Nos idos do verão

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 08/09/2018)

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(O Miguel vem em grande forma. O bronze da Meia Praia fez-lhe bem. Eucaliptos e pedófilos, a mesma corja, é o tema. Denominador comum entre ambas as pragas? O fogo do inferno: os infernos de fogo que os eucaliptos alimentam e onde merece ser incinerada a cáfila abusadora das crianças e jovens à sua guarda.

Comentário da Estátua, 08/09/2018) 


Das areias da Meia Praia, vi o fogo começar na Serra de Monchique. Já se tornou um hábito estar sempre a olhar para a serra com medo que um fogo comece. Porém, não me assustou muito, pois, apesar do calor intenso, estava vento sul e com vento sul não mexe uma palha lá em cima. Isso, mais a avalanche de meios terrestres e aéreos imediatamente lançados no ataque ao incêndio, logo elogiados pelo Presidente e que há meses nos vinham sendo cantados em ladainha pelo ministro Eduardo Cabrita como estando disponíveis até para os conhecidos incêndios de Natal, fazia prever que, no máximo de 24 horas o fogo estaria extinto. Mas, não: foram três dias seguidos sem vento desaproveitados, até que aquilo que todos os que conhecem a zona temiam que acontecesse, aconteceu: entrou o vento norte e tudo fugiu de controlo. Monchique ardeu até ao fim, durante oito dias e 26 mil hectares. Outra vez. Um habitual rigoroso inquérito vai apurar como é que tal foi possível e eu, que não percebo nada do assunto, não posso ajudar às conclusões. Excepto numa coisa: por favor, não concluam que não houve incompetência no comando.

Por favor, também não concluam que aquele braseiro demencial não foi tragicamente potenciado pela caixa de fósforos gigantesca em que transformaram a outrora deslumbrante Serra de Monchique. 74% da área florestal do concelho de Monchique são ocupados pelos queridos eucaliptos: lá em cima não corre um fio de água, não se avista um animal bravio, não se escuta um pássaro. Dentro de oito anos serão 84% de eucaliptal e voltará a arder tudo outra vez. É um jogo de roleta: se por acaso não arder, é fortuna garantida para quem os plantou; se arder, o prejuízo é todo dos contribuintes e o lucro é dos que fornecem os meios de combate aos incêndios. Em Maio passado, porém, o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, mostrava-se tranquilo com a situação: as plantações de eucaliptos estavam “ordenadas e vigiadas”, os caminhos limpos e os aceiros feitos. “Já são muitos anos a apagar fogos!”, concluía ele, com um optimismo cínico que se viria a revelar mórbido e que num país onde a responsabilidade política não fosse uma palavra vã o deveria ter levado a demitir-se no dia seguinte ao fogo ter sido extinto.


