Há rastos digitais dos países da NATO e de Israel no ataque terrorista em Moscovo?

(Wellington Calasans, In Twitter, 23/03/2024)

Flores preenchem local do atentado em Moscovo

Todos sabem que o Isis não teria a menor chance de sobreviver na Rússia. Todos sabem que, desde 2016, os russos destruíram aquela milícia criada e treinada pelos EUA e Israel para servir de álibi aos seus próprios intentos.

O Isis é aquele tipo de “célula adormecida” que sempre resolve atacar quando a coisa está feia para o lado dos EUA e de Israel. O Isis nunca atacou Israel. Quanta coincidência!

Quando fui informado ontem (praticamente em tempo real) sobre o atentado, tive o cuidado de acompanhar as primeiras reações de todas as partes relevantes.

Não é exclusividade minha a certeza de que o “Estado Islâmico” não é nem estado, nem islâmico. Todos sabem quem criou, armou e treinou os mercenários que praticam barbaridades contra civis e recebem uma divulgação impressionante, minutos depois, na imprensa de propaganda da NATO. É preciso desenhar?

Vi muita pressa dos EUA em defender a Ucrânia e vi o lado russo recordar que há 15 dias os Estados Unidos emitiram um “alerta” de potencial ataque terrorista em Moscovo.

Confesso que o silêncio de Israel me chamou mais atenção. Aquela arrogância dos valentões sionistas de que “destruiriam a Rússia” (por causa da aproximação com o Irão) não foi celebrada pelos prepotentes.

Uma coisa que publiquei imediatamente – na verdade eu retweetei um post do Alexandre Guerreiro (que destacava as palavras de Dmitry Medvedev) – continha o lembrete de que “os russos sabem combater o terrorismo”. Se eu sei disso, imagine o lado que patrocina o Isis…

Na imprensa alternativa norte-americana

Os relatórios iniciais de que o ISIS assumiu a responsabilidade pelo ataque terrorista em Moscovo pareciam rumores a princípio, e ainda têm sido objeto de escrutínio e debate generalizados, no entanto, a mídia dos EUA e funcionários do governo estão dizendo que, o Estado Islâmico, (ou a declaração ISIS-K) é autêntica.

Um ramo do Estado Islâmico assumiu a responsabilidade na sexta-feira pelo ataque em Moscovo que matou pelo menos 40 pessoas e feriu cerca de 100 outras, e as autoridades norte-americanas confirmaram a afirmação pouco depois”, escreve o The New York Times no final do dia.

Além disso, a inteligência dos EUA sabia que haveria um ataque iminente a Moscovo: “Os Estados Unidos recolheram informações em Março de que o Estado Islâmico-Khorasan, conhecido como ISIS-K, o braço do grupo baseado no Afeganistão, estava a planejar um ataque a Moscovo, de acordo com autoridades. Os membros do ISIS têm estado ativos na Rússia, disse uma autoridade dos EUA” de acordo ainda com o NYT.

O Kremlin havia exigido no início do dia respostas de Washington explicando por que a Embaixada dos EUA em Moscovo emitiu um alerta no início deste mês para que todos os cidadãos dos EUA evitassem locais públicos e fossem extremamente vigilantes. Anteriormente, informámos sobre a notificação da embaixada no início de março.

E o NY Times continua, citando autoridades dos EUA: “Depois de um período de relativa calma, o Estado Islâmico tem tentado aumentar os seus ataques externos, de acordo com autoridades antiterroristas dos EUA. A maioria dessas conspirações na Europa foi frustrada, o que levou a avaliações de que o grupo tinha as suas capacidades diminuídas.”

Rastos digitais da NATO no caso do Nord Stream – a criança com a boca suja de chocolate que nega tê-lo comido

No aniversário de um ano dos atentados de sabotagem do oleoduto Nord Stream, em 26 de setembro de 2022, sob o Mar Báltico, o lendário jornalista Seymour Hersh forneceu mais contexto e cor com base em suas fontes de inteligência.

A reportagem bombástica original de Hersh no seu How America Took Out The Nord Stream Pipeline dizia que se tratava de uma operação altamente secreta da CIA, com a assistência de uma equipe de mergulho de elite da Marinha dos EUA, bem como da inteligência norueguesa.

