O melhor dinheiro que já gastámos

(Hugo Dionísio, in Facebook, 30/05/2023)

Lindsay Graham, senador republicano estado-unidense volta a expor a terrível farsa e a bárbara agressão de que o nosso país é cúmplice, co-autor e entusiasta apoiante. Apenas uma pequena mão-cheia, cuja percentagem mal caberá nos dedos das mãos, dá atenção aos sinais que foram sendo dados pelos próprios promotores da farsa. Como Merkel e Hollande ou Biden, Lindsay Graham proporcionou-nos um raro momento de clarividência – para muitos deveria tornar-se numa verdadeira epifania.

Malogradamente, vivemos tempos em que a turba parece não reconhecer a verdade quando esta intermitentemente aparece. Abordar um facto isolado, não nos traz a verdade. Apenas nos dá informação. É na conjunção dos factos que constatamos a verdade. Perdidos num círculo vicioso e cada vez mais acelerado de factos dispersos, quem não se esforçar por estar atento, não identifica a verdade quando esta lhe surge à frente dos olhos.

Chega mesmo a ser doentio que, perante a intervenção de Lindsey Graham, o espectador sempre pronto a julgar os “políticos” pela sua “iniquidade”, nesta situação não adoptem o mesmo tom de condenação imperativa e irreversível. O senador americano não poderia ser mais explícito: “os russos estão a morrer”; “É o melhor dinheiro que já alguma vez gastámos”!

O discurso de Lindsay Graham apresentou mais contradições insanáveis em relação à narrativa oficial, como o “agora são livres”, como se o “ser livre” dependesse da instauração de uma ditadura civil-militar de inspiração neonazi, do derrube de um governo eleito, da negação do direito ao voto de uma parte da população e da extinção de todos os partidos políticos da oposição democrática. Mesmo quando Lindsay Graham agradece e diz, por tudo “obrigado”, também está em contradição com a realidade. Roma não agradece, tal como não se desculpa. Roma exige e pune a insubordinação. Daí que o “obrigado” do senador saiba mais a um “obrigado por te autoflagelares ao ponto de provocares o teu próprio desaparecimento”. Que é o que esta guerra significa para a Ucrânia, e a traição do comediante corrupto e belicista representa para o povo que diz defender.

Se dúvidas existiam de que esta guerra é uma guerra contra o povo russo, contra o mundo russófilo e russófono, e que o maior país do mundo se encontra, uma vez mais, numa luta existencial, veio, uma vez mais, o agressor confirmá-lo.

Contudo, duvido mesmo muito que, mesmo perante tão luminosa revelação sobre a natureza, identidade e intenção do verdadeiro agressor, algum sectário atlantista consiga a partir das palavras de Lindsay Graham, retirar alguma verdade.

No mundo em que vivemos podemos constatar em directo e ao vivo que a perseguição das massas, motivada por Hitler e os seus, a judeus ou a comunistas, afinal, não se tratou de algo assim tão difícil de conceber e realizar. Tal como hoje, a Alemanha de então já era uma “democracia liberal”, acossada pela crise económica, como também estamos nós e com o império – ou o bloco imperialista – a enfrentar um contendor de peso que ameaçava a sua hegemonia mundial – antes a URSS, hoje a China, para mais aliada à Rússia.

Tal como ontem, o medo e o ódio são os sentimentos de mais fácil promoção, utilizando-se as redes sociais para propagar, como fogo, a histeria e os sentimentos fundamentalistas. Hoje são os russos, e com cada vez maior expressão, também os chineses. Apenas, e apenas o Ocidente os vê assim. O que diz muito de tudo isto.

Tornou-se comum assistir a pessoas despedidas apenas por serem russas, a conferências e espectáculos suprimidos por falarem da cultura russa e ao boicote de acontecimentos apenas por abordarem uma perspectiva equilibrada e neutra face ao conflito. Uns, os perseguidores, fazem-no por convicção e xenofobia, outros, como o caso do sr. reitor da Universidade de Coimbra, pelos vistos alguém que seguia a cultura russa, fazem-no por cobardia, seguidismo e egoísmo. Nesta questão, os padrões morais simplesmente deixaram de existir. E isto está a acontecer no país dos “brandos costumes”. No centro da Europa, prendem-se, perseguem-se e confiscam-se jornalistas, intelectuais e personalidades apontadas como pró-russas. A continuar por aqui, não faltará quem diga: têm de ser mortos!

E nem nos poderemos refugiar na ideia de que ainda existe gente capaz de identificar o processo histórico em que nos encontramos, de o denunciar e contra ele combater. Nos anos 30 também existia gente assim… Talvez até muito mais do que hoje.

