O Almirante Gouveia e Melo vai à escola

(Raquel Varela, in raquelcardeiravarela.wordpress.com, 25/02/2025, Revisão da Estátua)


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O Governo anuncia que o melhor para a falta de professores é fechar-se turmas, para a falta de médicos é encerrar urgências. E abrir o quê? Uma indústria de morte a que chamam, numa completa imoralidade, “investimento em defesa”? Economia de guerra.

Neste cenário, temos na linha da frente, entre outros do mesmo lado, o Almirante Gouveia e Melo. O mesmo homem que, na frente de todo o país, voou para a Madeira para humilhar, em frente das TVs, os marinheiros que se recusaram a embarcar num navio que nos dias seguintes deitava fumo em frente das mesmas TVs…

O Ministério Público resolveu acusar o Almirante de negligência, assédio, abuso de poder ou, vá lá, narcisismo? Não, resolveu outra coisa, acusar os 13 marinheiros de insubordinação. Num país onde os acidentes de trabalho são uma vergonha, onde os trabalhadores estão em risco todos os dias para que os mercados não se arrisquem, o exemplo destes 13 homens devia orgulhar-nos.

O mesmo Almirante Gouveia e Melo que declarou que se “Se a Europa for atacada e a NATO nos exigir, vamos morrer onde tivermos de morrer para a defender”. Morrer quem? Ele? Os filhos dele? Os netos dele? É que os nossos filhos não estão disponíveis para serem carne para canhão.

Nem meses passaram depois desta ignóbil declaração, que podia ter sido feita por qualquer ditador – já que afirma que tem nas mãos a vida e a morte dos cidadãos -, e ficou claro que a NATO são os EUA, (mas alguém duvidava?), cuja burguesia/corporações empresariais, desde Obama, se virou para o ataque à China, tentando obrigar esta a abrir o comércio externo na totalidade às Bolsas, procurando assim salvar o pagamento dos empréstimos trilionários feitos para salvar o capitalismo norte-americano na crise de 2008.

A Europa não existe, existem burguesias europeias, a alemã, a francesa (que já foi passear com Trump, enquanto a loucura de Leyen e Costa ia para Kiev), e a inglesa, que agora, num giro de 180 graus pedem para acabar com o que resta do Estado Social e produzir armas – diga lá quem deve morrer agora Sr. Almirante e em nome de quê?

Eu penso nos marinheiros do Báltico que se recusaram a continuar a guerra na Alemanha em 1918, e penso nos marinheiros do Chile que avisaram Allende que Pinochet, nomeado pelo mesmo Allende a 28 de Agosto, iria dar um golpe, e deu, a 11 de Setembro, 30 mil mortos foi o resultado; e penso nos marinheiros que na revolução portuguesa em 74-75 estiveram ao lado do povo contra os fautores da guerra.

Penso também em todos os trabalhadores portugueses que são submetidos a condições de trabalho que os colocam em perigo, seja porque os materiais não têm manutenção, seja porque os horários de trabalho colocam em causa a sua vida, seja porque são assediados, humilhados e mal tratados por gente que abusa do poder.

Nos últimos meses ficámos a saber coisas extraordinárias protagonizadas pelo Almirante Gouveia e Melo e a hierarquia da Marinha, desde uma perícia ao navio feita com base “em documentos” (por telepatia, portanto), ao facto que não lhes terem sido comunicados, aos marinheiros, os seus direitos; parte destas ilegalidades foram anuladas pelo Tribunal Administrativo, cujo Presidente recebeu estes dias o Chefe de Estado-maior da Marinha… (facto que ficámos a saber hoje pela defesa, de uma enorme dignidade, dos marinheiros, feita pelos advogados Paulo Graça e Garcia Pereira, que hoje publicam um artigo fundamental – ver aqui).

