933% Mais Estúpidos

(Hugo Dionísio, in Facebook, 19/06/2023)

Os EUA entraram naquela vertigem muito característica dos maus vendedores. Quanto maior a queda nas vendas… Maior o preço que cobram.

Se a estagnação económica, o retrocesso social e a erosão do sistema político ocidental, que observamos ao longo do século XXI, aconselhariam a uma inversão nas políticas internas e externas, direccionando-as para os interesses dos povos e não de ultraminoritárias elites; o que temos constatado é precisamente o inverso: não funciona? Carrega com força. Dá-lhe com mais 933%!

Diz o relatório do Tesouro do EUA (The Treasury 2021 sanctions review) que entre o ano de 2000 – 912 sanções – e o ano de 2021 – 9.421 sanções -, o número de sanções aplicadas aos “incumpridores” da “ordem baseada em regras (as deles) ” aumentou 933!? Eis o indicador da agressão… e da decadência.

Este número conta a história da erosão do poder hegemónico nos últimos 20 anos, e, por si só, daria para fazer um estudo profundo e extenso sobre o quadro psicótico, histérico e esquizofrénico que caracteriza o fanático gangue supremacista e seus capatazes, que domina a política ocidental. Assistimos a uma cavalgada urgente, ofegante e irreversível rumo ao precipício.

Não se pode pedir um qualquer comentador, cientista “político” (uma espécie de papagaio neoliberal com habitat muito favorável no ocidente) ou “politólogo” (normalmente desprovido da parte do “logo”, ou seja, da lógica e racionalidade) que questione as sanções, a sua legitimidade, ética e até moralidade. “Mas que raio de superioridade tem um qualquer país para punir outro”? Poderiam questionar. Mas, para isso não poderiam passar pelos colégios, institutos de pilhagem (business) e pelos professores por que passam. A susceptibilidade de questionarem a legitimidade das sanções unilaterais (exclusividade do “excepcionalista” do Ocidente) é inversamente proporcional ao número de avenças na “comunicação social” e ao número de aparições televisivas. A ordens do chefe cumprem-se, não se questionam.

Mas o que poderiam fazer, ao menos – porque até o Tesouro americano o faz –, seria questionar a eficácia da acção em si. Quando se abusa de determinado veneno… a vítima ganha tolerância. E esta é a história que observamos ao longo do século XXI: as vítimas (classificadas como “agressoras” na depravada lógica dos valores neoliberais) foram ganhando tolerância, aprenderam a viver com as limitações brutal e autoritariamente impostas. Daí que, importantes centos do poder mundial, tenham ganho imunidade. Com esta imunidade, outros podem agora beneficiar da vacina.

É o próprio Tesouro a reconhecer – sem nunca sair do seu quadro supremacista – que “se as sanções podem, quando usadas adequadamente, deter e prevenir ameaças à segurança nacional dos EUA, contudo, os EUA enfrentam hoje novos desafios à eficácia das sanções como uma ferramenta de segurança nacional”, acabando com “os EUA têm de adaptar-se e modernizar a arquitectura operacional da forma como as sanções são aplicadas”.

Que orgulho devem ter os “boys” do “arco da governação” por submeterem Portugal e a UE a gente tão “racional e sabedora”. Afinal, foi preciso chegar a um aumento de 933% para se constatar que algo não funciona. E, mesmo assim, nem por um momento, no relatório se questiona: “e que tal nos comportarmos como um país civilizado?”

Estes 933% denunciam grande parte dos problemas que nos afectam, como povo, como trabalhadores, como seres humanos. Este número denúncia a violência da vertigem hegemónica. Em cada ponto percentual deste número esmagador encontram-se os corpos famintos, inanimados, subnutridos e violentados de centenas de milhões de seres humanos.

Este número desastrado, excessivo, representa a escala da apropriação de capital que o Ocidente fez nos últimos 500 anos. Não lhe bastou enriquecer, desenvolver-se primeiro, com a riqueza pilhada aos outros povos. Os 933% demonstram o quão preparadas estão as elites supremacistas ocidentais para lutar pela manutenção do seu modelo de agressão, submissão e exploração dos povos.

