Um governo de idiotas

(Paul Craig Roberts, Institute of Political Economy, 15/04/2017, Trad. Estátua de Sal)

VIOLÊNCIA

Tornou-se embaraçoso ser americano. O nosso país teve quatro presidentes seguidos, criminosos de guerra. Clinton lançou duas vezes ataques militares contra a Sérvia, ordenando que a NATO bombardeasse a ex-Jugoslávia duas vezes, tanto em 1995 como em 1999, o que responsabiliza Bill por dois crimes de guerra. George W. Bush invadiu o Afeganistão e o Iraque e bombardeou as províncias do Paquistão e do Iémen. Contabilizam-se assim quatro crimes de guerra para Bush. Obama usou a NATO para destruir a Líbia e enviou mercenários para destruir a Síria, cometendo dois crimes de guerra. Trump atacou a Síria com as forças dos EUA, tornando-se um criminoso de guerra, logo no início de seu mandato.

Acresce que a ONU participou nesses crimes de guerra em conjunto com os vassalos de Washington, europeus, canadenses e australianos, pelo que todos são culpados de crimes de guerra. Talvez a própria ONU devesse ser levada ao Tribunal de Crimes de Guerra juntamente com a UE, EUA, Austrália e Canadá.

Um bom recorde. A civilização ocidental, se é que isto é civilização, é a maior autora de crimes de guerra na história humana.

E há outros crimes – a Somália, e os golpes de Obama contra as Honduras e a Ucrânia, bem como as tentativas em curso, a partir de Washington, para derrubar os governos da Venezuela, Equador e Bolívia. Washington quer derrubar o Equador para capturar e torturar Julian Assange, um dos mais importantes democratas do mundo.

Tais crimes de guerra cometidos por quatro presidentes norte-americanos causaram milhões de mortos e feridos civis e desalojaram e deslocaram milhões de pessoas que agora chegam como refugiados à Europa, Reino Unido, EUA, Canadá e Austrália, trazendo os seus problemas com eles, alguns dos quais acabam por se tornar num imbróglio para os europeus, como as violações por gangues.

Qual é a razão de tanta morte e destruição, do crescente fluxo de refugiados para o Ocidente, e da violência sem disfarces do próprio Ocidente? Não sabemos. Dizem-nos mentiras: as “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein, que o governo dos EUA dizia ser um facto inquestionável, não existiam. “O uso de armas químicas por Assad”, uma mentira óbvia e flagrante. “Armas nucleares iranianas”, outra mentira flagrante. As mentiras sobre Gaddafi na Líbia são tão absurdas que é inútil repeti-las.

Quais foram as mentiras usadas para justificar bombardeamentos a tribos no Paquistão, para bombardear um novo governo no Iémen? Nenhum americano sabe ou se importa. Porquê a violência dos EUA contra a Somália? Mais uma vez, nenhum americano sabe ou se importa.

Ou os idiotas viram um filme.

Violência em seu próprio benefício. É nisso que os Estados Unidos se tornaram.

Na verdade, a violência é o que é a América. Não há mais nada lá. A violência é o coração da América.

E deve ter-se em conta não apenas os bombardeamentos e a destruição de países, mas também a interminável violência gratuita e ultrajante da polícia contra cidadãos norte-americanos. Se alguém deve ser desarmado, é a polícia dos EUA. A polícia comete mais “violência armada” do que qualquer outra pessoa, e ao contrário dos gangues de traficantes que lutam uns contra os outros por território, a violência policial não tem outra razão senão o gosto de cometer violência contra outros seres humanos. A polícia americana até já disparou contra crianças americanas de 12 anos de idade, sem fazer previamente qualquer pergunta, e fá-lo especialmente se eles forem negros.

A violência é a América. A América é violência. Os liberais imbecis culpam os donos de armas, mas é continuamente o governo que é a fonte da violência. Essa é a razão pela qual os nossos Fundadores nos deram a Segunda Emenda. Não foram os proprietários de armas que destruíram, no todo ou em parte, oito países. É o governo armado dos EUA que, à custa dos impostos dos contribuintes americanos, comete a violência.

A ânsia da América por violência está a virar agora os idiotas de Washington contra povos que podem ripostar também com violência: os russos e chineses, o Irão e a Coreia do Norte.

Desde o idiota do Clinton, todos os governos dos EUA quebraram ou retiraram-se dos acordos com a Rússia, acordos que foram feitos a fim de reduzir as tensões e o risco de uma guerra termonuclear. Washington, inicialmente, tentou disfarçar os seus passos agressivos contra a Rússia com mentiras, como quando disse que os silos de mísseis ABM na fronteira da Rússia estão lá para proteger a Europa dos (não-existentes) misseis intercontinentais nucleares iranianos.

