E agora que a contraofensiva falhou?

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 23/09/2023)

Antony Blinken já reconheceu que “o que está a acontecer no mundo é mais do que um teste à ordem mundial pós-Guerra Fria. É o seu fim”.


Passados quase três meses desde o seu início, torna-se claro que a contraofensiva ucraniana não atingiu o objetivo a que se tinha proposto: chegar ao Mar de Azov, tendo apenas conseguido aproximar-se, nalguns sítios, da principal linha defensiva russa. Perante estes desenvolvimentos interrogamo-nos sobre qual será o passo seguinte, uma vez não existir unanimidade nem consenso sobre a matéria.

A maioria das respostas enquadra-se em duas abordagens genéricas: uma que defende a possibilidade de se avançar para uma solução política, e outra que defende a continuação dos combates, e a preparação de uma nova ofensiva em 2024 e, se for preciso, outra em 2025, até ao último ucraniano.

A generalidade dos defensores da primeira abordagem são ou encontra-se próxima dos decisores políticos ou de quem tem responsabilidades executivas no establishment político norte-americano. Incluem no seu cálculo estratégico o impacto benéfico que o congelamento da situação militar poderá vir a ter nas eleições presidenciais norte-americanas, a realizarem-se lugar no final de 2024, independentemente de o conflito poder ou não ser retomado mais tarde, aproveitando-se a pausa nos combates para armar, treinar e equipar as debilitadas forças armadas ucranianas.

Embora o congelamento da situação militar não signifique a vitória de ninguém, é mais vantajoso para a Ucrânia e para os EUA, não só pelo motivo já explicado, mas também porque dá mais tempo aos EUA para implementarem a sua diplomacia informal, permitindo-lhes negociar com Moscovo acordos vantajosos para lá do Teatro de Operações da Ucrânia, que lhe proporcionem benefícios na competição com Pequim.

Contrariando um dos objetivos propostos, a contraofensiva ucraniana não veio trazer maior poder negocial à Ucrânia, conferindo-lhe a possibilidade de se sentar à mesa das negociações numa situação vantajosa. Pelo contrário, não só evidenciou a incapacidade de Kiev repelir as forças russas do território ucraniano impossibilitando a concretização do seu objetivo estratégico, como causou imensas baixas, difíceis de repor, e um imenso rombo nos equipamentos fornecidos pela ajuda internacional, colocando-as numa situação de extrema vulnerabilidade.

Em alternativa, poder-se-ia negociar, eventualmente, uma solução política mais ambiciosa, para lá de um “simples” congelamento da situação tática, do tipo coreano ou alemão (oeste e leste). Esta abordagem tem vindo a ganhar um número cada vez maior de aderentes (entre outros, Sarkozy, Viktor Orban, etc.). As eleições em setembro na Eslováquia poderão alargar a lista dos apoiantes desta causa.

A comunicação social norte-americana próxima do Partido democrata tem-se inclinado nesta direção. O Secretário de Estado Antony Bliken terá procurado, na sua recentemente “prolongada” estadia em Kiev, persuadir o presidente Zelensky da bondade deste tipo de soluções. A favor desta resposta, estaria o cansaço internacional do apoio prestado a Kiev com tendência para diminuir. Como escreveu Fareed Zakarias, “os ucranianos estão determinados a perseverar, mas temem que os seus aliados não o façam.”

Está por determinar se as recentes demissões dos vice-ministros ucranianos da defesa não visarão colocar em posições críticas do aparelho de estado elementos facilitadores deste tipo de soluções.

Alguns observadores acreditam que os russos estão determinados em manter o conflito até à realização das eleições presidenciais norte-americanas, na esperança de que Donald Trump seja eleito e deixe de apoiar ou reduza significativamente o apoio a Kiev.