Embora esta 2ª iteração histórica do 3.º Reich seja mais débil do que a primeira, a todos os níveis, actuando sob o signo de “Stefan Bandera”, apanha os povos e as massas trabalhadoras quase totalmente desarmadas nas suas organizações e instrumentos de combate. Ao contrário dos anos 30, em que, sendo incomensuravelmente mais forte a iteração nazi-fascista germânica, também existia, contudo, uma URSS – que viria a cometer a proeza de a derrotar. Existiam também os grandes partidos comunistas da França ou da Itália ou um movimento sindical em crescendo. Hoje, perante esta versão eslava do nazi-fascismo, a resistência progressista, socialista ou comunista é muito mais ténue. Em Portugal, basta uma meia dúzia de Sadokas para amedrontar as instituições que albergavam debates sérios sobre a Europa, o país e o conflito que opõe os EUA à Rússia, a acontecer na Ucrânia.

Por outro lado, tal como com a Alemanha nazi, esta Ucrânia nazi também não está sozinha. Polónia, Reino Unido, Itália, Holanda, em breve Espanha e Itália, talvez Portugal (a continuar a desagregação do PS, que se esqueceu de ter sido salvo pela Geringonça), encetam caminhos cada vez mais à direita, mais reaccionários, russófobos e intolerantes. O impensável já acontece, tendo todos passado a ter de inventar formas de lidar com a censura de conteúdos e canais de informação.

A própria Rússia de hoje também não é a URSS e não cumpre o mesmo papel. Sendo louvável a forma estóica como se tem aguentado, face à histeria sancionatória dos EUA/EU, falta ao regime russo a consistência ideológica e a coesão interna com que outrora contou. A ver vamos se o consegue agora também.

Em suma, se o agressor – incluindo o próprio bloco imperialista liderado pelos EUA – é hoje mais fraco, também o são as defesas que os povos contra ele têm, pelo menos aqui no Ocidente. No Sul Global, a conversa é outra e a histeria do regime oligárquico dos EUA face à China – India e Irão também – bem o demonstram. São sanções para todos os tipos, de forma a impedir que a China atinja a fronteira e a independência tecnológica em áreas fundamentais, como a indústria de chips ou de baterias, ao 5G e a outras dimensões tecnológicas de ponta.

O resultado? O mesmo das sanções do “inferno” à Rússia. Nações cada vez mais resilientes e independentes do ponto de vista estratégico. E com cada vez mais aliados, o que também conta. Já lá vai o tempo em que o bullying dava os resultados desejados, e o recente discurso do presidente do Quénia no parlamento pan-africano, referindo que terão de começar a tratar África com respeito e como igual, demonstra que o mundo está, de facto, em mudança acelerada, não se tornando, por isso mesmo, menos perigoso.

E o perigo é de facto grande. Do outro lado está a génese do terrorismo, do ódio, da xenofobia e do supremacismo cultural. Se a realização do G7 em Hiroshima, como vários o assinalaram, foi lida pelo Sul Global como um aviso muito sério, nomeadamente de que, os únicos que experimentaram um holocausto nuclear localizado, continuam prontos para repeti-lo e, como bem se viu, não sentem quaisquer remorsos pelo facto; será precisa muita racionalidade, paciência e tolerância para não se embarcar numa guerra nuclear global.

E não será fácil de o conseguir. Como se já não bastassem as listas de alvos a abater (Mirovonets), que, com o apoio da CIA listam desde músicos, artistas, jornalistas, políticos e militares, agora a fábrica de ilusões, em que transformaram a comunicação social dos interesses oligárquicos, saiu-se com uma teoria de arrepiar: existem “dissidentes russos” em luta armada contra o “regime” de Moscovo. Não porque alguém o tenha confirmado… Foi Kiev que o disse, e se o disse, deve ser para acreditar.

O que não dizem, é claro, não fossem as pessoas questionar-se, é que todos os supostos “combatentes” são ucranianos (caso da “invasão” de Belgorod) e usam armas americanas, ou todos os que são apanhados pela FSB antes ou depois de cometerem actos terroristas (contra a população civil e alvos que constam da Mirovonets, como acontecia com Dugin, cuja filha (Dária Dugina) foi assassinada em seu lugar), para além de atentarem contra alvos assim definidos pelo regime que ocupa a Ucrânia, têm sempre em sua posse informação que os liga aos serviços secretos do regime de Bandera.

Não se trata, portanto, de uma espécie de “exército partisani”, trata-se sim, de uma organização terrorista, organizada segundo as impressões digitais dos mesmos de sempre: CIA e MI6, desta feita encontrando terreno fértil no ódio xenófobo plantado no oeste da Ucrânia desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Se Lindsey Graham confessa a verdadeira intenção por detrás desta maquinação ucraniana, a recriação de um 3.º Reich eslavo, revela que, tal como com o Estado Islâmico na Síria, os Talibãs no Afeganistão e as células da Al-Qaeda em África, a experiência dos EUA/NATO/EU na criação de entidades terroristas é cada vez mais profícua e experimentada.

E considerando que, de uma assentada e a dar resultado, os EUA estoiram com a Europa (o principal competidor ocidental), enfraquecem a Rússia e abrem caminho para o isolamento da China…. É razão para pelo menos acreditar que o dinheiro, de que fala Lindsay Graham, foi muito bem gasto.

