Não batemos no fundo, estamos instalados lá!

(Lourdes Fragoso de Lima , in Facebook, 12/08/2025, revisão da Estátua)

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Ontem, uma grávida precisou ser levada para o hospital. A linha saúde 24 atendeu através de gravação em “inglês”. A mãe da grávida não conseguia perceber e gritava, aflita, por uma ambulância. A linha saúde 24 insistia no atendimento em inglês porque deve ser fino e, sobretudo, um serviço orientado para turistas.

A grávida iniciou o trabalho de parto. Os pais tentaram levá-la pelos seus meios. À porta de casa, rebentaram as águas e o bebé insistiu em ver o que se passava neste país governado por loucos. O pai ajudava a filha, a mãe segurava-lhe as pernas. A criança quis nascer sem mais demora e o pai, que raramente viu sangue na vida, arregaçou as mangas, confiou na sua intuição e sentido de sobrevivência, e fez o parto à filha, aparou o teimoso neto que, indiferente ao sentido de oportunidade, lhe caiu nos braços, tornando o dia tão inesperado, quanto estranho e também abençoado, que a memória se recusará a apagar. Uma vizinha, mãe de um bombeiro, ligou para o filho que por acaso estava de serviço e pediu socorro. Veio uma ambulância e mãe e filho foram, finalmente, levados para um hospital. Correu tudo bem porque “ao velho e ao borracho, põe Deus a mão debaixo”!

Onde anda a incompetente ministra da saúde? Onde andam os profissionais da saúde que antes desciam a avenida aos berros? Onde está agora a indignação da classe? Que silêncio…

Estamos no fundo…estamos instalados lá. O país arde, os pais fazem o parto às filhas, nas aflições o Estado comunica em inglês, enquanto o governo se banha alegre e inconsequentemente, nas cálidas águas do Algarve, porque as férias são sagradas e o país que se lixe!

Pergunto de novo: Onde estão as vozes outrora indignadas, que se faziam ouvir pelas avenidas da Liberdade deste país? Onde estão agora as vozes que antes proferiam ameaças, as demissões em bloco e as greves por tempo indeterminado, as queixas e reclamações diversas? Onde está o tal sobressalto cívico que desperta consciências? Que silêncio…que mais soa a medo que a coisa piore…ou estarei enganada?

E onde está a real consciência do estado em que estamos? Ou eu estou enganada e no fundo, estamos como queremos, porque foi este estado de coisas que o povo escolheu?

Seja como for, lá para setembro, depois das férias, vemos isso…

Umas quantas grandes verdades

(Carlos Marques , in comentários na Estátua de Sal, 09/08/2025, revisão da Estátua)

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Se a Rússia não invadiu a Finlândia quando a sua liderança corrupta começou a ameaçar aderir à NATO, então esse simples facto prova que a Rússia não representa ameaça absolutamente nenhuma ao povo Europeu.

Se a Rússia nem sequer ameaçou a Lituânia quando esta loucamente se colocou no altar do sacrifício do império ocidental e cometeu o casus belli de bloquear ilegalmente o corredor terrestre entre a Bielorrússia e o enclave russo de Kaliningrado, então esse simples episódio prova que a Rússia não tem (nem pode ter) qualquer tipo de vontade de fazer guerra contra países da NATO.

Se a Rússia demora 3 anos só para avançar uns 30 Km desde Advdeevka até Prokovsk, tudo dentro da zona central da região de Donetsk, então este simples facto prova que a Rússia não é nem consegue ser (mesmo que quisesse) uma ameaça aos restantes países da Europa, muito menos aos mais ocidentais, como Portugal, a tantos milhares de quilómetros de distância.

Se a Rússia se vê atacada em profundidade, e até nos seus meios estratégicos (bombardeiros nucleares) por drones produzidos e/ou financiados pelo Ocidente e doados aos nazis na ditadura da Ucrânia, no que é uma das muitas provas do envolvimento do Ocidente nesta guerra contra o povo russo, e mesmo assim a Rússia continua a fazer uma guerra cirúrgica e sem uso de armas de destruição massiva, então este simples facto prova que a Rússia não é sanguinária.