Os defensores da segunda abordagem abraçam a ideia de continuar a guerra por esta estar a atingir o objetivo, isto é, enfraquecer a Rússia. No entanto, nenhum deles conseguiu ainda esclarecer o que entende por enfraquecer a Rússia e, consequentemente, até onde se deve e/ou pode ir. Por outras palavras, como se identifica o momento em que a Rússia vai estar suficientemente enfraquecida? Quais os critérios?

Um dos apoiantes desta abordagem, Mitt Romney defende que “Os danos causados à Rússia fazem com que o investimento na Ucrânia valha a pena… É a coisa certa a fazer… Portanto, gastar 20 mil milhões de dólares – ou seja, 2% do nosso [norte-americano] financiamento militar – para ajudar a Ucrânia a derrotar e enfraquecer a Rússia é um dos investimentos mais inteligentes e económicos que podemos fazer.”

O presidente polaco Andrzej Duda vibra com estas declarações que contribuem para colocar a Polónia como o ator “excecional” na resposta à ameaça russa. Segundo ele, explicando porque é que os EUA deviam mobilizar-se contra a ajuda à Ucrânia, “agora, o imperialismo russo pode ser parado de modo barato, porque os soldados americanos não estão a morrer. Mas se não pusermos agora um fim à agressão russa haverá um alto preço a pagar.” Para Duda, ajudar Kiev equivale a “enfraquecer um dos maiores adversários estratégicos da América”.

Pertencem a este grupo os que, confrontados com o facto incontornável da contraofensiva não estar a correr bem, consideram que a guerra na Ucrânia será uma longa luta. Em reforço desta ideia, recordemos o que disse recentemente o Secretário-Geral da NATO Jans Stoltenberg. Como disse o antigo CEMGFA do Reino Unido Richard Barrons a “Ucrânia não pode vencer agora a Rússia, mas a vitória é possível em 2025”.

Contudo, quem parece estar a enfraquecer é o Ocidente, incapaz de responder capazmente às solicitações da Ucrânia. O Almirante Rob Bauer Chairman do Comité Militar da Aliança reconheceu publicamente que a necessidade ucraniana em munições era superior à capacidade de produção da indústria de defesa ocidental. Por seu lado, a especialista em assuntos de Segurança Kori Schake num artigo na revista “The Atlantic” fez soar as campainhas sobre a capacidade militar norte-americana em caso de um conflito de larga- escala, alertando para o risco de o primeiro exército do mundo poder perder uma guerra em grande escala devido à escassez de munições.”

Segundo Schake, o problema “não tem a ver com a Ucrânia – mas com os Estados Unidos que, em princípio, não estão prontos para a guerra”. “A quantidade de armas que fornecemos [EUA] à Ucrânia é insignificante em comparação com as armas necessárias que não temos nos nossos armazéns”. “A lacuna na produção de defesa criou uma lacuna alarmante entre o que os Estados Unidos dizem que podem fazer e o que efetivamente podem fazer”.

Ambas as abordagens apresentadas partem do pressuposto de que a Rússia não tem capacidade para obter uma vitória militar sobre a Ucrânia, o que parece incontornável no momento em que este texto é redigido, mas poder vir ter. A acontecer, isso significaria uma vitória da Rússia e uma derrota norte-americana com imensos danos reputacionais para Washington, em cima do imenso empenho colocado neste conflito materializado nos 113 mil milhões de dólares gastos em cerca de ano e meio de guerra no apoio às Forças Armadas da Ucrânia, algo a que os EUA já nos habituaram, se tivermos em conta as guerras que provocou após a II Guerra Mundial e que não venceu (excluímos a guerra do Iraque (1990) e a da Coreia que “empatou”).

Qualquer das respostas apresentadas não é neutral em termos das consequências e dos resultados, apenas condicionará os termos de algo não escamoteável: “as coisas nunca mais serão as mesmas. O que está a acontecer no mundo é mais do que um teste à ordem mundial pós-Guerra Fria. É o seu fim”, como reconheceu Antony Blinken.

