E se fosse consigo…? E se fosse consigo…? E se fosse consigo…?

(In Blog Um Jeito Manso, 25/10/2016)

Não vale a pena dizer nada. Tudo isto é demasiado deprimente. Que querem desmantelar a “selva”. Ó Deus. Selva é este mundo em que vivemos, conduzido por um punhado de loucos e alucinados. Ponham o dinheiro que vos move a todos num sítio que eu cá sei. A minha única consolação é que no inferno os dólares e os euros não vos servirão para nada. É o que me ocorre dizer. (Estátua de Sal)

 

Não posso olhar apenas para o hoje. Em todas as eras houve maldições, êxodos, desesperanças. E se alguma coisa me causa estranheza é que a espécie humana, ao contrário de outras, nada aprenda.O aperfeiçoamento natural, fruto de experiências anteriores, não acontece com as pessoas. Encontramo-lo em animais que vivem no fundo do mar, nas mais…

via E se fosse consigo…? E se fosse consigo…? E se fosse consigo…? — Um jeito manso

Comitre

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 24/10/2016)

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Comitre: Oficial que superintendia os forçados das galés. Os salários da administração da Caixa. A questão não tem nada que ver com estes, nem com os anteriores. A minha questão tem a ver com o sistema de condenados às galés em que o sistema bancário internacional colocou os cidadãos que eram livres. Desde a antiguidade os poderosos escravizaram os vencidos e de entre os vencidos, os últimos eram designados por heretes, os condenados às galés, a remar nas galés. As galés foram os navios que dominaram o Mediterrâneo durante séculos, na guerra e no comércio. O segredo do seu êxito estava na velocidade que os remadores amarrados aos remos, três, cinco ou até sete, conseguiam imprimir. O filme Ben Hur tem cenas nas galés que ajudam a perceber como o sistema funcionava. Quem conseguia a velocidade das galés e a sua manobra era uma figura chamada Comitre, auxiliada por sota-comitres, encarregada de estabelecer o ritmo da remada à custa de chicotes e de tambores. O grande problema do comitre era estabelecer o melhor ritmo dos escravos e dos condenados sem os esgotar. É exactamente do problema dos especuladores financeiros, dos ministros das finanças, dos administradores de bancos centrais e do Estado: como extrair dos contribuintes (os condenados às galés) tudo o que eles têm, sem os matar de exaustão (financeira, no caso)? Um bom comitre, com os seus sota-comitres tem de ser bem pago, claro. O chefe dos comitres, Draghi é principescamente bem pago, assim como os seus sota-comitres, entre eles Constâncio. O Costa do Banco de Portugal também não passa de um marcador do ritmo dos condenados.Assim como o novel Domingues, da Caixa. Estes especialistas da chicotada (tributária), do ritmo da remada (financeira), do limite de vida dos condenados são hoje gente apresentada como respeitável. Tão respeitável que são pagos como alguém que executa um trabalho respeitável, e não, o de extorquir a tipos amarrados por correntes aos impostos o máximo que estes possam dar.

Eles, do Draghi ao Costa do BP e ao Domingues da Caixa, são os comitres, os capatazes encarregados pelos comandantes e almirantes e chicotearem os condenados para lhes extorquírem as últimas forças. O sistema especulativo de fabricação de dinheiro faz destes algozes figuras centrais do capitalismo na atual vertente.

Os atuais donos das galés, os atuais negociantes de escravos, os atuais juízes que condenam os devedores a serem remadores, fazem hoje o que desde a antiguidade até à baixa idade média não fora conseguido: colocarem os condenados a pagar a quem os chicoteia! Estamos a pagar a todos eles. Este Domingues da Caixa é o último dos comitres e por isso aqui fica o ai depois da chicotada.

O “MINDINHO” do MENDINHOS!