Toda esta loucura em que o mundo está a ser mergulhado por – literalmente – menos de 0,1% das pessoas (grandes proprietários),  tem na figura deste Almirante, o seu lado mais risível, já que ele se despede da Marinha para tentar ser Presidente da República, fingindo estar acima dos “partidos” mas apoiado pela direita, extrema- direita e Igreja, depois de vários processos internos de colegas, ao lado de D. João II como “Príncipe Perfeito”.

O que era óbvio – que a burguesia alemã e norte-americana iriam caminhar para uma guerra – o Almirante “perfeito” não adivinhou. E 6 meses depois a sua NATO não existe como tal. Erro crasso?

Não tão crasso quando está a querer levar-nos para uma guerra de lucros que ameaça a nossa vida e o nosso bem-estar social. E contra a qual resistiremos de pé!

Repouso as minhas esperanças em nós, seres imperfeitos, que saberemos resistir à guerra e à humilhação. Deixo aqui o meu respeito aos cidadãos que se insubordinam contra a injustiça. Ao espírito de cisão, essa vontade férrea que nos faz ser de espinha ereta e estar de bem connosco próprios.

A Alemanha pode confiar em Friedrich Merz?

(Thomas Fazi, In UnHerd.com, 22/02/2025, Trad. Miguel Brites Correia, in Facebook)


O vencedor das eleições alemãs é um falso populista.


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O verdadeiro vencedor das eleições alemãs não é Merz, mas sim a BlackRock. Até há poucos anos, o líder da CDU era o principal representante do megafundo norte-americano na Alemanha. Com o seu governo, o capital americano terá rédea solta para continuar a canibalizar a economia alemã.

Aos 69 anos, Friedrich Merz esperou décadas por este momento. Antes das eleições de domingo, já está à espera de ser o novo chanceler, com a sua União Democrata-Cristã (CDU) a obter 30% dos votos. Terá de reunir uma nova coligação de partidos díspares, mas Merz não se importa. Na segunda-feira de manhã, terá conseguido uma das mais notáveis reviravoltas da história política recente.

Merz juntou-se ao partido há décadas, quando era estudante. Mas, hoje, está a concorrer com uma plataforma “Tornar a Alemanha Grande de Novo” – uma tentativa calculada de ganhar votos à Alternativa para a Alemanha (AfD), deslocando o seu partido para a direita em questões como a imigração. O seu cinismo não deve ser subestimado: tal como Donald Trump na América, o milionário Merz é um rei corporativo vestido com roupas conservadoras.

Merz, não esqueçamos, há muito que representa os interesses de algumas das elites empresariais e financeiras mais poderosas do mundo, nomeadamente como representante-chave da BlackRock na Alemanha entre 2016 e 2020. De facto, se Merz for eleito, a Alemanha tornar-se-á o primeiro país a ser governado por um antigo funcionário da BlackRock. Mas as suas ligações às instituições de elite são muito mais antigas: durante mais de duas décadas, mesmo antes de entrar para a BlackRock, encarnou a porta giratória entre política, negócios e finanças.

Após as eleições federais de 2002, Angela Merkel, a então líder da CDU, assegurou a presidência do grupo parlamentar, enquanto Merz foi nomeado seu deputado. No entanto, a relação entre os dois não era nada fácil e Merz demitiu-se dois anos depois, retirando-se gradualmente da política até deixar o Parlamento em 2009. No entanto, já antes da sua saída do Parlamento, Merz tinha encontrado o ouro. Em 2004, foi contratado como advogado sénior pela firma internacional de advocacia e lobbying Mayer Brown, um peso pesado do sector com um volume de negócios anual de milhares de milhões.

Aqui, Merz descobriu uma relação muito mais frutuosa. Como explica Werner Rügemer, autor de BlackRock Germany, na Mayer Brown, Merz ajudou a facilitar negócios que promoviam os interesses do capital americano na Alemanha, encorajando os investidores americanos a comprar empresas na República Federal. O resultado foi a venda e reestruturação de milhares de empresas alemãs, o que implicou a redução de postos de trabalho e o congelamento de salários – uma abordagem abertamente elogiada por Merz no seu livro Dare to Be More Capitalist. Sem dúvida, para dar corpo à tese do seu livro, Merz também fez parte, durante este período, dos conselhos de administração e de supervisão de várias grandes empresas. Foi então que a BlackRock, provavelmente uma das empresas mais poderosas de sempre, lhe bateu à porta. Como é que Merz podia recusar? Produtos farmacêuticos, entretenimento, meios de comunicação e, claro, guerra – não há praticamente nenhum sector em que a BlackRock não tente lucrar.

