O Idílio Alentejano

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 22/08/2020)

Clara Ferreira Alves

A capital entretém um idílio rural com o Alentejo. Lembro-me de uma época em que todo o intelectual ou profissional desiludido ou cansado queria refugiar-se no Alentejo e reinventar-se por lá, na bravura daqueles estios. Foi a época dos montes e das fantasias campestres em que o alentejano deixara de ser um comunista empedernido para passar a ser um homem do campo, ou mulher do campo, serviçais nimbados da pureza das terras. Em tempos mais recentes, temos a fase do paraíso para reformados europeus endinheirados, a coutada de milionários estrangeiros e “artistas” na costa alentejana, que lhes pertence quase toda e enche as páginas e as rubricas de estilo de jornais e revistas, com fotografias em belas cores. Louboutin, o dos sapatos da sola vermelha, com a casa de Melides, ou as sofisticações de Philippe Starck. E temos a fase dos agricultores dos novos latifúndios, com as culturas de vinho e oliveira, as provas nas herdades desenhadas por arquitetos, as reportagens dos enólogos e dos estrangeiros do centro da Europa, a Europa rica, que fizeram do Alentejo aquilo que não soubemos fazer, a sua casa. Mais o turismo rural, cristalização lucrativa do idílio alentejano.

O Alentejo é tudo isto, e tudo isto deve ter contribuído para o seu “desenvolvimento humano”, visto que nas estatísticas tem uma das taxas mais elevadas do país, e um rendimento per capita anual que, andando à volta dos €19 mil, também seria dos mais elevados do país. Pouco é certo, muito para a nossa pobreza. A segurança e a baixa criminalidade fariam do Alentejo um lugar exemplar da qualidade de vida portuguesa.

Por baixo destas camadas de verniz, um Alentejo bruto e árido como a terra sobrevive, meio esquecido, habitado por desempregados, velhos, suicidas, povoado por aldeias desertas onde não se vê alma num dia de agosto. Casas brancas caiadas que faíscam ao sol de verão sem vestígios humanos. Num café à beira da estrada, derreados pelo calor, um grupo de homens bebe cerveja ao fim da manhã, matando o tédio.

Escolhi vir do Algarve pela estrada de Castro Marim a Beja, passando por Mértola. Há muito tempo que não viajava por ali. A estrada melhorou, e mesmo quando atravessa os montes em curvas e contracurvas é uma estrada ampla e segura. A paisagem está envolvida num silêncio que convida à languidez da gente. Compreende-se a profundidade do cante alentejano, a lentidão das vozes. Nem um sopro sacudia as folhas e os campos sucediam-se, todos destinados a duas culturas. Vinha e oliveira. Os olivais eram recentes, com pequenas árvores recém-plantadas que pareciam estremecer na luz. Como sempre acontece em Portugal, quando uma monocultura dá sustento, abusa-se. Foi assim com o eucalipto. As fiadas de oliveirinhas são maiores do que as de vinhas, e estendem-se durante quilómetros por todo o Baixo Alentejo. O trigo, que costumava tingir a paisagem de amarelo, ausentou-se. Em vez das espigas ondulantes, temos folhas de prata. O azeite vai sobrar para o pão alentejano, que mais parece um pedregulho do que um pão e tem um sabor de torrão.

O sobreiro ainda dá sombra, e em certas regiões onde a terra se vira em pedra, o sobreiro desenha uma solidão na aridez de ferrugem, uma árvore habituada a enfrentar a dureza que não acolhe vinhedo ou olival. O Alentejo não é verde, é amarelo, é vermelho, é metálico, é geométrico. Nada tem de sorrateiro. Aquela brutalidade esculpe os corpos e as feições. E confere à paisagem humana uma indiferença milenar, como se o mundo mudasse em torno, e ali certas coisas não mudassem nunca. A famosa teimosia alentejana, a dificuldade de perder tempo com explicações. Ou direções. Esta característica alimentou gerações de anedotas idiotas.