O governo de Obama ainda disse mais mentiras, mas optou por intensificar acusações falsas contra a Rússia e o presidente da Rússia, a fim de fomentar tensões entre as duas potências nucleares, a antítese da política de Ronald Reagan. Contudo, os liberais imbecis amam Obama e odeiam Reagan.

Sabia que a Rússia é tão poderosa, e a NSA e a CIA tão fracas e impotentes, que a Rússia pode determinar o resultado das eleições nos EUA? Você deve saber disso e acreditar nisso, porque foi isso que ouviu do Partido Democrata, da CIA, do FBI, dos média americanos prostituídos e dos idiotas que ouvem a CNN, MSNBC, NPR ou leem o New York Times e o Washington Post.

Certamente já ouviu dizer, pelo menos mil vezes, que a Rússia invadiu a Ucrânia; contudo o fantoche de Washington ainda senta-se em Kiev. Não é preciso ter um QI acima de 90 para entender que se a Rússia tivesse invadido a Ucrânia, ele já não estaria lá.

Você sabia que o presidente da Rússia, que as pesquisas mundiais mostram que é internamente o líder mais respeitado do mundo, é, de acordo com Hillary Clinton, “o novo Hitler”?

Você sabia que o líder mais respeitado do mundo, Vladimir Putin, é um chefe mafioso, um bandido, uma tarântula no centro de uma rede de espionagem, de acordo com os membros do governo dos EUA, que são tão estúpidos que nem sequer sabem soletrar os seus próprios nomes?

Sabia que Putin, que se absteve de responder agressivamente às provocações norte-americanas, não por medo, mas por respeito à vida humana, diz-se que está decidido a reconstruir o Império Soviético? No entanto, quando Putin enviou uma força russa contra o exército da Geórgia – armado e treinado pelos EUA e por Israel para atacar a Ossétia do Sul -, o exército russo conquistou a Geórgia em cinco horas; mas retirou-se depois de dar aos demónios uma lição. Se Putin quisesse reconstruir o Império Russo, por que não se manteve na Geórgia, uma província russa durante 300 anos, até à dissolução, por Washington, do Império Russo quando a União Soviética entrou em colapso? Washington seria impotente para fazer fosse o que fosse se Putin tivesse declarado que a Geórgia passaria a ser novamente parte da Rússia.

E agora temos o embaraço do diretor da CIA de Trump, Mike Pompeo, talvez a pessoa mais estúpida da América. Aqui temos um idiota do mais alto grau. Eu não tenho a certeza se por lá há algum QI. Possivelmente há zero.

Este idiota, se é que ele tem nível suficiente para o qualificarmos como tal, o que eu duvido, acusou Julian Assange, o Primeiro jornalista do mundo, a pessoa que mais do que ninguém representa a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, de ser um demónio que se alinha com ditadores e põe em perigo a Segurança da hegemonia americana, com a ajuda da Rússia. Tudo porque o Wilileaks publica material de fontes oficiais, revelando o comportamento criminoso do governo dos EUA. O Wikileaks não rouba os documentos. Os documentos são entregues ao Wikileaks por denunciantes que não podem tolerar a imoralidade e as mentiras do governo dos EUA.

Todos os que dizem a verdade são, por definição, contra os Estados Unidos da América. E o idiota Pompeo pretende capturá-los.

Quando li pela primeira vez a acusação de Pompeo contra Assange, pensei que devia ser uma piada. O diretor da CIA quer revogar a Primeira Emenda da Constituição americana. Mas o idiota do Pompeo realmente afirmou isso mesmo. (Ver aqui).

O que devemos fazer, o que é que o mundo deve fazer, quando temos idiotas completos como Diretores da Agência Central de Inteligência, como Presidentes dos EUA, como Assessores de Segurança Nacional, como Secretários de Defesa, como Secretários de Estado, como Embaixadores dos EUA Para a ONU, como editores do New York Times, Washington Post, CNN, NPR, MSNBC? Como pode haver alguma inteligência quando só há idiotas a mandar?

Quem estúpido é como tal se porta. O governo chinês disse que os americanos idiotas poderiam atacar a Coreia do Norte a qualquer momento. Uma grande frota dos EU está a dirigir-se para a Coreia do Norte. A Coreia do Norte, aparentemente, agora tem armas nucleares. Uma arma nuclear norte-coreana pode destruir a totalidade da frota americana. Porque será que Washington está a tentar provocar a esse desfecho? A única resposta possível é a estupidez idiota.

