OPOSIÇÃO e… RUA!

(Joaquim Vassalo Abreu, 20/12/2018)

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Nota: Texto sem pontuação No Natal ninguém leva a mal

Diz quem o ouviu pois eu apenas li que na sua habitual prédica no crepúsculo dominical o pregoeiro Mini Mendes neste último em que botou sermão se transformou assim como uma coisa que se lhe terá dado no porta voz da Rua elevando-a assim a um agente politico de tal dimensão que para ele já suplantou em força o tido por quarto poder os chamados Midia

Afirmou ele medindo o País à sua pequena escala que O Governo está cercado de greves por todo o lado tendo-se transformado portanto e sou eu que agora o digo numa isolada ilha e que Como não há Oposição existe um vazio e esse vazio é preenchido pelas ruas

Eu não sei o que lhes passa pelo vosso occipital isto lendo mas pelo meu frontispício passou assim como um clarão tipo uma epifania estão a ver e perguntei-me A oposição foi posta na rua quer dizer despedida do Parlamento ou despediu-se e foi para a rua fazer oposição coisa que no Parlamento não vem conseguindo fazer pois só lá tem um Ministro de jeito o Centeno que é assim tipo um canivete mas de matriz nacional pois que Suíço tá queto

E que A Rua não vai parar e aqui eu até confesso que fiquei assustado pois se a rua não vai parar é porque anda e se desloca e ainda falta saber a que velocidade máxima o poderá fazer e nós é que ficaremos parados vendo o futuro avançar Portugal adentro e Europa afora até que a Rua finalmente diga fora a Europa também não explicando se numa de Tugaexit ou se numa Jangada de Pedra Atlântico adiante tudo isto se a Espanha concordar e tal qual Saramago também o Lobo Antunes o deseja para vocês verem

Já estão a vislumbrar o que nos poderá acontecer se a Rua resolver não parar e o fogoso Mini Mendes e notem agora a diferença com o Super Mendes não o do que espectáculo mas o dono dos jogadores da bola que o nosso Mini observa entusiasmado como o super já não pára nas Ruas e já só anda Mundo afora e ele o Mini Mendes repetindo no seu Mini ó Mini vai mais uma mini que espectáculo

Mas dizia eu que entusiasmado e passando-lhe cada vez mais coisas parvas pela sua linguaruda língua o Mini Mendes acrescenta que Esses movimentos inorgânicos vão prejudicar a maioria absoluta do PS e eu aqui até que fico a pensar mais profundamente pois que tratando-se de coisas inorgânicas o mais certo é que conspurquem de coisa amarelada a dita Rua e porque como ele disse é algo em movimento que nós é que temos que seguir e não a conseguindo nós acompanhar também não possamos votar e aí adeus ó absoluta e será que será assim  ou eu é que estou a ficar assim como que varridinho da minha cobertura

E conclui a sua notável prédica dizendo É que está tudo esgotado Mas também aqui falta esclarecer se está tudo esgotado de cansado se de falta de ideias ou de lugares disponíveis mas ele logo a seguir esclarece que Não são só os Partidos e os Políticos que estão esgotados mas que os Sindicatos também estão e por isso só agora percebi porque lhes chama ele de inorgânicos e É que tanto a UGT como a CGTP observam de cabeça perdida estas greves remata o sermoneiro

Mas olhe-me aí ó meu sinhor meu piccolo matraquiilho e se a Ruate levasse

Já sei que ficaste todo amarelado nos panos que te seguram as nalgas quando pensaste vou para a rua também aqui é interrogação agora só para ajudar porque em vez de cagaço poderia até parecer convicção

Não só vais se quiseres ó Mini Mendinho tu o do dedinho espertinho o que arranha o olhinho o que cusca o narizinho o que palita o dentinho e o que coça o rabinho só se quiseres meu danadinho basta só saber em que condição se como despedido ai credo ou se como dirigente sindical mas inorgânico que é o que te falta meu tiromante de meia tijela

E tu bem que motivos tens para ires para a rua e vê só como mudaste o teu discurso com o cagaço da Rua é que tu já nem da CGTP tens medo e até os apelidas de meninos de côro é que agora já só te metem medo os amarelos e sabes porquê Porque nem são vermelhos de cansaço nem são amarelos dos coisos isso mesmo são Verdes e é por isso que estás tão confuso

