A propósito do 25 de Novembro e do seu São Jorge

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 24/11/2024)


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Os Lusíadas constituem uma narrativa em que a maioria de nós se revê. Um dos episódios centrais da viagem épica da pequena esquadra que representava Portugal é o momento da passagem do Cabo das Tormentas, mais tarde da Boa Esperança, que representava a destruição da verdade oficial do fim do mundo e o diálogo com o Adamastor, o guarda do segredo de que o mundo não acabava com o Oceano. Mas, sendo Os Lusíadas uma obra de exaltação patriótica, de elevação de um povo, Camões salienta que existe atrás de Vasco da Gama “alguém” mais forte e mais poderoso. Atribui a Deus e aos anjos o desaparecimento do Adamastor: «[…]Súbito d’ante os olhos se apartou; Desfez-se a nuvem negra […], Eu, levantando as mãos ao santo coro
Dos Anjos, que tão longe nos guiou/A Deus pedi que removesse os duros
Casos, que Adamastor contou futuros
. »

Há sempre alguém atrás da narrativa oficial a mexer os cordelinhos. A Batalha de Aljubarrota e a subida ao poder de João de Avis são, na narrativa oficial portuguesa, a de Fernão Lopes, uma ação eminentemente nacional, dos comerciantes do Porto ao povo de Lisboa que aclama o Mestre nacional perante a ameaça de Castela. Na realidade, sabe-se que a oposição a Castela foi gerida pela Inglaterra, de acordo com os seus interesses estratégicos, que seriam prejudicados pela união peninsular. Foi a Inglaterra que forneceu uma força de arqueiros para combater e que organizou o casamento do rei português com Filipa de Lencastre, para esta ser a executora local da política inglesa. Existe uma narrativa portuguesa e uma outra inglesa para crise de 1385. Na narrativa portuguesa os ingleses não existem! Também existe uma narrativa portuguesa e outra inglesa para a restauração da independência de 1640, mas os ingleses desaparecem da narrativa portuguesa, apesar de terem sido eles a organizar o Exército Português aconselhando especialistas como o conde De Lippe e o duque Schomberg, por exemplo. Narrativas inglesas e portuguesas ocorrem nas invasões francesas, designadas pelos britânicos por Peninsular War e assim definida nos livros de história ingleses: The Peninsular War (1807–1814) was the military conflict fought in the Iberian Peninsula by Portugal, Spain and the United Kingdom against the invading and occupying forces of the First French Empire during the Napoleonic Wars.

Para as lutas liberais, para a participação na Conferência de Berlim, para a participação de Portugal na Grande Guerra, na Segunda Guerra, na guerra colonial existe sempre uma narrativa nacional e uma narrativa inglesa. No caso do 25 de Novembro de 1975, a narrativa inglesa é substituída pela americana.

A narrativa americana sobre o 25 de Novembro está resumida, entre outras fontes, no livro de Lindsey A. O’Rourke, Covert Regime Change: America’s Secret Cold War (Ithaca: Cornell University Press, 2018):

Os fatores relacionados com o alinhamento internacional são mais poderosos do que os relacionados com a política interna americana. Gerald Ford, difamado como um ingénuo, seguiu as mesmas linhas de Richard Nixon. […] No registo geral da ação dos EUA durante a Guerra Fria a intervenção em Portugal foi uma vitória notável. A decisão dos EUA de instruir a CIA a ajudar a financiar os socialistas e minar o PCP desempenhou um papel decisivo nos eventos. William McAffee, o diplomata que ajudou a examinar propostas de ação secreta, explicou sobre a ação em Portugal: Acreditava-se que o programa havia contribuído para o resultado favorável da eleição de Abril de 1975 e não havia publicidade sobre ele. Foi considerado um exemplo de quando e como uma operação secreta deveria ser executada.

Em 25 de Novembro de 1975, Portugal constituía uma pedra anómala no tabuleiro de um jogo muito mais vasto, jogado pelos grandes atores internacionais num período de contenção da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, que se traduziu nos acordos de Helsínquia no verão de 1975, mas onde se jogava a fidelidade e a obediência do flanco sul da NATO.