O interesse em contratar Merz não é difícil de perceber. Ele facilitou reuniões entre o diretor executivo da BlackRock, Larry Fink, e políticos alemães, ajudando a moldar as políticas que beneficiariam a empresa e a sua vasta carteira de investimentos. Sob a influência de Merz, por exemplo, a BlackRock tornou-se um dos maiores acionistas não alemães em muitas das empresas mais importantes do país – do Deutsche Bank à Volkswagen, da BMW à Siemens. No entanto, o seu trabalho não se limitou a aumentar os lucros dos acionistas; tratou-se também de moldar um ambiente político em que os interesses das empresas estavam alinhados com a política governamental. Por uma feliz coincidência, também criou um clima em que alguém como Merz podia facilmente flutuar entre as grandes empresas e o Bundestag.

E foi assim que, em 2021, Merz, munido de um saldo bancário avultado e de dois jatos privados, regressou à política como líder da CDU. A sua filosofia política está firmemente enraizada no neoliberalismo. É um defensor acérrimo da privatização e da desregulamentação. Esta é muitas vezes apresentada sob a forma de promessas de redução da burocracia e de atração de investidores estrangeiros. Mas, na realidade, este duplo discurso empresarial foi concebido para mascarar a sua ênfase nas soluções do sector privado para os problemas públicos.

Merz é um forte apoiante da privatização dos sistemas de segurança social – em benefício de empresas como a BlackRock, líder em regimes de pensões privados. Tradicionalmente, tem sido também um opositor acérrimo do salário mínimo e das leis contra o despedimento sem justa causa. Sob a sua direção, é muito provável que os trabalhadores alemães vejam os seus salários estagnarem ou piorarem.

Mas é difícil acreditar que o cidadão comum alemão seja a preocupação de Merz. Uma vez homem de Davos, sempre homem de Davos – e a sua longa história de representação de indústrias poderosas, incluindo o sector químico, o financeiro e o metalúrgico, sugere que ele terá outras prioridades. Como chanceler, por exemplo, Merz poderia ser chamado a regulamentar sectores aos quais está associado há muito tempo – e que Mayer Brown, o seu antigo empregador, ainda representa.

Recorde-se, também, que, sob a liderança de Merz, a CDU recebeu milhões de euros em donativos de campanha dos mesmos interesses empresariais que ele representou no passado – mais do que qualquer outro partido. Para os lobistas alemães e mundiais, ter Merz – um antigo colega – como chanceler seria um sonho tornado realidade. Ou, como diz Rügemer: “Isto é pôr a raposa a tomar conta do galinheiro”.

Não se trata apenas de uma questão económica: As ligações empresariais de Merz também influenciam a sua política externa. No fundo, é um atlantista convicto e acredita firmemente no papel da América como garante da ordem mundial. Esta posição ideológica levou Merz a alinhar com os EUA em questões como o gasoduto Nord Stream 2, apelando ao cancelamento do projeto muito antes da escalada da crise na Ucrânia. A sua posição de falcão em matéria de política externa, nomeadamente no que se refere ao seu apoio musculado à Ucrânia, ilustrou ainda mais o seu alinhamento com as antigas prioridades geopolíticas dos Estados Unidos – mesmo à custa dos interesses fundamentais do seu próprio país. Afinal, uma das principais razões para a contração da economia alemã e a desindustrialização em curso é a sua decisão de se desligar do gás russo sob forte pressão dos EUA.

