Zelensky compra vivenda de luxo no Egipto enquanto os seus soldados morrem na linha da frente

(Por Lucas Leiroz, in Infobrics, 24/08/2023)


(Este artigo deixou-me enojado. Temos um Presidente que vai ao beija-mão de um bandido corrupto que está a vender a vida de milhares de ucranianos, cumprindo os desígnios da NATO/EUA, a troco de milhões dos quais ele desvia uma parte para o seu bolso, e compra mansões luxuosas em paragens paradisíacas. Temos um Primeiro Ministro que concorda e que já mandou uns milhões de euros para a conta bancária do palhaço pedinte. Ao que nós chegámos.

Estátua de Sal, 28/08/2023)


Uma reportagem jornalística recente revelou que o presidente ucraniano comprou uma vivenda de luxo no Egipto, na região de El Gouna, também conhecida como a “cidade dos milionários”. Mais do que isso, as provas indicam que Zelensky utilizou dinheiro ocidental para a compra, gastando em luxo pessoal uma parte significativa dos montantes que recebe dos países da NATO.

Os dados foram publicados pelo jornalista de investigação egípcio Mohammed-Al-Alawi. Após uma investigação aprofundada que envolveu fontes familiarizadas com o assunto, Mohammed descobriu que a família Zelensky adquiriu uma propriedade de luxo no Egipto avaliada em cerca de cinco milhões de dólares. O local está situado na zona costeira do Egipto, junto ao Mar Vermelho, uma área famosa por ter muitas propriedades opulentas. Não por acaso, El Gouna é o lar de muitos milionários interessados em ter um lugar confortável para ficar durante o seu tempo livre. Por exemplo, diz-se que ao lado da villa de Zelensky existe uma “propriedade que pertence à mundialmente famosa atriz de Hollywood e figura pública Angelina Jolie”.

O jornalista egípcio publicou os documentos que comprovam a compra da vivenda, o seu preço e as partes contratantes. Zelensky comprou a propriedade através da sua sogra, Olga Kiyashko, que assinou um contrato com os vendedores egípcios a 16 de maio de 2023.

Os analistas que comentaram o caso afirmam que a fonte do dinheiro parece não ser outra senão os pacotes de ajuda financeira ocidental que chegam a Kiev, tendo em conta o elevado preço da vivenda.

O cientista político egípcio Abdulrahman Alabbassy comentou a situação, dizendo que é “surpreendente” que Zelensky e os seus familiares gastem fortunas em luxos pessoais em vez de utilizarem as riquezas da Ucrânia para fins militares e humanitários, tendo em conta o tempo de guerra. Alabbassy culpa a corrupção ucraniana por este tipo de atitude e recorda que o sistema político de Kiev é controlado por funcionários egocêntricos que dão prioridade ao ganho pessoal em detrimento da preocupação com o seu próprio povo.

“Surpreende-me que familiares de altos funcionários ucranianos tenham começado a comprar imóveis de luxo após o início da guerra na Ucrânia. Não me lembro de nada assim antes (…) É surpreendente que a Ucrânia esteja a travar uma guerra sangrenta com a Rússia e que familiares de altos funcionários ucranianos estejam a comprar imóveis no Egipto em vez de doarem as suas riquezas às necessidades do país. Há uma suspeita crescente de que os burocratas ucranianos, com a ajuda dos seus familiares, estão a roubar a ajuda financeira do Ocidente à Ucrânia. Tenho a certeza de que a compra de uma vivenda em El Gouna pela sogra de Zelenskyy é o resultado da corrupção e do roubo da ajuda humanitária à Ucrânia. Estou sinceramente solidário com o povo ucraniano”, afirmou.

De facto, esta notícia apenas corrobora o que há muito vem sendo denunciado sobre a hipocrisia de Zelensky e a sua busca incessante de luxo e benefícios pessoais. Anteriormente, um caso que se tornou viral na Internet e gerou indignação popular foi a notícia de que o político ucraniano tinha alugado a sua luxuosa mansão de 4 milhões de euros em Itália a um casal de milionários russos – ao mesmo tempo que defendia publicamente a proibição da entrada de russos na Europa por causa da guerra. Até à data, o caso ainda não foi totalmente esclarecido, com os meios de comunicação social a confirmarem e a desmentirem a notícia. No entanto, não parece ser algo surpreendente para Zelensky, especialmente tendo em conta o que aconteceu recentemente no Egipto.