E não pensem os incautos locais que estes 933% de agressão sancionatória não se reflectem nos seus ossos, na sua carne. Se olharmos ao que se passa hoje no leste europeu, verificamos que alguns milhares destas sanções resultaram na nossa inflação, na destruição da indústria alemã (hoje em queda aos níveis do Covid – 19) e europeia, na recessão das economias ocidentais. A vítima, uma vez mais classificada como agressora, está imune. Mas o que vale é que somos “liderados” por gente sabedora, que já vai no 11.º pacote de sanções sem outro resultado que não seja a nossa desgraça.

Mas neste quadro apocalíptico, não foram apenas a sanções que aumentaram 933%.  Assistimos a um aumento paralelo nas doses intermináveis de propaganda do regime (que ainda não viu os novos “Eu amo a União Europeia”?); na doutrinação em massa, da publicidade ao cinema; na censura, amordaçamento e unanimismo dos órgãos de comunicação; na perseguição da dissidência, nos delitos de opinião; na vigilância, monitorização e condicionamento de todos os nossos passos. A nossa liberdade também se reduziu 933%, e mais do que a individual, perdemos a colectiva, como povo, como país, como nação.

Estes 933% também nos contam sobre uma realidade contraditória. Ao passo que os países vassalos do ocidente colectivo estão 933% mais condicionados (nem a internet 5G já têm liberdade para escolher), existem outros, que finalmente, vêem nesta imunidade ao veneno das sanções, uma possibilidade de libertação colectiva e de posterior desenvolvimento. Acima de tudo, estes 933% de aumento da carga sancionatória representam, por outro lado, um acréscimo da coragem libertadora por tantas e tantas nações e povos. Algo impensável ainda há 30 anos.

E, afinal, foi apenas preciso alguém gritar chega! Alguém com peso e importância. Dado o grito libertador, alguns situando-o em Fevereiro de 2022, passámos a observar uma urgência, muitas vezes pueril – como no caso de Lula -, outras vezes envergonhada – como no caso da Índia – pela fuga ao ditame hegemónico do dólar e da arquitectura de poder que o sustenta.

E é este êxodo que reflectem os 933%. Ao longo dos últimos 20 anos, por cada ponto percentual que subia a carga sancionatória, eram mais os países que aderiam às organizações que, no futuro, constituíram a nova ONU. Desta feita uma verdadeira ONU, a situar-se no sul global e não no centro do imperialismo e do capitalismo mundial, como a que preside Guterres, símbolo do fanático supremacismo cultural, económico e político ocidental.

E por mais que a propaganda ocidental fale de “armadilhas da dívida”, “ameaças à segurança”, a verdade é que são mais e mais as nações, numa corrente imparável, a juntar-se ao movimento emancipatório. É razão para questionar: “ou estes povos são estúpidos e não sabem o que é bom para eles”; “ou estúpidos somos nós por acreditarmos que deveriam dar graças pela miséria a que os submetemos ao longo de 500 anos”.

Como soube bem, na Arábia Saudita, Blinken reunir-se com MBS sem que fosse colocada a bandeira americana ao lado da saudita. Como soube bem Blinken ter saído da China sem ter visto respondidas quaisquer exigências que levava na cartilha. Como soube bem, depois de terem brindado ao Imran Khan do Paquistão com uma “lulada” judicial, os EUA terem agora de assistir à compra de petróleo russo, pelo Primeiro-Ministro que colocaram no lugar do outro.

Os 933% de sanções em relação ao ano 2000 mostram também o desespero que leva à instalação de um regime neonazi, liderado por um escroque que é capaz de mandar o seu povo para a morte, em nome de interesses alheios.

E tal como os 933% de sanções não foram suficientes para conter o inexorável, também as armas maravilha do Ocidente e o tal treino militar segundo o “padrão NATO”, foram insuficientes para mover as defesas de um país “atrasado”. Tanta arma maravilha e uma contra-ofensiva programada para ter sucesso nos primeiros três dias, foi subitamente transformada numa “maratona”. São assim os incapazes e os incompetentes: quando a realidade não se ajeita, a culpa é dela própria.