2 Em Monchique, ardeu sobretudo o eucaliptal da Navigator/Soporcel. E, enquanto os eucaliptos alastravam o fogo à serra, destruíam casas e só por sorte e arte dos bombeiros não mataram ninguém, o seu dono passava férias em Ibiza, a bordo do seu iate, onde viria a morrer de ataque cardíaco. O mesmo Presidente Marcelo, que passou o Verão a lembrar e a homenagear as vítimas dos incêndios de 2017 e a preocupar-se com o incêndio de Monchique, apressou-se a lamentar a morte de um “grande industrial português”. E o jornal “Público” dedicou-lhe a capa e as primeiras quatro páginas, em homenagem ao “presidente do maior grupo industrial de base nacional” e “o homem que não se deixou enganar por Ricardo Salgado” (duas verdades inquestionáveis). Porém, nem uma linha para informar os leitores distraídos ou recordar aos outros que o tal “maior grupo industrial português”, além da Secil e daquela fábrica de cimento que é uma ferida terceiro-mundista na Serra da Arrábida, assenta basicamente na fileira predadora das celuloses — responsável pela infertilidade das terras, pelo despovoamento do interior, pela dimensão dos incêndios, pela poluição dos rios e pela destruição inacreditável da paisagem de Portugal a um ritmo avassalador. E cujas árvores, num processo já incontrolável, renascem das cinzas e espalham as suas sementes mesmo para onde ninguém as planta e ninguém as deseja. Não fosse um texto de elogio a Pedro Queiroz Pereira da autoria do engenheiro João Soares, um crónico defensor do eucaliptal, e nem se saberia a que actividade se dedicava aquele. Desse texto, aliás, retive uma passagem em que João Soares relata uma conversa que terá tido com Queiroz Pereira e em que este terá desabafado que quando abria um jornal e se via “acusado de crimes ambientais”, lhe dava “vontade de vender tudo e ir-me embora desta terra”. O problema está em que não há muitos países — aliás, nenhum país do primeiro mundo, que tenha, sequer em termos absolutos, a quantidade de eucaliptos que Portugal tem e consente. Talvez por isso, a Navigator/Soporcel procure outras paragens longe do primeiro mundo. Uma arrepiante reportagem da autoria de Sofia da Palma Rodrigues, curiosamente publicada no mesmo jornal “Público” no dia da morte de Pedro Queiroz Pereira, revelava como é que, ao abrigo de um programa lançado pelo G7 para desenvolver a agricultura tradicional em África, e através de um processo no mínimo nebuloso, a Navigator/Soporcel se apoderou de 356 mil hectares (três vezes a área que explora em Portugal) das terras agrícolas mais férteis das províncias de Manica e Zambézia, em Moçambique, para as forrar de eucaliptos, afastando delas os agricultores locais. Pois é, as coisas são como são. Não se consegue ter sol no eucaliptal e gente nos campos e chuva nos incêndios.


3  Em directo na rádio France-Inter, o ministro do Ambiente francês, Nicholas Hulot, demitiu-se sem aviso prévio, dizendo não conseguir mentir mais a si mesmo. Não, nem Macron consegue fazer cumprir em França as metas da Cimeira de Paris sobre as emissões de CO2: as pressões da indústria são mais fortes do que quaisquer promessas. Na Alemanha, uma comissão independente concluiu aquilo que qualquer condutor já sabia: que os números de consumo dos carros são notavelmente desinflacionados pelos construtores. Na Austrália, um dos países do mundo mais expostos às alterações climáticas, de ano para ano, o país vive incêndios dantescos, viu a Grande Barreira de Coral diminuir para metade e atravessa actualmente a maior seca de que há registos. Signatária do Acordo de Paris, a Austrália é o 4º maior produtor de carvão do mundo e o 16º maior poluente da atmosfera. Na terceira semana de Agosto, o primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, foi derrubado por um golpe interno do seu partido, quando ensaiou uma tímida reforma destinada a controlar a emissão de gazes com efeito de estufa, dando cumprimento aos Acordos de Paris. Por trás do golpe estavam as grandes empresas produtoras de carvão, de petróleo e de gás e a maioria da imprensa, dominada pelo império de Rupert Murdoch.

As lições a extrair daqui são simples e assustadoras. A indústria, as grandes empresas, nunca sacrificarão os lucros dos accionistas a causas que tenham que ver com o bem comum. Pouco lhes importam os acordos ou tratados que os governos assinem ou as leis que aprovem: elas têm os governantes nas mãos, sem precisarem sequer de chegar ao extremo de os corromperem; basta assustá-los com a deslocalização, com a perda de impostos, com as consequências económicas, reflectidas em eleições. Restaria a imprensa independente para actuar em nome do interesse dos cidadãos. Mas, para se manter independente, para subsistir, a imprensa precisa de leitores e de anunciantes. Desgraçadamente, porém, os leitores estão a fugir para as redes sociais (alimentadas, irresponsável ou deliberadamente, pelos próprios políticos), e os anunciantes são as mesmas grandes empresas, interessadas em que certas notícias não existam. Num futuro não muito longínquo, alguém contará como é que sucessivas e coincidentes mortes desaguaram numa tragédia global.