A resistência dos gregos à ditadura dos coronéis ameaçava alterar o regime de submissão que vinha desde a Segunda Guerra, na Itália, o compromisso histórico entre a Democracia Cristã de Alfo Moro e o PCI de Berlinguer corria o risco da entrada de comunistas no governo de um grande país da NATO, o fim da fiel ditadura de Franco em Espanha também causava preocupações. Portugal era o elo mais fraco, o mau exemplo e aquele onde um golpe com o argumento de “salvar” a democracia do comunismo era mais fácil de executar e de credibilizar perante a opinião pública internacional.

O 25 de Novembro resulta da decisão dos EUA atacarem o ponto fraco, que tinha a vantagem de estar a descolonizar Angola e estava dependente do auxílio americano para retirar os seus nacionais. Como é evidente nunca surge como razão para o 25 de Novembro a defesa da democracia, nem da liberdade, nem dos direitos do homem que amanhã serão invocados na Assembleia da República por coristas encoirados, sob o lema: Tudo pela Nação, nada contra a Nação! Serão proclamados, com voz embargada, valores e heróis. Ameaças e diabos. Milagres e mocadas em Rio Maior.

Em 1975, depois da Pérsia e da Jordânia corrigirem uma disputa fronteiriça, Kissinger encerrou o apoio dos EUA aos curdos numa ação que o Congresso classificou como de venda, justificando a decisão a um congressista: “Ação secreta não deve ser confundida com trabalho missionário.” 

Quanto ao golpe do Chile, em 1973, de acordo com uma transcrição desclassificada de uma reunião apenas duas semanas depois de Pinochet ter assumido o poder, Kissinger afirmou aos diplomatas americanos que não deveriam colocar a questão das violações dos direitos humanos pelos golpistas, acrescentando: “Acho que devemos entender a nossa política: por mais desagradável que eles sejam, o governo [Pinochet] é melhor para nós do que Allende foi”.

Kissinger foi o mestre que conduziu o processo político em Portugal que conduziu ao 25 de Novembro e que, na narrativa oficial, restaurou a democracia em Portugal contra a ditadura comunista. O 25 de Novembro tem esta personagem de democrata exemplar como patrono! Como o seu São Jorge. É um facto.

Estados Unidos: Um império de gangues e cúmplices

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 21/11/2024)


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O termo Império surge associado a poder, à conquista de um território, ao domínio de um conjunto de nações e povos sujeitos a um soberano, que assumia o título de imperador ou uma oligarquia. Desde a antiguidade até à Segunda Guerra Mundial todos os impérios se caracterizaram pelas vitórias dos seus exércitos sobre os exércitos inimigos e por imporem uma lei. Os Estados Unidos da América que emergiram como o império dominante no planeta na segunda metade do século XX, alteraram radicalmente o conceito de império.

A Segunda Guerra Mundial terminou com uma vitória partilhada entre os Estados Unidos e a União Soviética, e esta partilha originou conflitos militares entre os dois vencedores, em que os Estados Unidos foram sistematicamente derrotados, mas em que conseguem impor o seu domínio imperial por outros meios. Como o conseguiram e como o estão a perder?

O primeiro grande confronto ocorreu na Coreia e terminou com uma situação humilhante para os Estados Unidos, que não conseguiram vencer a União Soviética, desgastada pela guerra, nem a China, a viver uma revolução e dispondo de baixíssimas capacidades tecnológicas. A tentativa de invadir Cuba pela Baía dos Porcos, com mercenários por conta da CIA, saldou-se num desastre vergonhoso. A segunda guerra dos Estados Unidos, travou-se na Indochina, esta aliada da União Soviética e da China, e terminou com a derrota humilhante da retirada de Saigão pelo telhado da embaixada. No Médio Oriente, a intervenção dos Estados Unidos na guerra Irão-Iraque saldou-se num desastre que provocou a implantação do regime dos ayatollas em Teerão, a invasão do Iraque, com a instalação do caos e a selvática cena da decapitação de Saddam Hussein, a intervenção na Síria e o saque à mão armada do petróleo pelas companhias americanas protegidas pelo Exército americano, que ainda se mantém.