Dada a acusação significativa de Hersh de que Washington conduziu uma “operação de falsa bandeira” – num momento em que muitos responsáveis ​​ocidentais foram rápidos a culpar Moscovo pela destruição dos seus próprios oleodutos, a Rússia, na sequência da reportagem de Hersh, apelou a uma investigação urgente das Nações Unidas sobre a sabotagem.

“Lugar de fala” – a voz da América por eles mesmos

Há 7 anos, na campanha eleitoral, Donald Trump acusou o Presidente Obama e Hillary Clinton de terem criado o Isis.

O Major Garrett tem a história e uma lição de história. Eu chamo ao Presidente Obama e a Hillary Clinton os fundadores do Isis. Ele ignorou o papel do Presidente Bush na retirada das tropas norte-americanas do Iraque”, disse Trump.

Na sequência das palavras de Trump, Patty Davis, filha do Presidente Ronald Reagan, o último Presidente americano a sobreviver a uma tentativa de assassinato, escreveu no Facebook que “os comentários de Trump no início da semana sobre Clinton e a Segunda Emenda do Supremo Tribunal poderiam inspirar violência. Patty Davis disse que Trump sabe que as palavras são importantes, o que, segundo ela, “torna tudo isto ainda mais horrível“.

Putin também havia feito o alerta

Putin anos atrás:  “Obama diz que o ISIS é uma ameaça. Bem, quem os armou para enfrentar Bashar al-Assad? Quem criou o clima político/mediático necessário que facilitou esta situação para eles? Quem pagou para entregar essas armas a eles? O ISIS nunca foi um bando orgânico de combatentes pela liberdade. Eles são comprados e pagos por mercenários, lutando onde recebem mais”, (ver link aqui).

Reação internacional

A tentativa recente de isolar a Rússia, sob a falsa alegação de fraude eleitoral de Putin acabou ontem. A diferença entre quem joga gamão e quem joga xadrez é que o primeiro não tem estratégia inteligente.

Este atentado uniu a Rússia em torno de uma grande solidariedade internacional. Até o Brasil, que precisa de autorização para comunicar com a Rússia, foi rápido a manifestar solidariedade aos russos.

Bielorrússia, Quirguizistão, Turquia, Paquistão, Egito, Cuba, Cazaquistão, Venezuela, Azerbaijão e até a ONU já condenaram os ataques. Dos países membros da NATO, a Itália foi pioneira na solidariedade aos russos.

Nota deste observador distante

Este ataque uniu ainda mais o povo russo. Este ataque é a missa de sétimo dia daqueles que tentaram reduzir a expressiva vitória de Putin nas urnas. Este ataque joga os EUA e Israel para a linha de frente dos inimigos da Rússia.

Qualquer analista sério sabe que a Ucrânia não existe mais. Aquilo é um terreno de guerra que vai servir para alimentar de dinheiro a NATO, um mero tentáculo da maior máquina de corrupção do planeta que é o Pentágono. Mas também vai matar soldados dos países membros da NATO e isso vai piorar a situação dos fracos políticos destes países.

Israel sabe que mesmo que mate todos os palestinos, nunca mais terá paz e vai ter que mudar de endereço. Por isso é que Milei prepara a Patagónia para a nova morada sionista. Nunca é demais lembrar que a Argentina foi um dos principais centros de acolhimento de nazis após a retumbante vitória da antiga União Soviética contra as SS de Hitler, perdendo apenas para os EUA.

Os russos jogam xadrez, sabem ter paciência e sabem bem como chegar ao objetivo final. A estratégia de prolongar a guerra na Ucrânia está minando as economias dos países membros da NATO: os europeus (e eu vivo na região mais rica da Europa) estão condenados ao declínio.

Não acredito que os russos irão agir com as vísceras. Se para alguns isso soaria como covardia, vejo isso muito mais como sabedoria.

Mesmo assim, o desespero dos países ocidentais pode forçar os Russos ao recurso mais extremo, aquele que todos sabem que os russos vão usar se for necessário.

A hecatombe flirta com o nosso planeta. Aproveite o hoje, pois o amanhã é incerto. Have a nice weekend!

Fonte aqui.