E só se passaram três anos desde que estes usurpadores vos ocuparam o poder e tu foste virando e virando até que deste um salto mortal no escuro com pirueta encarpada e tudo e voltaste ao futuro isto é ao presente e dizes para ti próprio porque ainda não tens coragem para o dizeres de boca cheia porque te pélas de medo do canivete Centeno três aninhos apenas e olha como tu voltas a olhar Portugal uma desgraça não acham

As estradas a ruírem as pontes a caírem as árvores a tombarem diz a Cristas os helicópteros do INEM a antenas derrubarem tudo estruturas do Estado a falharem diz o Celito mas tanto Tuga a viajar e já não é para emigrar pois os bolsos se mostram a abarrotar e até já sonham em voltar e até o record de dinheiro mandado para a sua Pátria bateram e tudo isto em três anos e não é de se protestar

E em só três aninhos eis as cidades a transbordar dessa gentalha que não trabalha e a quem chamam de Turistas gente que não faz nada na vida e só vêm para cá para o sol nos roubarem os desgraçados para atazanarem as nossas calminhas vidinhas cambada de malandros e se fossem era trabalhar em vez de só se quererem reformar e casa aqui comprar Em só três anos vejam nos que isto ficou é ou não de se protestar

E em só três curtos anos vão-nos pôr é outra vez na bancarrota vão ver que não ora essa mas não o quê e sabem porquê Porque passam a vida nas cativações para porem o dinheiro sabem onde Na almofada nem investem nem criam riqueza é o que é e vai tudo para uma almofada que de tão almofadada qualquer dia passa a colchão e que fizeram mais em apenas três anos Deram foi cabo do nosso querido deficit e até os esquerdalhos se queixam está quase no zero pode isto lá ser Incompetência e gritante não merecem é governar e não é de se protestar

Repuseram tudo o que de tão bom fizemos com os sacrifícios que pedimos aos Portugueses deixem-me agora rir e agora Agora até já os Subsídios pagam e por inteiro e na data estipulada baixaram o IRS repuseram os salários aumentaram as Pensões e até o divino desemprego desceram para metade poderá haver maior inconsciência será isto governar se já nem sacrifícios se pedem nem penitências se obriguem a cumprir É ou não de protestar

Mas quem pensa o “monhé” que nós somos Nós temos grandes aliados e até de mil greves financiadores se é que ainda não notaram desde logo a nossa senhora das cavacas padroeira de toda a enfermage nomeadamente dos que juraram operações não mais acompanhar e trabalharem só quando lhes for permitido fazerem-no em simultâneo no publico e no privado com horários diferenciados e sem trabalho escravo como têm no privado perdão no público

E ex-equo o vosso beato dos nogueirais padroeiro de todo o professorame principalmente dos que não dão aulas e querem receber tudo de uma vez ele que afirmou que 2019 irá ser o seu ano ele prometeu e eu até caí na tentação de acreditar que ele iria finalmente saber o que era uma sala de aulas e enfrentar ganapos em vez de Ministros e que tais mas ledo engano o meu…

Por tudo isso ide e juntai-vos à amarelaje ide e lá ficai ide com a Rua e conspurquem-se de amarela Rua ai que coisa boa

Deus Lhes Pague como um dia escreveu o Chico (Chico Buarque de Holanda)

Nota: Espero estar tudo bem pontuado para que a leitura tenha saído fluente e quase poética!

          Bom Natal e Ano Feliz para todos!

Um “novo” Sindicalismo? E um protesto rectroativo!

(Joaquim Vassalo Abreu, 14/12/2018)

Florence

O “velho” Sindicalismo está em crise, escrevem os comentadores e articulistas. Fórmulas velhas e gastas, anquilosadas até, com processos ultrapassados por repetitivos, com bonomia e sem agressividade na forma e com uma redução sensível no numero de novos sindicalizados.

Redução essa que dificulta gravemente a capacidade de angariação de meios financeiros que, para além das despesas de funcionamento, não permitem a constituição de “fundos de greve” que possibilitem que os grevistas possam ser ressarcidos das perdas financeiras que as greves forçosamente implicam.

