Cansei

(Isabel Moreira, in Expresso Diário, 14/10/2018)

ISA_MOR

É tempo de trincheiras. “Cansei”, como se diz na terra onde nasci. É mesmo tempo de trincheiras. Os fascistas são meus inimigos, deles não me canso, com eles não falo.

Cansei da cumplicidade e da abertura do caminho para a negação da democracia.

Cansei do discurso simplista, e com fins evidentes, que vê na esquerda a culpada da ascensão do fascismo, sim, cansei daquela gente que diz que Bolsonaro não é culpa do Bolsonaro, mas culpa do PT e das minorias “contraproducentes” a dizerem #eleNão em vez de ficarem caladas.

Esperam, imagino, que mulheres, negros, gente favelada, índios, homossexuais, transexuais, toda essa “minoria que deve vergar-se à maioria” (Bolsonaro) se cale, negue a luta, esqueça a execução de Marielle Franco e nessa execução a morte de tanta coisa.

Cansei de fazer autocrítica e de ver tanta da direita que nos rodeia sem pingo de capacidade de olhar um espelho. A direita que negou uma e todas as vezes todos os direitos de todas as minorias, que contribuiu ativamente para um discurso de ódio contra famílias de carne e osso, tentando mesmo referendar crianças, lançando assim o discurso legitimador do extermínio legal de famílias (estou a falar do serviço que Hugo Soares, apoiado pelo seu Partido, prestou na coadoção).

Cansei de ser ok ouvir discursos homofóbicos na casa da democracia, cansei de ser tido por normal defender-se (como o fazem CDS e PSD) que o casamento (e a procriação legalmente reconhecida) é para homem e mulher e o resto que se resigne ao apartheid onde o Estado Novo o tinha deixado, sem ruído e sem o embaraço de tanta visibilidade.

Cansei de Venturas não travados pelo PSD, antes fervorosamente apoiado aquando da sua candidatura autárquica e agora capa de um jornal anunciando o seu fascismo na crista da onda.

Cansei de gente calada perante a discriminação diária de tantas pessoas e doente de ativismo por causa de um exercício isolado de uma escola que perguntava o que não devia ser perguntado.

Cansei de explicar a “história toda” do sexismo cada vez que o tema da violação vem a debate.

Cansei da frase “é a democracia”, como se não houvesse uma responsabilidade coletiva por cuidar da mesma contra os seus inimigos.

Cansei de não chamar aos meus inimigos isso mesmo: inimigos.

É tempo de trincheiras. Sei quem são os meus inimigos. É o Papa Francisco, que afirma que “o aborto é como contratar um assassino”, talvez feliz com a sua contribuição pessoal para a manutenção da morte diária de mulheres na Argentina. É o Bolsonaro e são também todos os fascistas em crescimento na Europa. É quem cala quem luta. É quem consente no calar.

É tempo de trincheiras. Não voto, não votarei, nem quero qualquer contacto com quem seja misógino, homofóbico, transfóbico, racista ou xenófobo. Sim, isso inclui “achar” que há pessoas que não deviam ter o direito a casar ou a ver os seus filhos e filhas reconhecidos como tal.

Cansei.

A Alemanha também tem jornalixo, mas é contra os povos "inferiores" do Sul

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(Dieter Dellinger, 12/10/2018)
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Os alemães nunca deixaram de ser nazis e racistas. Eles consideram os povos do Sul da Europa como inferiores e daí a guerra que a revista alemã “Der Spiegel” trava há anos contra Cristiano Ronaldo.

O alemão normal não pode ver um português ou grego superior a ele. Para os alemães, os estrangeiros são bem vindos para limparem a merda das retretes e recolher o lixo das casas e ruas e, eventualmente, fazer um trabalho superior a menos de metade do preço.

Tal como na guerra utilizaram quase vinte milhões de escravos em todas as suas fábricas para morrerem a trabalhar e à fome.

Mas, cobardes como são os jornalistas, nunca venderam em Portugal o exemplar com a cara de Ronaldo de 2016, em que o acusaram de fuga ao fisco e detalhadamente descreviam todas as acusações do pessoal das finanças espanholas que não recebeu a comissão desejada.