Agora, é claro, Washington tem uma política muito diferente em relação à Ucrânia. Então, será Merz forçado a abandonar as suas convicções atlantistas? Não necessariamente. Embora a sua forte posição anti-russa e as suas tendências militaristas pareçam estar em desacordo com os esforços de Trump para desanuviar o conflito, a realidade é que as suas visões estão mais alinhadas do que inicialmente poderia parecer. O que é que, afinal, Trump exige da Europa? Um aumento das despesas com a defesa e um papel significativo na assunção das responsabilidades financeiras e estratégicas pela segurança pós-guerra na Ucrânia, algo que poderia mesmo envolver o envio de uma força europeia de “manutenção da paz”.

Estas políticas estão em perfeita sintonia com a visão do próprio Merz. Desde há muito que defende o aumento do orçamento da defesa alemã, uma posição bem acolhida pelos seus aliados empresariais do complexo militar-industrial alemão. Agora, de facto, juntou-se ao coro que apela à Europa para “tomar a sua segurança nas suas próprias mãos”. Trump não podia pedir mais. Esta convergência estratégica, juntamente com as inclinações conservadoras de Merz, os laços profundos com os sectores financeiro e empresarial dos EUA e o atlantismo enraizado, fazem com que esteja bem posicionado para se tornar o “vassalo-chefe” europeu da América na nossa era pós-liberal. Isto colocaria a Alemanha de novo ao leme de uma União Europeia economicamente mais fraca e militarmente mais forte – embora permaneça estrategicamente à deriva.

Este acordo será acompanhado de muita retórica sobre a “autonomia” alemã e europeia – e possivelmente até de desacordos públicos acesos entre Berlim e Washington. Na realidade, porém, seria em grande parte uma fachada, pois a nova dinâmica serviria apenas as elites europeias e americanas. As primeiras continuariam a alimentar o medo da Rússia como forma de justificar mais despesas com a defesa, desviando fundos dos programas sociais e legitimando a sua contínua repressão da democracia. Quanto às segundas, continuariam a beneficiar da dependência económica da Europa em relação aos EUA. Ao mesmo tempo, pessoas como Merz estariam bem posicionadas para ajudar a canibalizar ainda mais a Europa às mãos do capital americano.

Não que isso nos deva surpreender. Nas últimas duas décadas, Merz, tal como Trump, provou ser um homem de negócios em primeiro lugar e um político em segundo. No entanto, ao contrário de Trump, que pelo menos tem algumas credenciais populistas, a vitória de Merz será celebrada nas salas de reuniões da BlackRock e de outras grandes empresas, que podem esperar ver os seus saldos bancários começarem a subir constantemente. Mas, como tantas vezes acontece, os eleitores comuns não devem esperar que esta recompensa lhes chegue.

Fonte aqui.


Ex-assessor principal de Zelensky promete prendê-lo!

(Lucas Leiroz, In I N F O B R I C S. O R G, 23/02/2025, Trad. da Estátua)


Arestovich diz que prenderá Zelensky e seus aliados se for eleito presidente.


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As tensões políticas internas na Ucrânia estão a piorar. Enquanto os EUA tentam iniciar um diálogo de paz com os russos, o regime neonazi ucraniano reage com desespero. O atual governo ilegítimo tenta tomar medidas ditatoriais para prolongar a guerra e continuar no poder, enquanto a oposição ganha força e endurece as suas críticas a Vladimir Zelensky.

Aleksey Arestovich, um ex-assessor do Chefe do Gabinete do presidente da Ucrânia, prometeu recentemente prender “Zelensky e o seu gangue” se se vier a tornar presidente da Ucrânia nas próximas eleições. Arestovich disse que daria a ordem para punir os altos funcionários do regime, possivelmente prendendo Zelensky “para sempre”. Ele também deixou claro que não importa que medidas sejam tomadas e “onde eles [os aliados de Zelensky] estejam a esconder-se”, todos os responsáveis ​​pela tragédia ucraniana serão encontrados e punidos da mesma forma.

