Petição para a demissão de Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia

(Vários, in Diem25, 05/2025,)

Para: Conselho Europeu, Parlamento Europeu e cidadãos da União Europeia

Porque é que isto é importante

Ao responder à recente crise em Israel e na Palestina, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, violou o quadro jurídico da União Europeia e desrespeitou a decência moral básica. Ao mesmo tempo que condenou os ataques a civis em Israel, apoiou o isolamento da população civil em Gaza em termos do acesso a água, alimentos e eletricidade e o bombardeamento da população de Gaza sob o pretexto da “defesa”. Esta ação unilateral desrespeita o direito internacional e o mandato democrático dos Estados-Membros da UE.

O Presidente da Comissão Europeia ignora assim:

– direito internacional,

– mandato democrático dos Estados-Membros da UE,

– comportamento ético adequado,

– a necessária prudência diplomática.

Nós, abaixo-assinado, exigimos a sua demissão imediata.

Acções problemáticas

1. Posição unilateral sem mandato

Ursula von der Leyen apoiou o isolamento da população civil de Gaza em termos do acesso à água, alimentos e eletricidade e o bombardeamento de Gaza sob o pretexto de “defesa” sem um mandato dos Estados-Membros da UE.

2. ignorar o direito internacional (artigo 33.º da Convenção de Genebra: proibição de punição colectiva)

Enquanto os Estados-Membros da UE, a ONU e outros organismos internacionais reconheceram a terrível situação humanitária em Gaza como resultado da punição colectiva, a Presidente von der Leyen manifestou explicitamente a sua solidariedade unilateral com Israel.

3. Prejudicar a autoridade moral da UE

A atitude da Presidente em relação a Israel contrasta fortemente com a sua condenação de ações semelhantes no passado, como as da Rússia contra infraestruturas civis na Ucrânia, que descreveu como crimes de guerra. Trata-se da aplicação do direito internacional como bem entende, o que prejudica a autoridade moral da UE.

4. Contornar os processos institucionais

As ações de Ursula von der Leyen não só ignoraram o Conselho Europeu, como também não respeitaram a separação de poderes na UE, segundo a qual a política externa não é determinada pela Comissão.

Apelo à ação

Em resposta à ultrapassagem da autoridade da Presidente da Comissão e ao desrespeito pelos princípios fundamentais dos direitos humanos e da democracia, apelamos a Ursula von der Leyen para que se demita imediatamente do seu cargo de Presidente da Comissão Europeia. Se ela se recusar a fazê-lo, exortamos o Governo alemão a demiti-la do cargo de Comissária.

Apelamos aos cidadãos e às instituições da UE para que defendam os valores que nos unem enquanto comunidade e para que tentem restaurar a autoridade moral da União Europeia na cena internacional.

O direito internacional deve aplicar-se a todos. Se não for aplicado de forma igual em todo o lado, não vale nada.

Por favor, assina esta declaração se concordas que as ações de Ursula von der Leyen são incompatíveis com os princípios e as leis da União Europeia e justificam a sua demissão imediata.

Se estiveres de acordo e pretenderes assinar, podes fazê-lo aqui

Já estão todos mortos

(Joseph Praetorius, in Facebook, 12/05/2025, Revisão da Estátua)

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Homens radicalmente isentos das normais qualidades viris, mulheres desprovidas de quaisquer qualidades morais, compensando-se, uns e outras, numa incomensurável vaidade de atores. Vaidade sempre ferida em razão dos desfechos impostos pela inépcia própria. Sempre impelida à retaliação, pelo sentimento de ultraje a submergir quotidianamente estas desgraçadas existências. Tal é a exata imagem da coligação de apoio a Zelensky.

Estão obcecados com Putin. Homem simples, sereno, apto, chefe atento que ama a sua gente, a sua terra e respeita a sua função.

Putin conhece-os desde antes de tais fenómenos emergirem. Está em exercício há tempo suficiente para lhes conhecer as origens, o início de carreira e até – com grande antecedência e a grande distância – os respectivos términos. Muito antes deles, sequer, os poderem temer. Tais fenómenos passam. Putin está. Porque assim o quer a sua gente, com ótimas razões para o querer.

Zelensky tem a obsessão de se encontrar com Putin. Há três anos que o diz. Quer equiparar-se. Poder encontrar-se com o patrono dos eslavos, em pé de igualdade, seria o clímax da sua desgraçada carreira. Espécie de reconhecimento.

Mas Zelensky não existe. Vive em usurpação de funções, sem legitimidade possível, embora possa conceder-se-lhe – como o faz Trump, por oportunismo de comerciante – estatuto próximo ao do funcionário de facto. Ocorre às vezes com outros golpistas. E outras vezes, não. Este é um dos casos nos quais a perspetiva russa é a do não. Costuma ser essa a atitude face aos Sakashvilis deste mundo. Putin não fala com cadáveres insepultos. No caso de Sakashvili chegou a dizê-lo, bem antes da criatura ser remetida ao cárcere onde apodrece. Mas de Zelensky não vale a pena dizer seja o que for.