No fundo, tal como os 933% de sanções, as acções desesperadas são uma característica das organizações decadentes e sem estratégia, afundando-se num mar tacticista que as arrasta, invariavelmente, para o fundo. Presos nas suas próprias contradições e insuficiências, os EUA e vassalos encontram-se reféns das suas próprias limitações, incapazes de gerar em si a contradição necessária para o renascimento. Anos de destruição e ofensiva contra as forças democráticas que se opõem ao regime neoliberal – de sindicatos de classe a partidos revolucionários -, resultaram numa lógica sobranceira de exercício do poder, cuja arrogância se repercute na escolha de “líderes” cada vez mais fracos e seguidistas. Não se pode esperar que se forjem lideranças fortes e convictas em regimes unanimistas.

E é aqui, por incrível que pareça, que teremos de agradecer aos 933% de sanções. É na luta, e face às contradições, que se forjam os grandes líderes. Ao passo que no Ocidente se idolatram mimados CEO’s cuja coragem se mede pela capacidade de despedir e baixar os salários de quem está abaixo, sendo tiranos para os debaixo e vassalos para os de cima, é no Sul Global que encontramos as grandes lideranças mundiais. Tanta agressão obrigou os países a encontrar dentro de si as forças necessárias, uma ou outra vez.

Daí que este seja o momento de reconhecer a importância de duas acções com enorme profundidade histórica:

•            Reconhecer a importância do apoio da URSS (e da China) aos movimentos de libertação africanos, latino americanos e asiáticos, sem o qual não seria, hoje, possível este movimento de rejeição da ordem imperialista;

•            Reconhecer a estupidez da irracionalidade que caracteriza a ganância capitalista, na sua forma supremacista e fanática neoliberal; sem ela não se teriam produzido as contradições necessárias à libertação dos povos!

Face ao mundo que vemos hoje nascer…. É razão para dizer: estão 933% mais estúpidos!

E pensar que as propostas eleitorais mais propaladas, como não poderia deixar de ser, apostam em 933% mais do mesmo! Ainda temos tanto para sofrer!

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Putin e o que realmente importa no tabuleiro de xadrez

(Pepe Escobar, in SakerLatam.org, 19/06/2023)

Reunião do presidente Putin com um grupo de correspondentes de guerra russos e blogueiros do Telegram – incluindo Filatov, Poddubny, Pegov do War Gonzo, Podolyaka, Gazdiev da RT – foi um exercício extraordinário de liberdade de imprensa.

Havia entre eles jornalistas seriamente independentes que podem ser muito críticos da maneira como o Kremlin e o Ministério da Defesa (MoD) estão conduzindo o que pode ser definido alternativamente como uma Operação Militar Especial (SMO); uma operação antiterrorista (CTO); ou uma “quase guerra” (de acordo com alguns círculos empresariais influentes em Moscovo).

É fascinante ver como esses jornalistas patriotas/independentes estão agora desempenhando um papel semelhante ao dos ex-comissários políticos da URSS, todos eles, à sua maneira, profundamente empenhados em conduzir a sociedade russa para a drenagem do pântano, lenta mas segura.

É claro que Putin não apenas entende o papel deles, mas às vezes, “chocando o estilo do sistema”, o sistema que ele preside realmente implementa as sugestões dos jornalistas. Como correspondente estrangeiro trabalhando em todo o mundo há quase 40 anos, fiquei bastante impressionado com a maneira como os jornalistas russos podem desfrutar de um grau de liberdade inimaginável na maioria das latitudes do Ocidente coletivo.

A transcrição da reunião no Kremlin mostra que Putin definitivamente não é inclinado a rodeios.

Ele admitiu que existem “generais operetas” no Exército; que havia escassez de drones, munições de precisão e equipamentos de comunicação, agora sendo resolvidos.

Ele discutiu a legalidade das tropas mercenárias; a necessidade de, mais cedo ou mais tarde, instalar uma “zona tampão” para proteger os cidadãos russos do bombardeio sistemático do regime de Kiev; e ele enfatizou que a Rússia não responderá ao terrorismo inspirado em Bandera com terrorismo.