Por isso, dadas as consequências dramáticas que essas respostas poderão ter na definição dessa nova Ordem, esse exercício deve ser feito de modo extremamente rigoroso pelos líderes das grandes potências, que não podem alijar responsabilidades pelo que daí resultar.

Contudo, esta constatação cândida de Blinken omite quem foi o responsável por termos chegado aqui. Apesar de reconhecer que estes desenvolvimentos “serão objeto de estudo e debate nas próximas décadas”, Blinken parece não estar concentrado no essencial do problema.

Os EUA ainda não saíram, nem sabem como vão sair da guerra na Ucrânia, e já se preparam para se meterem noutra, quando é evidente a sua impreparação para tal aventura.


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Um aldrabão chamado José António Saraiva

(Major-General Carlos Branco, blog Cortar a Direito, 03/09/2023)

(Mas que grande sova no arquitecto! Bem merecida e devia ser alargada a outras alimárias que pululam pelo espaço público. Uma saudação para o General Carlos Branco: que não lhe doa a verbe nem a mão.

Estátua de Sal, 05/09/2023)


Do seu refúgio de oração, o Arq. José António Saraiva (AS) decidiu vir meter-se novamente comigo. Conhecemos-lhes a veia voyeurista, algo em que ele parece ser mesmo bom. Por tornar público aquilo que lhe disseram em segredo andou a contas com a justiça. Talvez caldeado por essa experiência negativa se tenha tornado mais cauteloso. Desta feita, decidiu acusar-me de espião, mas sub-repticiamente para não vir a ser mais uma vez “entalado” judicialmente. Fê-lo de modo cauteloso.

AS veio insinuar dissimuladamente que sou um espião, um infiltrado ao serviço de “alguém”, que não diz quem é, mas que todos sabemos a quem se refere. Na edição do Sol, de 10 setembro 2022, de que é diretor executivo adjunto, AS dizia que “já é mais estranho que pertença – ou tenha pertencido – ao gabinete do primeiro-ministro [referindo-se a mim], tendo em conta que esse é um lugar político e Portugal apoia ativamente a Ucrânia e condena veementemente a invasão russa.”

Mais à frente, AS dizia (teve de colocar a acusação na boca de outro) que “Quando a guerra começou, o prof. Armando Marques Guedes… disse que havia «espiões» ao serviço da Rússia no gabinete do primeiro-ministro.” Um mais um ainda continua a ser igual a dois. Como se Marques Guedes fosse o oráculo do regime! Sabemos onde é que são colocados administrativamente os funcionários dos serviços de informações. Portanto, tendo eu estado lá colocado, eu era espião e, como tal, estava a cometer uma traição.

Nunca pertenci ao gabinete do primeiro-ministro, nunca exerci cargos políticos, nunca fui membro de qualquer serviço de informações. Como tal, AS mentiu. Recorreu à mentira para me denegrir e enganar os seus leitores. Foi um aldrabão. Desafio AS a tornar público esse segredo (a sua especialidade). Se não for capaz de o fazer terei de o apelidar de canalha, desafiando-o desde já a processar-me judicialmente perante tão grave difamação que lhe acabo de fazer. Veremos se terá coragem.

Uns dias mais tarde, o Prof. Marques Guedes fez uma autocrítica pública sobre o que tinha dito relativamente a mim. AS podia ter feito uma autocrítica e pedir-me desculpa, mas não fez. Por isso, terei mesmo de o apelidar de canalha.

Aproveitando a queda do avião onde se deslocava o Sr. Progizhin, voltou novamente à carga contra mim, na edição do Sol de 1 de setembro de 2023. Começou candidamente por dizer que tinha “muito respeito por opiniões desalinhadas”, mas a intenção desse disclaimer era pérfida, qual gato escondido com o rabo de fora. Por o meu camarada MG Agostinho Costa ter também elencado uma putativa “conspiração africana”, como um dos possíveis autores da sabotagem do avião, admitamos que as coisas foram postas nesses termos, AS sugeriu que “parecem ambos ler pela mesma cartilha. Assim, é legítimo duvidar que pensem mesmo pela sua cabeça”. O facto de eu dizer algo parecido com o que diz o MG Agostinho Costa estou a regurgitar “lines to take” encomendadas. Topam?! Seguindo essa mesma lógica, quem diga que o Putin foi o autor do atentado também estará a regurgitar uma cartilha.