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Cães que ladram muito à porta de casa, mas…

(Carlos Matos Gomes, in Facebook 15/03/2024)

A notícia do dia em termos internacionais é a reunião de um trio europeu constituído pelo presidente francês e os primeiros-ministros da Alemanha e da Polónia para discutirem a ajuda europeia à Ucrânia para esta vencer a Rússia. A História não ensina a decidir o presente, mas pode acontecer que existam antecedentes que aconselhem cautelas. As mais fortes tentativas da Europa Ocidental ir desafiar o urso russo à sua toca foram as de Napoleão em pessoa, no século 19 e a de Hitler, através do seu marechal de campo Ernest Paulus repetirem o desastre no século 20. Napoleão, o grandioso derrotado, repousa nos Invalides, em Paris, Paulus, o triste derrotado alemão, que se rendeu e depois foi julgado em Nuremberga acabou por morrer em casa e está sepultado em Baden Baden.

Nem Macron, nem Schulz, nem Trusk são cromos repetidos. Nem querem atacar a Rússia. A Rússia e o apoio à Ucrânia para a guerra de desgaste da Rússia são apenas pretextos para cada um dos membros do trio jogar os seus interesses. A França quer disputar com a Alemanha o papel de potência líder na Europa, um papel que os Estados Unidos, o mestre do jogo, atribuiu à Alemanha e que esta, queira ou não, tem de representar. A Polónia conhece a fraqueza da França – sempre magnificamente derrotada -, que na Segunda Guerra foi incapaz de cumprir o compromisso de defender a Polónia em caso de ataque alemão. A Polónia conhece o interesse da Alemanha pelo domínio do seu território e da sua economia, e tenta compensar o apetite alemão com a França e, fundamentalmente, com o apoio dos EUA.

Os milhões de euros e os milhões de munições para a Ucrânia são fichas lançadas para a roleta em que a França e a Alemanha estão a jogar. Sendo certo que o dono do casino são os EUA.

O palavreado agressivo contra Putin e as eleições que os órgãos de propaganda utilizam são reveladores da fraqueza dos jogadores. A Europa está a dar muito mais importância à Rússia do que esta dá à Europa, que para a Rússia deixou de contar.

Em resumo, a Europa está reduzida ao papel dos cães que ladram muito à porta de casa e fogem mal são ameaçados.

Quanto aos cidadãos europeus, vão pagar munições que um dia lhes podem cair sobre a cabeça. Para já, têm conseguido enviar as suas máquinas de guerra para serem transformadas em sucata na Ucrânia… O trio dos ponta de lança da Europa quer passar a uma fase seguinte, lutando entre si, fingindo que estão a lutar contra a Rússia…

É um número arriscado para os cidadãos europeus. Os três dirigentes europeus são representantes de três grandes derrotados… Estão como a cavalaria polaca a atacar blindados com uma carga a cavalo de sabre desembainhado…


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Sobre o ataque ao avião de transporte russo il-76

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 26/01/2024)

Na manhã de 24 de janeiro, o regime de Kiev cometeu mais um dos seus crimes: um avião de transporte russo Ilyushin Il-76 foi abatido perto da vila de Yablonovo, na região de Belgorod. Nesse avião seguiam 65 prisioneiros de guerra, militares das Forças Armadas Ucranianas, para uma troca pré-combinada. Todos esses prisioneiros de guerra e mais os 6 tripulantes e 3 militares russos que seguiam a bordo morreram. Outro avião semelhante conseguiu escapar aos mísseis que o queriam atingir.

Tratou-se assim de mais uma atrocidade da “entourage” criminosa de Zelensky, que logo após a queda do avião, assinalou orgulhosamente esta “vitória”, publicando que esta tinha sido fruto da perícia das “valentes Forças Armadas da Ucrânia”. No entanto, assim que veio a público que a bordo e a caminho do local determinado para a troca de prisioneiros de guerra, estavam militares ucranianos, a retórica propagandista acabou, apagaram-se os “posts” eufóricos e, claro, começou a desenvolver-se a narrativa para começarem a negar o seu envolvimento no desastre e tentar atribuir as culpas ao Kremlin. E, nessa tentativa, contribuem, como é seu timbre, os mentirosos propagandistas (Nojeira, Milhafre, Chouriço, Orca, Sonsa e quejandos) que poluem os nossos media.

