Obrigado, América! Sanções dos EUA tornam a economia russa mais forte e precipitam o mundo multipolar

(Por Strategic Culture Foundation, in Resistir, 18/06/2023)

A economia russa está a ter um forte desempenho, de acordo com recentes previsões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. O resultado desafia as previsões anteriores dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus, as quais sustentavam que as sanções ocidentais iriam pôr a economia russa de joelhos e forçá-la a “chorar ao tio” de forma submissa…


Continuar a ler em:

Obrigado, América! Sanções dos EUA tornam a economia russa mais forte e precipitam o mundo multipolar


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

10 pensamentos sobre “Obrigado, América! Sanções dos EUA tornam a economia russa mais forte e precipitam o mundo multipolar

  1. Ainda bem que a Rússia está a resistir bem às sancoes criminosas, e por outro lado as sancoes fizeram ricochete e estão a atingir em cheio os países europeus.

  2. «Estima-se que, em 2022, o produto interno bruto (PIB) da Rússia tenha caído 2,1 %. Em 2023, a economia russa poderá continuar em contração. Prevê-se que o PIB da Rússia diminua 2,5 %, no cenário mais pessimista (OCDE), ou 0,2 %, de acordo com o Banco Mundial. O FMI prevê um crescimento em 2023 (0,7 %).»

    Têm muito terra para cavar, carregar, exportar…

    • # liste algumas das razões pelas quais o PIB não deve ser considerado uma medida eficaz do padrão de vida em um país ( pergunta de revisão )

  3. Oh! «Menos», que grande admiração terem «muita terra para cavar, carregar, exportar…», se são o maior país do mundo! 🥸

  4. Ouvimos falar do euro-dólar. Trata-se do mesmo banco central ou a FED é independente do BCE? Por outras palavras, o dólar é a moeda do FED e o nosso problema, ou o dólar é solidário com o euro?
    Porque “agora é tempo de chorar”.

    Há muito que as economias europeia e americana têm mostrado grande resistência ao aumento das taxas de juro pelo BCE e pela Fed. No entanto, a fachada polida que, até à data, tem sido fácil de ver, não só começa a ficar inestética como ameaça ruir.

    Os números da inflação baixa e em queda nos EUA estão obviamente a ser inventados, tal como na zona euro.

    Na realidade, o aumento das taxas de juro e a inflação elevada nos EUA estão a levar as pessoas ao limite do que podem suportar financeiramente e a levá-las à ruína. O número de execuções hipotecárias aumentou 14% em maio de 2023.
    O número de despedimentos aumentou 315% nos primeiros 5 meses de 2023. Os sinais são de que a espiral descendente está prestes a acelerar.

    E estender-se-á a inúmeros países, aos quais, infelizmente, a Europa não escapará. As próximas quedas da bolsa e do imobiliário serão devastadoras.

    Portugal é controlado pelo seu sistema de crédito. O nosso sistema de crédito está concentrado no sector privado. O crescimento da nossa nação, portanto, e todas as nossas actividades, estão nas mãos de alguns homens. Chegámos a ser um dos governos mais desgovernados do mundo civilizado, um dos mais controlados e dominados não pela convicção e voto da maioria, mas pela opinião e força de um pequeno grupo de homens dominantes.” Esse é o problema.

    Dito isto o dólar e o euro acabou!

    Não creio que os chineses pretendam fazer do Yuan uma moeda hegemónica, porque culturalmente os chineses não têm uma tradição imperialista.
    O que os russos, os chineses e os países do sul global procuram é deixar de estar permanentemente à mercê das sanções económicas dos EUA em caso de divergência ideológica.

    Tomemos como exemplo a Venezuela: O PIB da Venezuela era de 375 mil milhões de dólares em 2012, mas devido às sanções dos EUA, caiu para 43 mil milhões de dólares em 2020.
    Se a nova moeda dos BRICS ganhar força em termos de comércio mundial no futuro, os países que os americanos decidirem colocar sob sanções não sofrerão o mesmo destino que a Venezuela ou Cuba.

    É por isso que os BRICS são tão populares – são vistos como um contrapeso à hegemonia ocidental.
    Eu diria o mesmo sobre as sanções impostas às multinacionais europeias e asiáticas pelo sistema judicial dos Estados Unidos.
    Em 2014, o sistema judicial americano impôs uma multa de 8 mil milhões de dólares ao BNP por negociar com o Irão ao abrigo de sanções unilaterais dos EUA,no qual todos os clientes pagaram cada um 10 euros.