Podia continuar aqui o dia todo com exemplos destes, mas fico-me só com quatro simples factos que desmontam totalmente toda a propaganda belicista dos regimes, esses sim ditatoriais e sanguinários, imperialistas, nazis, terroristas, e genocidas, do Ocidente.

E nem vou fazer comparações entre as tardes de verão que se podem passar tranquilamente numa esplanada em Kiev ou Odessa, com as cenas indescritíveis de montes de gente esfomeada a ser morta à bala numa Gaza que parece Hiroxima após a bomba nuclear…

Em Moscovo não tenho um único inimigo. Nem em Teerão, nem em Caracas, nem em Gaza, nem em Pequim, etc.

Os meus inimigos, aliás os inimigos da Humanidade, estão todos em Washington, Londres, Paris e em Jerusalém ocupada, e os seus vassalos corruptos estão todos em Bruxelas, Berlim e capitais das restantes províncias como por exemplo Lisboa, Kiev, Buenos Aires e Taipé.

Ora, os inimigos da Humanidade não vão abdicar do dinheiro (corrupto) e do poder de forma voluntária, e muito menos nas “eleições” de farsa que se realizam neste regime ditatorial com uma máquina de propaganda quase omnipresente que manipula a vasta maioria da população. Não vão mesmo.

Os inimigos da Humanidade terão de ser derrotados pela força. O 25-Abril não se fez com cravos e o 9 de Maio não se fez com pombas. Primeiro, respectivamente, vieram (até Lisboa) as chaimites com os Capitães de Abril, e (até Berlim) os tanques com os heróis soviéticos. Para o Nélson Mandela ganhar o Nobel da Paz, primeiro teve de detonar muitas bombas contra os supremacistas, e o mesmo se aplica a quem resiste contra o GENOCÍDIO na Palestina colonizada.

Quando representantes da Rússia vão a África, são recebidos de braços abertos em quase todos os países. Já nós fomos expulsos de lá à batatada, e parece que ainda não aprendemos nada com isso, e pelo contrário temos agora uma clara maioria no Parlamento que nunca engoliu bem o “sapo” do fim do nosso império e da subjugação do povo negro. Quem não percebe esta diferença fundamental, não percebe nada.

A Rússia, sem qualquer tipo de wokismo, é decente. Nós, com tanto wokismo (ou seja, progressismo meramente performativo, para fazer de conta que o liberalismo ocidental é “decente”), continuamos a ser uns crápulas.

A ditadura fascista de Portugal fez três dias de luto pela morte de Hitler. E a atual “democracia” liberal fez zero dias de luto pelas mortes dos Capitães de Abril. Parecem coisas diferentes, mas na realidade o significado é exatamente o mesmo!

Portugal ainda não apresentou um único pedido de desculpas por participar no GENOCÍDIO de um milhão de iraquianos.

A Rússia todos os dias chora a tragédia que é ter sido forçada a intervir nesta guerra (iniciada pelos nazis ucranianos com o apoio da NATO, contra o povo do Donbass que inclui russos e ucranianos russófonos e pró-russos).

A Rússia não representa ameaça absolutamente nenhuma para o povo português nem para o resto do Mundo. Mas quem atira pedras ao Urso, depois não se queixe da reação do Urso.

Já Portugal, antes um Império e agora província vassala corrompida do Império genocida nazi-sionista anglo-USAmericano, continua a ser uma ameaça para o Mundo não-Ocidental e, o regime ILEGÍTIMO em Lisboa e em Bruxelas e Frankfurt representa uma ameaça também contra a paz e o bem-estar do próprio povo português.

Mas com carradas suficientes de propaganda, mentira, manipulação, omissão, e desonestidade intelectual, vai sendo possível manter o rebanho ordeiro dentro da cerca, a acreditar que os lobos são os seus melhores amigos, e que “não há alternativa” nem a este modelo económico cada vez mais fascista nem a este posicionamento geopolítico cada vez mais genocida e simultaneamente suicida.

