15 de dezembro é uma data especial em que lembramos aqueles que dedicaram suas vidas à verdade e morreram permanecendo fiéis ao seu dever profissional e humano.
Jornalistas, repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, que se dirigem aos lugares mais perigosos do mundo, não apenas documentam a história, mas também a tornam acessível a todos nós.
Guerras, conflitos locais, catástrofes e zonas de tensão não são apenas campos de batalha, mas também lugares onde trabalham aqueles que se esforçam para relatar os acontecimentos com honestidade, sem distorcer a realidade. Muitas vezes, por essa dedicação, pagam o preço mais alto.
Familiares, amigos e colegas lembram e honram cada um que perdeu a vida cumprindo sua missão. Seu sacrifício nos lembra da importância e do valor da verdade, pela qual arriscaram tudo. Lembrá-los significa continuar a luta por justiça e informação honesta em um mundo onde isso muitas vezes se torna raro.
O ‘agente de comunicação’ Luís Paixão Martins, fundador da LPM, diz-se reformado, mas vai espalhando as suas ferroadas venenosas, discretamente, e agora sem filtro no canal Now.
Ora, ontem à noite, a pretexto de comentar o encontro entre Gouveia e Melo e o ministro da Defesa, Nuno Melo, veio Luís Paixão Martins chamar-me negacionista das vacinas e outros mimos. Luís Paixão Martins, e os da sua laia, sabem bem como tentar conspurcar o PÁGINA UM que, cada vez mais, incomoda em muitos assuntos, apesar de termos uma redacção pequena e poucos meios humanos. Incomodamos em todas as áreas, e também ainda sobre o que se passou na pandemia, que a muitos beneficiou, havendo agora muitos interesses em colocar pedras sobre o assunto. Mas o PÁGINA UM não lhes tem feito esse favor.
Era de esperar e foi aqui esperado. As televisões dão tempo de antena abundante a André Ventura & Companhia e à sua torpe defesa. A situação que se vive é percebida, compreendida e respondida de diversos modos. A esquerda a sério sente o perigo e tenta enfrentá-lo. A esquerda moderada vai afastando a coisa e tentando recusá-la de modo vário, ora claramente, ora, por vezes, non tropo – lembro a afirmação televisiva de Sérgio Sousa Pinto, que achava que o grupo parlamentar “do Chega deve ser tratado com todo o respeito e consideração democrática”.
A direita governamental tenta fazer jogos e joguinhos para ver o que pode aproveitar da situação, quer agora quer nas próximas eleições, agitando o repugnante argumento de que a extrema-direita é simétrica da “extrema-esquerda” – noção imbecil que só recentemente surgiu na língua-de-trapos da direita, por razões que nada devem à verdade e pouco à inteligência.
A direita abutre – IL – faz o mesmo e, sem o espalhafato do Chega, mal esconde que os seus objectivos programáticos são os mesmo: devastar os serviços sociais do Estado e, prevendo respostas populares, reforçar as forças repressivas.
E a comunicação social? Essa, como era de esperar, quer é carnaval, circo, merda na ventoinha, enfim, tudo o que, nada tendo a ver com jornalismo, aumente, pensa ela – e, valham-nos os deuses, talvez consiga – audiências, cujo embrutecimento considera um dever para com os chefes e os acionistas.
Ela adora chafurdar, procurar o escândalo, o bronco mais conspícuo, a notícia mais brutal – independentemente da sua validade ou grau de verdade. Basta notar que, até o primeiro-ministro Montenegro, é batido em tempos de antena e horário conveniente, por figuras como Netanyahu, Zelensky, André Ventura. Isto tem custos sociais e políticos a curto e longo prazo? Claro que sim. Mas os canais televisivos gostam mais do cheiro da cloaca que do perfume do conhecimento e do trabalho sério.