4  É provável que o arcebispo Vigano tenha razão na acusação que faz ao Papa Francisco de ter encoberto os abusos sexuais do cardeal americano McCarrick. Mas é provável também que ao pedir a renúncia do Papa, Vigano, ligado aos sectores mais conservadores da Igreja, não seja movido por boas, mas por más razões. E que Francisco se tenha calado porque percebeu que a dimensão do escândalo era de tal forma que toda a Igreja Católica poderia desabar se a verdade inteira fosse conhecida. Mas agora é tarde demais.

O que os novos escândalos da Pensilvânia e da Irlanda puseram a nu de forma cristalina é que durante décadas ou séculos — talvez desde sempre — os homens de Deus se dedicaram à pedofilia sobre as crianças e os jovens que lhes eram confiados, com total impunidade e conivência dos seus superiores. Que Satanás tomou conta do proclamado Reino de Deus e que todas as virtudes santas pregadas pelos seus pastores se traduziram na mais suja e cobarde hipocrisia muros adentro. Não há perdão algum, só nojo.


Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

O Brasil já pegou fogo, quer que faça o quê?

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 05/09/2018)

Daniel

Daniel Oliveira

Primeira cena: o Museu Nacional do Rio de Janeiro em chamas. Ardeu toda a coleção de etnologia indígena, toda a biblioteca de antropologia, o fóssil humano mais antigo das Américas, a coleção egípcia que começou por ser adquirida por D. Pedro I e era a mais antiga das Américas e a maior da América Latina. O que ardeu não é apenas uma perda para o Brasil, é uma perda para a humanidade num país que, como os Estados falhados, já não consegue garantir as suas funções mais básicas.

Evito fazer relações diretas entre a ação política e grandes tragédias. Porque quase sempre as coisas são mais complicadas do que isso. Muito menos se pode atribuir a um Governo específico uma degradação que não é recente. Sabe-se, no entanto, que o Museu Nacional do Rio de Janeiro tinha um apoio irrelevante do Governo e sucessivas reduções de verbas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que o geria. Tinha conseguido financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social que serviria para restauro e instalação de equipamento para prevenção de fogos. Não veio a tempo. Em apenas quatro anos o orçamento do museu caiu 50%, os recursos para o seu funcionamento 77%, as visitas caíram para menos de um quinto.

Mesmo evitando aproveitamentos políticos, é impossível, para quem olhe de fora, não ver neste incêndio uma metáfora do estado do Brasil. Como disse ao “Público” o importante antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, ardeu “o ground zero, o lugar central que era o símbolo da génese do país como nação independente”.

Segunda cena: no mesmíssimo Rio de Janeiro, o exército ocupou as favelas e faz da sua vontade a única lei. Por decisão do Governo do mais descarado oportunista entre os muitos oportunistas da política brasileira, foi entregue ao exército o comando de todas as forças de segurança – Secretaria de Segurança Pública, Administração Penitenciária, Polícia Militar, Polícia Civil, bombeiros e guarda prisional. Não acontecia desde o fim da ditadura. Não se conhece qualquer benefício para a segurança dos cariocas, para além do espetáculo mediático da força e a ausência de controlo público. Foi contra os abusos dos militares nas favelas que Marielle Franco lutou antes de ser assassinada. A investigação da sua morte está, claro, em águas de bacalhau. A justiça, neste caso, não parece ter grande pressa. Está mais ocupada com a campanha eleitoral.

Terceira cena: com Lula à frente nas sondagens mas preso e impedido de ir a votos sem que o seu processo kafkiano tenha transitado em julgado, o candidato do PT cada vez mais provável é o seu número dois, Fernando Haddad, antigo prefeito de São Paulo. Aniquilado o primeiro, vem a bala para o seu substituto, a poucos dias de o ser. Em plena campanha, o Ministério Público de São Paulo acusa formalmente Haddad de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A denúncia é do empresário Ricardo Pessoa, a quem alegadamente o tesoureiro nacional do PT terá pedido dinheiro que teria Haddad como beneficiário final. Não é a primeira vez que Ricardo Pessoa, a quem o antigo prefeito de São Paulo rejeitou, dois meses depois de tomar posse, uma obra sobrefaturada, faz acusações ao PT. Segundo o partido, já o fez em quase uma dezena de casos que foram sucessivamente rejeitados.