Para estes liberais tempos, onde o que impera é o safe-se quem puder, o cada um por si e nunca mais o um por todos e todos por um, já não faz sentido negociar Acordos Colectivos de Trabalho, a própria palavra “colectivo” já nem sequer faz parte do léxico dos novos gestores, e a “solidariedade”, essa estranha palavra, nem sequer ensinada lhes foi…Sindicatos? Que trabalhem, mas é…

Isso já não se ensina nem se aprende. Solidariedade? Quem ensina em casa? E nas Escolas? E equidade? E igualdade? Infelizmente o que se aprende é que cada um tem que ser o melhor, seja como for e utilizar todos os meios para atingir esse fim…Mas, mesmo assim, até eles precisam de chefes e de líderes, mas necessariamente formados em dialéctica, demagogia e populismo. Todos eles sem um pingo de decência, outra palavra que certamente desconhecem…

Mas agora cresce impante um “novo” sindicalismo. Um sindicalismo dito independente e feito à pressa, mas destinado à agregação de sectores sociais, hoje pouco politizados e carentes de representação nos seus anseios, e que conseguem, pela agressividade e pela compensação financeira das perdas com as greves, mas com um discurso populista e demagógico, utilizar, para lutas alheias a qualquer moral e ética públicas, classes improváveis como os enfermeiros.

Que não conseguem discernir nem vislumbrar, pesem todos os avisos dos “midia” e redes sociais, que estão a ser utilizados por uma Direita sem princípios e escrúpulos que quer fazer crer, por tantas e tão agressivas greves, estar este país sem rumo, um absoluto caos e o culpado não ser mais ninguém senão o Governo, por inação e incompetência, como não se farta de dizer a Direita parlamentar. E que este Governo tem que ser destituído para eles retomarem o poder, um poder que eles acreditam só a si pertencer, por vontade suprema, como antigamente, sendo eles o repositório dos tempos antigos, os tempos do “Clero, Nobreza e Povo”…Enfim…

E nem os enfermeiros, gente com formação, nem os bombeiros, nem os professores, guardas prisionais, policias municipais e profissões demais, todas elas cientes de que este Governo tem a obrigação de lhes dar, a todos e de uma só vez, tudo o que anteriormente perderam ou não lhes foi dado, sabem ou desconfiam que estão a ser testados, quais ratinhos de laboratório, pelos “Steve Bannons” desta vida  – que anda ele a fazer pela Europa? -, na implantação, depois de EUA, Brasil, Polónia e Hungria, por exemplo, de sistemas neo-fascistas que lhes irão sonegar a liberdade e fazer destas suas lutas tábua rasa. Infelizmente os Povos só depois se arrependem…

Mas voltando ao tempo corrente, a Bastonária dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, membro do Conselho Nacional do PSD, agora travestida de neo-sindicalista, tendo ateado um incêndio e vendo que ele está a tomar um rumo catastrófico e incontrolável, sem que haja pessoas disponíveis para o extinguir, o que quer dizer que não consegue, mesmo com todo o mal que está a causar, que a população aprove o seu gesto e a sua a todos os títulos criticável acção e com ela se solidarize, resolveu dar um passo em frente e, num golpe de esperteza saloia, resolveu escrever uma carta a António Costa.

 A pedir-lhe a sua urgente intervenção, falando-lhe de uma “calamidade e catástrofe sem precedentes …”, tudo isso por culpa de um Governo que não negoceia ( o que para ela significa ceder…) e instando-o a que ele resolva de imediato o problema por ela criado, nomeadamente na criação de carreiras de especialistas etc, porque eles são quase médicos, ela afirma, na contratação de mais Enfermeiros…Sem o que demorará anos e anos a repor a situação e haverá imensos efeitos colaterais…

Mas, pergunto eu, para que serve a requisição civil, quando estão em causa vidas humanas e direitos fundamentais? Será que Rui Rio e Marcelo teriam o desplante de ser contra?