                                    (Por Joaquim Vassalo Abreu)

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Eu, aí há uns dois anos atrás, aquando da queda daquele que era considerado o DDT- O Dono Disto Tudo, resolvi escrever que ele era o novo DDT, não porque fosse assim tão poderoso que pudesse tal categoria herdar mas, simplesmente, porque era ele o DDT, mas “Dono da Direita Toda”! O Marcelo à sua beira era um curioso diletante!

Ele era o que tudo sabia, o que tudo antecipava, o que anunciava as leis mesmo antes de anunciadas, o que em tudo mexericava, o que tudo influenciava e que em tudo metia colherada. E, como de todos muito sabia, era por toda a sua gente respeitado. Era melhor deixá-lo…

E então resolvi escrever em “modo brasileiro”! Assim o Cavaco era o Cavacão, mas carecia de informação. O Coelho era o Coelhão, mas carecia de decisão. A Marilu de Maria Luisão, mas carecia ainda de afirmação, o Paulo era o Paulão, mas passava a vida no avião, A Cristas já era Assunção e restava o Carlos (Costa), este sim, um Carlão! E este,  sim, tomou uma decisão: separou  do que até aí era bom o mau e chamou um Stock e um Cunha para ao bom acrescentar valor e assim vender. Mas nem mesmo um Stock subiu as existências nem um Cunha as aplicou. E calou…

Mas quem no meio daquela “sarrabulhada” toda mantinha os cordelinhos e manobrava os fantoches? Era o Mendinhos e o seu “mindinho”…

E podem estar agora admirados por antes ter utilizado o modo “ÃO”, do brasileirão, e agora o “inho”, do “ brasileirinho” mas, eles têm sempre solução: Eles podem chamar ao Luis Luisão, ao Pedro Pedrão, ao Paulo Paulão, ao João simplesmente João, mas ao neto chamam  netinho, ao pequenito “gurizinho” e ao Luís também “Luisinho”! E que é o caso do nosso Mendinhos, que também sendo Luisinho, é muito informadinho, muito espertinho, dá aulas ao dominguinho e tem um adivinhador dedo “mindinho”…

Um familiar meu chegado, mas muito chegado mesmo, um Irmão pronto, fez-lhe o último exame do seu curso de Direito, em Coimbra e, tempos depois, verificando a sua meteórica ascensão no então PPD, comentou que ele era um aluno até que mediano, até discreto e tal, e um amigo lhe disse: estás enganado, pá, este tipo vai muito longe…Esse amigo pertencia por acaso ao seu meio e lá sabia…

E a verdade é que, depois de tudo ter sido , até secretário Geral, e um Secretário Geral implacável com os impuros, depois de todo o caminho percorrido, de mil amizades ter cruzado e de mil sociedades ter formado ( empresas, quero eu dizer…), eis que tendo-se ausentado para parte incerta todas as suas “gargantas fundas”, ele passou a utilizar aquele dedinho, o pequeninho, o “mindinho”…aquele que, qual sexto sentido das mulheres, tudo adivinha e que, perante a dúvida alheia, o voyerismo de muitos e a falta de coragem e pusilanimidade de outros, lá vai levando a sua…É que ele sabe muito e de muitos. E se o “Mindinho” fala, está falado. E os dele nem se atrevem a discutir.

Muita coisa mudou, entretanto, mas ele lá continua e, pelos vistos, há muitos que não passam sem os seus “oráculos”, vendo nele, quiçá, o rosto da oposição. Uma no prego e outra na ferradura, mas lá vai boiando, flutuando…Ele é que interpreta e explica as medidas como se chefe da oposição fosse, as vira ao contrário e tal, mas o seu dedinho, o “mindinho”, já não é, apesar de tudo, o que já foi. Será aquela unha que não o deixa sentir o tacto?

É, já não é o que era: O Coelho virou coelhinho, a Luisa Luisinha, o Costa põe-no em sentido, o Marcelo manda-o ganhar juízo e o Tiago ir pro postigo…

Quem é agora o “Mendinho” então? É o do “mindinho”, o do dedo pequeninho, o que desentope o narizinho, o que cusca no olhinho e o que coça o rabinho…

Ganda nóia…


Texto original aqui