Para já, a Alemanha e Reino Unido estão de facto em recessão, a EU não tem projecto que não seja o da propaganda fascizante do culto dos “valores europeus” e a França está em convulsão interna. E isto apenas um ano após o início do investimento! Não há dúvida de que os juros estão altos, já os estamos todos a pagar com língua de palmo!


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Bilderberg: A Câmara Corporativa global

(Hugo Dionísio, in Facebook, 25/05/2023)

As contradições entre o discurso proferido e a prática são tão presentes e monstruosas que, como uma qualquer mobília caseira, por elas passa o povo sem as ver, seguro que está de que, mesmo não as olhando, elas, inamovíveis, inexoráveis, incontornáveis, se encontram lá, intocadas, ocultadas pela indiferença de uns, pela cobardia de muitos e pela ignorância, de outros. É assim! É pelo peso excessivo da sua presença, que as ameaçadoras contradições, que tão árdua e crescentemente moldam as nossas vidas, são mantidas secretas.

Olhar para estas contradições é penoso, revoltante e tortuoso. O olhar deixa-nos revoltados, primeiro, para depois vir a amargura, a frustração, a depressão e, por fim, a indiferença causada pela sensação de impotência. Esta sensação de impotência também pode, no ignorante – sem culpa assim tornado -, ser transformada em ódio, regra geral, contra os menos culpados, contra os elos mais fracos de uma realidade que oprime de forma directa, mas também subliminar… Uma opressão que tantas vezes deixa escondida a sua origem real, a sua natureza e a sua causa. As consequências esmagam-nos com a sua realidade concreta, mas são as causas que oprimem.

É assim que sinto o que se passou em Lisboa, por estes dias, com a realização da 69ª sessão do Bilderberg. Antes totalmente secreto, não foi sem ameaça e vítimas que se tornou visível. Mas, uma vez mais, “visível”, não significa “reconhecível” ou “identificável” em relação ao que realmente é. Uma vez mais, o Bilderberg é uma das causas da contradição que nos esmaga.

O Bilderberg, assim chamado porque nasceu no Hotel Bilderberg nos Países Baixos, por iniciativa das pessoas mais ricas e influentes do mundo. À data, desse mundo constavam gente importante como a coroa britânica, neerlandesa, gente do clube de Roma e muitos outros, tratando-se de um clube restrito que constitui, na prática, a Câmara Corporativa do Império anglo-saxónico, conjugando os mais importantes interesses políticos dos partidos da governação (ministros presentes e futuros), os mais relevantes interesses económicos, comunicação social e defesa. A Indústria, hoje, ocupa um lugar pouco importante, tendo sido trocada pelas tecnológicas da internet.

Gente eleita pelo poder que o dinheiro compra dedica-se, durante alguns dias, a discutir o domínio do mundo e a sua repartição pelos interessados aí representados. Qualquer sinal de democracia é uma mera miragem ou utopia irrealizável. A democracia liberal, na sua forma milenar, garante a eleição dos mais fidedignos governantes que o dinheiro consegue comprar e a comunicação social promover, não mais sendo do que o instrumento histórico que garante um reinado sem convulsões, estabilizadas e desarmadas que ficam nas mentes e nas massas.

Para se ter uma ideia do “peso” real destas coisas da “democracia”, de Mário Soares para cá, apenas Passos Coelho não foi pré-aprovado pelo Bilderberg! Nada que não se tenha resolvido com uma presença após a eleição. Mas este facto marca tanto que, Passos não tem poiso nas mais importantes estruturas do poder ocidental. Para além dos Primeiros-ministros, já lá foram receber a bênção imperial e a cassette ideológica muitas outras figuras, de Medina a Rio, passando por Portas e muitos outros possíveis governadores. Apenas contam os dispostos a prosseguir o reinado neoliberal. Ninguém mais. Os identitários, que também os cá temos, disfarçados de “esquerda radical” fazendo o trabalho do Império, ficam na Open Society de George Soros. A Iniciativa Liberal está hoje representada também, através dos CEO’s  do costume.

Passar pelo Bilderberg significa a iniciação nas coisas dos Deuses, significa sair da maralha que constitui o comum dos mortais, o acesso aos segredos divinos. E não se pense que é porta aberta a qualquer um que o consiga. Implica passar por determinados locais, principalmente durante a fase de estudo, pois são esses locais que garantem a formação (ou formatação) de ouro, platina ou diamante. Não acreditem quando vos disserem que um determinado “jovem” levantou (raise) milhões em investimento para uma start-up. Esse “jovem” teve de passar por determinados locais, ou não lhe colocam o dinheiro nas mãos. Desculpem revelar-vos que as portas do Olimpo não são igualitárias!