Tamanha “lata”, inconsciência, ausência de sentido de responsabilidade, arrogância, desplante, agressividade e ausência de ética, para além de fazer corar qualquer cidadão deste país que sabe viver em sociedade, ultrapassa tudo o que seja bom senso, mas afirma que está disponível para negociar, já vimos em que basesmas que “não lhes cabe a eles (Enfermeiros) sob o seu mando parar ou recuar” e que, portanto, só cabe ao PM acabar com esta catástrofe. Eu diria antes que compete à PGR parar esta irresponsável!

Quanto ao “Juramento de Florence Nightingale” que, à semelhança do “Juramento de Hipócrates” para os Médicos, por ele juram “dedicar a sua vida profissional ao serviço da pessoa humana…a não participar voluntariamente em actos que coloquem em risco a integridade física e psíquica do ser humano…obedecendo aos princípios da ética e da moral, preservando a sua honra, seu prestigio e suas tradições…”. Para ela isto não passa de letra morta e de certeza que não se lembra de tal ter jurado…

Ela agora conclui que há “uma má fé e preconceito contra os Enfermeiros por parte da Tutela”. Mas, como diz o nosso Coronel Carlos Matos Gomes “ As acções da Tutela deviam ser, isso sim, a instauração de um processo crime por recusa de auxilio ou de humanidade por negligência…e de cessação de actividades na sua Ordem Profissional por violação de deveres deontológicos…”.

Haja decência, haja Humanidade e haja bom senso!


O PROTESTO RECTROATIVO!

Não deixa de ser caricato que no ano e mês em que, passados não sei quantos anos, todos os trabalhadores recebem o seu Subsidio de Natal por inteiro, de uma só vez e na data estipulada; no ano em que deixaram definitivamente de pagar sobretaxas e coisas mais; quando já receberam integralmente tudo que lhes foi retirado pelo anterior governo…haja gente que se queira manifestar, quais coletes amarelos de França, contra os impostos, o aumento do custo de vida e nem sei bem que mais…

Para mim só pode ser um protesto “rectroativo”! Aquele protesto que uma vez irrompeu daquela ideia peregrina do Passos Coelho de querer aumentar a TSU aos trabalhadores para a entregar e imediato ao patronato…Porque, pela retirada dos subsídios, pelo “aumento brutal de impostos” como anunciou e concretizou Vitor Gaspar, mais ninguém protestou…

Eu fico perplexo e só concluo: a nossa Direita já está cansada de tanta justiça, de tanto progresso social e tamanha competência da Esquerda.

Esquerda que tem feito o que eles quereriam fazer, mas não faz o que eles fizeram… E não é portanto por aí que a poderão derrubar! Por isso…

O Comentador Oliveira!

(Joaquim Vassalo Abreu, 07/12/2018)

 

(Temos publicado com regularidade os textos do Daniel Oliveira. No entanto, algumas das suas mais recentes prosas, não tem feito o pleno entre aqueles que seguem este blog, o que só prova a diversidade opinativa do universo dos que nos lêem. A discordância deve originar um debate aberto e leal, o qual deve nortear sempre aqueles que querem contribuir para uma democracia sã, como é o nosso caso.

Aqui fica pois a opinião de Vassalo Abreu, que terá certamente os seus apoiantes, tal como as posições de Daniel Oliveira também terão quem as subscreva sem reserva.

Comentário da Estátua, 07/12/2018)


Quem tão prolixamente fala e escreve e tantos conselhos tem para dar, querendo sempre no politicamente correcto estar, forçosamente que um dia nas suas contradições irá esbarrar…digo eu do alto da minha “sabedoria” popular!

Não o Comendador, lá chegará, mas o Daniel, ele mesmo que, ao que parece, continua solteiro. Entendamo-nos: assim a modos que sem Partido, percebem? Segundo o velho oráculo de Willy Brandt de que “Comunista na juventude, Socialista ou Social Democrata na idade madura”, já só lhe resta o PS! Mas como não é para já, é só para quando este for oposição, o Daniel vai continuar solteiro e a insinuar-se para tudo quanto é lado até ao Costa sair de cena …

Aliás não é só dele, mas comum a muitos outros pensadores que se dizem das Esquerdas, a tendência para em nome do purismo ideológico juntarem-se à Direita para atacarem a Esquerda (o PS), cometendo como que um “harakiri”. Mas convenhamos que ao fim e ao cabo eles sentem-se muito mais confortáveis na sua actividade quando a Direita está no poder. Daí, tanto eles como os próprios partidos à esquerda do PS pouco ou nada façam para o impedir…dói, mas é a verdade!