Curiosamente ou não, AS não mostrou qualquer indignação em ouvir dizer que o avião do Prigozhin tinha sido abatido por um míssil (com desenhos e tudo em prime time), na mesma altura em que o porta-voz do Pentágono negava a possibilidade de um míssil ser o responsável pela queda do aparelho. AS desligou a televisão nesse momento?! E não ficou incomodado quando alguém disse que os soldados russos não têm meias? Que aprendem a manusear o armamento pela Wikipédia (afinal até sabem o que é a Wikipédia), que não há problema em bombardear nuclearmente a Rússia porque o seu equipamento nuclear é obsoleto e a Rússia afinal são só cinco cidades, etc.

AS não percebeu ainda que anda há um ano e meio a ser enganado. Como ator da comunicação social tem o dever e a responsabilidade de não enganar os seus leitores. Onde mora a sua isenção e a sua ética? Provavelmente para o “isento” AS há propaganda boa “he’s our son of a bitch”, e propaganda má. Percebe quando falo em honestidade intelectual? Não dá para ter uma pontinha de pudor?! AS faz parte do grupo de mensageiros que alinharam sem pudor na ideia de criar na opinião pública a ideia de que este desafio colocado à Europa ia ser um “passeio no parque”. Afinal parece que o especialista em cartilhas é AS. Só faltava agora AS chamar a Tucker Carlson, a R. Kennedy Jr. e tantos outros espiões do Kremlin e, já agora, subscritores do PCP. O Arquiteto Saraiva é um triste mentiroso. Ainda o veremos um dia destes a fundar mais algum pasquim financiado por capitais angolanos.

Fonte aqui


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Ensaiando soluções para a guerra na Ucrânia

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 30/08/2023)

Moscovo está ciente de que uma solução temporária só beneficia Kiev, permitindo-lhe recuperar forças e adiar a continuação do conflito para quando se encontrar em melhores condições.


Fomos confrontados recentemente com as declarações de Stian Jenssen, Chefe de Gabinete do Secretário-Geral da NATO, sobre uma possível solução para o conflito na Ucrânia. Numa conferência em Arendal, na Noruega, Jenssen defendeu que uma forma possível de terminar a guerra poderia ser a adesão da Ucrânia à NATO cedendo em troca os territórios presentemente ocupados pela Federação da Rússia. Perante o coro de críticas, Jenssen recuou, fez uma autocrítica e admitiu ter cometido um erro. Será difícil acreditar que não tivesse cobertura do Secretário-Geral para dizer o que disse.

Não o sendo, o futuro de Jenssen estaria comprometido. Não parece ser o caso. A reação suave do seu chefe perante um “erro” tão grosseiro sugere cumplicidade e autorização. O arrependimento discreto de Jenssen mostra que estava a trabalhar com rede. Stoltenberg limitou-se a repetir os slogans conhecidos: a NATO apoia a soberania e integridade territorial da Ucrânia enquanto for necessário. Será difícil não ver nesta história a “mão invisível” de Washington e a ligação direta de Washington a Stoltenberg, ultrapassando a consulta dos Estados-membros.

Este tipo de declarações não está previsto na descrição de funções do Chefe de Gabinete do Secretário-Geral, uma vez que não tem responsabilidades políticas. É um burocrata responsável por organizar, entre outras coisas, a agenda do Secretário-Geral e as reuniões do NAC (North Atlantic Council), que não é coisa pouca, mas que não lhe confere o direito de fazer comentários sobre como terminar o conflito na Ucrânia. Exatamente por não ter essas responsabilidades encontra-se numa excelente posição para testar as águas e apurar possíveis reações sem sofrer danos catastróficos. As do lado ucraniano foram muito iradas. Seria um erro pensar que as afirmações de Jenssen foram um “erro”.