O viajante que passa assim pelo Alentejo, de rápido, faz a paragem para almoço gastronómico, que dantes significava perguntar aos autóctones. O Tripadvisor dá-nos as instruções em inglês e português, com comentários do Billy, do Phil, da Mary, do Ian. Alguns destes comensais gabam as gambas e o salmão, escolhas complexas na terra das migas e do porco preto.

A um domingo, a maioria dos restaurantes está fechada e os lugares gastronómicos estão reservados e à cunha. Não se vê a quem perguntar pela tasca alentejana até que um restaurante miraculoso na berma da estrada decide estender o horário da cozinha e servir dois pratos do dia. A comida é de reis, abundante e preciosa de gosto e tempero, cozinha com bons ingredientes, mas dentro da sala, na sombra do restaurante vazio com uma mesa ocupada pelos empregados que começam a almoçar, só se ouve um som. O das duas televisões ligadas na CMTV. Impossível escapar à ladainha de crimes perpetrados e por perpetrar, de mulheres e homens esfaqueados e baleados, de cônjuges desavindos, de brigas inconfessáveis e de julgamentos em salas com azulejos brancos e azuis e advogados que falam para as câmaras com a naturalidade de profissionais. A ladainha foi interrompida por uma reportagem sobre uma manifestação contra o fascismo em Lisboa, aparecida primeiro nos rodapés como contra o fascismo e depois contra o racismo. Fechada a rubrica, uma espécie de intervalo lunático, os crimes regressaram.

E avistado assim, daquela janela aberta sobre a violência, o país todo aparecia como um lugar de delito e canalhice, de traição e vilanagem. A televisão dissipava o conforto da comida, o sabor do coentro e do tomate, o javali apimentado, e espancava a sala num pasmo mudo, como se as pessoas não esperassem mais do que aquilo que era oferecido, o óleo de rícino das mortes suburbanas, das agressões passionais e da delinquência geral. Um daguerreótipo onde as personagens só têm a cor da pele, branco também é cor, e onde os maus pertencem a um tipo bem definido, o outro.

Aquela massificação da tragédia gera a indiferença, manda encaixotar a moral e reserva para o espetáculo do mundo uma espécie de desdém. O silêncio da tarde, a liberdade da paisagem, sumiram-se no horror e na normalidade sangrenta. Imagino que várias horas, dias, anos, desta dieta televisiva, engendrem o sono da razão que produz os monstros de Goya. Nesta natureza não há, de facto, pensamento. O Alentejo nutrido e fortificado, mais o da costa do que o do interior, desaparece.

Não surpreende que à entrada da cidade, num resplendor personalizado, o rosto de André Ventura tenha substituído a foice e o martelo. As pessoas que se sentem vítimas de uma injustiça especial precisam de alguém que lhes aponte um destino e um inimigo e lhes atenue a inércia. A planura alentejana tem a melancolia e a desolação dos desertos. A televisão neste belo lugar não passa de uma maldição.


O nacional-parolismo

(Henrique Monteiro, in Expresso Diário, 08/07/2020)

Henrique Monteiro

Comecemos pelo drama inglês. É uma conspiração, só pode ser! Os números não querem dizer nada! Já quiseram, quando éramos um milagre, mas agora? E logo os nossos mais antigos aliados a fazerem-nos uma destas! Ponham os olhos nos senhores da UEFA (que por acaso não pagam impostos) e vejam lá se eles não nos escolheram… Logo agora, que a TAP passou em 72,5% para as mãos do povo (como diria Pedro Nuno Santos) é que os ingleses nos fazem uma destas!

Sem desprimor para a estimável e prejudicada classe profissional, esta espécie de conversa de taxista não é diferente da conversa governamental e, em certos casos, presidencial. Até o raio do acordo de Windsor foi chamado ao barulho. Porquê? Porque somos parolos, vivemos de um turismo de parolos e paralisamos quando todo o nosso esforço se começa a esboroar.