Em Kiev, os serviços de informação estavam perfeitamente cientes desta troca. Sabiam como e por que rota os prisioneiros de guerra seriam entregues. E, portanto, o ataque ao avião foi uma ação deliberada e consciente, se bem que e dando o benefício da dúvida, possa ter resultado da incompetência daqueles serviços em não comunicarem os factos à componente militar operacional. No entanto e mesmo que os operadores dos mísseis não estivessem informados, atacaram um avião civil de transporte, sem qualquer problema de consciência, com a desculpa que o avião podia transportar mísseis. Pergunto como reagiria o nosso bem-amado Ocidente alargado se fosse ao contrário…!

O avião foi atingido pelos ucranianos com mísseis antiaéreos vindos da região de Kharkov. E as elites em Kiev sabiam perfeitamente que se tratavam de mísseis ucranianos e que o facto de serem mísseis de fabrico ocidental seria facilmente apurado, inclusive com a participação de peritos internacionais. Caso tivessem usado mísseis S-300, teriam logo afirmado que os russos se tinham abatido a si próprios, como fizeram no caso da central nuclear (mas Kiev sabia bem o que estava a abater).

Por isso mesmo, teve de ser acionado um plano “anticrise” a altas horas da noite, no âmbito do qual Zelensky, para ganhar tempo, concordou com a sugestão de dizer que teria de ser realizada uma investigação internacional. Pois não lhe restavam outras opções, dado que os “parceiros” ocidentais de Kiev, insistiam nessa opção.

Entretanto, face às disputas de poder que atualmente se desenrolam em Kiev a facção “pró-americana” de Kiev está a condenar e a exigir o linchamento das autoridades. E esta sua reação (enquanto continua um silêncio absoluto em Londres) é muito reveladora e faz-nos pensar que mais uma vez a perfídia britânica está envolvida também neste caso.

As elites ucranianas são heterogêneas: parte está orientada para o Reino Unido, parte para os Estados Unidos. O confronto não é porque Zaluzhny e Zelensky não gostam um do outro, mas porque os britânicos e os EUA têm uma visão diferente do desenvolvimento da situação na Ucrânia. É importante para os britânicos enfraquecer a Rússia de qualquer maneira e querem que a guerra continue. E para os americanos, como o principal adversário é a China e face aos seus múltiplos empenhamentos, querem ver se conseguem terminar com o conflito.

O desastre com o Il-76 é importante para os britânicos, pois como Zaluzny propôs, condicionalmente, derrubar Zelensky e negociar com os russos, e para muitos ucranianos, essa opção é considerada mais aceitável, poderia haver um acordo com a nova liderança e Isso acabaria com os interesses britânicos na região. E os britânicos entendem que, se um conflito se desenvolver nessa direção, Zelensky perderá mais cedo ou mais tarde, e para não deixar uma saída do conflito para os ucranianos, foi necessário agravar o mesmo acirrando os russos nesse processo. E a tarefa do MI6 é agora impedir o jogo americano e fazer a Ucrânia regressar à sua política de confronto, não deixando qualquer hipótese para os americanos tentarem encaminhar um processo de paz. É precisamente o que estão a fazer.

Entretanto, aqueles que na sociedade ucraniana começaram a fazer perguntas incómodas às autoridades, nas últimas 24 horas, aumentaram visivelmente.

Uma nota final para assinalar que esta não é a primeira vez que a liderança de Zelensky trata brutalmente e sem piedade os seus próprios militares que foram capturados. Em 29 de julho de 2022, os neonazis em Kiev lançaram descaradamente um ataque com mísseis à colónia de Yelenovka (República Popular de Donetsk), onde na altura estavam detidos os prisioneiros das forças do Azov. Nessa acção, mais de 50 prisioneiros morreram e mais de 70 ficaram feridos.

É absolutamente óbvio que o regime criminoso de Zelensky, agora alimentado sobretudo pelos Estados Europeus que ainda sonham com os antigos poderes imperiais e com a – agora já frustrada – possibilidade de saquear a Rússia, representa de facto uma ameaça real e significativa não só para a Rússia, mas também e sobretudo para a própria Ucrânia, para os seus cidadãos normais e para o mundo inteiro. E, neste momento em que já começou o seu processo de agonia final, poderá vir a tentar as mais monstruosas atrocidades na vã tentativa de sobreviver.


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