A Coreia do Norte não está a incomodar ninguém. Porque está Washington a escolher a Coreia do Norte? Washington quer guerra com a China? Em qual caso, Washington estará conluiada com a costa oeste dos EUA? Por que razão a Costa Oeste iria apoiar políticas que implicam o fim da Costa Oeste dos EUA? Será que os idiotas da costa oeste pensam que os EUA podem iniciar uma guerra com a China ou a Coreia do Norte sem qualquer consequência para a Costa Oeste? Serão os americanos assim tão profundamente estúpidos?

A China ou a Rússia podem individualmente acabar com os EUA. Juntos, podem tornar a América do Norte inabitável até o fim dos tempos. Porque será que os idiotas de Washington estão a provocar poderosas potências nucleares? Será que os idiotas de Washington pensam que a Rússia e a China se submeterão a ameaças?

A resposta é: Washington não passa de uma coleção de idiotas, pessoas estúpidas abaixo do significado de estúpido. Pessoas tão distantes da realidade que imaginam que o seu excessivo orgulho e arrogância os eleva acima da própria realidade.

Quando o primeiro Satan 2 chegar a Washington, a maior chusma de idiotas do mundo deixará de existir.

O mundo vai respirar um grande suspiro de alívio.

Pode vir! Força, idiotas, auto-eliminem-se! Nós, os outros, não podemos esperar mais.


Artigo original aqui

França: a esquerda vive, quando não se rende

(Por  Jon Henley, in OutrasPalavras, 14/04/2017)

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Jean-Luc Mélénchon sacode as eleições presidenciais e está a um passo de segundo turno. Segredo: fustigar regressão neoliberal e propor reformas democráticas radicais.


Um avanço dramático, de 7 pontos percentuais nas pesquisas, paraece levar inesperadamente o candidato de esquerda, Jean-Luc Mélenchon para uma disputa entre quatro candidatos, que decidirão o primeiro turno das eleições presidenciais francesas.

A dez dias das votações, em 23 de abril, o candidato de centro, Emmanuel Macron, e a líder direitista Marine Le Pen, ambos com 23-24% de intenção de votos, ainda são os favoritos para seguirem adiante no segundo turno. [Uma nova pesquisa, divulgada nesta sexta-feira, por Le Monde, indica que a diferença caiu para apenas dois pontos. Macron e Le Pen tem 22% dos eleitores; Mélenchon subiu dois pontos e tem agora 20%. (nota de Outras Palavras)]

A ascensão do Mélechon — um político ácido, com uma plataforma radical sobre impostos e gastoús pblicos — ocorre num momento em que  que mais de um terço dos eleitores estão indecisos. Não há duas pesquisas totalmente iguais, por isso é impossível dizer com certeza quem seguirá para o segundo turno.

A extrema imprevisibilidade da disputa está sacudindo tanto o mercado financeiro quando os observadores. A campanha “cheira mal”, disse o presidente que deixa o posto, François Hollande, aos amigos, segundo informou Le Monde. Temendo o que alguns analistas chamam de onda destrutiva entre os eleitores, Hollande também alertou os perigos da “simplificação e falsificação” numa eleição marcada por raiva anti-estabilishment.

Muitos analistas estão agora contemplando o inimaginável confronto entre Mélenchon e Le Pen, um confronto entre extrema-esquerda e extrema-direita que poderia representar um abalo sísmico na política francesa e europeia.

Mélenchon, de 65 anos, saiu do Partido Socialista — de centro- esquerda e ao qual está ligado o preesidente Hollande — em 2008. Formou e passou a liderar um movimento de base, A França Insubmissa [La France Insoumisse]. Aos poucos, atraiu os votos do candidato socialista oficial, Benoît Hamon.

Ajudado pela sua retórica casuística, performances fortes nos debates pela TV e uma ágil campanha, que inclui manifestações com holograma e Fiscal Combat – um jogo para “caçar os ricos” — sua aprovação pessoal saltou de 22 pontos para 68 em um mês, fazendo dele o político mais popular da França.

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“Ele inventou o stand-up político — disse um aliado ex-aliado do Partido Socialista, Julien Dray — ele tornou-se um showman”. O próprio Mélenchon afirma que se tornou uma figura “tranquilizadora” e “menos cabeça quente”.