Fizeram um ultimato. E Putin anunciou uma delegação russa disponível para negociações diretas em Istambul. Zelensky aparece aos gritinhos – e ninguém o mandou ir ou o chamou – mas a criatura insiste no ultimato inconsistente. Quer a guerra onde enriqueceu e imagina poder manter quanto embolsou. Mas Trump reagiu, como sempre, na perspetiva do comerciante sagaz. Boa ideia. Pois é. Lá se foi o ultimato, portanto e em síntese.

Entretanto, continuam as operações militares, em toda a extensão da frente de mais de mil quilómetros. Com êxito. Ao bom velho estilo russo. Lentamente. Prudentemente. No esvaziamento meticuloso do inimigo que sempre foi a NATO agora em evidente insolvência. A NATO forçada a calar quantos oficiais e mercenários ali lhe morreram, nas intervenções e presenças à socapa, com funerais à socapa. E assim continuará a ser, até desabar o desfecho em aproximação rápida.

O problema do esgotamento é evidente. Os projetos publicitados – e provavelmente inviáveis – para o rearmamento da dita Europa, são a confissão da sua inanição militar. E aqueles parvalhões, imaginando que a teatralidade tudo resolve, fazem um ultimato. Fazem até alianças militares entre eles, procurando vias de intervenção suicidária, alheias à disciplina do tratado do Atlântico Norte.

Não vale a pena escolherem eventuais formas de morte, porque já estão mortos. Alguém devia dizer-lhes isso, se valesse a pena o incómodo.

O penultimato

(António Gil, in Substack.com, 12/05/2025, Revisão da Estátua)


Vamos brincar aos VIPs?


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Os 30 dias de cessar-fogo eram para ser um ultimato mas não foram. Por que não funcionou? Bom, pela mesma razão que se um funcionário subalterno fizer um ultimato ao seu patrão este último ri-se, na melhor das hipóteses ou despede-o, se não tiver pachorra para insolências.

A princípio, os sinais eram encorajadores: o supervisor dos funcionários concordou com a proposta. O quinteto exultou: sem ‘ses’ nem ‘mas’, chegaram a dizer. Só que depois veio o patrão e disse: nenhum cessar-fogo, retomam-se as negociações de Istambul. Então, o supervisor disse: boa ideia, faça-se.

Pelo meio, 3 membros do quinteto foram apanhados numa carruagem de comboio atuando de forma muito estranha. O funcionário Macron sentiu-se muito embaraçado por ter um lenço exposto na mesa. O funcionário Merz, escondeu uma pequena colher, usada para dosear medicamentos homeopáticos. Ficámos assim a saber que essas coisas eram embaraçosas, pela forma como se comportaram.

Tendo permanecido em Kiev, o funcionário Zelensky primeiro disse ‘NÃO’ ao ultimato, ao verdadeiro, que se seguiu ao penultimato. Seu supervisor, porém, disse-lhe: ‘é melhor aceitares, senão…’

Então ele aceitou e disse: ‘certo, vou a Istambul, espero pelo Patrão lá’. Mas há um problema aqui: o Patrão não disse que vai a Istambul e com toda a probabilidade não irá. Patrões não precisam de ir a todo o lado onde há negócios, enviam representantes. Para já ninguém sabe quem ele enviará.

Eu proponho que ele envie Vovan e Lexus, os brincalhões que de vez em quando telefonam a ‘personalidades’ europeias e americanas para negociar com Zé. Sim, eles são comediantes, até por isso faria sentido. Ficaria tudo entre colegas, a dupla de russos até poderia ir cedendo às exigências de Zé:

– Certo, pá, leva lá os 4 oblasts e mais a Crimeia. Tens a certeza que não queres mais nada? Tens a certeza que não queres Moscovo também? E a Sibéria? É uma região muto fria mas rica em recursos, pá. E ainda podemos tornar a língua ucraniana obrigatória e exclusiva em toda a Federação Russa, se fizeres questão disso.

O acordo seria devidamente assinado por todos os presentes, claro. Não teria qualquer validade jurídica mas isso é só um detalhe. Falsos ultimatos combinam com falsos acordos. No fim, todos agradeceriam a Erdogan a hospitalidade, não esquecendo de elogiar os kebabs locais. Todo o evento poderia ser usado pela Turquia para promoção turística.

Quanto aos funcionários europeus, Zé incluído, seriam recompensados com uma viagem no transiberiano, em vagão selado para impedir incursões de jornalistas indiscretos. Viagem só de ida, claro.

Fonte aqui.