O modo como terminará a guerra na Ucrânia não tem sido um tema incluído na agenda das reuniões do NAC e, como tal, não discutido pelos Estados-membros, não havendo, por isso, qualquer decisão da Aliança sobre essa matéria. Nem tem de haver. A NATO não será um mediador e essa questão terá de ser discutida sempre com a Rússia. De certo modo, os Estados-membros foram ultrapassados, mas tanto quanto pude apurar nenhum manifestou publicamente incómodo com o sucedido, o que não deixa de ser esclarecedor sobre a relação de forças no interior da Aliança, e a quem o Secretário-Geral efetivamente responde.

Recentemente, numa conferência organizada pelo Atlantic Council, Anders Rasmussen, o anterior Secretário-Geral da NATO, e agora assalariado do Governo ucraniano, veio sugerir uma solução muito parecida com a de Jenssen. Sobre a aplicação do artigo 5.º à Ucrânia, o criativo Rasmussen lembrou que há precedentes para resolver este tipo de problemas, dando como exemplo o caso da Alemanha, que quando aderiu à NATO, em 1955, estava dividida entre Oeste e Leste. O artigo 5.º só cobria o território da Alemanha Ocidental sob o controlo do Governo de Bona. “Podíamos usar exatamente a mesma fórmula na Ucrânia.”

Estas e outras tergiversações evidenciam três factos: 1) a admissão de que a Ucrânia não vai ganhar esta guerra, sendo necessário começar a pensar em soluções que não a militar; 2) passados mais de 18 meses do conflito, os EUA ainda não desistiram de incorporar a Ucrânia na NATO, seja com que configuração for; 3) estas propostas ignoram ou fingem ignorar a questão central desta guerra. A integração da Ucrânia na NATO, independentemente do formato e da porção de território ucraniano que viesse a controlar, não significaria para Moscovo uma solução de compromisso, mas sim a capitulação.

Estes factos não deixam de nos sobressaltar. Parecem mostrar que Washington ainda não percebeu que o leitmotiv desta guerra se prende com o alargamento da NATO na Ucrânia, que tem de ser esclarecido antes de qualquer discussão de paz, e não com o Donbass, um dano colateral de um problema ainda não resolvido. O conflito não terminará enquanto aquela questão incontornável não for decidida. Por isso, não deixa de ser confrangedor, e ao mesmo tempo preocupante, as propostas infantis de quem se espera elevada maturidade e sageza política.

Num artigo na “Foreign Affairs“, Richard Raass e Charles Kupchan interrogam-se se não será a hora de uma paragem negociada dos combates, sugerindo o congelamento do conflito. Dificilmente o Kremlin aceitará essa solução, porque sabe que as atuais limitações da base industrial e tecnológica de defesa ocidental para apoiar a Ucrânia são apenas temporárias. Não vai incorrer novamente no erro de assinar um novo Minsk e dar tempo à Ucrânia para sarar as feridas e preparar-se para uma nova confrontação. Moscovo está ciente de que uma solução temporária só beneficia Kiev, permitindo-lhe recuperar forças e adiar a continuação do conflito para quando se encontrar em melhores condições.

Washington tem de perceber, uma vez por todas, que o reconhecimento da “necessidade de criar estabilidade na periferia da Rússia” – leia-se, deixar cair a adesão da Ucrânia à NATO, em troca do consentimento russo de um maior protagonismo e influência norte-americana na Ásia Central com vista a cercar a China –, uma solução encaminhada para o Kremlin através da diplomacia informal conduzida por Haas e Kupchan, não passa de um exercício fútil muito difícil de ser aceite por Moscovo.


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