Vamos por partes: durante o confinamento, o tuga portou-se impecavelmente. De tal forma que se antecipou ao Governo e à DGS em casos como o uso de máscaras, meter-se em casa e guardar distâncias. A curva dos infetados achatou, e foi a época em que fomos campeões. Olhávamos com desgosto, mas certa sobranceria, as trapalhadas da Itália, nomeadamente das ricas Lombardia e Toscânia, ou as da Espanha e da Bélgica; deitámos as mãos à cabeça com a displicência sueca e com a ousadia (mais tarde corrigida) de Boris Johnson. Tínhamos um milagre, diziam os jornais estrangeiros. Tínhamos! Repetia-se por cá.

Foi pouco depois que chegaram as boas notícias. De um canto de um jardim de Belém as três figuras mais altas do Estado, acompanhadas das mais altas do futebol, anunciavam com pompa e circunstância que a fase final da Champions jogar-se-ia nos dois magníficos estádios da segunda circular, em Lisboa. Ditosa pátria que tem dois estádios modernos a um quilometro de distância. E isto era importantíssimo! Não porque houvesse a certeza de os jogos não serem (como são os nossos do campeonato) à porta fechada, mas pelo dinheiro que valia como propaganda turística. Não há – não há meus caros senhores – dinheiro no mundo que pague esta publicidade gratuita ao nosso país, ao seu turismo, à sua serenidade e salubridade das ruas, praças, restaurantes, hotéis, barracas de comes e bebes e esplanadas – ao sol retemperador de um país milagroso.

Porém… a curva achatou-se, mas persistiu em não agachar. No resto da Europa, os novos casos vão descendo. Na Itália, em Espanha, no Reino Unido, em França, na Alemanha… mas não cá (nem na Suécia, que continua com a sua política que parece desconfinadamente absurda, mas pode não ser).

A Europa escolheu um indicador para coisas como retomar as viagens ou possibilidades de férias. E o Reino Unido que já nem da União é membro, seguiu esse indicador. Qual deveria ser? Para nós convinha ser o número absoluto de mortos, porque somos poucos, mas a Europa optou pelo número de casos por cem mil habitantes. E, azar dos Távoras, sem que se possa dizer o que fizemos de errado (salvo responsabilizar uns jovens ou dizer que António Costa e Marcelo correram depressa de mais para cafés e restaurantes no fim do Estado de Emergência) somos, à exceção da Suécia, o país da Europa ocidental com mais casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias. Se virem acima o mapa do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) verão que a nossa cor destoa de todos os países à nossa volta, e só é encontrada lá para a Turquia, Roménia, Bielorrússia… Na Rússia é mais carregada e na Suécia mais ainda. Isso significa que o Reino Unido, a Espanha, a Itália, a França, a Alemanha, a Bélgica, a Holanda, têm menos de 20 casos por 100 mil habitantes e Portugal, tal como a Turquia, tem entre 20 e 60. A Rússia entre 60 e 120 e a Suécia mais de 120.

Pode ser injusto, mas sendo assim, para que queremos a final da Champions, se os ingleses e mais alguns não puserem cá os pés? Nós estávamos a ser campeões do turismo, tínhamos perdoado os impostos ao pessoal do futebol e agarrado a TAP para ela não nos fugir (embora a TAP não trouxesse quase turistas, menos de 3% para o Algarve, quase nada para o Porto…).

Mas não, o mundo conspirou contra nós. Nem a D. Filipa de Lencastre nos valeu, ao casar-se com D. João I há 633 anos, um ano depois da mais antiga aliança do mundo ser celebrada com a Inglaterra.

Olhamos e ouvimos, e o que me parece é que estou a escutar os dirigentes do futebol a queixar-se do árbitro quando as equipas jogam mal. Enfim. Parolices!


