Deputados no Parlamento Europeu apelam à libertação imediata de Assange

(In AbrilAbril, 03/05/2022)

Os eleitos do PCP, João Pimenta Lopes e Sandra Pereira, tomaram a iniciativa de promover um apelo à libertação de Julian Assange, dirigido às autoridades competentes do Reino Unido e dos EUA. 


(Agora é que eu quero ver os campeões da liberdade a tomar partido. Desafio os deputados do PS e do PSD a votarem a favor desta petição! Eu bem queria estar enganado, mas tal não deverá suceder. Mais depressa recebem o nazi Zelensky com palmas do que defendem a liberdade de expressão e a democracia quando tal implica irem contra os ditames desse “farol da liberdade” que são os EUA! E depois digam que o PCP é que não é um partido democrático.

Estátua de Sal, 03/05/2022)


O texto, que deverá ser subscrito pelos deputados no Parlamento Europeu, apela às autoridades britânicas que recusem a extradição do jornalista para os EUA, e que os EUA encerrem as acusações contra Assange, com vista à sua libertação imediata. 

Os eleitos comunistas alertam no documento que a decisão do tribunal britânico, de autorizar a extradição do criador do WikiLeaks para os EUA «é motivo de maior preocupação». «Importa recordar que havia sido anteriormente recusado um pedido de extradição de Julian Assange para os EUA alegando a existência de riscos para a sua vida», lê-se na petição a que o Abrilbril teve acesso.

Por outro lado, os deputados Sandra Pereira e João Pimenta Lopes lembram que, na consideração de um relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Julian Assange está arbitrariamente preso e «foi deliberadamente exposto, ao longo de vários anos, a formas progressivamente severas de tratamento ou punição cruel, desumana ou degradante, cujos efeitos cumulativos só podem ser descritos como tortura psicológica».

O especialista em direitos humanos receia que Assange enfrente o risco real de graves violações dos seus direitos, incluindo de liberdade de expressão, a um julgamento justo, à proibição de tortura e de outras práticas cruéis, desumanas ou degradantes.

O caso de Julian Assange está ligado à revelação de informação considerada confidencial, em particular sobre a guerra no Iraque e no Afeganistão, que expôs violações do direito internacional, algumas das quais configurando crimes de guerra. Para os deputados comunistas, a tentativa de extradição, criminalização e prisão deste jornalista representa «uma inaceitável pressão, visando condicionar a publicação de informação de interesse público».

Tentativa que, refere-se no documento, «não se pode dissociar dos processos de concentração da propriedade e do controlo dos meios de comunicação social por parte de transnacionais», mas também do aumento da precariedade nas relações laborais dos jornalistas, «que constitui uma séria ameaça ao pluralismo, à liberdade de imprensa, de expressão e de informação».

Esta terça-feira assinala-se o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.  Em Abril, 19 organizações, nomeadamente federações europeias e internacionais de jornalistas e vários clubes PEN, enviaram uma carta à ministra britânica do Interior suscitando a recusa da extradição de Julian Assange.

Os signatários reclamavam ainda a sua libertação da prisão de Belmarsh, perto de Londres, onde se encontra há cerca de três anos, depois de permanecer mais de sete anos na Embaixada do Equador em Londres, como refugiado. Em caso de extradição, Julian Assange pode ser condenado a 175 anos de prisão nos EUA. 


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Julian Assange foi preso no Guantánamo britânico há três anos. É um crime contra todos nós

(DIEM25 in GlobalResearch, 13/04/2022)

Hoje é um marco de um piores erros judiciários já perpetrados por nossas chamadas democracias do Ocidente: Julian Assange está agora numa cela da prisão de Belmarsh, em Londres, há três anos.

Os governos do Reino Unido e dos EUA expressam, com razão, indignação com os relatos de crimes de guerra na Ucrânia . No entanto, ao mesmo tempo que fazem isso, eles acusam Assange e fazem dele um exemplo, por revelar, com provas definitivas, os seus próprios crimes de guerra. Enquanto a mídia denuncia a disseminação de desinformação e ataques contra jornalistas, a maioria permanece em silêncio, quanto ao facto de um verdadeiro jornalista ir morrendo lentamente na prisão por cumprir seu dever de informar o público.

Assange pode ser condenado até 175 anos numa prisão americana. Portanto, a menos que o secretário do Interior do Reino Unido, Priti Patel , pare sua extradição para os EUA até 18 de maio, provavelmente marcaremos essa data nas próximas décadas. 

Se você valoriza a democracia e a liberdade de expressão, pedimos que mais uma vez pressione o governo do Reino Unido para que pare com essa farsa da justiça e salve a vida de Julian. Nunca nossa voz foi mais necessária do que agora.


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Carta aberta ao mundo da mãe de Julian Assange

(Christine Ann Assange [*] , in Resistir, 31/12/2021)

Há cinquenta anos, quando dei a luz pela primeira vez como jovem mãe, pensei que não podia haver dor maior, mas logo a esqueci quando sustive meu belo bebé nos braços. Chamei-o Julian.

Agora percebo que estava equivocada. Há uma dor maior. A dor incessante de ser a mãe de um jornalista galardoado, que teve a coragem de publicar a verdade sobre crimes governamentais de alto nível e sobre a corrupção.

A dor de ver o meu filho, que tentou publicar verdades importantes, manchado a nível mundial.

A dor de ver o meu filho, que arriscou a sua vida denunciar a injustiça, inculpado e privado do direito a julgamento justo, reiteradamente.

A dor de ver um filho são deteriorar-se lentamente, porque foi-lhe negada a atenção médica e sanitária adequada em anos e anos de prisão.

A angústia de ver o meu filho submetido a cruéis torturas psicológicas, numa tentativa de romper o seu imenso espírito.

O constante pesadelo de que seja extraditado para os EUA e a seguir passe o resto dos seus dias enterrado vivo em isolamento total.

O medo constante de que a CIA possa cumprir seus planos para assassiná-lo.

A onda de tristeza quando na última audiência vi seu corpo frágil cair exausto por um mini derrame cerebral, devido ao stress crónico.

Muitas pessoas ficaram traumatizadas ao ver uma super-potência vingativa que usa seus recursos ilimitados para intimidar e destruir um indivíduo indefeso.

Quero agradecer a todos os cidadãos decentes e solidários que protestam globalmente contra a brutal perseguição política sofrida por Julian.

Por favor, continuem a levantar a voz aos seus políticos até que seja a única que ouvirão.

Sua vida está nas suas mãos.

#YoSoyAssange
#JusticiaPorJulian

30/Dezembro/2021

[*] Mãe de Julian Assange.

O original encontra-se em https://www.lahaine.org/mundo.php/carta-abierta-de-la-madre


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