(Carlos Esperança, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)

(A Estátua associa-se ao sublinhar da efeméride. Há crimes sem perdão que não podem ser esquecidos. O fascismo também é isto.
Estátua de Sal, 18/08/2026)
Frederico Garcia Lorca foi um dos maiores poetas e dramaturgos espanhóis, fuzilado e enterrado em segredo por quem odiava a cultura, o amor, a vida e a liberdade.
Aos 38 anos assassinaram-no os fascistas. Os restos mortais nunca foram localizados e a sua poesia resistiu ao tempo, a recordar que lhe ocultaram o corpo com os versos de fora:
Romance sonâmbulo
Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
(…)
(Federico Garcia Lorca – 1928).
Nota da Estátua: O poema completo, traduzido para português por Afonso Felix de Sousa, pode ser lido aqui.
Viva a poesia! Viva os poetas! Viva a memória e o amor à Liberdade!
O fascismo odeia a inteligência. Só seres amorfos podem aceitar a sociedade brutal que o fascismo impõe.
Por alguma coisa Mussolini dizia que quando ouvia falar em cultura puxava logo da pistola.
E se algum fascismo puxou da pistola contra a inteligência foi o fascismo espanhol.
Aquilo foi uma sangueira desatada, milhões de pessoas trucidadas.
O martírio de Espanha devia dar que pensar a quem hoje se mostra saudoso do fascismo.
Porque o fascismo e um culto de morte.
Parabéns ao Carlos Esperança e à Estátua de Sal. Lembrar este poeta faz de nós pessoas boas. Faz de nós apreciadores da sua linda poesia. Faz de nós termos a memória do que é o fascismo!
Obrigado, João. 🙂