Para finalizar, hoje falo também de Deus, só para dizer o seguinte: está mais que provado que não existe. Não existe nenhum Deus, muito menos um Deus bom e omnipresente, e tudo o que está na Torah/Antigo Testamento, no Novo Testamento dos cristãos, e no Alcorão, é tudo treta e várias das passagens são mesmo nojentas (como a celebração do “deus” que comete o genocídio das crianças e bebés inocentes no Egipto ou o “deus” que ajuda os israelitas nas suas guerras de agressão e ocupação.

Os crentes costumam dizer que a “voz do bem” que temos dentro de nós (a consciência) é uma prova da existência de Deus. Mas tudo prova o contrário: os mais religiosos de todos são quem neste momento comete e tolera um GENOCÍDIO, e o tal “deus bondoso” não intervém nem dá sequer um pio.

Portanto, se tenho de criticar o regime russo nalguma coisa, critico-o nisto: por se colar excessivamente ao paleio do cristianismo ortodoxo só para levar avante os planos da fação ultra conservadora no poder (o grupo do Putin e do Dugin e companhia, que são também muito de direita na economia), e pela tolerância que a Rússia (como um todo) mostra em relação aos genocidas israelitas/sionistas.

Neste aspecto, ainda bem que o líder do novo mundo multipolar não se chama Rússia, mas sim China. Fico muito mais descansado e esperançoso.

E por falar em China, estão preparados para passar fome quando o Ocidente coletivo aplicar sanções a este país, após o acusar de “começar” a “invasão” da sua própria ilha Formosa, naquela que é a próxima guerra proxy (por procuração) que o império genocida dos EUA se está a preparar para ativar, sacrificando os seus vassalos corruptos em Taiwan, assim que conseguirem estancar a hemorragia de armas e dinheiro para a falhada guerra proxy na Ucrânia? Convém que se preparem!

A humilhação geoestratégica já está consumada

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 01/06/2025, revisão da Estátua)

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(Este artigo resulta de um comentário a um texto de João Gomes sobre o perigosas opções da Europa quanto à Ucrânia potencialmente geradoras da III Guerra Muncial (ver aqui). Pela sua acutilância na apresentação de algumas verdades incómodas – quanto à postura do Ocidente e de Portugal em particular -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 01/06/2025)


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Citando o texto publicado:

A alternativa – aceitar a derrota da Ucrânia e a expansão da influência russa – pode ser vista como humilhação geoestratégica, mas evitará o sacrifício humano de milhões.”

Aceitar a derrota da Ucrânia é aceitar a realidade. Nunca foi objetivo dos EUA, nas décadas em que prepararam esta guerra por procuração (com extensa documentação ANTERIOR a 2022), levar a uma derrota da Rússia, pois tal cenário levaria ao uso de armas nucleares.

A Rússia avança em todas as frentes, está no terreno a atingir progressivamente todos os seus objetivos, e só teve de usar uma parte do seu potencial para o conseguir fazer, e ainda lhe sobram meios para assegurar a defesa do resto do território (que é o do maior país do Mundo) e continuar a ajudar países amigos a livrarem-se de terroristas (na maior parte dos casos terroristas apoiados pelo Ocidente), e ainda sobram veículos e armas para exportar para vários países.

A influência russa não terá expansão nenhuma. Pode é recuperar o que lhe foi roubado em 2014, quando os EUA fizeram o golpe sangrento em Kiev, com recurso a nazis tresloucados que acreditaram que a UE/NATO seriam sinónimo de democracia.

O povo russo, russófono e pró-russo de várias partes da Ucrânia está finalmente a ver uma esperança ao fundo do túnel. São milhões de pessoas vítimas da agressão ocidental desde 2014, diariamente oprimidas por uma brutal ditadura em Kiev onde se acha “normal” andar a glorificar nazis, a celebrar o passado de colaboração com Hitler, e a usar símbolos ligados aos nazis e em particular às brutais SS.

A humilhação geoestratégica da Europa já está consumada. Não foi a Rússia sozinha quem a fez. Foram em boa parte os EUA e um grupo de pessoas na própria Europa, que nada mais são do que traidores corruptos ao serviço de Washington.