Desconheço, como é óbvio, os pormenores deste processo. Mas é impossível não notar que Haddad é formalmente acusado no preciso momento em que se torna evidente que substituirá Lula da Silva, o candidato favorito dos brasileiros. Depois da destituição da Presidente em exercício, da prisão do candidato mais popular, queimar o substituto é a forma de aniquilar, por via judicial, o PT. Mas o promotor desta acusação garante que é coincidência ela surgir em pleno período eleitoral. O ataque não é apenas à democracia, é à inteligência dos brasileiros.

São apenas três casos que retratam um Brasil em colapso. A memória e identidade em colapso, o Estado de Direito em colapso, a democracia em colapso. Poderia continuar, falando do colapso económico e social, do colapso das liberdades cívicas, do colapso da laicidade numa política cada vez mais dominada por fanáticos religiosos. O incêndio de um símbolo abandonado da história brasileira é a ilustração macabra da autodestruição do Brasil, entregue a oportunistas despudorados, juízes populistas, militares saudosistas, pastores fundamentalistas e fanáticos de toda a espécie. Os escombros do Museu Nacional do Rio de Janeiro são os escombros do próprio Brasil.

Perante o incêndio, o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro perguntou: “E daí?” E concluiu: “Já tá feito, já pegou fogo, quer que eu faça o quê?”. Impaciente, disse que o dinheiro da cultura deve ir para a música caipira e sertaneja, não para globalistas que mamam na teta do Estado. Compreende-se que, no meio de um Brasil em ruínas, Bolsonaro esteja bem colocado nas sondagens. Quem festeja a “limpeza purificadora” que o fogo garante pode sempre repetir com as bestas que se alimentam das cinzas da democracia: o Brasil já pegou fogo, quer que faça o quê?

Carta aberta ao Sr. Presidente da Câmara, a Sra. Vice-Presidente da Câmara de Pedrógão Grande

(Vasco Esquina, 22/08/2018)

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(Parece que em Pedrógão o presidente da câmara está a sair “chamuscado” e não é por causa das labaredas. Este munícipe insurge-se, pede explicações a todos os que o queiram ouvir e diz que tem vergonha. Pudera. Parece que, para os políticos da direita, não se passou nada. O “selfie made man”, não pede explicações e bota faladura? A Dona Cristas não pede explicações, senão ao Governo, pelo menos à sua amiga “brasileira”?

O único que está desculpado por não falar no asssunto é o Rui Rio que está de férias até ao fim do mês e que, por tal, não fala sobre coisa nenhuma. Homem coerente, portanto. 🙂

Comentário da Estátua, 26/08/2018)


 Sr. Presidente Valdemar Alves (Senhor por quem eu tinha uma grande admiração), você que aqui há uns meses atrás foi um dos principais ajudantes a descobrir a corrupção de que a nossa Câmara estava a ser alvo, hoje vou para jantar e nisto olho para a minha televisão, e reparo que estava o Senhor Presidente, e outros seus colegas a dar uma entrevista. A darem não, a serem ”encostados” a uma parede durante uma entrevista.

Pouco sei e sinceramente nem quero saber de política, mas o Senhor como a pessoa que está lá no ponto mais alto, diga-me ou tente-me explicar o porquê disto tudo.. Como é que o Senhor deixou/permitiu que coisas destas fossem possível? Espero que um dia tente explicar a toda a gente, mas sem mentir como fez na entrevista, tanto você como os seus colegas a única verdade que devem ter dito para a equipa da TVI foi qual era o vosso nome.

Somos uma vila pequena, mas bonita, com poucos poderes financeiros, mas sempre prontos ajudar o próximo (de maneira LEGAL). Os milhões eram muitos, a fortuna era grande, o tacho era lindo e recheado, até que dentro dessa Câmara todos pegaram nos seus talheres e começaram a comer.

