(Por José Gabriel, in Facebook, 25/09/2025, Revisão da Estátua)

O Nobel total
Acabadas as dúvidas sobre quem merece o prémio Nobel da Paz – o homem acabou com 9 guerras! -, ficando claro quem merece o da Economia – ele levou ao céu, em golpes de génio, a difícil disciplina da Tarifologia -, é agora evidente a quem deve ser entregue o Nobel de Medicina e, quiçá e pelas mesmas razões, o da Química.
Já lhe conhecíamos as incursões pelas insuspeitas virtudes epidemiológicas da hidroxicloroquina e a injustamente esquecida possibilidade de injeções de lixivia para cura da Covid. Agora, em iluminada conferência de imprensa, arrasa com os malefícios do paracetamol e, de improviso, mostra o seu enciclopédico conhecimento de temas vários ligados à medicina, designadamente às áreas de vacinologia, à química médica e, até, de caminho, à climatologia, ciência que, infelizmente, não é disciplina contemplada com um Nobel.
O Comité do Nobel exulta. Nunca decisões tão transcendentes foram tão fáceis de tomar. Agora, aguardam a provável publicação de um romance de Trump para o considerar como o candidato nº 1 ao Nobel da Literatura.
Bem como também o certamente brilhante ensaio sobre um tema de Física Quântica que traga à luz as complexíssimas ideias que, adivinha-se, fervilham no cérebro brilhante do presidente norte-americano e lhe merecerão, perante o aplauso da comunidade científica, o Nobel da Física.
(Até porque, informam os governos da Noruega e da Suécia, Trump ameaça estes países – responsáveis, como se sabe, pela atribuição dos Nobel – com tarifas de 100% caso não lhe façam a vontade.)
Da escada rolante enquanto arma

A imprensa de direita norte-americana denuncia, energicamente e em todos os tons de horror e indignação militante, o atentado perpetrado por uma escada rolante de que Trump foi vítima, perante o olhar expectante e aterrorizado da comunidade internacional.
Em todos os registos, comentadores de todas as estações televisivas nacionais e regionais apontam no dedo à ONU, organização consabidamente perigosa. Basta ver que obrigou, perfidamente, Trump e a sua Primeira Dama – “a mais bela da história do nosso país“, garantia um apresentador da FOX – a subir quinze – 15! – degraus. O grau de perfídia evidencia-se no facto de terem conseguido surpreender um homem “capaz de prever tudo“.
Multiplicaram-se as vozes dos comentadores que asseguram ter já andado em escadas rolantes e nunca lhes ter acontecido tal coisa! Logo, ter tal acontecido a uma figura da envergadura de Trump “não pode ser coincidência“.
Senti-me, neste passo, igual em grandeza ao presidente norte-americano. É que, ao contrário da comunidade jornalística e comentadora yankee, já me aconteceu o mesmo. Porém, ignorante que sou e sem o sentido da grandeza de todos estes sujeitos, não percebi as forças obscuras que, naquele dia e naquele centro comercial de Coimbra, se ergueram contra mim.
A escada rolante parou na minha cara – e no resto do corpo, claro – e eu não soube alcançar o profundo significado do facto. Simplório, limitei-me, já que tinha um joelho avariado, a tomar o elevador. Só agora reconheço que tal opção me pode ter salvado a vida pois, a haver conspiração contra mim, os conspiradores não consideraram esta hipótese de ascensão aos andares superiores. Cáspite!
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