Os tais “líderes” europeus parecem cães a repetir o que se ladra a partir de Washington e andam aos ziguezagues: hoje dizem uma coisa, amanhã o seu contrário, primeiro iam destruir a Rússia, agora pedem um cessar-fogo de joelhos e as suas sanções causam mais problemas à Europa (enquanto Rússia cresce 4% ao ano, tem pleno emprego, e pouquíssima dívida).

E quando Putin se diz disposto a sentar-se à mesa para negociar, toda a gente ficou a saber o seu lugar: a negociação direta é com os EUA, a negociação secundária é com a Ucrânia, e os cães (europeus vassalos de Washington) nem à mesa se sentam, por mais que ladrem.

Quanto ao sacrifício humano de milhões, é olhar para a Palestina ilegalmente ocupada, onde ilegítimos colonizadores ocidentais, com base numa ideologia racista extremista, provocam a fome, exterminam mulheres e crianças indefesas, bombardeiam hospitais e campos de refugiados, assassinam jornalistas e trabalhadores da ONU, cometem limpeza étnica e GENOCÍDIO, e ainda chamam a isso tudo de “defesa” ou “única democracia do Médio Oriente” ou “direitos humanos”.

Depois de exterminarem milhões de humanos no Iraque, Afeganistão, Líbia, Sérvia, Vietname, Laos, Camboja, etc, num total que já vai acima de 20 milhões de vítimas, comparável ao “currículo” do nazismo, e sem nunca pedir um único perdão, e sem julgar um único ocidental responsável por tamanha nojeira criminosa, de que estão à espera? Que agora, de repente, esses monstros sentados em Washington, Londres, Bruxelas, Jerusalém ocupada, Paris, e arredores, sintam algum tipo de consciência? Não. Quando for para nos sacrificar a todos, eles nem vão pestanejar.

Por isso, isto só lá vai com uma revolução. Uma revolução que, ao contrário do grande erro cometido após o 25-Abril, desta vez não deixe estes animais à solta, livres para se reagruparem e voltarem ao poder: político, económico, e comunicacional.

Como Portugal não tem Sibéria, então faça-se um gulag merecido para esta gentalha ali na ilha das cagarras…Ficavam lá tão bem, lado a lado: Ventura, Portas, Montenegro, Durão, Sócrates, Costa, Rui Tavares, Rodrigo Guedes de Carvalho, José Rodrigues dos Santos, Ricardo Costa, a família Salgado toda, a família Azevedo toda, a família Balsemão toda, tudo quanto é avençado da Cofina e da CNN, etc.

Depois de restaurada a democracia, a liberdade, a verdade, a independência, e a decência, bastava só cumprir a Constituição de 1976, pré-revisões de traição que deram facadas na nossa soberania em nome da integração no império de Bruxelas, que é por sua vez, como se vê, apenas uma sucursal do império de Washington. Neutralidade militar, defesa assegurada, consciência tranquila, e colaboração-zero com imperialismos e belicismos e colonialismos (sionismo) genocidas.

Imaginem só, Portugal a usar o seu dinheiro para se desenvolver, por exemplo com soberania energética, com urgências abertas e SNS sem listas de espera, com saneamento básico para todos, etc, em vez de andar a oferecer chaimites, tanques, helicópteros mísseis, drones (os Tekever com 1000 Km de alcance, que um dia destes podem levar a que um Orechnik aterre em Lisboa…) e artilharia e balas, tudo doado a nazis, que os usam para atacar civis no Donbass e arredores.

Imaginem um Portugal que é convidado para ir a Moscovo celebrar o Dia da Vitória CONTRA o nazismo, em vez de um Portugal onde até oportunistas desonestas e covardes do BE vão em delegações (no lugar deixado vago à última hora pele Chega, e ao lado de PS, PSD, IL, e companhia) a Kiev dar apertos de mão a ditadores, golpistas, corruptos, e nazis. E esquecendo por completo os civis que os nazis massacram desde 2014, inclusive queimando pessoas vivas na Casa dos Sindicatos em Odessa.