Eu, sem quaisquer receios a críticas veladas ou não dos “meus”, há algum tempo venho neste espaço chamando a atenção para o que eu considero um crescente caminho ao retorno do pré 2011, isto é, ao suicídio de uma certa esquerda por, tendo como fim único a conquista de ganhos no eleitorado à esquerda do PS, impedindo-lhe a maioria absoluta, ao entrarem no jogo da Direita através da participação conjunta em lutas contra este Governo …

Ora esta Direita, por muito que os Danieis Oliveira desta vida a subestimem, é inteligente e, mais importante ainda, não tem escrúpulos.

E este comportamento só serve, no meu entender, os interesses dessa Direita. E ao deixar que sejam os seus representantes (caso das greves dos Enfermeiros, por exemplo), através da Ordem e daquela enormidade de Sindicatos, a dirigir a greve e a decidir os modos de luta, só a sua credibilidade compromete. Mas ainda não se deram conta, ou o que interessa é mesmo fragilizar o Governo?

É que, exactamente ao invés do que eu venho escrevendo e alertando, o Daniel e outros, de um modo erróneo e diletante, vêm dissertando sobre a espuma dos dias, preferindo aterem-se a detalhes, como se os seus estados de alma fossem assim tão importantes e decisivos na manutenção deste Governo e na prossecução de uma política de esquerda. E dissecando afirmações de Costa, chamando-o até de “arrogante” no tratamento para com os seus aliados, como também “prepotente” quando Costa referiu a não entrada das esquerdas à esquerda do PS num futuro Governo, utilizando, pois, precisamente as mesmas palavras da Direita.

E o que fica depois disto tudo? É que o Daniel Oliveira e a Direita, o mesmo não pensando, mostram afinal pensar o mesmo!

E essa quase diletância, e essa ausência de fixação no que é realmente importante e decisivo para não voltarmos atrás, nota-se no “Eixo do Mal”, por exemplo onde, ao invés de um encontro de gente pensante abordando temas da actualidade, porque não, e projectos políticos, se transformou num encontro de amigos no café, numa tertúlia mesmo, com o permanente galhofar como pano de fundo da leviandade com que tratam o que devia ser sério. E o Daniel entra naquele jogo de “egos” cada um pugnando para ser o mais engraçado. Uma tristeza Daniel, uma tristeza…Já acompanhei, deixei de ver, vi os últimos dois programas e…parei novamente. Não tem jeito mesmo e não vejo quem aquilo queira mudar.

Eu estou e estarei sempre disponível para o contraditório, mas quem sou eu para que o Comentador Daniel perca um pouco do seu precioso tempo comigo? É que ele ganha à peça ou por avença nos sítios onde fala e escreve e o tempo é ouro- ganha pão-para ele! Eu já o tinha chamado à atenção por duas vezes, mesmo depois de troca de argumentos em Posts no Facebook, onde por mim interpelado manteve de modo sobranceiro a sua postura e não tive outro remédio que publicar dois duros textos ( um sobre o Centeno a quem ele chamou de “nabo” em politica e outro acerca da morte  de Fidel onde ele afirma, assim de peito cheio de ar, que Cuba tem um sistema de Saúde perfeito, um sistema de Educação exemplar e o Desporto massificado, entre outros exemplos, mas faltava-lhe o pequeno almoço, o almoço e o jantar… Levou e levou forte, como tinha que ser e podem relembrar: (Daniel, Um Noviço em Nabiças) e  ( Daniel, o Pensador)…

E chamo a Vossa especial atenção para este último texto pois aqui estão muito bem expressas as nossas diferenças e o porquê de, mais uma vez, não conseguir deixar passar… desta vez, embora de modo diferente, também tem que parar para pensar ou então a sua credibilidade perante mim ficará gravemente ferida. Eu só respondo por mim, é claro, e só eu sou responsável pelo que escrevo. Claro!