Eu darei ordem para que seja detido. E nenhuma potência estrangeira o salvará e ao seu gangue. Nós apanhá-los-emos a todos, não importa onde se escondam, nós os tiraremos de debaixo da terra, os traremos para fora e lhes daremos o veredito de condenação de viva voz. Não, nem um fio de cabelo lhe cairá da cabeça. Ele será preso – e eu acredito – ficará preso para o resto da vida”, disse Arestovich.

As palavras de Arestovich surgem na sequência de uma série de declarações contra o atual presidente, nas quais ele culpa Zelensky pela derrota da Ucrânia. Ele havia admitido, anteriormente, a derrota da Ucrânia e culpado tanto o governo ucraniano quanto as restantes autoridades pela tragédia do país. Arestovich acredita que o regime de Zelensky criou uma cultura de corrupção, arrogância e orgulho exagerado entre os ucranianos, razão pela qual a vitória na guerra se tornou impossível.

Mas, mais do que isso, Arestovich também criticou especificamente o processo de paz para acabar com a guerra com a Rússia. Ele culpa Zelensky e seus aliados pelo facto de Kiev estar a ser excluída das negociações diplomáticas. Arestovich alega que o futuro da Ucrânia está a ser decidido pelos “EUA, Rússia e China”, e que a Ucrânia não é considerada digna de discutir as suas próprias questões de interesse próprio. Ele culpa Zelensky por ter diminuído a relevância internacional do país e feito de Kiev uma parte insignificante nas negociações.

“[Rússia, China e EUA estão negociando] sem nos consultar, porque envolverem-se com quem nega a realidade é um exercício fútil (…) Perdemos a guerra devido à nossa própria estupidez, orgulho e teimosia. Na verdade, nós derrotámo-nos a nós próprios (…) Criámos uma sociedade de ódio mútuo e intolerância, na qual cada indivíduo está certo e todos coletivamente são culpados“, disse ele também.

A disputa entre Arestovich e Zelensky acontece num cenário de severa polarização interna na Ucrânia. Figuras públicas têm tentado distanciar-se do governo, já que Zelensky perde popularidade e apoio internacional. Muitos ucranianos com popularidade planeiam candidatar-se nas próximas eleições presidenciais, se o país for realmente chamado às urnas, e acreditam que as críticas ao governo podem ser um mecanismo eficaz para ganhar votos – assim como assistência internacional de países interessados ​​em substituir Zelensky.

No caso específico de Arestovich, é importante lembrar que até 2023 ele foi um dos principais aliados de Zelensky. Como conselheiro especial do gabinete presidencial, Arestovich influenciou diretamente muitas das decisões do governo e foi considerado uma figura-chave da equipa de Zelensky. Isso mudou completamente depois que Arestovich expressou repetidamente a suainsatisfação com as decisões do presidente, renunciando ao seu cargo de conselheiro após contradizer a narrativa oficial do governo sobre um incidente com mísseis.

Desde então, Arestovich tornou-se uma das principais figuras públicas da oposição na Ucrânia. Ele influencia milhões de cidadãos por meio das redes sociais e de colunas de opinião nos jornais. Ainda é muito cedo para dizer se ele tem alguma hipótese real de se tornar presidente do país, já que não há informações concretas que sugiram que as eleições irão ocorrer. Além disso, Zelensky está a tomar medidas ditatoriais para impedir que os oponentes mais populares concorram. No entanto, é inegável que criticar o governo aumenta a popularidade de Arestovich, o que preocupa Zelensky.

Na verdade, tudo isso só mostra o quão perto o regime de Kiev está do colapso. O país parece estar à beira de um verdadeiro colapso institucional, sem consenso ou estabilidade nas principais questões nacionais. Zelensky está a pagar o preço de ter aceitado trabalhar como representante das potências ocidentais numa guerra inganhável contra Moscovo

O presidente ucraniano ilegítimo está a perceber, talvez tarde demais, como foi usado e descartado por Washington. Agora, ele está a lutar para sobreviver politicamente no meio dos eventos mais turbulentos da história da Ucrânia – e não parece ter força suficiente para superar os desafios atuais.

Fonte aqui.