Para se ter uma ideia da importância destas coisas, este ano discute-se a Ucrânia, claro, a desdolarização, como não poderia deixar de ser, a “liderança” dos EUA no Mundo (não lhes chega o Ocidente), inteligência artificial para nos invadir as mentes, a China, India e Rússia, como factores dissonantes…

Se há guerra mundial; se o regime neonazi do comediante louco continua a receber armas, mercenários africanos e árabes a quem prometem dinheiro e cidadania europeia; se o regime que ocupa a Ucrânia continua a receber biliões dos nossos impostos; se o tik-tok é proibido – e com ele o acesso da China às coisas das mentes, do conhecimento e do dinheiro; se os nossos dados pessoais continuam ao dispor da CIA e FBI; se a soberania dos Estados-membros da EU se continua a degradar; se a EU continua a comportar-se como uma região administrativa do estado de Washington DC; se a inteligência artificial é colocada ao serviço da Humanidade ou dos interesses económicos… Entre outras decisões importantes, é ali que encontram a resposta que lhe trilha o caminho subsequente, mais tarde constatável nos “actos” de Úrsula, nas prioridades de Costa, nos ataques de Montenegro, nas efabulações da IL, na propaganda de Portas ou nos achaques de Costa. Nada sai fora da caixa, nem um milímetro…

O site noticioso http://www.epoch.com divulgou a lista de presentes. Entre as gentes da NATO, Comissão Europeia, Casa Branca e muitos ministros, é só escolherem entre banqueiros, CEO’s de tecnológicas, barões da comunicação social e jornalistas (os futuros directores de redacção é aqui que recebem a confirmação de um estrelato programado e recebem a medalha da ordem da propaganda do império), dissidentes russos, chineses e turcos, grandes firmas de advogados, todos, todos, mas mesmos todos, apenas do Ocidente.  De Portugal a lista é a seguinte:

•            Pinto Balsemão (o pólo de contacto para o país)

•            Durão Barroso (não há maior servidor que este!!!)

•            José Luis Arnaut

•            Duarte Moreira da “Zero Partners” (consultoria financeira)

•            Nuno Sebastião da Feedzai (start-up’s tecnológicas, unicórnios e outras formas de exploração)

•            Miguel Stilwell de Andrade da EDP

•            Filipe Silva da Galp

O quê? Acham que se chega a “CEO” de uma coisas destas, a “partner” de uma coisa daquelas, a ministeriável de um país da NATO, sem a devida bênção de quem realmente detém o poder de criar e destruir, com sanções, embargos, guerras e bloqueios tudo o que vive, nasce, cresce e morre? Acordem, que o processo é muito “democrático”. É esta a “eleição” que realmente conta! Quem ganhar esta “eleição”, passa a poder ganhar as outras todas!

Como? Sim… É esta verdadeira “eleição original”, uma primária a sério, que conta. Ganhando esta, um servidor fica capacitado para receber os milionários apoios financeiros, humanos e logísticos que compram tempo de antena nas TV’s, horas de comentário em hora nobre, convites para conferências e seminários televisionados, avenças em programas de encher chouriços e boa imprensa… Todo um exército a louvar as suas qualidades enquanto “eleito”. Esta “eleição”, a par de outras, como a da ida a Davos, funciona como um sinal apenas reconhecível pelos da mesma espécie. Todos os membros da matilha recebem o sinal, reconhecem-no e sabem como se comportar face ao mesmo. A partir daí, nasce um novo génio da lâmpada que nos passa a ofuscar a vida. Em vez de concretizar desejos, impede-os de se concretizarem. E o facto é que, a cada eleição, o povão afaga a lâmpada e sai sempre a mesma magia: o fim dos seus desejos e a constatação da terrível realidade.

Eis o que significa a “democracia” liberal. Lamento desiludir-vos… Mas, se pensavam que aquelas directivas comunitárias que se discutem no Parlamento Europeu, aquelas iniciativas da Comissão Europeia de que Úrsula tanto se orgulha e tantas agendas para isto e para aquilo que são aplicadas, as “recomendações” do semestre europeu, vinham mesmo do povo, como numa democracia, ou dos representantes do povo, como numa democracia representativa…. Lamento desiludir-vos, uma vez mais. Perante vós apenas tendes servidores e todos os “valores” europeus, não passam de buracos negros vazios de vida que nos sugam para a morte e a desgraça. A governação não passa de um processo de aplicação de regras estandardizadas que têm de ser seguidas, sob pena de punição severa.

Para terem uma ideia da forma como esta gente olha para o mundo e para os seres humanos que têm o “azar” de não pertencerem a esta meia dúzia de brancos iluminados, aqui ficam dois exemplos:

•            Na Inglaterra os migrantes passaram a ser monitorizados 24/7 com pulseiras electrónicas como um qualquer cão que leva o chip. A gravidade assume proporções olímpicas quando o Primeiro-Ministro deste país, de ascendência indiana, permite a privatização das políticas de migração, o que levou cinco empresas do sector a afirmarem esta bela coisa: Multimilionário não é sinónimo de “livre”, muito pelo contrário;

•            Na Florida (EUA) os cidadãos chineses foram proibidos, por lei, de comprarem propriedade (imobiliária, participações sociais em empresas, por exemplo), apenas e só por serem chineses. Isto acontece num estado governado por um descendente de migrantes Italianos. Se és chinês, levas com um carimbo da foice e martelo e… A ver vamos onde chega. Se não chegará onde tantas vezes já se chegou na história humana.