Mas ao Comentador Oliveira exige-se sempre mais rigor, exige-se continuidade e, acima de tudo, coerência. E uma marca de DIFERENÇA, que teimo em tentar encontrar, passe a sua habilidade dialética e a rapidez de pensamento. Mas, se realmente defende as Esquerdas e um Governo progressista das Esquerdas, embora o facto de continuar “solteiro” possa servir de atenuante, deve pugnar por essa mesma Esquerda, sem quaisquer tibiezas e hesitações pesem os coletes de forças onde actua dentro do politicamente correcto, para que estas forças continuem detendo o poder, não cedendo nunca à crítica fácil a esta Esquerda que nos Governa.

E nem é preciso aqui dizer que, não consigo sequer dizer se bem se mal, faz opinião! E ao dizer que “faz opinião” quero dizer que, com uma simples aparição num debate na TV, seja ela qual for, ele atinge mais gente que todos os Blogs juntos… mas a sua responsabilidade cresce exponencialmente, não tenhamos dúvidas!

Mas, e daí os motivos deste texto e desta veemente critica, uma salutar critica a quem pela sua exposição e dimensão não pode deixar nunca de fazer vincar as suas posições (coisas que dificilmente tenho notado), o Comentador Daniel no que às leitura politicas diz respeito, tem sido de um diletantismo tal que eu não me eximo a Ir ao fundo do fundo do seu pensamento e tentar vislumbrar o alcance da essência da essência do que quer dizer com estas algumas frases…:

-“Cada vez que o PS sobe nas sondagens ele afasta-se do “espirito” da Geringonça”… E conclui que o PS é simplesmente o “porteiro do Poder”! Conseguem atingir?!!!

– “Costa só pode decidir sozinho se tiver maioria absoluta (La Palice di-lo-ia também…)! Esta frase é tão profunda que nem eu, mesmo meditando, consegui alcançar o significado! Mas apenas pergunto: e se o PS for o partido mais votado, não atingir a maioria e pretender formar governo, um governo minoritário: o que farão o BE e o PCP? Viabilizam, tal como fizeram na génese da Geringonça ou voltam ao passado, esse do “quanto pior melhor”? Desde já afirmo que decididamente votarei PS. A não ser que… Percebe, Daniel?

“ Até eleitores Socialistas sabem como o PS é um adolescente. Quando fica sozinho em casa, as suas festas costumam provocar estragos”. Ora isto é, ipsis verbis, o que diz a Direita. Até atribuem a Milton Friedmam, o guru da descola de Chicago, a tal que dizia que o Mercado se regulava a si próprio (e viu-se à saciedade quanto isso era uma falácia) aquela frase de que se os socialistas fossem governar os desertos até as areias desapareceriam… O Daniel não tem vergonha de copiar a Direita e, ainda por cima, no mais redutor e populista que ela consegue?

E finalmente: “ É este Governo que, com as cativações, desvirtua um Orçamento aprovado, não é o Parlamento que, com alterações na especialidade, desvirtua um Orçamento por aprovar…”.

Desculpe-me Daniel mas esta frase, tendo sido por si escrita, só pode ter sido passada a papel em momento de embriaguez ou sono absoluto! Nem é preciso alongar…

Mas, o Daniel também entende ser um Orçamento uma coisa elástica? Só se for o de sua casa, uma casa onde as receitas são tais que não são precisas cativações, isto é, receitas que ficam de lado para uma posterior compra: um carro novo, uma viagem de sonho ou um casamento inesperado. Um daqueles que até nos fazem largar tudo… olaré, e se não fossem aquelas benditas cativações…É melhor pensar nisso, ó Daniel! Olhe que é melhor do que ser Comendador!

Eu ia, para finalizar, falar das “coligações negativas” mas nem o vou fazer. Só vou referir aquilo que o grande Comentador Oliveira acerca do referido proclamou:

Nunca houve coligação negativa alguma, tanto na votação do PEC 4, como na contagem do tempo de serviço dos Professores, na questão dos Enfermeiros ou nas propostas Orçamentais rectificadas onde, afirma o Daniel, o BE e o PCP se mantiveram onde sempre estiveram e que os outros (os Partidos de Direita) é que se deslocaram…