Mais uma humilhação para a Europa: Os EUA querem avaliar a lealdade dos seus aliados da NATO

(Por R T France, in Reseau International, 15/08/2026, Trad. Estátua)


Washington apela agora aos seus aliados da NATO para que esclareçam o seu apoio às políticas de Donald Trump, enquanto os Estados Unidos ponderam reduzir a sua presença militar na Europa. O questionário, divulgado pela Bloomberg, centra-se particularmente no acesso a bases militares, nas compras de armas americanas e nas escolhas de defesa dos países europeus.


Washington enviou recentemente um questionário aos países membros da NATO com o objectivo de avaliar o seu apoio às políticas de Donald Trump, no meio da ameaça de redução da presença militar americana na Europa. De acordo com um artigo da Bloomberg que revelou o documento a 14 de agosto, os aliados estão a ser questionados se apoiaram publicamente a política externa dos EUA e que restrições impuseram à utilização de bases militares pelas forças norte-americanas.

O documento vai além das questões de segurança. Washington quer também saber se os seus parceiros compram armas a empresas americanas e se apoiam regras que possam limitar o acesso dessas empresas aos contratos de defesa europeus. Os países estão também a ser questionados sobre a sua posição em relação ao princípio “Made in Europe” no sector do armamento.

Esta iniciativa surge numa altura em que a administração Trump realiza uma revisão semestral da sua presença militar na Europa, cujas conclusões são esperadas para dezembro. Ao mesmo tempo, Washington procura transferir uma fatia crescente das responsabilidades militares e financeiras para os membros europeus da Aliança.

Divergências cada vez mais visíveis no seio da NATO

As questões levantadas por Washington relacionam-se diretamente com várias disputas recentes com alguns dos seus aliados. As referentes ao acesso a bases militares dizem respeito, em particular, às operações americanas no Médio Oriente e no Hemisfério Ocidental.

A Espanha, por exemplo, recusou-se a apoiar os ataques americanos contra o Irão e proibiu a utilização das suas bases para esse fim. O questionário refere-se também, indiretamente, ao Irão e à operação americana contra Nicolás Maduro na Venezuela. Estes episódios ilustram as divergências que podem surgir quando alguns membros da Aliança se recusam a seguir automaticamente as iniciativas de Washington.

Esta abordagem foi também mal recebida por diversos países da NATO. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, alguns aliados vêem-na como uma tentativa de os forçar a um alinhamento político e ideológico em troca da manutenção das garantias de segurança americanas. A agência acredita que tal desenvolvimento poderá alterar significativamente o equilíbrio das relações transatlânticas herdado do período pós-guerra.

Washington está a reduzir gradualmente o seu papel militar na Europa

O questionário faz parte de uma revisão mais ampla da presença americana no continente. A 28 de julho, o responsável do Pentágono, Elbridge Colby, confirmou o início desta revisão, sublinhando que a administração Trump pretendia transferir mais responsabilidades militares para os aliados europeus.

A redução das tropas americanas já tinha sido discutida na primavera. Donald Trump anunciou, então, novas reduções na presença militar dos EUA na Europa, além da já planeada retirada de 5.000 soldados da Alemanha. No entanto, a legislação americana proíbe uma redução do número de tropas abaixo dos 76.000 na Europa sem justificação adicional.

O alcance e a distribuição de uma possível retirada, portanto, ainda precisam de ser determinados. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, descreveu a revisão americana como uma decisão “lógica e positiva”, dado o aumento das despesas militares europeias e canadianas. Um representante da Aliança confirmou ainda à Bloomberg que as discussões com Washington estavam em curso, sem comentar diretamente o questionário.

As decisões esperadas até ao final do ano deverão esclarecer até que ponto os Estados Unidos pretendem reduzir a sua presença militar directa na Europa. Revelarão também em que medida Washington pretende agora condicionar o seu compromisso com os seus aliados ao alinhamento político, às escolhas militares e às aquisições de defesa destes.

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2 pensamentos sobre “Mais uma humilhação para a Europa: Os EUA querem avaliar a lealdade dos seus aliados da NATO

  1. Se a Europa não continuasse com a mentalidade de pilhantes do tempo dos chamados Descobrimentos não precisava dos Estados Unidos para nada.
    Mas como sonha com algumas migalhas provenientes das campanhas de pilhagem do Grande Irmão e sonha em especial com pilhar o vizinho do lado, leia se Rússia, acha que precisa daquela soldadesca.
    Passei algum tempo próximo da maior base daquela canalha na Europa e posso garantir que a população local tinha aquela canalha pelos cabelos.
    Arrogantes, rudes e miseráveis, reconhecendo muitos que a primeira vez que tinham dormido numa casa de tijolos tinha sido ali.
    Mulheres para aquela gente era peça de caça e até uma “baleia” com mais de 40 anos e já dois maridos no curriculum teve de dizer que gostava de mulheres para parar o assédio.
    Quem cai na cantiga e engravida fica a criar o filho por sua conta pois que o lorpa se põe ao fresco após a comissão. Mais um para a Segurança social la do sitio ajudar a criar assim não tenha a mãe da criança um emprego decente.
    Aprendesse a Europa a negociar com lisura, a não querer pilhar o vizinho do lado e podiam ir todos para a raiz da p*ta que os pariu.

  2. Fazem tanta falta como a fome… eles e os voos secretos da CIA e os drones assassinos que vão apoiar os genocidas zionistas a voar por cima da Europa…

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