Gabinete de Assassinato de Washington

(Por Phillip Giraldi, in geopol.pt, 16/08/2022)

O que fez exactamente Ayman al-Zawahiri?

Queixo-me frequentemente que a relação fortemente desequilibrada de Washington com Israel é um acordo que não traz absolutamente nenhum benefício ao povo americano, e muito menos à nossa segurança nacional, uma vez que tem envolvido os EUA numa série interminável de conflitos completamente evitáveis. Mas há uma excepção a essa generalização, embora se hesite em chamar-lhe um benefício, que consiste na adopção pela Casa Branca da prática de Israel de se referir aos opositores como “terroristas”.


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Plataforma Marítima Portuguesa

(Dieter Dellinger, 14/08/2018)

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A Polónia pediu recentemente junto da AIM – Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos – pertencente à CNUD – Convenção das Nações Unidas sobre Direitos do Mar – para explorar a SUL dos AÇORES nódulos polimetálicos numa área de 100 blocos de 10×10 quilómetros quadrados, baseando-se no facto de não estarem a ser explorados por Portugal, que nem na sua zona económica exclusiva explora qualquer tipo de recurso no solo e subsolo debaixo do mar. Agora, os polacos podem dizer que os Tribunais portugueses não autorizam essa exploração, pelo que grande parte dos 4 milhões de km2 exigidos por Portugal como extensão da sua ZEE não nos podem ser concedidos por falta de interesse na exploração.

Portugal pode vir a ter um choque do tipo “mapa cor de rosa” por via das decisões antipatriotas e desconhecedoras do direito marítimo da parte da magistratura da PÁTRIA.

A lei marítima internacional não exige para já a exploração da extensão da plataforma continental, mas a prospeção e o conhecimento do que existe e toda esta zona está a ser vasculhada por navios hidrográficos polacos, russos, chineses, japoneses e coreanos, mas nenhum português.

O futuro de um grande Portugal está no mar, pelo que é inaceitável que a 50 km de uma zona ponteaguda da costa portuguesa não se possa prospetar e vir eventualmente a explorar petróleo porque há uns tantos portugueses INIMIGOS da PÁTRIA que não querem essa prospeção e têm agora uma decisão jurídica absolutamente ILEGAL da parte da magistratura antipatriota.

Se for concedida pela ONU essa licença à Polónia virão a seguir russos e chineses pedir o mesmo, todos baseando-se no desinteresse que as próprias autoridades judiciais portuguesas manifestam contra os interesses nacionais. E contra as grandes potências Portugal nada poderá fazer, tendo uma marinha a envelhecer a olhos vistos.

Torna-se um imperativo de necessidade nacional criar uma Liga Patriota que defenda a portugalidade do seu mar e da sua economia e que nenhuma fronteira ou ativos estratégicos sejam entregues a estrangeiros. Digo fronteira porque a principal é, hoje em dia, a aérea e esta foi entregue aos franceses através do exclusivo de exploração de TODOS os AEROPORTOS da PÁTRIA.

Viva Portugal e combate aos TRAIDORES que querem uma nação pequenina a viver da gastronomia e das romarias para atrair turistas. NÃO, os portugueses não devem ser apenas criados de mesa dos estrangeiros que nos visitam, apesar de não devermos rejeitar a importantíssima atividade que é o Turismo, mas não pode ser a única.

Viva PORTUGAL para hoje e para o FUTURO.

As nossas “Garzonetes”

(In Blog O Jumento, 27/09/2017)
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Notícia do dia:
“Ao aterrar em Joanesburgo o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, foi detido ao abrigo de um mandato internacional emitido pela justiça portuguesa. Acusado  e condenado por corrupção ativa o antigo vice de José Eduardo dos Santos caiu em desgraça, tendo-lhe sido retirado o passaporte diplomático. Manuel Vicente já está a bordo de um avião a caminho de Lisboa, onde será preso e algemado por agentes da Autoridade Aduaneira, acompanhados do juiz Carlos Alexandre”.

Se esta notícia fosse verdadeira muitas outras também o seriam, o “Correio da Manhã” angolano teria divulgado todas as escutas e interrogatórios, já saberíamos o que oferecia à esposa, quantos primos tem e a cor das cuecas. Durante um ano e antes de ser condenado a sua imagem seria meticulosamente destruída e muito antes do julgamento já angolanos e portugueses o teriam condenado.
Os jornais portugueses já estariam a dizer que depois de Guterres tínhamos duas grandes personalidades de prestígio internacional, Maria José e Joana seriam as novas juízas Garzon, as Garzonetes portuguesas. Velhos camaradas do MRPP ou colegas de primária das Garzonetes estariam a formalizar uma candidatura a Prémio Nobel da Paz. Portugal teria feito o que muitos Tribunais Penais Internacionais não fazem, prender uma das mais altas personalidades de um dos países mais ricos do mundo, ainda por cima um dos países aliados de Portugal.
Pois, mas nada disto vai suceder, Manuel Vicente vai sobreviver às diatribes do nosso MP e ainda estará no ativo quando as nossas “Garzonetes” se reformarem. Entretanto, há uma grande probabilidade de o processo vir a destruir as relações entre Portugal e Angola. Graças à separação de poderes os magistrados são os donos da bola, ditam as regras, podem meter-se na política mas a política não se pode meter no MP. O país, os exportadores portugueses, as empresas que investiram em Angola, os que para lá emigraram, estão á mercê de um processo que todos sabemos que vai dar em águas de bacalhau, aliás, o mesmo que sucede a muitos outros processos.
Quem é que no fim disto tudo vai assumir o prejuízo da brincadeira? O país esteve em profunda crise financeira e precisa de ter boas relações com os principais parceiros, mas em plena crise alguém se lembrou de torpedear a relação de Portugal com um dos seus principais parceiros, com um processo sem saída. A crise está passando, os magistrados até já exigem aumentos e mais mordomias, mas os portugueses que vivem das relações com angola têm a sua vida pendurada por um processo de onde ninguém sabe como se sai.