Vocês todos que fizeram isso, só olharam para o vosso umbigo, os velhotes, as outras pessoas que também perderam tudo, eles que se lixem, né? Eles que durmam, que vivam ao frio, sem luz, sem água, sem um frigorífico se for preciso.. O importante é vocês encher a vossa barriga, estou certo Senhor Presidente? Ou mais uma vez vai e vão todos mentir?

Era dinheiro suficiente, até mais do que suficiente para ajudar todas as pessoas que ficaram mal neste incêndio, e até dinheiro suficiente para dar ao próximo (aqueles que também sofreram como nós em Outubro), mas não Senhor Presidente, você e os seus preferiram encher os bolsos e usar o dinheiro em coisas benéficas para vocês, e mais uma vez, quem precisa verdadeiramente que se lixe.

 A sua sorte e dos seus, é que os que menos têm calam-se e continuam a viver a vida deles com o pouco têm.. Mas há outros que mesmo tendo pouco ainda conseguem reagir, foi o caso.. E graças à TVI todo o nosso povo ficou a saber verdadeiramente do que se passa aqui na nossa terra, mas pior do que isso Senhor Presidente sabe o que é? Se calhar você não sabe mas eu vou-lhe dizer, mas sendo verdadeiro, claro, se o Senhor Presidente souber o que isso é.

A TVI, a reportagem, não passou só nas televisões do nosso povo de Pedrógão Grande.. Passou em TODO o País, passou nas televisões dos emigrantes, alguns deles cá da terra, e outros que mesmo não sendo da terra vão ver na mesma.. E o Senhor Presidente consegue perceber o que isto quer dizer? Eu vou-lhe então tentar explicar o meu ponto de vista.

O incêndio que nos afetou, fez-nos perder pessoas (familiares e amigos), muitos dos nossos bens, foi um inferno resumindo.. Infelizmente mesmo que eu não queira e não goste, ficamos com o ” rótulo ” de coitadinhos. Todos quiseram ajudar, uns doaram dinheiro, outros doaram bens para nos irmos aguentando.. O pior é que uns receberam alguma coisa disso, outros não.. Mas enfim, já aí começou a ” palhaçada ” a que começamos assistir.. Mas já de alguns meses para cá, já antes desta entrevista, muitas pessoas que ajudaram questionam-se ” O que foi feito do dinheiro que doei para ajudar? ”, outras ” Será que os bens essenciais que doei, foram bem entregues a quem precisa? ”, muitas outras já diziam ”Jamais doarei dinheiro enquanto não souber o que foi feito ao que doei para Pedrógão Grande ”, pois bem Senhor Presidente, apostando eu quase tudo o que tenho que todas as pessoas que doaram o quer que seja para o nosso povo viram esta reportagem. Responda-me com sinceridade, do ”rótulo” de coitadinhos vamos passar ao ”rótulo” de ladrões/aproveitadores/corruptos, não sei Senhor Presidente responda-me você, mas com sinceridade, claro.. Se quiser ajuda para responder peça aos que comeram do tacho consigo, mas claro, peça-lhes sinceridade a cima de tudo se forem capaz de responder com ela.

Agora, agora eu quero ver Senhor Presidente, o que você vai dizer para todas essas pessoas, espero que seja verdadeiro, espero que corrija os enormes erros que fez. Por fim, digo-lhe com orgulho e com raiva misturados, apesar de tudo isto, não tenho vergonha da nossa vila, na vila onde moro, tenho sim, vergonha de quem a governa. Fico à espera que venha a público explicar tudo ao nosso povo e a todos os portugueses… Um agradecimento especial à TVI por abrir os olhos e mostrar a realidade tanto a mim, como ao resto do povo que ainda não se tinha apercebido.

P.s. Vejam se ainda vão a tempo de ajudar quem realmente precisa e deixam de comer do tacho.Mesmo depois de todas as visitas do Senhor Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, ainda foram capaz de fazer esta vergonha!

Quem vinha cá para nos visitar e ajudar, agora nem querem ouvir falar de nós!