    Washington está preocupado, é certo, mas finge manter a calma para não criar um pânico geral que alimentaria o processo de despolarização. De resto, por menos do que isso, os americanos têm travado muitas guerras em todo o mundo. O exemplo mais falado é a guerra do Iraque, que os Estados Unidos iniciaram quando Saddam Hussein quis vender o seu petróleo em euros.
    Dito isto a queda do dólar e o fim do euro é inevitável porque promove a economia especulativa, enquanto os seus adversários tomaram o partido dos bens e serviços concretos para consolidar as suas economias…

    Em breve juntam-se mais 25 membros do BRICS argentina 🇦🇷 indonésia 🇮🇩 Vietname 🇻🇳 Tailândia 🇹🇭 filipinas 🇵🇭 Bangladesh 🇧🇩 Paquistão 🇵🇰 Cazaquistão 🇰🇿 Turquia 🇹🇷 Irão 🇮🇷 Arábia Saudita 🇸🇦 emirados árabes Egipto 🇪🇬 Etiópia 🇪🇹 Congo Quénia 🇰🇪 Nigéria 🇳🇬 Angola 🇦🇴 Argélia 🇩🇿 Venezuela 🇻🇪 cuba 🇨🇺 Nicarágua 🇳🇮 México 🇲🇽 índia 🇮🇳 África do Sul 🇿🇦 Brasil 🇧🇷 rússia 🇷🇺 china 🇨🇳
    O dólar não vai morrer imediatamente ao contrário do euro.
    Teremos a maior crise jamais vista da nossa civilização!

    Nos Estados Unidos, desde os anos 80 que as pessoas deixaram de viver do seu salário.
    Os empréstimos bancários foram titularizados, aliviando os bancos do risco de crédito em que estavam a incorrer. Os americanos estão a consumir há 40 anos sem serem pagos para consumir. A bolha hipotecária. Durante todo este período, pessoas insolventes receberam empréstimos para comprar propriedades inacessíveis em troca de uma hipoteca sobre essas propriedades.
    A obrigação é uma alternativa.

    Pode libertar-se do empréstimo, quer reembolsando-o, quer devolvendo a casa. O princípio é que a solvência do empréstimo já não é garantida pelo mutuário, mas pelo valor de mercado do imóvel, que, num contexto de forte subida dos preços, só pode aumentar. As taxas são variáveis e astronómicas. Por conseguinte, as famílias americanas só pagam juros e nunca reembolsam o capital. Os bancos estão a empanturrar-se como nunca.

    A dívida colossal acaba por ser comprada por potências estrangeiras, sob a forma de obrigações do Tesouro americano, principalmente pela China, que é também o país onde são produzidos muitos dos bens vendidos.

    Depois, catastroficamente, o melhor vendedor e cliente revelou-se um rival estratégico. Catástrofe, a bolha especulativa rebenta e a casa comprada por 100 vale agora apenas 20.
    A vida a crédito acabou. Agora, o único dinheiro com que se pode contar é o do salário.
    É a atual crise social dos Estados Unidos. Onde, de repente, com a inflação, muitas pessoas, mesmo as que têm empregos não muito maus, agarrarram-se com unhas e dentes, porque já não aguentam mais.

    O cartão de crédito acabou. Os preços dos imóveis continuam altíssimos. Custa um braço e uma perna encontrar um sítio para viver, mesmo na cidade mais pequena e mais civilizada (esqueçam as grandes cidades, a menos que seja milionário). Os preços dos imóveis aumentaram três ou quatro vezes mais depressa do que tudo o resto, nos últimos quarenta anos.

    O outro bem essencial, altamente simbólico, cujo preço subiu em flecha mas cujo valor prático desceu em flecha é o ensino superior. A massificação do ensino superior foi acompanhada por uma massificação das propinas. Os jovens de 23 anos partem com dívidas de várias centenas de milhares de dólares a pagar antes mesmo de começarem a trabalhar.

    O terceiro domínio, é o da saúde. E aqui chegamos ao ponto do delírio alucinatório. Está tudo interligado: os imóveis são caros porque os proprietários os compraram a um preço elevado e têm de pagar empréstimos enormes; os cuidados de saúde são caros porque os profissionais do sector tiveram de pagar muito pelos seus estudos. A sociedade americana está a transformar-se num reboot de uma sociedade medieval em que é o nascimento que faz o homem. É um choque político profundo.
    Um choque político profundo… que, mais uma vez, será resolvido com uma “guerra boa”?

  5. Afinal o tiro está mesmo a sair pela culatra… e o mexilhão continua a pagar… Que sirva de lição aos incompetentes da UE, etc…

  6. O presidente da associação federal da indústria alemã (BDI), Siegfried Russwurm, advertiu, esta segunda-feira, que, segundo os cálculos desta associação patronal, a economia alemã vai estagnar este ano com um crescimento nulo e avisou que o país está a ficar “para trás”.😮

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.