Após os resultados desastrosos das intervenções militares do império no Médio Oriente, Washington decidiu invadir e ocupar o Afeganistão, de onde se retirou em fuga desordenada, à semelhança do que fizera no Vietname. As armas do Afeganistão eram necessárias para atiçar o novo regime pró-americano da Ucrânia contra a Rússia. Trocaram-se afegãos por ucranianos no mercado dos interesses.

No final de 2024, os Estados Unidos, a cabeça do império do Ocidente, acumulam derrotas militares cujo rol está prestes a incluir a Ucrânia, mas apresentam como troféus de vitória, os massacres do Camboja, na Indonésia, na sequência do apoio a Suharto, e uma sucessão impressionante de golpes que organizaram com agentes locais, militares, e que deram origem às ditaduras do Chile, da Argentina, do Brasil, da Bolívia, da Guatemala, do Paraguai, das Filipinas e até implantação de regimes favoráveis, mas menos violentos, como foi o caso do 25 de Novembro de 1975 em Portugal.

Os analistas ocidentais, formatados na análise histórica da tradicional formação dos Estados na Europa a partir de uma elite guerreira, que assume um poder divino e impõe uma lei, tomaram e tomam a criação do império americano como integrado nesta norma, porque são descendentes de europeus (embora dos mais desqualificados socialmente). Ora, a formação da “América” foi feita por esses imigrantes ignorando essas regras e até em frontal conflito com elas.

O grupo dirigente dos Estados Unidos, os fundadores e os que se sucederam são chefes de gangues emigrados da Europa e todo o poder é baseado na fidelidade pessoal e não em princípios. O poder e o sucesso são definidos pelo direito de obter a maior parcela possível de bens e de riqueza, e do domínio do maior número de subordinados e fiéis. É um poder típico das matilhas. As instituições servem os poderosos e os poderosos pagam aos agentes do Estado para estes os servirem.

A relação entre Trump e Elon Musk é a normalidade e não uma excentricidade. É do mesmo tipo da que existiu entre Kissinger e Nixon, os fundadores do código de conduta do império. No livro publicado em abril de 1963 «A América continua a prestar as maiores honras a um dos piores assassinos em massa: Henry Kissinger» o seu autor, Fred Branfman, relata uma conversa de Kissinger com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tailândia em 26 de novembro de 1975, enquanto os Khmer Vermelho levavam a cabo o genocídio no Camboja que levaria os seus autores (Pol Pot) a serem julgados criminosos da humanidade. Kissinger perguntou ao ministro tailandês “quantas pessoas o ministro Ieng Sary matou? Dezenas de milhares… eu sei, mas você deveria dizer aos cambojanos que seremos amigos deles. Eles são bandidos assassinos, mas não deixaremos que isso atrapalhe as nossas relações. Estamos preparados para melhorar as relações com eles. Diga-lhe a última parte, mas não diga o que eu disse antes.”

Anteriormente, em 1973, Kissinger já tinha definido o tipo de princípios que presidiam ao império que ele e Nixon estavam a implantar ao referir-se ao golpe do Chile, patrocinado pelos Estados Unidos e executado pela CIA. De acordo com uma transcrição desclassificada de uma reunião em outubro de 1973, apenas duas semanas depois de Pinochet ter assumido o poder, Kissinger afirmou aos diplomatas americanos que não deveriam colocar a questão das violações dos direitos humanos pelos golpistas, acrescentando: “Acho que devemos entender a nossa política: por mais desagradável que eles sejam, o governo [Pinochet] é melhor para nós do que Allende foi”. Ao justificar a sua decisão, Kissinger disse a um membro da equipe do Comitê 40: “Ação secreta não deve ser confundida com trabalho missionário.”

A relação de Musk com Trump é a continuação de uma política de bando a agir segundo os seus apetites. A recente proposta de Musk de diminuir o poder do Estado Federal integra a lógica de deixar os gangues libertos para imporem o seu poder sem restrições. A nomeação de juízes da sua “cor” por parte do presidente é uma normalidade. Pagar eleições de presidentes, senadores, representantes, juízes, procuradores, governadores que sirvam os interesses de um dado gangue faz parte da essência do regime.