É preciso lembrar também de outras atitudes egoístas do presidente ucraniano ao longo do conflito. Por exemplo, em julho do ano passado, Zelensky e sua esposa Olena posaram para a revista Vogue no auge das hostilidades, demonstrando absoluto desrespeito pelos cidadãos ucranianos vitimados pelo conflito. As fotos foram feitas em cenários encenados que simulavam um campo de batalha, numa clara tentativa de “romantizar” a guerra para ganhar a atenção dos leitores ocidentais. Na altura, houve fortes críticas e um impacto negativo na popularidade de Zelensky.

Relativamente à corrupção, também é possível dizer que estas atitudes são realmente expectáveis. Como se sabe, o Estado ucraniano é um dos mais corruptos do mundo, sendo controlado por vários grupos oligárquicos que utilizam os recursos do Estado para proteger os seus próprios interesses. Esta situação não se alterou com a chegada da ajuda militar e financeira ocidental. Quando os pacotes de assistência da NATO chegam a Kiev, acabam nas mãos de políticos corruptos que utilizam parte desses fundos em proveito próprio. O caso da família Zelensky é um exemplo disso, mas espera-se que muitas outras situações semelhantes venham a ser reveladas num futuro próximo.

A opinião pública ocidental precisa de compreender que a corrupção na Ucrânia, amplamente reconhecida pelos principais meios de comunicação social antes da operação militar especial, não vai mudar só porque o país está em guerra. Os corruptos continuarão a ser corruptos, em guerra ou em paz. Nesse sentido, quanto mais dinheiro chegar a Kiev com a desculpa de “assistência”, mais Zelensky e outros políticos e oligarcas gastarão esses recursos em luxo pessoal.

Lucas Leiroz, jornalista, investigador do Centro de Estudos Geoestratégicos, consultor geopolítico.

Pode seguir Lucas no Twitter e no Telegram.

Fonte aqui.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Demissões de altos funcionários na Ucrânia: “Carros desportivos, mansões e férias de luxo com o dinheiro dos ocidentais”

(Redação, In lemediaen442.fr, 25/01/2023, Trad. Estátua de Sal)

Acusações de corrupção em larga escala levaram à demissão de altos funcionários ucranianos, incluindo vice-ministros e governadores regionais. Os fundos de ajuda ocidentais foram desviados para fins ilegais.


O governo da Ucrânia confirmou, na passada terça-feira, a demissão de vários altos funcionários acusados ​​de corrupção de alto nível, no que é visto como o maior escândalo de renúncia em massa e corrupção desde o início da invasão russa. Os fundos de ajuda alocados pelos países ocidentais foram usados ​​para fins ilegais nas costas dos europeus, eles que estão a apertar o cinto.

Demissões em massa

Uma dezena de funcionários deixou os cargos após uma grande convulsão política ligada a acusações e investigações sobre casos que vão desde corrupção, à má administração de fundos de ajuda para a compra de alimentos, enriquecimento de pessoal e posse e condução de carros de luxo, enquanto pessoas comuns sofrem as agruras da guerra.

Os europeus são os perus do recheio

Este escândalo de corrupção é um dos maiores na Ucrânia desde o início da invasão russa e o mais embaraçoso para os países que dão biliões ao presidente ucraniano Zelensky. As acusações são extremamente graves e variam de corrupção a enriquecimento pessoal e má administração de fundos de ajuda. A mídia ocidental tende a minimizar essas revelações, enquanto os europeus pagam um preço alto. Na França, as padarias estão a fechar, os franceses tem que ligar o aquecimento no mínimo. o preço dos alimentos explodiu…

E, enquanto isso acontece, os oligarcas ucranianos no governo conduzem altos carros, vivem em vilas e levam uma vida luxuosa graças aos milhares de milhões de euros provenientes dos bolsos dos contribuintes europeus e americanos.

As personalidades envolvidas

Um conselheiro presidencial de alto nível e quatro vice-ministros – incluindo dois oficiais de defesa – bem como cinco governadores regionais foram forçados a abandonar os cargos. Entre os governadores regionais que renunciaram estavam autoridades responsáveis ​​por regiões onde ocorreram intensos combates, incluindo as regiões de Zaporizhia e Kherson.

As acusações

  • Procurador-geral adjunto Oleskiy Symonenko é acusado de corrupção.
  • O vice-ministro do Desenvolvimento Comunitário e Territorial, Ivan Lukeryu e Vyacheslav Negoda, são acusados ​​de má gestão de fundos de ajuda para a compra de alimentos.
  • O vice-ministro de Política Social, Vitaliy Muzychenk, é acusado de receber um suborno de 400.000 dólares para ‘facilitar’ a compra de geradores a um preço inflacionado e de conduzir carros de luxo à custa da liberalidade ocidental.
  • O vice-ministro da Defesa, Vyacheslav Shapovalov, é acusado de ter assinado contratos para comprar alimentos a preços sobrevalorizados e de ter provavelmente beneficiado de subornos.
  • O vice-chefe do governo Zelensky, Kyrylo Tymoshenko, é acusado de levar um estilo de vida luxuoso durante a guerra.