Isto são apenas dois exemplos do nível de traição de que esta gente é capaz. Depois falam do “crédito social” experimental na China. Mas poderíamos ir mais longe, nomeadamente a tudo o que é feito que nos trama as vidas (privatizações, PPP’s, perdões e isenções fiscais, concessões de exploração, reformas laborais, reformas dos serviços públicos, etc…), tudo sob a bandeira da “democracia” e “liberdade”, para acabarmos, todos os dias, mais prisioneiros da indigência.

Todos os dias acordamos um pouco mais pobres, todos os dias, pelo menos de há 20 anos a esta parte!Podem agradece-lo também ao Bilderberg e aos vossos milionários preferidos! Tudo é negociado na Câmara Corporativa Global.


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Vladimir Pliassov: «Até os nazis tiveram direito a ser ouvidos»

(Entrevista a Vladimir Pliassov, in AbrilAbril, 23/05/2023)

Vladimir Pliassov vive e trabalha em Portugal desde 1988. O antigo Director do Centro de Estudos Russos da Universidade de Coimbra foi demitido, sumariamente, sem direito a contraditório, pelo reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, a 10 de Maio de 2023. As acusações, infundadas, feitas por activistas ucranianas e amplificadas por José Milhazes, já foram alvo de contestação por vários alunos, antigos e actuais, de Pliassov. A entrevista é de Bruno Amaral de Carvalho.


Trabalha em Portugal desde 1988. Coimbra foi amor à primeira vista e ensinou várias gerações a falar russo. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, o seu carro foi atacado com ovos e a filha recebeu avisos por telefone. Foi o prólogo das várias acusações que saíram a público num artigo publicado por dois cidadãos ucranianos nos jornais. De um dia para o outro, Vladimir Pliassov viu o seu contrato a título gracioso cessado por decisão do reitor da Universidade de Coimbra sem qualquer inquérito. O professor defende-se dizendo que nunca fez propaganda nas suas aulas e que isto é mais um caso de russofobia.

Como é que se dá o primeiro contacto com a língua portuguesa?

Começou na faculdade. Fui um dos primeiros alunos a aprender português. Depois, mandaram-me para África porque havia acordos com países em vias de desenvolvimento. Outros foram para a Europa mas, como eu não era membro do Partido Comunista, não tive essa escolha, eu nunca estive na primeira trincheira ideológica. Fui para Moçambique. Queria ir para Angola mas a minha esposa escolheu Moçambique. Entretanto,  o contrato não foi renovado e voltei para Moscovo.

Creio que foi em Março ou Abril de 1988 que participei num encontro das associações de amizade com a União Soviética, com a participação de Valentina Tereshkova [primeira mulher no espaço], onde estava António Avelãs Nunes, que assinou um acordo entre as duas partes. Valentina Tereshkova pediu-me para traduzir e depois disse-me que devia ir para Portugal. Eu queria ir para Angola ou Moçambique. Mas acabei em Portugal. A cosmonauta lançou-me para Portugal.

Quando cá cheguei, não queria ficar em Lisboa. Queria uma cidade mais pequena e quando cheguei a Coimbra foi amor à primeira vista. Comecei, então, a dar aulas na Associação de Amizade Portugal-URSS e, depois, o professor Avelãs Nunes recomendou-me à universidade para dar aulas de russo. No período conturbado da perestroika, eu pensei que vinha para trabalhar dois ou três anos e que regressaria à Rússia quando tudo acalmasse. Isto foi em 1988.

Estou aqui muito bem, eu escolhi Portugal para viver e não para ganhar dinheiro. Para ganhar dinheiro seria noutro país, não Portugal. Os meus amigos que trabalham na Áustria e na Suíça ganham cinco vezes mais do que eu e trabalham muito menos.

Em 2012, funda o primeiro centro dos estudos russos da península ibérica na Universidade de Coimbra com o apoio da fundação Russky Mir. Alguma vez esta fundação tutelou o seu trabalho do ponto de vista político ou alguma vez se sentiu pressionado para defender politicamente os governos russos nas suas aulas?

Claro que não. Em 2007, havia problemas económicos na faculdade e propuseram-me reduzir o contrato a 60% ou ir embora. Decidi continuar a trabalhar lá, recebendo menos, porque havia muitos alunos a quererem aprender russo. Depois, em 2009, fui a Moscovo e quis falar com alguém que pudesse ajudar. Ouvi falar na fundação Russky Mir. Expliquei-lhes todo o meu trabalho em Coimbra e como eles estavam a abrir centros em todo o mundo pensei que poderiam abrir também em Coimbra, até porque já havia todas as condições. Só precisava de financiamento.