Este regime do Império rege-se interna e externamente pelas regras do gang através de agentes — state agents e non.state agents — que atuam à margem da lei e do qualquer controlo democrático sob a cobertura de instituições respeitáveis perante a comunidade internacional. Nenhum agente é julgado por qualquer crime, seja cometidos nos Estados Unidos, seja no estrangeiro. Neste regime, o Exército Americano serve de cobertura aos agentes da CIA que são quem, de facto, altera regimes, organiza revoluções, elimina adversários, cria dirigentes fantoches. Quem dirige as embaixadas americanas é o chefe da antena da CIA. O caso de Portugal em 1975 é paradigmático, o embaixador Carlucci acumulava com a chefia da antena da CIA. Também será, certamente homenageado no próximo dia 25 de Novembro. E bem merece. Convém não o esquecer.

Desde os anos 70 e da administração Nixon-Kissinger, o mundo viu-se confrontado com um novo tipo de entidade política em que os serviços secretos, gangs fora de qualquer controlo democrático e fora da alçada da lei, recrutam e utilizam bandos locais para executarem as ações políticas convenientes à oligarquia financeira dos Estados Unidos.

O império dos Estados Unidos, em vez de forças nacionais, enquadradas, sujeitas à lei, tem como forças de imposição do seu poder estruturas tribais, religiosas, traficantes de drogas e seres humanos, assassinos sob contrato. O império dos Estados Unidos assenta na força de um exército fora da lei e do controlo de qualquer entidade democrática de que são conhecidas a Alqaeda (os combatentes da liberdade de Reagan), o Isis, os talibans, os paramilitares sulamericanos, os cartéis da droga. o ELP, o MDLP em Portugal, os GAL em Espanha, a rede Gládio na NATO, a Aginter Press entre a imensa tropa alugada para as diversa missões.

As administrações de Nixon, Gerald Ford, de Bush, pai e filho, Clinton, Obama, Trump e Biden geriram os mesmos gangues que provocaram o golpe de Pinochet no Chile, o dos generais na Argentina e no Brasil, as ditaduras das repúblicas das bananas, mas também a guerra na Ucrânia, o rebentamento do gasoduto Stream2, ou o genocídio em GAZA.

Os Estados Unidos da América são o primeiro e até agora o único império que apenas sofreu derrotas militares, mas impôs o seu poder totalitário em todos os continentes através de ações ínvias de traição e de corrupção. Trump e os elementos do seu atual bando do MAGA já anunciados não são uma excentricidade, são os representantes do sistema em que assenta o poder dos Estados Unidos. Um tipo de poder que podemos observar ao vivo em Israel. O poder em Israel é o da Mossad, como nos Estados Unidos é o da CIA. Tudo o resto que é apresentado como o “Estado” são executantes, fornecedores de serviços. Todas as leis são circunstanciais. A Casa Branca e o Capitólio são a Disneylandia de Washington onde os crentes acreditam residir o poder. O mesmo acontece, para os católicos com a basílica de São Pedro, em Roma, onde não reside o poder do Vaticano. O poder em Washington não reside nos militares representados por uns “jarrões” em uniforme de gala que fazem continências à entrada e saída do Presidente, o factótum do imperador reside no bandido que conseguir impor a sua lei e transformar-se em xerife.

A grande questão do nosso tempo, é que o modelo de domínio assente nas ações encobertas associadas a demonstrações de força convencional está a chegar ao fim. Os serviços secretos e de desestabilização americanos já não conseguem alterar regimes decisivos, como é visível no Irão e, por outro lado, as forças regulares dos Estados Unidos não conseguem vencer nem a Rússia, nem a China, nem sequer manter a Ucrânia! Os gangues que fizeram a glória do império desde a Segunda Guerra sofrem a forte concorrência dos gangues de outras potências e estão a ser derrotados. O reconhecimento destas debilidades inultrapassáveis levou Trump a investir no mercado interno, criando um bando eficaz e vencedor chefiado por Musk, pretende terminar com a guerra na Ucrânia e diminuir a tensão no médio Oriente onde a disputa é feroz e de resultados incertos. Um mau negócio.