Nem Salazar desceu tão baixo, pois esse ao menos era um patriota que procurou um caminho estreito para salvar Portugal da Segunda Guerra Mundial, e nunca se aliou descaradamente a nazis, mesmo apesar da amizade entre ele e Franco, Mussolini, e Hitler.

Quando até uma besta como Salazar fica bem na fotografia, quando comparado, lado a lado, com as bestas actuais de Lisboa e Bruxelas, então está tudo dito.

Valha-nos o espírito e a memória de Otelo, Maia e companhia, pois em carne e osso só temos o Gouveia e Melo e a restante cambada de NATO-cornos especialistas em propaganda e traição à Pátria e ao povo português.

Cada país tem aquilo que merece:

  • Portugal doou helicópteros Kamov aos nazis ucranianos, e depois ficou sem meios suficientes para combater incêndios.
  • Em breve teremos um Primeiro-Ministro chamado Ventura e um Presidente que só sabe fazer a saudação militar sob uma bandeira dos EUA/NATO.
  • Falta a luz no país inteiro quando alguém dá um peido junto a uma estação elétrica em Espanha.
  • Vamos todos voar na Ryanair quando a Lufhtansa comprar a preço de saldo o que resta da TAP.
  • Se quisermos material informático, temos de ir para a lista de países de segunda classe, onde os EUA nos puseram desde que se intensificou a competição na IA.
  • Os UMM são peças de museu, e se quisermos manter menos de 1% do nosso parque automóvel montado (NÃO fabricado) em Portugal, temos de pedir com muito jeitinho aos alemães.
  • Direitos Laborais é coisa de “extrema-esquerda”, pois o que é bom são falsos recibos verdes, caducidade da contratação coletiva, quase inexistência de sindicalismo e de fiscalização laboral, e andar a ser escravizado pelas Uber, Glovo, e companhia.
  • E que tal gente a ser expulsa de casa, sem poder comprar comida no final do mês, porque os salários que já eram miseráveis, foram ainda mais comprimidos pela inflação (causada pelas sanções)?
  • Ah, e depois de uma década perdida com austeridade e sacrifício, toca a f*der os défices e as dívidas outra vez, pois a escumalha de Washington+Bruxelas mandou-nos comprar muitas armas…

O sacrifício humano de milhões já é isto. A humilhação geoestratégica já está consumada.

E a esmagadora vitória da Rússia só é ultrapassada pela vitória ainda maior da China e do restante Sul Global, que está a erguer-se sem perder a dignidade. E, muito sinceramente, isso é uma excelente notícia para nós, a longo prazo. Um Mundo mais decente, e com a China a liderar, dando o exemplo.

Em Portugal só se discute a pressa em vender a TAP, algo que agravará o nosso défice externo. Na Rússia há um ranking para ver qual a empresa que mais meios aéreos fabrica e exporta, se os Topolev, Antonov, Ilyushin, Sukhoi, Mikoyan (dos famosos MiG), etc.

Em Portugal debate-se se um dia, no futuro, alguma vez será construído o primeiro metro de linha de comboios de alta-velocidade. Na China já construíram o equivalente ao suficiente para ligar a Europa toda.

Em Portugal estamos em estagnação e endividamento e sem soberania desde que aderimos (antidemocraticamente) a uma moeda estrangeira chamada Euro, cujo Banco Central está em Frankfurt, e não quer saber das necessidades do país. Nos BRICS promove-se a soberania de cada país, defende-se importância das moedas nacionais, e a brasileira Dilma lidera o Banco de Investimento (NDB), cujos empréstimos não são sinónimo de humilhações como acontece no Ocidente com burocratas do FMI a dar ordens a governos nacionais para impor a austeridade.

Bem vistas as coisas, até posso, de forma bem-humorada, acabar assim: se querem o colapso da Rússia e da China, então convidem-nos a aderir à UE e ao euro de imediato. Mas se querem a salvação de Portugal, então rezem para que o exército russo e o chinês cheguem a Lisboa o quanto antes!