Em 2011, um representante da fundação apareceu em Coimbra, na universidade, e foi assinado um acordo de colaboração. No ano seguinte, foram feitas todas as obras necessárias e recebemos os livros. Tudo o que estava no centro foi comprado com dinheiro da Russky Mir e a fundação passou a enviar uma verba à universidade. A minha situação económica melhorou porque passei a trabalhar a 100%. Eu quase não tinha dinheiro para pagar a renda da casa, nem tinha dinheiro para alguma eventualidade. Mas os programas letivos foram todos feitos aqui, por mim, e os relatórios do meu trabalho eram apresentados ao conselho científico do departamento das línguas e culturas.

É verdade que quando surgiu esta polémica já não havia o apoio da fundação Russky Mir?

Este apoio de financiamento existiu entre 2012 e 2021. No ano letivo, 2022 já não tivemos nada. Dois meses antes do início do conflito, já não havia qualquer ligação. Aliás, a fundação enviou mais dinheiro do que era necessário e a universidade queria devolver essa verba. Não sei se devolveram ou não. Nunca perguntei e não me interessa.

E alguma vez abordou a questão da guerra nas suas aulas?

A questão da guerra nunca foi tema das aulas. Nunca. Mas, naturalmente, às vezes era obrigado a responder a perguntas dos alunos.

Mas não houve alunos a acusá-lo de fazer propaganda pró-Putin?

Não, mas num jornal de Maio li que um ucraniano afirmou que um português lhe tinha dito que eu fazia propaganda. Perguntei aos meus alunos se sabiam de alguma coisa. Responderam que não sabiam de nada. Também houve quem dissesse que eu era um agente do KGB. Mas um agente não vive como eu.

Você conhecia estes dois cidadãos ucranianos que o acusam agora?

Se és russo, desaparece

Nunca os vi na vida. No jornal Público fizeram a pergunta sobre como é que diziam que eu fazia propaganda se nunca tinham assistido às minhas aulas. Responderam que não era preciso, que bastava passar perto do centro. Uma das acusações era haver, na parede, fotografias do Kremlin, que é património da UNESCO. É curioso porque até 2015 havia imagens de Moscovo na parede feitas pelo então diretor da Faculdade de Letras, Carlos André, numa viagem à capital russa.

E o que tem a dizer sobre as acusações?

Quais? São tantas…

Acusaram-no de expor fotografias de Eduard Limonov, de Zakhar Prilepin, também de oferecer fitas com as cores de São Jorge…

Para nós, as fitas de São Jorge são símbolos da memória, de respeito, de reconhecimento daqueles anos da Segunda Guerra Mundial, da libertação do fascismo. Nós usamos essas fitas só no dia 9 de Maio e eu, na Faculdade de Letras, distribuí essas fitas entre 2010 e 2016 porque, depois, deixei de recebê-las. Só em 2016 é que essas fitas foram proibídas na Ucrânia.

Em relação a haver nomes com Transcarpatia e [República Popular de] Donetsk foram os meus alunos que escolheram como forma de identificação em alguns trabalhos. Um deles era da Transcarpatia e preferiu meter Transcarpatia e não Ucrânia. Outra era da Ucrânia mas identificou-se como sendo da República Popular de Donetsk. Um aluno meu da América Latina identificou-se enquanto italiano. Perguntei-lhe se era italiano e explicou que os pais são italianos assim como os avós. Nunca escolhi nem sugeri nada disto.

E o cartaz com 66 escritores?

Estes escritores foram escolhidos para serem conhecidos, para dar conhecimento, mas alguns deles não têm sequer obras traduzidas em português. No caso dos retratos dos primeiros 20 anos do século XXI, falei, entre outros, de Limonov e Prilepin cerca de um minuto ou dois. Estes dois autores fazem parte do panorama literário russo do século XXI.

Trabalha a título gracioso enquanto professor reformado. Porque é que o faz?

Havia estudantes interessados mas nem todos tinham a possibilidade de pagar. Tenho um contrato gracioso assinado como outros professores. Não sou caso único.

Como soube da cessação do contrato?

Recebi uma mensagem dos serviços centrais onde me informaram do efeito imediato. Eu não percebi. Imprimi e fui ao gabinete do diretor da faculdade. Perguntei-lhe o que era aquilo e ele respondeu-me que também não sabia. Depois, esteve com o reitor e veio ter comigo. «Vladimir, entregue-me as chaves. Não pode entrar mais no centro», disse-me. Podia entrar na faculdade mas não no centro dos estudos russos. Cortaram-me o acesso à plataforma digital interna, também ao correio eletrónico. E eu não compreendo porque há muitos professores aposentados que continuam a usar o endereço eletrónico da faculdade.