Not clean, not safe

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 27/06/2020)

Clara Ferreira Alves

Agora, os mesmos que disseram que éramos um destino de eleição para as férias inglesas, ou britânicas, dizem que somos pestíferos. Em vez do recorte da Praia da Rocha com água verde-esmeralda, vêm os números da peste.


Não somos o Estado pária, estamos logo abaixo do Estado pária. A Suécia. Os entusiasmados do costume, mais ou menos os mesmos que se comoveram com a vitória de Trump com o voto das massas, humedeceram os olhos com a “experiência sueca”. Sem tomarem medidas de confinamento ou proteção, sem fecharem a economia, os suecos guiados por um único epidemiologista e as suas teorias esdrúxulas sobre a imunidade de grupo, ou de manada, ordenaram a eugenia. Os velhos internados com 65 anos ou mais foram abandonados, ordens para não serem tratados ou assistidos, acabando por morrer na solidão e na agonia, visto que dois terços dos trabalhadores dos lares desertaram quando a epidemia atingiu o sector. Dois terços. A Suécia exibe agora um número de mortos muito superior ao dos civilizados vizinhos, a Noruega e a Dinamarca, e tem a entrada barrada em todos os países europeus. Se fossem os alemães a tentar a experiência, não faltariam os gritos e acusações de nazismo e ressuscitação de Goebbels. Sendo os suecos, bom, sendo os suecos, torna-se um sinal de uma superior civilização.

Em Portugal, somos grandes admiradores das civilizações superiores, praticamente todas as dos países mais ricos do que o nosso. Assim se explica a quantidade de notícias em jornais portugueses sobre jornais estrangeiros que publicam notícias sobre portugueses. O “Sunday Times” disse, o “Telegraph” disse, e inchamos o peito de orgulho com a distinção. Pode ser uma notícia com três parágrafos, nós nos encarregaremos de a dilatar. Pode ser uma notícia falsa, ou mal informada, nós nos encarregaremos de a reproduzir, porque estas breves contribuem para a chamada autoestima dos heróis do mar.

Agora, os mesmos que disseram que éramos um destino de eleição para as férias inglesas, ou britânicas, dizem que somos pestíferos. Em vez do recorte da Praia da Rocha com água verde-esmeralda, vêm os números da peste. Os novos surtos. Em compensação, a Espanha aparece como o eldorado, aberto a receber as hordas da cerveja e do peixe frito, do vinho reles e da salsicha. Vivam Benidorm e Torremolinos, abaixo a Quarteira e Albufeira. Como é que isto nos aconteceu? Simples, bastava termos mentido. Uma criança saberia como fazer.

Recapitulemos. Ainda não há muito tempo, a Espanha estava carregada de mortos, de infetados e de problemas. Tivemos de os defender dos holandeses. Os números eram tão superiores e as medidas tão desordenadas que as “autoridades espanholas”, uma coisa que ninguém sabe bem o que seja, decidiram fechar as fronteiras não as abrindo tão cedo. A fronteira com Portugal foi fechada de um dia para o outro e sem comemorações, cada país tratou de si como pôde. É o período do chamado “milagre português”, tão grande como o de Fátima e tão mitificado como este. A fé tem muita força.

O tempo foi passando, as autoridades portuguesas, que são muitas e várias, entrando em contradição, disseram que podíamos sair de casa. Numa praia onde num dia não podiam estar dez pessoas juntaram-se 180 mil, com a augusta presença do senhor primeiro-ministro. Sem transição e sem raciocínio logístico. Confina, desconfina, vamos festejar. Em Espanha, tudo continuava na mesma. Mal.