Estas revelações são apenas a ponta do iceberg e é provável que surjam mais escândalos nos próximos dias/semanas.

Fonte aqui


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Montenegro vai ferido de asa

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 20/01/2023)

Miguel Sousa Tavares

Na caça, quando um caçador atira a uma perdiz brava em voo, acontece por vezes que não lhe acerta em cheio, mas apenas na asa, e a perdiz, apesar de ferida, continua a voar. O caçador sabe que ela está condenada, ela não. E por isso o caçador tenta imediatamente acertar-lhe novo tiro, o de misericórdia, mas também o que fará com que ela vá cair a uma distância capaz de ser “cobrada” por ele ou pelo seu cão.

De outro modo, a perdiz continuará a voar, impelida pelo balanço que leva e tirando partido do vento, até finalmente pousar fora de alcance. Então julgar-se-á a salvo, mas não está: se consegue manter o voo só com uma asa e sobreviver no chão, uma perdiz não consegue, porém, levantar voo só com uma asa, e o voo é a sua defesa. Ferida de asa, no solo, a perdiz, como dizem os caçadores, “fica para a raposa”. Para a raposa, para o saca-rabos, para o javali, para o lince, para a águia, para qualquer predador.

Não será exactamente assim na política, mas eu lembrei-me exactamente disto quando vi Luís Montenegro em claro desassossego para conseguir explicar a Bernardo Ferrão, na SIC, os seus negócios de advogado com as Câmaras de Espinho e Vagos. Quanto mais ele se abespinhava e exaltava, declarando não admitir a ninguém dúvidas sobre a sua conduta, mais eu via ali um voo de perdiz atingida por um tiro na asa. Porque aqui não há qualquer dúvida quanto aos factos, incontestados pelo próprio: durante os anos em que esteve afastado da política, o escritório de advogados de que o agora presidente do PSD detinha 50% de quota celebrou vários contratos de prestação de serviços jurídicos com as câmaras, à frente das quais estavam amigos, conterrâneos e correligionários de partido seus. O escritório facturou com isto mais de 400 mil euros e, uma vez regressado Montenegro à política como presidente do partido, fez do presidente da Câmara de Vagos membro da direcção do partido e do da Câmara de Espinho, que entretanto perdera a reeleição, vice-presidente da sua bancada parlamentar e presidente da comissão parlamentar de revisão constitucional. Tudo isto é absolutamente legal e juridicamente inatacável. Porém…

<span class="creditofoto">ILUSTRAÇÃO HUGO PINTO</span>
ILUSTRAÇÃO HUGO PINTO

Porém, como Luís Montenegro facilmente percebe e sabe que nós percebemos, a questão está em saber se ele e o seu escritório de advogados foram contratados por aquelas duas câmaras municipais por à frente de ambas estarem dois amigos e colegas de partido. Para quem, como eu, vê como um dos maiores perigos nas constantes tentativas de regionalizar o país o compadrio entre amigos e correligionários políticos que fatalmente se instalaria na distribuição de cargos, subsídios e dinheiros públicos, esta questão é tudo menos menor. Ora, para melhor se defender, Montenegro realçou que apenas tinha celebrado contrato com aquelas duas câmaras. Justamente: eis o que agrava a suspeita, em vez de a afastar. Fosse ele ou o seu escritório tidos como especialistas em acompanhamento jurídico de matérias do âmbito municipal, e o normal seria que outras câmaras e de outras filiações políticas recorressem aos seus serviços, e não apenas aquelas duas onde reinavam amigos e colegas de partido dele. E, vendo a questão pelo outro lado, uma consulta ao portal da Ordem dos Advogados revela-nos que há inscritos em Espinho 57 advogados e 67 em Ovar, e, mesmo não contando com as centenas que estão no Porto, ali mesmo ao lado, há uma profusão deles nas comarcas vizinhas de Espinho e Ovar: 177 em Aveiro, 74 em Oliveira de Azeméis, 60 em Paços de Ferreira, 78 em S. João da Madeira, 208 em Santa Maria da Feira. Como é que todos os contratos de Espinho durante vários anos foram sempre parar às mãos dos mesmos? E resta ainda uma outra questão, que também está longe de ser menor: como é sabido, a gestão do anterior presidente da Câmara de Espinho, Joaquim Pinto Moreira, que contratou durante anos os serviços do escritório de Luís Montenegro, está sob investigação criminal. Até agora ele não foi ainda declarado suspeito de nada nem constituído arguido, apenas alvo de buscas e apreensão do computador e telemóvel: o suficiente para ter de renunciar aos cargos que exercia na bancada parlamentar do PSD. Mas antes mesmo de as coisas avançarem mais um passo que seja, Luís Montenegro, na qualidade de ex-advogado da Câmara Municipal de Espinho nesse período, já deveria ter esclarecido que não teve conhecimento de nenhum acto ilícito da vereação e, menos ainda, deu aconselhamento ou cobertura jurídica ao mesmo.

