclareço: eu nada tenho contra uma opinião, uma análise especulativa ou até um pressentimento com base na história e na experiência, do que será o amanhã. Mas por favor, não apliquem a mesma lógica para o que aconteceu ontem. Sobre o passado não dá para especular ou assumir. Os dados existem. Há que, com a melhor das capacidades, tentar explicar o que se passou.
E nada tenho contra quem se engana e assume o erro mas, como saberão, em Portugal, ninguém se engana. É preferível andar anos a vender uma história alucinante do que dizer: “enganei-me”. A nossa credibilidade depende de estarmos sempre certos. Mesmo quando é a fingir.
Zelensky disse que a Ucrânia não estará na conferência de paz. O enviado americano disse o mesmo. Já todos perceberam que a Ucrânia não conta para a discussão. Pois ainda ontem, o Isidro garantia que sem a Ucrânia não haveria conversa.
Do mural do X da HFG – Muita erudição
Da mesma maneira que, durante a pandemia, a Helena Ferro Gouveia dizia que os não vacinados estavam a colocar as vidas dos outros em perigo ou ainda, ao fim de 10 000 crianças indefesas chacinadas em Gaza, repetia que “Israel tem o direito de se defender”.
Da mesma forma que o João Marques de Almeida normaliza o Chega sempre que pode, comparando-o ao PCP e ao BE e o Sebastião Bugalho, na versão comentador, analisava sondagens e falava de estratégias eleitorais que raramente tocavam a realidade.
O Rogeiro também caiu nisso, depois de 30 anos de serviço, para nos dizer que os russos andavam descalços e a roubar máquinas de lavar, enquanto um fantasma do ar os arrasava.
Em tempos a Helena também disse que o PCP tinha votado contra o aborto. É um vale tudo desde que largou a DW e entrou no universo Galinha.
A Diana Soller andou por estes caminhos mas, aos poucos, foi moderando o discurso para mais próximo da realidade.
Mais do mural do X da HFG
Enquanto a Helena diz que o Hamas está destruído (o Twitter/X desta senhora é todo um novelo diário de ódio e propaganda), a Diana Soller já diz que está só enfraquecido. Vemo-los em cada sábado a fazer uma prova de força. Com propaganda, é verdade, mas estão lá. Não dá para dizer que foram todos apagados do mapa, pelo menos por enquanto.
E é isto que eu espero que me digam e analisem. O resumo do que aconteceu e o que imaginam que se seguirá. Não quero fretes, agendas ou mentiras em catadupa porque, enquanto espectador, essa merda dá-me um trabalho enorme para perceber a realidade. E falta-me tempo para isso. Tempo e paciência.
Por outro lado, escapa-me o interesse das televisões, que vivem de audiências, em albergar pessoal que, no essencial, estão lá para criar narrativas alternativas e, pelo que vou vendo, ir arranjando umas colocações nos partidos e nas subvenções públicas. Acho pobre. Uma pessoa que “siga o mundo” através desta malta, forma opinião de uma realidade que não existe e vota também. Aliás, com o mesmíssimo peso de alguém que, de facto, percebe onde acaba a mentira descarada e começa a dúvida razoável. A comunicação social tem um peso importante na nossa formação, enquanto sociedade.
Nos dias que correm, fico-me pelo Daniel Pinéu, Carlos Branco, Tiago André Lopes, entre outros cujos nomes tenho mais dificuldade em guardar. Parecem-me sérios na análise e com conhecimento histórico que ajuda ao enquadramento.
Ela até mandava as filhas para a Ucrânia…
Acabo com um pedido ao CDS do Núncio e ao Chega do Frazão: não precisam lá de uma assessora que domine a geopolítica ao nível do genocídio do bem e do racismo aplicado ao falafel? O discurso já está há muito afinado, gosta de armas e tal como o Gouveia e Melo, também quer invadir umas cenas. Vejam lá isso. Os espectadores, com mais do que três neurónios, agradecem.
Falamos em “revolução” porque Trump pretende representar uma alteração qualitativa do poder nos EUA: não são representantes da oligarquia que governam, são os próprios oligarcas que assumem a condução do poder e suas decisões. Esta mudança resulta de contradições que se geraram na própria oligarquia em que um certo sector pretende limitar o facto incontornável da multipolaridade e o declínio económico, social e do poder militar do país.