Crónica dos mil pascácios

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 25/02/2025, Revisão da Estátua)


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Os mil pascácios, que ainda há um mês se julgavam o centro da Terra e exerciam tiranicamente a langue de bois dessa cangalhada maltrapilha de supostos conceitos, tais como «ordem internacional regida por normas», «Ocidente alargado», «democracias liberais vs. iliberais», «o lado certo da História», «bombas de gasolina com armas nucleares» e «a nossa maneira de viver»,  enquanto pronunciavam fatwās pelas quais excomungavam a torto e a direito todos os que pudessem levantar a mais benigna objeção, acusando-os de alinhamento com as «autocracias», calaram-se subitamente e alguns até já ensaiam argumentos toscos para demonstrar que estão em trânsito para a nova situação.

De facto, essa gente envelheceu 100 anos num mês e transformou-se em Donas Elviras imprestáveis, calhambeques de outro mundo, pelo que vão ter de purgar gota a gota tanta jactância, adaptar-se ao novo tempo e procurar cabidela na era que agora lhes caiu aos trambolhões sobre os costados.

 Em 1524, fez agora 500 anos, a Europa esperou, ansiosa, o fim do mundo previsto por astrólogos. O erro terá sido de meio milénio, pois esse fim de um mundo aconteceu-lhes agora. Não sinto a mínima pena, embora já os esteja a ver a chegar a Moscovo com a cestinha na mão para vender grelos e cenouras no Aviapark.

A Europa em estado de choque – Munique 2007, Munique 2025

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 17/02/2025, Revisão da Estátua)


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Cumpriram-se 18 anos sobre aquela Conferência para a Segurança de Munique – a conferência iniciou-se em 10/02/2007 -, no decurso da qual Putin ofereceu à Europa e ao mundo a sensata proposta para o desenho de um sólido compromisso para a paz e cooperação baseado no reconhecimento da soberania e independência, na não ingerência, no desescalar das tensões e na imediata cessação da expansão da NATO.

Então, Putin afirmou:

 «É óbvio que a expansão da NATO não tem qualquer relação com a modernização da própria Aliança ou com a garantia da segurança na Europa. Pelo contrário, representa uma provocação séria que reduz o nível de confiança mútua. E temos o direito de perguntar: contra quem se destina essa expansão? E o que aconteceu com as garantias que os nossos parceiros ocidentais fizeram após a dissolução do Pacto de Varsóvia? Onde estão essas declarações hoje? Ninguém sequer se lembra delas».

O discurso de Putin foi recebido com o fogo da arrogância e o gelo da verdade incómoda por americanos e seus atrelados europeus. Não quiseram discutir, não quiseram, sequer, compreender a posição da Rússia, pensando tolamente que o tempo corria pela NATO e que à Rússia cumpria conformar-se, obedecer e ajoelhar.

Passaram 18 anos e hoje, no desespero do bunker de Paris, Macron e os pequenos aventureiros vão esgrimir bravatas, se bem que aqueles que hoje mais cabelos arrancam tivessem sido os principais responsáveis pela guerra, pela imolação da Ucrânia e pela inapelável derrota da “Europa”.

 Hoje, a Europa é a Rússia, pelo que se os pequenos trastes não o compreenderem, terão de abandonar quanto antes o poder para darem lugar a governos que cooperem com Moscovo para o renovo da paz e da prosperidade no continente.

Fonte aqui

O oráculo de 4 de Março de 2022

(Estátua de Sal + Miguel Castelo Branco, in Facebook, 13/02/2025)

Major-General Agostinho Costa

(Não resisto a juntar-me ao autor do texto que segue. E os alienados russofóbicos chamavam ao Major-General Agostinho Costa “putinista” e, agora no estertor em que esbracejam, devem apodá-lo ainda com mais raiva. Afinal o homem acertou em tudo, logo no 8º dia da guerra, contrariamente ao Isidro que chegou a dizer que a Rússia só tinha munições para quize dias… 🙂

Os zelenkistas da Europa parecem agora baratas tontas e até o Costa já quer dar conselhos ao Trump, não tendo a noção do ridiculo em que navega, devido à insignificância da Europa.

E também me tenho divertido à brava ao ver o “contorcionismo” sem rede dos comentadeiros das televisões a quererem justificar como plausível aquilo que andaram três anos a negar.

Mas, mais que tudo, registo a alegria de ouvir as palavras ACORDOS, NEGOCIAÇÕES E PAZ a toda a hora. Talvez a insanidade se tenha afastado do horizonte de vontade dos que mais mandam no Mundo. Restam apenas os latidos dos caniches.

Contudo, deixemo-los em paz – acabarão por ficar encolhidos a abanar a cauda. Sim, porque nem são cães de ladrar. E mesmo, perante os que ladram, a caravana passa. 🙂

Estátua de Sal, 13/02/2025)


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No domínio da Geopolítica e da Geoestratégia, a análise dos conflitos, ou seja, da polemologia, requer ao observador uma base conceptual sólida capaz de interpretar os fenómenos ou acontecimentos e as respetivas tendências.

Neste aspecto, a neutralidade e a honestidade na análise são garantias de fiabilidade e sucesso, pelo que a coerência não pode ser confundida com teimosia, mas como manifestação de um pensamento articulado e seguro que se desdobra no tempo, é passível de revisão e ajuste.

Ao rever as imagens do vídeo abaixo, datadas de 4 de Março de 2022, muitos compreenderão a honestidade de quantos, desde o primeiro dia da guerra, pediam racionalidade, objetividade e isenção.

Agostinho Costa disse-o perante o estupor, os gritos e insultos de uma mole de desvairados e, como se vê, nada do que então afirmou estava inquinado de parcialismo. Impressionante como cada palavra ganha hoje pleno significado. É ver o vídeo.