Portanto, não houve qualquer inquérito, ninguém o tentou ouvir, ninguém dos serviços o contactou para ouvir a sua versão dos factos?

Não, por isso é que estou surpreendido, como é possível? Tem de se ouvir as duas partes. Até os nazis tiveram direito a serem ouvidos [no tribunal de Nuremberga].

Chegou a falar com o reitor?

Eu queria falar mas o diretor da faculdade disse-me que não valia a pena, que ele não ia mudar de opinião.

Vai recorrer aos tribunais?

Por agora, não. Há uma petição pública, há também na faculdade [uma petição de professores], vamos ver o resultado. De qualquer forma, não quero nada com este reitor. Não quero voltar. Se me tratam assim…

Disse que há abaixo-assinados a decorrer. Também há artigos em diferentes jornais condenando a forma como foi cessado o seu contrato. Tem recebido muitas mensagens de solidariedade?

Mensagens e chamadas. Falo muitas horas ao telefone por dia. Eu nunca antes li a imprensa portuguesa como agora. Eu acho que esta ação contra mim foi muito bem planificada porque aconteceu no dia 9 de Maio [Dia da Vitória soviética sobre o nazismo]. Saiu aquele artigo, depois as declarações de Milhazes. Ele e aqueles cidadãos ucranianos fazem isto porque sabem que agora é o tempo em que podem dizer o que lhes apetecer que ninguém os vai condenar. Também foi atacado o antigo diretor do Conservatório de Coimbra, Manuel Pires da Rocha, por ter participado num evento da Associação Iuri Gagarine [no Dia da Vitória]. Acusam-no de ser pró-Putin. É uma situação triste.

Têm sido noticiados vários casos de ameaças. A comunidade russa sente medo?

Medo não temos, mas temos preocupação com as nossas vidas, os nossos filhos. Por exemplo, na primeira escola eslava, em Lisboa, onde estudam ucranianos, russos, uzbeques, etc, começaram a ter problemas depois do carro de um russo ter sido pintado com a bandeira ucraniana. O meu carro foi atacado com ovos. Ligaram à minha filha a pedir-lhe para falar comigo para eu tirar as imagens do centro de estudos russos. E a minha filha disse-me que tinha medo do que esta gente me pudesse fazer.


2. Sobre esta demissão e sobre o que ela representa e antecipa dos tempos negros para onde, tudo indica, estamos a caminhar perante a indignação apenas de uma minoria, publico abaixo um libelo cruel mas oportuno contra o silêncio cúmplice de quase toda a nossa classe política.

Estátua de Sal, 23/05/2023


Resta ao reitor da Universidade de Coimbra ter vergonha na cara

Resta ao reitor da Universidade de Coimbra ter vergonha na cara e demitir-se porque envergonhou toda a comunidade académica de Norte a Sul do país.

Resta aos dois ativistas serem investigados e interrogados pelas mentiras que difundiram e, se foram propositadas sofrerem as consequências pelo seu radicalismo e racismo. Não se estraga a vida de pessoas íntegras e não se fazem assassinatos ao carácter das pessoas. Aliás, deviam era meterem-se a andar já que deixaram de ser bem vindos ou darem-se como voluntários para a frente de batalha onde são mais necessários em vez de difundirem mentiras. Uma coisa são as redes sociais e as opiniões, outra é assassinarem publicamente o carácter das pessoas e a sua vida com mentiras.

Resta ao José Milhazes e seus cúmplices, onde incluo a Clara de Sousa que está a arruinar completamente a imagem, retratarem-se e publicamente pedirem desculpa aos portugueses que não se reveem nestas atitudes irresponsáveis e racistas, bem como ao Prof. Pliassov.

Resta à SIC responder também judicialmente pela rubrica “Guerra fria” e o camião de mentiras propagadas há mais de um ano, sem qualquer contraditório o que viola a nossa CRP, aliás, não é a primeira vez que se ataca o carácter de pessoas com aldrabices e coscuvilhices e sem quaisquer provas.

Resta à ERC atuar perante não só a SIC como todas as televisões que andam a violar a lei portuguesa há mais de um ano.

Resta ao Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Governo português terem vergonha na cara e fazerem cumprir as leis, ao invés de andarem a posar em fotos com radicais e a alimentar a confusão que já mina as nossas instituições e o país, colocando o regime ucraniano e mais especificamente a embaixada da Ucrânia em Portugal no seu devido lugar. Haja decência e que se respeitem os valores da democracia, do livre pensamento e da liberdade de expressão, sem que para tal se censurem ou persigam pessoas pelas suas ideologias, opiniões ou nacionalidade. A censura e a PIDE acabaram há 49 anos, o racismo é condenável e a russofobia atingiu níveis dementes, tal como o tratamento privilegiado em relação aos refugiados ucranianos em comparação com os restantes imigrantes ou refugiados de outras nacionalidades, até mesmo em relação aos portugueses, o que é outra violação à igualdade da CRP. As leis europeias não prevalecem em relação às nacionais: leiam os tratados europeus.