Depois de examinar as conversas, uma conclusão é imperativa: a mídia de guerra russa não está engajada em uma ofensiva, mesmo quando o Ocidente coletivo ataca a Rússia 24 horas por dia, 7 dias por semana, com seu enorme aparato de mídia de ONG/soft power. Moscovo não está – ainda? – totalmente engajado nas trincheiras da guerra de informação; do jeito que está, a mídia russa está apenas jogando na defesa.

Todo o caminho para Kiev?

Indiscutivelmente, a citação de ouro de todo o encontro é a avaliação concisa e arrepiante de Putin de onde estamos agora no tabuleiro de xadrez:

“Fomos forçados a tentar acabar com a guerra que o Ocidente começou em 2014 pela força das armas. E a Rússia encerrará esta guerra pela força das armas, libertando todo o território da ex-Ucrânia dos Estados Unidos e dos nazistas ucranianos. Não há outras opções. O exército ucraniano dos EUA e da OTAN será derrotado, não importa quais novos tipos de armas receba do Ocidente. Quanto mais armas houver, menos ucranianos e o que costumava ser a Ucrânia permanecerá.

A intervenção direta dos exércitos europeus da OTAN não mudará o resultado. Mas, neste caso, o fogo da guerra envolverá toda a Europa. Parece que os EUA também estão prontos para isso.”

Resumindo: isso só terminará nos termos da Rússia e somente quando Moscovo avaliar que todos os seus objetivos foram alcançados. Qualquer outra coisa é pensamento desejoso.

De volta à linha de frente, como apontado pelo indispensável Andrei Martyanov, o correspondente de guerra de primeira classe Marat Kalinin expôs conclusivamente como a atual contra-ofensiva do caixão de metal ucraniano não foi capaz de atingir nem mesmo a primeira linha de defesa russa (eles estão numa longa estrada para o inferno, a 10 km de distância). Tudo o que o principal exército substituto que a OTAN já formou foi capaz de realizar até agora foi ser massacrado impiedosamente em escala industrial.

Veja o General Armageddon em ação.

Surovikin teve oito meses para colocar sua pegada na Ucrânia e desde o início ele entendeu exatamente como transformá-la em um jogo totalmente novo. Indiscutivelmente, a estratégia é destruir completamente as forças ucranianas entre a primeira linha de defesa – supondo que eles a violem – e a segunda linha, que é bastante substancial. A terceira linha permanecerá fora dos limites.

A mídia do ocidente coletivo está previsivelmente enlouquecendo, finalmente começando a mostrar horríveis perdas ucranianas e dando evidências da total incompetência acumulada dos capangas de Kiev e seus manipuladores militares da OTAN.

E caso as coisas fiquem difíceis – por enquanto uma possibilidade remota – o próprio Putin entregou o roteiro. Suavemente, suavemente. Como em: “Precisaremos de uma marcha em Kiev? Se sim, precisamos de uma nova mobilização, se não, não precisamos. Não há necessidade de mobilização agora”.

As palavras operativas cruciais são “agora”.

O fim de todos os seus planos elaborados

Enquanto isso, longe do campo de batalha, os russos estão muito conscientes da frenética atividade geoeconômica.

Moscovo e Pequim negociam cada vez mais em yuans e rublos. Os 10 da ASEAN estão apostando em moedas regionais, ignorando o dólar americano. A Indonésia e a Coreia do Sul estão turbinando o comércio de rupias e won. O Paquistão está pagando pelo petróleo russo em yuan. Os Emirados Árabes Unidos e a Índia estão aumentando o comércio não petrolífero em rúpias.

Todos e seu vizinho estão indo direto para se juntar ao BRICS + – forçando um Hegemon desesperado a começar a se posicionar uma série de técnicas de Guerra Híbrida.

Já faz um longo caminho desde que Putin examinou o tabuleiro de xadrez no início dos anos 2000 e então lançou um programa de mísseis de ataque para mísseis defensivos e ofensivos.