Saiba mais aqui

 

Devo dizer que sempre tive Luís Montenegro em grande consideração. Julgo que foi um bom líder parlamentar do PSD e não me esqueci nunca quando Ferro Rodrigues, acabado de ser eleito presidente da Assembleia da República pela maioria de esquerda e contra a tradição de sempre de o cargo pertencer ao partido mais votado, fez um lastimável discurso de posse, revanchista e ressabiado. Montenegro pediu a palavra e tranquilamente explicou-lhe como é que ele tinha acabado de perder uma primeira e única oportunidade de se estrear com grandeza. Depois disso, também o vi afastar-se tranquilamente quando o PSD entendeu não ser a sua hora e ele foi à sua vida. Mas os factos são o que são: não sabia que a sua vida tinha passado por aquilo. E aquilo foi um tiro na asa.

2 A entrevista que a presidente da Comissão Técnica Independente para o Novo Aeroporto de Lisboa (NAEL), Rosário Partidário, deu esta semana ao “Público” é de deixar um português batido nestas coisas de cabelos em pé. A comissão, saída de uma resolução do Conselho de Ministros de 14 de Outubro passado, “já está a trabalhar” para apresentar até 31 de Dezembro um relatório final que indique ao Governo a localização do futuro aeroporto. Nesta fase, “temos cerca de 20 entidades com quem nos estamos a reunir agora para saber as perspectivas, as preocupações”. E depois, acrescenta ela, vão haver “vários momentos de interacção”, como “sessões com plataformas cívicas, associações de moradores… vários grupos desses”, pois que, confessa a presidente, a parte de que mais gosta do cronograma de trabalho elaborado é “diálogos, participação e envolvimento”. Ou, traduzido para português laboral, reunite aguda, intensa e inútil. Mas porque a discussão se quer o mais abrangente possível e “porque não se quer deixar ninguém de fora” nem nenhum devaneio por contemplar, a comissão não vai limitar a escolha final às cinco alternativas indicadas pelo Conselho de Ministros, mas sim alargá-la às sugestões de qualquer um, qualquer português que algum dia se descobriu capaz de decidir onde deveria ser o futuro aeroporto de Lisboa. “Vamos ter” — anunciou ela — “um mapa interactivo onde as pessoas vão poder pôr lá o aviãozinho no local que consideram ser adequado para o aeroporto e vamos acolher todas as propostas que recebermos. Não quero que ninguém fique insatisfeito”.

Eis um original método de adjudicação de obras públicas. O futuro aeroporto de Lisboa poderá ser em qualquer lugar de Portugal e ser decidido em assembleia-geral de todos os portugueses que se inscrevam para tal. Não admira que com tantas boas intenções e frutuosas reuniões no horizonte a senhora confesse que, quanto a prazos, “espera não ser controlada ao minuto, até porque ainda não consegui pôr equipas a trabalhar”. Mas, pelo sim pelo não, vai já pedir ao Governo uma prorrogação preventiva do prazo final de 31 de Dezembro, fixado apenas em Outubro passado. Presumindo que o que ela chama de “equipas” sejam os peritos que percebem do assunto e em quem temos de confiar para uma boa solução final, é estarrecedor pensar que há mais pressa em activar os curiosos que irão pôr aviõezinhos no mapa do que os que supostamente irão pôr o aeroporto no chão. Mas isto é Portugal no seu habitual.

3 Quando o ministro da Educação resolve perguntar à Procuradoria-Geral da República se esta engenhosa greve dos professores é legal — o que, além de um direito que lhe assiste, é um dever para quem governa num Estado de direito —, o líder do S.T.O.P. ameaça que, se o ministro for avante com a sua “chantagem”, convocará outros sectores para greves iguais. Mas, com a honrosa excepção do director do “Público”, Manuel Carvalho, que lhe chamou uma “greve cobarde”, tenho visto como toda a gente, todo o espectro político e a sociedade civil, se curva no temor reverencial de criticar os métodos jamais vistos desta forma de “luta”. Para uns, são 120 mil votos, para outros, são os filhos e os netos na escola.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.