A Ucrânia não manda em Portugal, os portugueses não são ucranianos, nunca foram, e chegou ao limite a palhaçada que armaram durante um ano porque não nos vamos calar.

Eu, portuguesa, começo a ter a sensação que quem manda no nosso país é a Ucrânia e a Úrsula Von der Leyen e que o nosso governo é só um bando de vassalos. Portugal é dos portugueses e de todos os que quiserem vir por bem porque somos um povo acolhedor e tolerante mas calma… Quando a palhaçada atinge os nossos governantes que violam e deixam violar as leis nacionais, quando transformam a Assembleia da República num circo, a comunicação social, as Instituições públicas, as escolas e universidades e ainda por cima não têm o mínimo de cuidado com a segurança nacional e a segurança do povo português, permitindo que regimes estrangeiros e agentes do SBU em Portugal se movam livremente e divulguem a identidade de cidadãos nacionais ao seu regime, isto já não é uma Democracia mas sim uma palhaçada e é o fim de linha. Portugueses a serem excluídos e despedidos dos seus trabalhos por liberdade de pensamento e o Governo em silêncio, a viajar para a Ucrânia a financiar e a apoiar radicais, a enviar armas que não temos e que teremos de pagar. Não me refiro a ajuda humanitária. A ajuda humanitária tem todo o meu apoio, seja para ucranianos, sírios ou outros, de igual forma. Refiro-me a financiarem uma guerra.

Resta à maioria dos deputados portugueses eleitos pelo povo, meditarem na anormalidade que andam a apoiar há um ano. Acham mesmo que foi para isto que o povo os elegeu? Ou continuam a acreditar nas sondagens encomendadas e aldrabadas? É que o povo não acredita e sabemos bem o que está a acontecer. Eu conheço milhares de pessoas e nenhuma foi alguma vez questionada sobre a guerra. O vosso universo estatístico deve limitar-se aos partidos políticos ou aos deputados, não? Qual é o universo das vossas sondagens? Deputados e comentadores pagos para a propaganda? Não se esqueçam que Portugal tem muita gente decente e íntegra que se tem calado mas chegou ao limite, já ultrapassaram tudo o que se podia considerar aceitável, tudo…. Tenham vergonha e desempenhem dignamente as vossas funções ou demitam-se.

Ao Sr. Presidente da República que teve o desplante de dizer que os portugueses eram todos ucranianos que fale por ele, eu não sou ucraniana, sou portuguesa e com muito orgulho do meu país e da sua História, com orgulho do meu povo e não me identifico com banderistas, radicais, racistas e gente conflituosa que faz assassinatos de carácter a pessoas decentes, que mentem descaradamente para atingir objetivos e minarem a sociedade e a vida política portuguesa. Estando ou não em guerra não têm esse direito. Resta-lhe fazer o seu trabalho que é aquilo que não faz há um ano, garantir o cumprimento da CRP. Não queremos palhaçadas, se quiser ser modelo fotográfico está na profissão errada mas, nem tenho nada contra desde que faça o que deve e que é da sua responsabilidade ao invés de só debitar disparates e falar por todos os portugueses.

Resta ao Presidente da Câmara de Lisboa explicar bem as influências de uma entidade privada que trabalha com a Câmara a pedido da embaixada ucraniana, já que ainda nem disse uma palavra sobre esse assunto. Resta aos vereadores que votaram a favor de um protocolo com a associação de ucranianos para o recebimento e acolhimento de refugiados que esclareçam como foi tomada tal decisão e como é feito o acompanhamento pelas entidades oficiais e nacionais. Investigaram a associação? Os seus membros? Ligações a grupos da extrema-direita ucraniana, racista e neonazi, e até a movimentos neonazis nacionais que, estiveram a treinar em campos do Azov na Ucrânia e que publicamente agradeceram a Pavlo Sadokha? Investigaram as atividades do Sr. Pavlo Sadokha e atestaram a sua idoneidade? Ou a vossa irresponsabilidade atingiu níveis anormais? Quem acompanha o acolhimento dos refugiados das zonas do leste, do Donbass por exemplo? Da verdadeira zona onde há guerra porque, não são os cidadãos de Lviv que fogem da guerra. Esses, na sua maioria, vêm para a propaganda e em bons carros.

Quem garante que os dados destas pessoas que se refugiam não são enviados ao SBU e as suas famílias, na Ucrânia, não sofrem represálias? E as crianças? Saberão ou conhecerão os senhores vereadores a quantidade de ucranianos em Portugal que vivem amedrontados e nem abrem a boca? Que choram pela segurança da sua família na Ucrânia? É porque a tal associação e o regime de Kiev é democrático querem ver? Tenham vergonha e resolvam com urgência a confusão que armaram e andaram a apoiar, caso contrário terá de ser o povo a fazê-lo e a mandar-vos para o desemprego.

(Por Sófia Puschinka, in Facebook, 17/05/2023)


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