Nos 23 anos seguintes, a Rússia desenvolveu mísseis hipersônicos, ICBMs avançados e os mísseis defensivos mais avançados do planeta. A Rússia venceu a corrida dos mísseis. Ponto. O Hegemon – obcecado por sua própria guerra fabricada contra o Islã – foi completamente pego de surpresa e não fez nenhum avanço material em mísseis em quase duas décadas e meia.

Agora a “estratégia” é inventar do nada uma Questão de Taiwan, que está configurando o tabuleiro de xadrez como a antecâmara da Guerra Híbrida sem limites contra a Rússia-China.

O ataque por procuração – via hienas de Kiev – contra o Donbass russófono, incitado pelos psicopatas neoconservadores straussianos encarregados da política externa dos EUA, matou pelo menos 14.000 homens, mulheres e crianças entre 2014 e 2022. Isso também foi um ataque à China. O objetivo final dessa jogada de dividir para reinar era infligir derrota ao aliado da China no Heartland, para que Pequim ficasse isolada.

De acordo com o sonho molhado dos neoconservadores, tudo o que foi dito acima teria permitido ao Hegemon, uma vez que tivesse conquistado a Rússia novamente como fez com Yeltsin, bloquear a China dos recursos naturais russos usando onze forças-tarefa de porta-aviões dos EUA e vários submarinos.

Obviamente, os neocons privados de ciência militar estão alheios ao fato de que a Rússia é agora a potência militar mais forte do planeta.

Na Ucrânia, os neoconservadores esperavam que uma provocação levasse Moscovo a implantar outras armas secretas além dos mísseis hipersônicos, para que Washington pudesse se preparar melhor para uma guerra total.

Todos esses planos elaborados podem ter fracassado miseravelmente. Mas um corolário permanece: os neoconservadores straussianos acreditam firmemente que podem instrumentalizar alguns milhões de europeus – quem são os próximos? Polacos? Estonianos? Letões? Lituanos? E por que não alemães? – como bucha de canhão como os EUA fizeram como na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial, lutaram via os corpos de europeus (incluindo russos) sacrificados pela mesma velha tomada de poder anglo-saxônica alà Mackinder.

Hordas de 5º colunistas europeus tornam muito mais fácil “confiar” nos EUA para protegê-los, enquanto apenas alguns com um QI acima da temperatura ambiente entenderam quem realmente bombardeou Nord Stream 1 e 2, com a conivência do chanceler alemão de salsicha de fígado.

O ponto principal é que o Hegemon simplesmente não pode aceitar uma Europa soberana e autossuficiente; apenas um vassalo dependente, refém dos mares que os EUA controlam.

Putin vê claramente como o tabuleiro de xadrez foi organizado. E ele também vê como a “Ucrânia” nem existe mais.

Embora ninguém estivesse prestando atenção, no mês passado a gangue de Kiev vendeu a Ucrânia para a BlackRock, avaliada em US$ 8,5 trilhões. Bem desse jeito. O acordo foi selado entre o governo da Ucrânia e o vice-presidente da BlackRock, Philipp Hildebrand.

Eles estão criando um Fundo de Desenvolvimento Ucraniano (UDF) para “reconstrução”, focado em energia, infraestrutura, agricultura, indústria e TI. Todos os ativos valiosos remanescentes no que será uma ruína da Ucrânia serão engolidos pela BlackRock: da Metinvest, DTEK (energia) e MJP (agricultura) à Naftogaz, Ucranian Railways, Ukravtodor e Ukrenergo.

Qual é o sentido de ir para Kiev então? O neoliberalismo tóxico de alto grau já está festejando no local.


Fonte:


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Obrigado, América! Sanções dos EUA tornam a economia russa mais forte e precipitam o mundo multipolar

(Por Strategic Culture Foundation, in Resistir, 18/06/2023)

A economia russa está a ter um forte desempenho, de acordo com recentes previsões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. O resultado desafia as previsões anteriores dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus, as quais sustentavam que as sanções ocidentais iriam pôr a economia russa de joelhos e forçá-la a “chorar ao tio” de forma submissa…


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