As políticas de Mélechon incluem redução das jornadas semanais de trabalho de 35 para 32 horas; redução da idade mínima para aposentadoria para 60 anos; aumento do salário mínimo e benefícios de segurança social — além de uma vasta reforma tributária, que inclui alíquotas de 100% sobre qualquer rendimento que ultrapasse 33 mil euros por mês (R$ 110 mil).

Ele também quer deixar de usar energia nuclear, que hoje responde por cerca de 75% da geração elétrica da França, e reformar radicalmente a Constituição francesa, abolindo o regime presidencial da Quinta República. Embora sua posição sobre a imigração seja oposta à de Le Pen, Mélenchon não está tão distante da líder da Frente Nacional na política exterior, ao defender um “novo papel” para a França na UE, sua retirada da OTAN e laços mais calorosos com a Rússia.

Seus planos incluem ampliar os gastos públicos em 173 bilhões de euros em cinco anos e retirar a França dos tratados da União Europeia, se Bruxelas não concordar com reformas fundamentais. É o que mais irritou os conservadores e investidores. “Mélenchon: o programa louco do Chávez francês”, dizia a manchete de capa do diário conservador Le Figaro de quarta-feira, comparando o candidato apoiado pelos comunistas ao ex-líder venezuelano.

Pierre Gattaz, líder do principal grupo empresarial francês — o Medef — disse esta semana que um segundo turno entre Mélenchon e Le Pen seria “uma catástrofe” para a França, ao forçar os eleitores a escolher entre “o desastre econômico e o caos econômico”.

Pesquisas recentes sobre modelos hipotéticos de segundo turno preveem que Macron – um ex-ministro da economia e banqueiro de investimentos que nunca ocupou um cargo eletivo, mas diz que deseja transcender a divisão tradicional entre esquerda e direita e governar “de maneira justa e eficiente” — derrotaria Le Pen, Fillon e Mélenchon.

Fillon, um ex-primeiro ministro conservador que nega as alegações de que pagou à sua mulher centenas de milhares de euros de dinheiro público por um trabalhinho como assistente parlamentar, venceria Le Pen, mas perderia para qualquer um dos outros dois, enquanto Mélenchon venceria Le Pen e Fillon, mas perderia para Macron.


Fonte aqui

Esplendor no Relvas

(In Jornal Tornado, 15/04/2017)

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Estudantes finalistas expulsos de Espanha para se tornem futuros Miguel Relvas.


Criaturas boas e outras já tinha saudades é bom estar de regresso mesmo que seja um regresso forçado como o daqueles mil adolescentes que foram vomitar para Espanha em Benalmádena e postos na rua e na fronteira por indecente e má figura mil estudantes portugueses é o que dizem como se houvesse tanta malta a estudar em Portugal isto desde que o Ministério da Educação Burocrática e as Comissões de Encarregados de Educação invadiram as escolas já não se ensina ninguém por isso os putos se educação nem ensinança atiraram  com televisores para dentro das banheiras deixaram extintores descarregados nos corredores azulejos partidos colchões atirados pelas janelas e um rasto de destruição que deixou milhares de euros em prejuízos depois admirem-se que se tornem em futuros Miguel Relvas Dias Loureiro ou Oliveiras e Costa ou mesmo que se candidatem a Oeiras como o Isaltino pior do que eles só o Paulo Portas a fazer pressões para impingir a Moto Engil ou mesmo a minissaia de pele reluzente da Leal ao Coelho ou a joelhada do tipo do Canelas que devia ir preso um ror de tempo ou o Trump a governar o mundo como um daqueles cozinheiros candidatos a master chefes sem o menor jeito para o refogado mas peritos nos caldinhos nem sei o que pense do raio desta vida airada onde nem a emissão de filmes eróticos do Correio da Manhã TV tem o “propósito de excitar” pelo menos é o que acha a Entidade Reguladora para a Comunicação Social  que se excita com muito mais e melhor o mais natural é que os tais filmes pornoninhos tivessem o intuito de acalmar os mil finalistas que foram a Espanha soltar a libido ou era isso ou álcool e muitos pulsos abertos e depois vem aquele senhor holandês dizer que nós só queremos é trutas e vinho verde ou isso ou para me acalmar fui radical tive de ir arrancar uns parquímetros da EMEL ali a Carnide quem me inspira é a Assunção Cristas vestida de kiwis a danada aparece-me em sonhos ela e o Armando Vara não sei se sabiam mas vara pode significar um pau uma chibata ou uma manada de gado suíno mais precisamente uma porcada é isto ou conformarmo-nos e eu não sou dessas e depois admirem-se que os americanos saltem o muro para irem ao México comprar coca e eu vou com eles e ponto final.