Esse número que devia ter a cara do Ronaldo tinha outra capa para ser vendido em Portugal.

Agora, o último número faz uma descrição porca e miserável sobre o que Ronaldo teria feito com várias mentiras e a dizer que Ronaldo deveria ter sido preso pela Interpol e condenado nos EUA porque a tal prostituta, que o “Der Spiegel” designa de promotora sem especificar de quê, terá feito queixa na polícia há nove anos atrás e não resultou qualquer processo.

Depois de ler o artigo de revista de 6.10.2018 tive vergonha das minhas origens germânicas.

Alles Scheisse was “Der Spiegel” da schreibt. Die sollen sich schämen. Tudo merda o que o “Der Spiegel” escreve. Eles deveriam ter vergonha.

O objetivo é evitar que Ronaldo jogue fora da Itália para não se preso por algum FdP de um magistrado às ordens da justiça do Trampa que nem sabe que existe o futebol.

A revista “Der Spiegel” nutriu sempre uma obsessão acerca do Hitler disfarçada de crítica, mas não era bem esse o sentido dos seus textos.

O presidente Medina resolveu dar o nome de Konrad Adenauer a uma rua do Lumiar. Adenauer criticado por Willy Brandt quando Adenauer quis reintroduzir a pena de morte na Alemanha, poucos anos depois da guerra e do nazismo em que mataram milhões de pessoas por condenação, eutanásia dos doentes e dos próprios soldados para evitar amputar duas pernas e terem de comprar uma cadeira de rodas. Isto para não falar no 3 milhões de judeus e em muita gente mais.

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A Alemanha também tem jornalixo, mas é contra os povos “inferiores” do Sul

(Dieter Dellinger, 12/10/2018)

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Os alemães nunca deixaram de ser nazis e racistas. Eles consideram os povos do Sul da Europa como inferiores e daí a guerra que a revista alemã “Der Spiegel” trava há anos contra Cristiano Ronaldo.

O alemão normal não pode ver um português ou grego superior a ele. Para os alemães, os estrangeiros são bem vindos para limparem a merda das retretes e recolher o lixo das casas e ruas e, eventualmente, fazer um trabalho superior a menos de metade do preço.

Tal como na guerra utilizaram quase vinte milhões de escravos em todas as suas fábricas para morrerem a trabalhar e à fome.

Mas, cobardes como são os jornalistas, nunca venderam em Portugal o exemplar com a cara de Ronaldo de 2016, em que o acusaram de fuga ao fisco e detalhadamente descreviam todas as acusações do pessoal das finanças espanholas que não recebeu a comissão desejada.

Esse número que devia ter a cara do Ronaldo tinha outra capa para ser vendido em Portugal.

Agora, o último número faz uma descrição porca e miserável sobre o que Ronaldo teria feito com várias mentiras e a dizer que Ronaldo deveria ter sido preso pela Interpol e condenado nos EUA porque a tal prostituta, que o “Der Spiegel” designa de promotora sem especificar de quê, terá feito queixa na polícia há nove anos atrás e não resultou qualquer processo.

Depois de ler o artigo de revista de 6.10.2018 tive vergonha das minhas origens germânicas.

Alles Scheisse was “Der Spiegel” da schreibt. Die sollen sich schämen. Tudo merda o que o “Der Spiegel” escreve. Eles deveriam ter vergonha.

O objetivo é evitar que Ronaldo jogue fora da Itália para não se preso por algum FdP de um magistrado às ordens da justiça do Trampa que nem sabe que existe o futebol.

A revista “Der Spiegel” nutriu sempre uma obsessão acerca do Hitler disfarçada de crítica, mas não era bem esse o sentido dos seus textos.

O presidente Medina resolveu dar o nome de Konrad Adenauer a uma rua do Lumiar. Adenauer criticado por Willy Brandt quando Adenauer quis reintroduzir a pena de morte na Alemanha, poucos anos depois da guerra e do nazismo em que mataram milhões de pessoas por condenação, eutanásia dos doentes e dos próprios soldados para evitar amputar duas pernas e terem de comprar uma cadeira de rodas. Isto para não falar no 3 milhões de judeus e em muita gente mais.