Estamos a assistir aos últimos foguetes da estratégia americana gizada por uma agente da CIA, Vitória Nuland, a criadora da grande ilusão da Praça Maidan, de Kiev. A retirada americana vai ser paga pelo ucranianos e os palestinianos. A conta para os Europeus virá mais tarde e podemos agradecê-la a Von Der Leyen, a Olaf Scholz, a Macron.

Em Portugal, no dia 25 de Novembro, o Estado Português celebra uma vitória de Kissinger, representante de um império de gangues, com um sangrento currículo pelo mundo, que inclui, já agora a autorização da invasão de Timor pela Indonésia, mas canonizado em Portugal como pai da democracia. Uma cerimónia que devia envergonhar quem for de ter vergonha. Haverá na assistência quem serviu de peão de Kissinger em Lisboa e que deu a cara contra a invasão de Timor que ele patrocinou. São insondáveis os desígnios do Senhor, diria um oficiante católico. Pois são.

Máfias Chinesas

(Dieter Dellinger, 16/09/2018)

PREDIO

Foto: Prédio de onde terá caído ou sido lançada a menina chinesa.

(Mais um tiro no pé da grande justiceira Joana Vidal.

Publico este texto porque é bom saber-se que há máfias chinesas a actuar em Portugal. E o que faz a grande justiceira Joana Vidal? Nada. Deixa-os andar à vontade. É esta senhora que a direita quer reconduzir. De facto, a direita não gosta que se incomodem os seus “amigos” chineses, a quem o Passos vendeu a EDP e outras empresas ao preço da “uva mijona”. E viva o Partido Comunista Chinês… 🙂

Estátua de Sal, 16/09/2018)


Um conhecedor da comunidade chinesa que opera em Portugal disse-me que eles funcionam ao modo de máfias investidoras.

Emprestam dinheiro para restaurantes e por cada mil querem receber 3 mil ao fim do ano por parte do ou da chamada dona.

Nas lojas é quase o mesmo. Em Vila do Conde estão os importadores que distribuem pelas lojas a quem emprestam dinheiro, mas que são em geral funcionários de magnatas chineses que têm acesso a imensos créditos a baixos juros dos banco estatais da China Comunista. E se alguém fugir aos pagamento devidos pode ser vítima de acidente, incêndio ou outro qualquer.

Diz-se por aí aquilo que a Joana Marques Vidal e a PJ e Ministério Público aparentemente não sabem. A criança que caiu de um andar muito alto no Parque das Nações, enquanto os pais chineses jogavam no casino, não teria altura nem possibilidade de subir pela varanda e cair lá de cima. Parece que varanda não tem gradeamentos horizontais que poderiam servir de escada que é algo que não se usa na arquitetura moderna. Seria uma varanda lisa. Nunca fui lá ver, pelo que não sei.

Aquilo terá sido obra dos “banqueiros mafiosos” chineses que emprestam dinheiro a jogadores e quando têm casa ficam como garantia com as chaves da casa e uma declaração de venda da mesma, pelo que os pais da criança que não pagaram o que deviam e ainda perderam mais dinheiro foram vítimas de um ensinamento da parte da máfia chinesa para que outros chineses saibam que têm de pagar na data certa aos homens de fato escuro e gravata com mala preta que lhe aparecem nas datas combinadas.

Os funcionários dos “banqueiros” teriam entrado de luvas na casa dos país e atiraram a criança pela varanda abaixo.

Pessoalmente nada sei nem posso confirmar, só me foi contado num café que até fechou recentemente.

O que é certo é que os pais da criança foram condenados a cinco anos de prisão com PENA SUSPENSA, que é o mesmo que nada, e já estavam na China e a Procuradoria não recorreu e parece que deixou que o corpo da criança fosse levado para a China. O tradutor de português para chinês até se enganou e traduziu pena suspensa por pena de morte.

Aconselho qualquer cidadão a não jogar nos casinos, nem chineses nem portugueses ou mesmo outros quaisquer.