É possível que tenha sido uma invenção nossa, na sequela de corredores entre países com baixa taxa de infeção. Enquanto os outros abriam corredores seguros, éramos o único país do mundo a querer negociar e abrir um corredor com os inseguros ingleses. O primeiro e único. A Grécia disse que não abriria, para não borrar a pintura dos campeonatos de infeção e mortalidade, e a Espanha secundou. A decisão portuguesa parecia assim deslocada e imprudente. O “Telegraph” publicou uma notícia a dizer que Portugal era bestial. A seguir, veio a quarentena inglesa, que a gente do turismo e da aviação aguentou e vituperou. Orgulhosamente sós, perseverámos na negociação do corredor, e parece que estava a correr bem, o Boris aceitava, o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros rejubilava com este negócio estrangeiro. Criámos o selo Clean & Safe e prometemos desinfetarmo-nos bem para receber hóspedes de um país com uma taxa de mortos e infetados tão grande que era a primeira do espaço europeu. Pior que a Espanha e a Itália. Ia ficar tudo bem.

Entretanto, de Espanha chegaram mudanças repentinas nas datas de reabertura da fronteira com Portugal, sem comunicação prévia aos portugueses. Assentou-se o 1 de julho, e os portugueses ficaram todos contentes, a coisa ia meter chefe de Estado e primeiro-ministro. Do lado de lá, o rei, muito útil justamente para cerimónias destas. Ia ficar tudo bem.

Não ficou. Enquanto o desconfinamento acelerado nos trazia mais mortos e infetados, a Espanha aparecia com zero mortos. De um dia para o outro, zero mortos. Zero tudo, os números não atinavam. Enquanto exibia zero mortos, a Espanha ia negociando um corredor com os ingleses, prometendo a abertura de fronteiras. Numa clara operação de propaganda, a Espanha passou-nos a perna, como de costume, e anunciou que estava aberta para o turismo além-mancha, o alemão, o que se quisesse. O “The Guardian” noticiou a coisa, como um acontecimento grandioso, o “Telegraph” também. ABRIRAM. Ninguém falou mais de Portugal, que continuava aberto, nunca fechou, mas sem corredor, à espera da cerimónia fronteiriça. E até a Grécia, tão sóbria, tão fechada a infetados, resolveu abrir o corredorzinho com os ingleses e colocar Portugal na lista negra, numa operação de concorrência desleal que brada aos céus. Chama-se a isto, em bom português, esperteza saloia.

Entretanto, por aqui, negociando a final do Champions, com as autoridades aos saltinhos, deixámos a coisa descambar e a Europa virou-nos as costas. Estado pária, abaixo da Suécia. A Grécia e a Espanha tinham agora o verão desimpedido pela concorrência portuguesa. A Espanha passava por imaculada, mas a versão estava tão estragada como a Imaculada Concepção de Murillo desfigurada por um carniceiro armado em restaurador de arte antiga.

Ou seja, a Espanha mentiu. Mentiu sobre os mortos e infetados porque sonegou os números durante 12 dias, 12, camuflando a desonestidade com a desculpa de que estava a rever os “critérios de contagem”.

O “The Guardian” fez mais uma notícia dizendo que a direita espanhola atacava o Governo com isto, como se o argumento fosse uma invenção política. A Espanha reviu os números, e não eram bonitos. Continuavam as mortes. Por cá, tratando-se de um Governo amigo, socialista, de esquerda, optou-se por enterrar o assunto. E continuamos na lista negra, à espera da fotografia com o rei, em que, para a coisa ser devidamente oficializada no dia 1 de julho, se aconselha o uso de um barrete bem enfiado na cabeça dos nossos chefes de Estado. Para cúmulo, o britânico país mais infetado da Europa veio rever a sua apreciação de Portugal e disse que considerava pôr o nosso país na lista negra, arredando a hipótese de um corredor aéreo ou do turismozinho em Portugal.

Logo fazerem-nos isto a nós, os mais velhos aliados, que pusemos um enfermeiro português a oxigenar o Boris Johnson. E quando encomendámos tantos selos Clean & Safe.

Nota: Escrito na quarta-feira. Pode ser que no sábado nos tenham perdoado. Ele há milagres.