A UE diz que tem valores e um plano

(Daniel Vaz de Carvalho, in Resistir, 31/03/2025)

A dupla satânica: Uma mergulhada na corrupção, a outra na psicopatia russófoba. E são elas que dirigem a União Europeia.

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Dizia De Gaulle, parece que parafraseando o cardeal Richelieu, que em política externa não há ideologias, há interesses. Esta questão altera-se no mundo unipolar, em que os interesses do hegemónico se sobrepõem aos dos demais. O “atlantismo” é – mais propriamente, era – uma vertente do mundo unipolar, significando a subordinação de políticos e burocratas da UE aos “interesses” dos EUA, esperando com isso participar da exploração global.

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O que têm os líderes europeus a oferecer aos seus povos? Medo. E mais medo. E ainda mais medo!

(António Gil, in Substack.com, 29/03/2025)


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Quando os governantes têm medo de seus povos respondem com ameaças. O que foi estranho neste processo é que antes mesmo que os europeus terem percebido – bom, uma minoria tinha percebido – que havia algo de podre no Reino da União Europeia, os neurocratas resolveram testar suas capacidades de aterrorizar. A covid 19 foi um balão de ensaio.

Logo que a guerra na Ucrânia começou, eles desistiram da narrativa covid. Era preciso manter o foco num assunto (eles acham, talvez com razão, que o cidadão comum não consegue manter duas coisas ao mesmo tempo nas suas cabeças. Talvez porque eles mesmos também têm dificuldades com isso.

A guerra desenvolveu-se como muitos de nós – ainda assim uma minoria – previram, não como eles nos quiseram convencer que aconteceria. Em nenhum reino com algum parentesco com a realidade as coisas se passariam da forma que eles desejavam (com uma certeza inabalável, roçando a alucinação).

A Rússia não se vergou às sanções, aproveitou-as mesmo para resolver algumas deficiências no campo produtivo. Putin não foi contestado, pelo contrário: talvez nunca antes ele tenha tido um apoio tão massivo de seu povo. Em compensação, a Alemanha, a França e o Reino Unido deprimiram economicamente. Isto só foi novidade para quem nunca prestou atenção aos condicionalismos europeus e à auto-suficiência russa.

A guerra, é claro, revelou que a Ucrânia estava totalmente dependente de seus amos ocidentais, As armas ‘maravilhosas’ que recebeu arderam maravilhosamente. Mais que uma geração de homens ucranianos foram dizimados no campo de batalha. O segundo medo instilado pela elite europeia ( com o beneplácito inicial dos EUA), falhou de forma mais estrondosa que a treta da covid.

Então os sátrapas europeus voltaram à caixa de Pandora e de lá retiraram o 3º medo: os russos vêm aí, eles vão invadir a Europa logo que se apossem da Ucrânia. Não vai acontecer e toda a actuação deles num passado recente indica que eles sabem disso. Se realmente eles acreditassem nessa possibilidade JAMAIS teriam cedido tantas armas à Ucrânia. Quem, sentindo-se ameaçado pelo vizinho, abre mão de suas defesas?

A aposta no medo é uma confissão de fracasso. Não há nada mais que a elite actual possa ou sequer queira fazer por seus povos. Pelo contrário: estão apostados em tirar dos cidadãos o pouco que lhes resta, a pretexto do rearmamento. Fala-se mesmo do confisco de todas as suas poupanças a troco de papel inútil ( certificados de aforro que não hão-de valer o papel em que estão impressos).

Se aceitarmos isso pacificamente nada nos há-de valer. Chegou pois o tempo de desenferrujar as guilhotinas. A menos que estejamos dispostos a usar métodos mais primitivos: os nós corredios das cordas também funcionam bem, para o efeito. Não separam as cabeças dos corpos mas bom, pode-se alegar que nessas execuções não há derramamento de sangue. Seja como for, o medo tem de mudar de campo: está na altura de mostrar de novo que muitos podem mais que poucos.

Fonte aqui.

Europa rumo à guerra

(Dmitry Orlov, in Resistir, 28/03/2025)


 Há algo obsceno e cansativamente repetitivo escondido por trás da cortina do falso militarismo europeu:   a corrupção.


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Numa recente reunião cimeira da União Europeia, a ginecologista-chefe Frau Leyen exigiu 800 mil milhões de euros para um plano de quatro anos destinado a rearmar a UE. Apenas 150 mil milhões de euros desse montante viriam dos eurobônus recém-criados; os 650 mil milhões de euros restantes seriam obtidos pelos estados-membros da UE por meio do aumento de suas dívidas soberanas, que já são muito altas. Para facilitar o processo de obtenção de fundos, a regra do limite de 3% do défice orçamental seria dispensada. Todos esses fundos seriam direcionados para o rearmamento, num ritmo alucinante.

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